If I Were A Boy
13 Thirteen
Notas iniciais
Capítulo 13 – Thirteen
Pov. Annabeth*
Eu sorri andando até ele, a cada passo que eu dava, meu coração martelava mais rápido e imbecilmente, eu devo acrescentar. Não era como se fosse a primeira vez que eu o tinha visto depois que terminamos. Mas era. Agora, eu era a Annabeth, não o Alex. Agora ele podia me olhar e eu podia olhar para ele e poderíamos saber quais eram as diferenças que nos separavam. Ele tinha me machucado, tinha brincado comigo, me usado como se eu fosse um objeto em suas mãos, e eu tinha feito isso, tinha me apaixonado de verdade, como uma boba. Ele olhou ao redor quando parei na sua frente, ele estava evitando me olhar.
– É você! Eu simplesmente não acredito! – Ele falou baixo, num sussurro. Alex, você com certeza vai estar ferrado depois, mas eu pouco me importava agora. Era só usar todas as armas que eu tinha contra o Jackson, e ele manteria a boca fechada. Até que fim eu poderia usar aquela cena deplorável do sexo no meu quarto de modo apropriado, bem que eu não tinha nenhuma foto para provar. Eu daria um jeito. Nico poderia ser minha testemunha.
– Ainda bem que você chegou no horário. Eu e o pessoal iremos sair daqui a uns poucos minutos. E você irá conosco. Não se preocupe, o cheque vai chegar para você e a quantia será muito boa. Alex disse que você não reclamaria de nada e que faria tudo eu mandasse. Ótimo. – Eu me sentei no sofá e Tami sentou ao meu lado. Ela apertou minha mão. Eu liguei a televisão e começou a passar a reprise de The Vampire Diaries, deixei ali. Olhei para Percy e ele me encarava.
– Você quer beber algo? Comer algo? Eu não vou pagar algo para você, ou te dar moleza. – Olhei para Olímpia. – Você pode colocar algo para ele? A torta seria uma boa idéia. – Ela assentiu sorrindo, minha cúmplice. Olhei para Percy. – Acompanhe ela. Ela vai te dizer o que você deve ou não fazer. É simples, fácil. – Eu pisquei para Olímpia. Tínhamos a regrinha de três. Minha mãe usava quando contratava segurança. Olímpia faria a mesma coisa. Percy fez uma careta, mas foi bem rápido. Sorri como um anjinho para ele, eu estava mesmo radiante. Era ótimo isso.
– Tudo bem. – Ele disse e acompanhou Olímpia para a cozinha. Esperei ele sair do cômodo e nem reparei que eu estava segurando a respiração até ela vir com tudo. Tami pulou em cima de mim.
– Meu Deus, você foi ótima! Quem é essa? Annabeth Chase não era assim! – Sorri para Tami. – Pelo menos não de acordo com os relatos dos meninos. Eles sempre dizem que você é frágil, mas isso foi totalmente o oposto.
– Acho que essa parte em minha estava somente adormecida. Além disso, ele não merece esse meu eu.
– Você fez muito bem! – Ela sorriu e nós nos viramos para a tela da TV.
– Agora, me diz uma coisa. Se Luke vir nos encontrar. Como você vai explicar toda essa situação. Ele principalmente. – Eu não tinha pensando sobre isso exatamente.
– Eu vou falar a verdade. Eu não gosto de falar mentiras para Luke.
– Você está escondendo uma coisa dele. – Eu olhei para ela agora. – Você não contou a ele que é Alex. – Ela falou só com os lábios a última palavra.
– Mas eu não menti. Se ele perguntar, eu falarei a verdade, com certeza. Mas enquanto ele não perguntar, manterei o bico fechado. – Eu disse e ela sorriu suspirando.
– Tudo bem. Você que sabe! – Eu peguei na mão dela.
– Eu estou precisando de companhia feminina e essas últimas horas foram demais, um relaxamento para esses dias cercadas deles, não que fosse ruim, mas não pode atacar é complicado. – Tami riu e eu em seguida me juntei a ela. A companhia tocou e Tami me levantou. – Vamos. Deve ser os meninos. – Eu corri para porta, não deixando de gritar antes para Olímpia dizendo que atendia. Claro, não falei o nome dela. Percy já tinha me ouvido falando como Alex esse nome e não seria nada legal se ele juntasse uma peça a outra. Abri a porta e me deparei com meus amigos. Soltei um grito. Sim, meus sentidos mais femininos estavam vindo à tona. Eu acho que essa ida a universidade causou totalmente o reverso do que eu pensava que iria acontecer. Sam, Ethan e Dylan me apertaram na mesma hora em que me joguei contra eles.
– Eu estava morrendo de saudades de vocês! Pelo amor de Deus! – Eles riram e Dylan foi o primeiro a falar.
– É até estranho te ver assim! – Nos separamos e Dylan me pegou pela mão, me fazendo dar uma viradinha e os meninos sorriram. – Pelo amor de Deus, que mulher é essa! – Tami riu enquanto caminhava até a gente.
