If I Were A Boy
20 Twenty
Notas iniciais
Cara, quero dar um abraço na CaatySalvatore pela linda e perfeita recomendação. Obrigada amore, esse capítulo é para você!
Olha, pode não parecer de vez em quando, mas a história é Percabeth meu povo!! PERCABETH!! EU AMO PERCABETH!!! PERCABETH É VIDA!! NÃO TEM PARA NINGUÉM!! MELHOR SHIPPER EVER!! Hahaha, exagerei... Mas eu também gosto um pouquinho dos outros, por isso faço aqui. Entenderam? Perguntas??
Bom, aproveitem o capítulo... Tem PERCABETH!! Empolgados? Leiam!!
Capítulo 20 — Twenty
Pov. Annabeth*
Eles ficaram se encarando, e eu simplesmente não sabia o que fazer. Sério! Eu não queria ter trazido Thalia para ali para inicio de conversa, e não me lembrava de ter falado de Percy em si, então, claro que ela não ia saber e eu não ia saber que eles eram primos. Primos? Eu tinha falado de Luke, Nico, Leo... Mas não do Percy. Eu sou uma azarada, acho que isso é fato. O planeta conspira contra minha pobre pessoa. Se ele não tivesse aqui eu já teria me jogado no chão e pedido a morte, está bem, eu sou exagerada, mas esse emaranhado de problemas em que eu estava me metendo, a cada segundo estava me deixando mais sufocada. O que exatamente eu tenho que fazer?
Thalia olhou para mim e eu meio que implorei com os olhos para ela. Ela veio para meu lado e entrelaçou nossos dedos.
– Esse é meu namorado, Alex. Eu vim com ele hoje. – Eu sabia que isso não seria o bastante, mas Thalia logo continuou: — Percy, você tem que saber de umas coisinhas antes de sair falando quaisquer coisas por aí. Meu pai não sabe que eu estou aqui...
– Problemas novamente? – Ele disse revirando os olhos.
– Não é da sua conta! Mas ele não pode saber que estou aqui, e em todos os casos, meu nome é Julieta, não Thalia, entendeu?
– Já está emancipada? – Percy riu e Thalia rosnou. – Thalia, eu juro que esperava mais de você quando trocasse seu nome, claro, nunca seria cara de pinheiro, como eu te chamava quando éramos menores, mas que tal Emily Thorne? Você iria arrasar! Você tem o instinto dela!
– Percy, não brinque. Hoje eu não estou com paciência Ok? Apenas feche essa sua boca enorme, e não fale nada sobre mim. – Percy acenou em concordância e eu pude respirar aliviada. Mas aí ele olhou para mim e perguntou:
– Como vocês se conheceram? Que eu saiba você não estava morando aqui Thalia!
– Realmente, conheci Alex quando ainda estava morando com meu pai. Ele foi passar um fim de semana na Califórnia. – Assenti.
– Sim. Eu tinha coisas a fazer na Califórnia. – Percy sorriu.
– Então, é você que anda cobrando leituras para seu namorado? Você anda mais culta Thalia! – Thalia me olhou desesperada. Eu queria tanto rir, essa situação era esquisita demais para ser real.
– Na verdade, foi só uma idéia para fazer vocês sofrerem um pouco! Pelo jeito deu certo! Mas não o suficiente pelo visto já que você está zombando! – Thalia pegou em seu queixo e pensou: — Talvez eu peça para Alex ler Crepúsculo da próxima vez! Que tal? Tenho certeza que vocês irão adorar passar as próximas horas de castigo se deleitando com os lamentos da Bella pelo vampiro brilhosinho. – Thalia descarregou com tanta ironia, que eu não consegui não rir. Eu ri muito que até doeu minha barriga. – Ah, o amor! – Thalia me olhou e estendeu a mão, já que eu estava sentado na minha cama. Olhei para Percy e peguei a mão de Thalia.
– Vamos, os meninos devem estar esperando! – Ela se virou para Percy e completou: — Se você abrir o bico, eu posso fazer coisa pior entendeu? Isso é só um aperitivo simples para mim. Então, se liga Jackson.
– Tudo bem senhorita nervosinha! Até porque eu tenho coisas piores com que me preocupar. – Thalia parou quando ele disse isso. Suspirou.
– Como andam as coisas? – Percy estava de pé no outro lado do quarto, não virou, mas respondeu olhando para a janela.
– Está tudo bem. Você não tem que se preocupar.
– Eu posso te ajudar. Mamãe com certeza vai querer ajudar.