– Você está diferente, estranha e gata! – Sam disse e eu revirei os olhos por causa do estranha.
– Deve ser porque semana passada vocês me viram pela última vez como a última garoto! – Eu sussurrei baixinho e eles riram. Eles passaram pela porta e eu olhei para cima para fechar a porta. Então, me surpreendi ao ver ele ali, vindo na minha direção. Ele tinha acabado de chegar. Ainda usava a roupa da faculdade, mas tinha uma jaqueta nas costas. Eu suspirei inconscientemente. Mas meus olhos também arderam. Algo cresceu dentro de meu peito e eu deixei minha mão cair da porta. Ele olhou para cima e meus olhos encontraram os dele. Meu coração deu uma batida pequena e eu andei para ele. Ele abriu os braços, e eu sabia que ele tinha me perdoado. Senti as lágrimas caírem enquanto ele me pegava em seus braços, e me segurava pela cintura. Senti o cheiro dele. O cheiro que eu senti a semana toda e não pude aspirar do modo correto.
– Luke... – Eu falei no seu ouvido e enquanto pegava em seu cabelo. Ele me apertou contra ele, ele sentia falta de mim. Ele sentiu. Meu peito se encheu de felicidade. – Eu senti tanto, tanto a sua falta. – Ficamos ali mais alguns segundos, somente apreciando a presença um do outro. Eu me senti segura, como nunca mais tinha sentido. Então, ele me soltou e eu pude olhar em seus olhos.
– Annie... – Eu abri um sorriso enorme ao ouvir ele me chamar por meu nome.
– Eu quero te pedir desculpas... Luke, eu fui uma boba, idiota, tola, estúpida... – Eu me atrapalhei com as palavras. Ele me interrompeu.
– Desculpe por não ter ligado para você também. Eu deveria ter respondido suas mensagens. – Ele parou e respirou profundamente. – Só que eu precisava de tempo Annie e mesmo ainda estando chateado e te achando uma idiota, eu não consegui ir para casa.
– Aqui é sua casa! – Eu expliquei.
– Eu não consegui ir para casa, eu não consegui ficar sem ver você. Te amo, você sabe. – Ele disse pegando em meu rosto e dando um sorriso para mim. Meu sorriso. Ele pegou em minha mão e eu ri.
– Eu também te amo... Muito! – O abracei de novo.
– Oh, eles fizeram as pazes! – Ethan gritou da porta. Os quatro estavam ali olhando para nós dois. Eu ri.
– Eles não formam um casal bonitinho! – Dylan disse apertando suas próprias bochechas, eu revirei os olhos e gritei: — Idiota! – Ele mandou beijos no ar e Luke e eu rimos. Mesmo que tenha sido risos nervosos.
– Hey, Luke! Dude!
– Como foi à faculdade? – Sam perguntou curioso. Eu puxei Luke para dentro de casa e nos sentamos no sofá. Eu sentei ao lado de Luke e deixei nossas mãos juntas. Tami sentou ao lado de Ethan e os meninos no chão.
– Foi bem legal. Só foi ruim passar o tempo longe de vocês. Mas eu fiz diversos amigos, na verdade, foi uma semana bem agitada. – Eu sorri de lado.
– Sei. – Tami disse ironicamente.
– Cara, sem garotas. Deve ser duro. – Ethan disse pesarosamente.
– Na verdade, não foi tão ruim assim.
– Tinha garotas? – Eu sabia que não, então revirei os olhos.
– Não. Mas há uma sexóloga e a professora de matemática que são simplesmente... – Eu fiz careta e me lembrei de Afrodite e Ártemis. Eu mereço. Então, o interrompi logo.
– Ótimo. Tudo bem. Chega! Vocês terão o resto do fim de semana todo para falar sobre isso, de preferência, falem bem longe de mim. – Os meninos riram e Luke só me olhou, mas um também existia um sorriso formado em seus lábios. – Nós vamos para o Shopping hoje? Esqueceram? Eu não me produzi toda para ficar em casa.
– Quem é você e o que fez com Annabeth Chase? – Luke perguntou.
– Nós nos perguntamos a mesma coisa hoje, Luke. – Sam murmurou.
– As coisas mudaram essa semana. – Tami explicou.
– Eu percebi.
– Sim. Mas acreditem, eu ainda sou aquela mesma garota, só que hoje eu acho que eu mereço um dia de garotas, mesmo que seja com vocês meninos... – Eu ri no final. – Vamos a loja de música, depois vocês podem ir para qualquer lugar no shopping enquanto eu e Tami vamos comprar roupas, depois marcamos de nos encontrar para comer algo.
– Beleza. – Dylan se levantou animado. – Vamos. Com certeza hoje terá novidades na loja de música, e será ótimo para gente. Nós vamos ajeitar o galpão amanhã e pela parte da tarde, nós vamos praticar. Já que pela parte da noite tem festa!
– Onde? – Eu disse animada.
– Um dos nossos amigos disse que estava organizando. É fechada, em uma balada no centro. – Eu sorri.
– Ótimo. Vamos! – Eu disse e Luke se levantou. Ele pegou em meu braço devagar e passou o dedo pelas marcas, essas que quase não apareciam mais.
– Não se preocupe. Aquilo foi tolice.
– Tudo bem. Eu não quero que você faça isso. – Eu assenti. Ele estendeu a mão e eu a peguei. Sorri, estava feliz. Tudo voltaria a ser como era. Pelo menos foi o que minha mente ingênua pensou, antes de ele entrar na sala.
– Já vamos? – Ao som da voz dele, Luke segurou a respiração e virou tão rápido que eu me assustei. Ele olhou mortalmente para Percy. Percy estava parado, Olímpia ao seu lado. E fez a mesma coisa. Sentimento que eu não entendia. Éramos nós dois, eu e Luke que devíamos odiar ele, não o contrário. Ficamos em silêncio por um segundo e ao invés do que eu esperava Luke soltou minha mão e disse se virando para mim.
– O que ele está fazendo aqui? – Ele falou cada palavra devagar, o que me deu medo, sinceramente; olhei em seus olhos e toquei em seu ombro.
– Juro que não é nada do que você está pensando!
– Na verdade, acho que agora eu entendi. Essa sua felicidade, suas roupas... Annabeth para mim.
– Hey! Hey! Deixe-me explicar, você está tirando conclusões precipitadas! – Eu falei baixo, mas nós dois estávamos nos controlando para não gritar. Luke esperou e olhou para o lado. Droga, se eu falasse uma palavra errada, tudo iria para o espaço.
– Não é por causa dele que estou assim. É por você! Luke, eu não voltei com ele, eu nunca voltaria.
– Mas nada disso explica o fato de ele estar aqui! – Ele disse irritado. – Eu esperava mais de você Annabeth, sinceramente... – Ele disse andando para fora da sala. Andei, na verdade corri atrás dele.
– Luke para onde você pensa que vai? Deixe-me explicar! – Ele somente parou na porta.
– Ele vai trabalhar para mim esse fim de semana. Eu mando nele. – Ele fechou os olhos e sorriu um sorriso estranho. – Eu só estou-me...
– Vingança? Se vingando? – Eu ouvi algo na minha garganta tentar sair, mas não respondi rápido o suficiente. Isso não estava saindo como o planejado. Ah, eu deveria saber.
– Annabeth! Eu não queria ver esse cara perto de você, nunca! Não quero saber de vingança. Não quero saber de nada disso! Será que você não entende que eu simplesmente abomino a simples presença dele?
– Luke é... – Eu fiquei sem palavras.
– Ótimo. Eu vou embora. – Eu peguei em seu braço.
– Não! Você não vai! Por favor, Luke. Dá-me uma chance. Eu o mando ir embora agora mesmo. – Luke tirou minha mão do seu braço e suspirou.
– Você o queria aqui, queria isso. Quando você não quiser o contrário, quando você não o quiser aqui. Eu volto. Não posso ficar com ele, não mesmo. – Eu senti vontade de arranhar a primeira pessoa que passasse na minha frente. Ou melhor, minha raiva estava direcionada a uma só pessoa.
– Luke... Eu preciso de você. Não faz isso! Pelo amor de Deus. – Eu choraminguei. Ele suspirou. Vi algo passar pelos seus olhos e ele me apertou contra si. Deixei-me ficar ali e peguei forte em sua blusa. Para eu ele iria ficar, mas logo que ele beijou meus cabelos e tirou minha mão de sua blusa. Ele deu um passo para trás.
– Eu volto mais tarde. Tudo bem? – Minha garganta se fechou. – Quando ele não estiver aqui... Eu odeio gostar tanto de você, essa é a verdade. – Aquilo doeu. Foi como uma bofetada, ou mil agulhas sendo cravadas em todo meu corpo. Era dolorido demais. Ele caminhou para fora e meus amigos falaram com ele, enquanto eu observava tudo da varanda. Os meninos olharam para mim e eu respirei fundo, sentindo minhas mãos fecharem em punhos. Virei-me para o outro lado da sala e o ataquei. Sim, eu ataquei Percy, com toda a vontade que eu possuía, toda raiva, todo ódio, tanto de mim, quanto dele. Ele não fez nada quando eu desferi o primeiro soco contra seu peito. Ele deixou que eu parasse por mim mesma. Quando parei, as lágrimas queriam loucamente sair, mas não chorei na frente dele, não mais. Ele segurou meus pulsos e eu disse:
– Me solta e vamos! – Eu me virei para Olímpia e ela me ajeitou devagar.
– Vá. Você está linda! – Eu sorri para ela e dei um beijo na sua bochecha. – Nada pode estragar seu dia, nem ninguém. – Eu assenti. Caminhei para porta, mas antes peguei minha bolsa no sofá. Olhei para Percy e disse rudemente:
– Vamos! Você tem muitas sacolas para carregar hoje.
Fale com o autor