– Thalia! Estamos bem, ok? – Ele reafirmou. Olhei para Thalia e falei baixo:
– O deixe Thalia. Isso envolve orgulho. Deixe-o. – Reforcei. — Vamos... – Ela assentiu.
– Mas saiba que somos uma família e não importa o que aconteça, sempre seremos isso! – Abri a porta e saímos. Respirei devagar. O que tinha acontecido ali? Sério, eu precisava de alguém para me explicar. Thalia me chamou a atenção e sussurrou:
– Eu vou explicar tudo depois. – Concordei e saímos para onde os meninos nos esperavam. Não posso dizer que me diverti muito enquanto estávamos conversando, eu estava longe dali, pensando naquela última cena, especificamente em Percy. Era errado, muito errado, mas eu não conseguia. Pensei em como era realmente a situação dele e da família dele. Não conseguia ver Sally passando por situações ruins. Eu queria ajudar. Respirei fundo. Eu não podia fazer isso, não tinha nada a ver comigo.
– Alex? – Eu fui puxada de meus pensamentos por Thalia, que me olhava sorrindo.
– Oi
– Ele está bem desligado hoje, não liguem. O fim de semana foi puxado. Mas tenho certeza que ele logo estará bem. Bom, meninos vocês todos estão atrasados. Você também querido! – Eu assenti. Levantamos e pagamos a conta.
– Nós vamos na frente, tudo bem? – Eles estavam nos dando espaço. Mesmo que eu e Thalia não precisássemos. Nunca iríamos dar uns amassos.
– Tudo bem... – Quando eles já estavam longe o suficiente Thalia logo falou:
– Não pense em Percy. Eu percebi Ok? Depois você vai me falar tudo! – Ela sentenciou.
– Você vai para a casa de sua mãe?
– Sim. No fim de semana eu ficarei na sua casa. Talvez eu passe aqui depois. – Assenti.
– Eu te mandarei mensagens tudo bem?
– Ok. E se tiver algum avanço com Luke, me diga. Ele não falou nada sobre isso, mas ele é um cara legal, pelo que vi. Todos os três. Além disso, Nico é um gato! Como você agüenta? Ficar no meio de tantos homens e não poder fazer nada deve ser ruim! – Eu sorri e mordi os lábios.
– Agora eu tenho o Nico... E eu sempre posso tirar uma casquinha... – Rimos e eu abracei.
– Tudo bem, cuide-se sua Punk! – E ela foi embora. Eu me preparei. Nada podia interferir nessa semana, eu tinha que focar em Luke. Esquecer Percy e ponto final.
...
Cheguei à aula atrasada e dei azar de ser aula de Ártemis. Eu parei na porta. Respirei fundo. Como eu iria encarar mais isso? Bati na porta e ela me olhou interrogativa.
– Desculpe professora, tive um pequeno imprevisto. Prometo não me atrasar mais. Posso entrar? – Ela sorriu e pegou em meu ombro, dei passos pequenos para frente. Ela me trouxe para frente e me soltou, mas não sem antes arranhar meu pescoço levemente.
– É bom ver você Alex querido. E não se preocupe, somente entre. – Agradeci baixinho e entrei na sala. Vi Nico com uma cadeira vazia ao lado dele e fui para lá. Eu só tinha essa aula com ele. Já sentei respirando devagar, para me acalmar.
– Não se preocupe, eu farei com ela pare de te atormentar, tudo bem? – Eu sorri para ele e agradeci baixinho.
– Obrigada Nico. Eu realmente preciso de você nessa faculdade.
– O que aconteceu ontem? Quer dizer, Julieta existe mesmo?
– Ela é uma antiga amiga. O nome dela é Thalia. Ela queria conhecer vocês e me obrigou a se passar por minha namorada. – Eu ri. – Mas ela é legal.
– Pensou em fazer algo com relação a Luke? – Neguei. – Eu achava que você tivesse algo em mente. Principalmente para essa semana. Ela será realmente puxada. Rafael está falando que vocês terão diversos compromissos na fraternidade.
– Não acredito que ele vai me encher de festas idiotas!
– Isso mesmo amiguinha. E agora, você terá que me arrastar para todas e se não me arrastar será obrigada. Nunca mais deixarei a donzela em perigo. – Eu revirei os olhos.
– Não é só porque você sabe o que sou agora, que você deveria me tratar diferente Ok? Eu ainda sou o mesmo garoto. – Ele falou garota com os lábios e por instante percebi como estávamos. Inclinados demais um para o outro. Cabeças quase se tocando. E isso era extremamente Gay, já que éramos dois meninos. Sorte que estávamos no fim da sala, já que Nico odiava ficar muito na frente. Senti a respiração de Nico e ri fraco me arrepiando, mas sem querer o deixar perceber. – Eu sei muito bem me defender.
– Eu sei, mas não custa fazer nada isso por você! – Ele sorriu e eu vi Ártemis nos olhar. Ajeitei-me e Nico também. Deixamos o resto da aula passar para podermos nos falar novamente. Quando saímos para a outra aula esbarrei em Gabriel. Eu sorri alegremente.
– Hey Dude! – Ele sorriu.
– Hey Nico! Hey Alex! – Nico acenou, somente. Olhei para o ruivo e perguntei: — Tem que aula agora?
– Acho que é literatura... – Ele respondeu incerto.
– Ah, pena que não é a minha. Queria conversar com você!
– Algo importante?
– Nada demais. – Ele sorriu para mim e foi embora. Eu gostava do ruivo. E estava curiosa para saber o que tinha acontecido com ele e Rafael. Claro, não era isso que eu queria falar com ele, mas eu pensava nisso quando o via.
– Gabriel é seu amigo? – Nico me assustou. Ele tinha esse poder. Ou estávamos totalmente ligados quando ele estava ao nosso lado, ou estávamos relaxados ao ponto de esquecer ele. Isso era uma das coisas que eu mais gostava nele. Presença marcante e ao mesmo tempo relaxante.
– Sim. Nós temos algumas aulas juntos.
– Eu acho que não tenho a próxima com você, mas se cuide viu? – Sorri com a gentileza.
– Relaxa... Sei me cuidar. – Nico piscou e foi embora. Lembrei-me que essa aula tinha Luke e já entrei animada na sala. A primeira coisa que vi foi exatamente ele. Sentei-me ao seu lado.
– Hey Dude.
– Hey Alex. Ah, sua namorada é muito linda, sabia? Ela é realmente simpática. – Eu concordei. – Para mim você tinha brigado com ela.
– Sim. Às vezes a distância atrapalha em nosso relacionamento. Mas agora que ela veio morar para cá com a mãe. Decidimos tentar de novo. Julieta é tudo que eu quero. – Fui romântico demais? Acho que é Crepúsculo rondando a minha cabeça. Edward me contagiou.
– Espero que dê certo.
– E você? Como foi seu fim de semana? Você se resolveu com a sua amiga? – Eu estava curiosa. Luke sorriu automaticamente, mas logo esse sorriso desapareceu. Eu não sabia o que aquilo significava, mas eu estava completamente nervosa.
– É complicado. Eu fui à casa dela e estava realmente disposto a esquecer tudo. Eu não deveria ter ficado longe dela. E foi exatamente o que eu fiz... Só que acabou acontecendo algumas coisas que me deixaram...
– Tristes?
– A palavra certa seria magoado, traído. – Eu senti meu cérebro começar a rodar. E isso não acontecia com freqüência.
– E?
– Mas eu acabei perdoando. Eu não sei... Acho que tudo que vivemos e aquilo que passamos juntos são mais importante do que o que está acontecendo agora. Annabeth é especial para mim de um jeito que eu nem consigo entender. – Ele parecia um pouco transtornado. Um aperto se fez dentro do meu corpo. De um jeito que ele não conseguia entender? As palavras de Thalia vieram na minha mente. “Eu acho que ele é apaixonado por você!”. De repente, eu não conseguia mais olhar para Luke. Não conseguia imaginar isso acontecendo. Ele apaixonado por mim? Era simplesmente loucura, nunca seria possível uma coisa dessas. Levantei-me, e Luke me olhou surpreso.
– Olhe, tenho certeza que tudo vai dar certo e você vai entender o que realmente está sentindo cara. Eu vou ao banheiro... Depois... Depois eu volto! – E corri, vi-o acenar concordando, mas minha cabeça e meu corpo já estavam em movimento. Corri para o campo de futebol, que há essa hora estava completamente vazio. Meu coração pulava pela boca por causa da corrida e por causa dos pensamentos que corriam em minha mente. Apaixonado? Por mim? Impossível! Eu não conseguia acreditar. E eu? Eu não sabia exatamente o que estava sentindo, a não ser por esse sentimento de descrença total. Vi a árvore e uma sombra, eu iria me jogar ali. Corri com mais vontade sentindo minhas pernas reclamarem, mas nem liguei. Joguei-me ali quando cheguei à árvore, e se não fosse pelo alívio que percorreu meu corpo, eu quase teria morrido de susto quando vi Percy deitado ao meu lado. Ele estava com os olhos fechados e parecia estar dormindo, então não me viu e nem se mexeu quando eu estava quase colada com ele. Como eu pude não vê-lo?
Eu me mexi desconfortável, mas não quis me afastar. Ele estava tão sereno. Que todos os meus pensamentos se acalmaram, em somente em observa-ló. Eu estava confusa para caramba agora. Eu esperava que Percy não acordasse agora, eu queria me acalmar, e ele parecia um ótimo modo. Deu vontade de erguer a mão e tocar nos seus cabelos, mas eu me detive, seria loucura total. Já pensou se ele acordasse e me visse o tocando? Iria ser muito estranho. Estranho é pouco. Então, concentrei em minha respiração e na visão dele. Luke. Nico. Percy. Leo. Thalia. Tami. Dylan. Olímpia. Ethan. Sam. Passei os nomes das pessoas que participavam da minha vida e consegui. E ainda olhando para Percy, cochilei ali.
Eu estava observando o céu. Um dos meus passatempos preferidos. O céu estava cheio de estrelas e era tarde. Eu estava sentada em um pequeno banco. Olhei ao redor para ver onde eu estava e me vi em uma pequena pracinha que tinha perto de casa. Lembrei-me imediatamente de quando fui ali. Para mim, era só eu que estava ali, mas quando senti alguém pegar a minha mão, eu me virei automaticamente. Vi os olhos verdes mar dele. Sorri sem hesitar.
– Percy! – Ele sorriu seu sorriso que deixava meu coração correndo uma maratona e disse:
– Hey, trouxe isso para você. É de manga! Eu estava um pouco em dúvida de qual sabor você iria gostar! – Ele falou erguendo o sorvete. Eu sorri pegando o sorvete.
– Obrigada, eu gosto de manga. – Eu lambi e ele ainda me olhava sorrindo.
– Estou com inveja do sorvete. – Eu sorri indo em sua direção. Beijei seus lábios e ele passou a mão por minha cintura. Eu não me cansava de beijar Percy, para mim era uma das melhores sensações do mundo. Eu larguei seus lábios, mas fui direto para seu pescoço, mordi sua orelha, depois de plantar um beijo ali e disse:
– Você também quer ser lambido? – Eu falei, ou pelo menos tentei falar sedutoramente. Com certeza errei feio. Percy riu com gosto, mas depois sorriu.
– Eu adoraria senhorita safadinha Chase. – Claro que nada aconteceu entre nós, mas ele adorava quando eu deixava essa minha aura de inocente e colocava meus poucos conhecimentos para fora. Ele me puxou e eu ergui o sorvete, se eu não voltasse a comer, ele iria derreter completamente. Então, ficamos ali, observando as estrelas, aproveitando um ao outro, enquanto meu horário de ir para a casa não chegava, que por mais que minha não me desse, havia alguém que com certeza estava contando os minutos, e se eu me atrasasse apenas um segundo, me ligaria cobrando. E esse alguém era ninguém mais e ninguém menos que Luke.
Acordei espantada. Que sonho tinha sido esse? Isso foi uma lembrança, e foi de modo tão real. Que meu peito doeu de saudade quando eu olhei para Percy, e doeu mais ainda quando eu me lembrei de Luke. Acho que agora eu podia oficialmente pirar. Sorri e vi que estava um pouco tarde. Eu tinha perdido diversas aulas. Suspirei e levantei a mão. Eu queria tocar nele. E foi isso que eu fiz. Passei a mão pelo cabelo de Percy e suspirei. Ainda tinha o mesmo jeito sedoso e gostoso. Eu queria saber quem era esse garoto... Conhecer ele de verdade. Eu não sabia com quem tinha compartilhado aquele momento na pracinha... Mas eu tinha me apaixonado por ele! Será que ainda tinha uma parte naquele garoto deitado algo por quem eu me apaixonei? Nem deu tempo de saber a resposta, pois na mesma hora o vi abrindo os olhos. Droga.
– O que você está fazendo?
Notas finais
PS: Nada contra a saga Crepúsculo, para os que não sabem, eu amo Crepúsculo, amo o Edward, odeio a Bella... Hahaha, mas mesmo assim... Ok? Sem xingamentos ou coisa do tipo...
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