If I Were A Boy
7 Seven
Notas iniciais
Bom, para me desculpar, devo desculpas a vocês. Eu entrei no Hiatus, tanto por causa da faculdade, quanto por causa dos problemas familiares que me rondam nesse momento, e isso anda me deixando super para baixo, mas agora eu terei tempo, e tentarei deixar meus problemas pessoas de lado e por isso voltarei a escrever. Tudo bem?
Então, peço desculpas pelo Hiatus enorme para caramba, e espero que curtam esse capítulo. Enjoy ;)
PS°: Capítulo editado pelo [ID #133052] Eduardo Giugliano, obrigada Eduardo!! Beijokas
Capítulo 7- Seven
Pov. Annabeth*
Eu nem vi a aula passar, minha cabeça estava já tão cheia. Eu tentei não pensar em Percy e sim em Luke, eu queria ficar na cola dele, mas eu não podia dar muita bandeira, se ele ainda não tinha descoberto que eu era eu, eu não queria correr esse risco. Se eu fizesse tudo o que eu queria e fosse embora sem que ele descobrisse seria melhor. Olhei para o lado, para Percy e vi o outro lado do meu objetivo, eu podia fazer os dois, dessa vez eu sairia vitoriosa, e a detenção talvez não fosse algo tão ruim, eu faria da vida do Percy um inferno, minha vingança poderia ser assim, já que eu não era tão má a ponto de fazer algo pior, mesmo que ele merecesse.
Quando a aula acabou eu sai da sala e não falei uma palavra, eu meio que estava entediada então decidi andar pela faculdade, descobrir alguma coisa sobre aquele lugar talvez me deixasse animada. Eu pensei que poderia ir à sala de música depois de andar alguns minutos sem rumo e foi exatamente o isso que fiz. Eu esperava não encontrar ninguém ali, já que estava quase na hora do almoço, mas me enganei, e vi a oportunidade perfeita e que eu precisava.
Luke estava ali, dedilhando uma guitarra, seu olhar parecia distante, e aquilo me deu um aperto no peito. Era inevitável, por incrível que pareça e não importam quantas vezes eu olhasse para ele assim, eu sempre me sentiria do mesmo modo. Luke significava demais para mim. Significava minha vida inteira, ele era parte de mim.
Andei devagar para não alarmar minha entrada, mas mesmo assim ele sentiu minha presença e me olhou. Ele me encarou e depois de alguns segundos disse:
- O que está fazendo aqui? Está quase na hora do almoço! -Eu assenti e fui para perto dele.
- Eu sei, mas eu não estou com fome. Eu estava curioso então comecei a andar por aí. E cara, você nasceu para cantar, tem muito talento. — Eu falei e não tinha nem o visto cantar como Alex. Ele sorriu e soltou a guitarra. — É isso que vai fazer aqui, não é? Música? — Esperei em expectativa.
- Na verdade, não. Estava pensando em fazer Direito ou algo do tipo, eu não quero mais fazer música. — Sentei-me ao seu lado e não quis ser óbvia, falei como se não fosse nada.
- Porque Dude?
- Eu não sei, ainda não pensei sobre isso. – Ele disse com um tom estranho, eu conhecia isso, era mentira.
- Eu acho que você devia. Sua amiga ficaria feliz por você estar fazendo o que quer. — Luke me olhou e eu segurei o olhar, se não o fizesse ele acharia estranho. — Vocês são amigos há muito tempo, não é? — Ele assentiu.
- Sim, nos conhecemos desde pequenos.
- Acho que ela iria querer que você fizesse o que gosta e pelo que vi, é isso. Com certeza. Além disso, garotas amam caras que sabem cantar. — Eu ri no final, passei a mão pelo meu cabelo e sorri. — Canta algo? O que você gosta de cantar? — Eu perguntei, queria ouvir a voz dele novamente. Eu sei que meus argumentos eram fracos, mas já era um grande avanço aquilo, e eu já estava feliz.
- Curte The Civil Wars? — Eu assenti, era uma das minhas bandas favoritas.
- Eu preciso que cante comigo, uma segunda voz é essencial! — Ele disse e eu fiquei nervosa, se eu cantasse já iria sair péssimo, pois minha voz é horrível, mas ele iria saber pelo tom. Luke não seria tão idiota a esse ponto de não perceber isso, que no caso, a voz era minha. Ai, sim, eu estaria ferrada.
- Não! Então troca, minha voz é horrível Dude. Canta Hotel Califórnia do Eagles, tenho certeza que na sua voz sairá melhor, e não precisará de mim. — Eu disse o mais confiante possível e ele assentiu. Pegou um violão e começou a tocar. Limitei-me a bater os pés enquanto acompanhava a melodia que eu tanto gostava. Quando Luke começou a cantar me perdi na canção, sem querer me sentei mais perto dele e acompanhei suas expressões, quando ele fechava os olhos, quando respirava, eu olhava simplesmente cada movimento. Ajeite-me quando ele estava perto de acabar, pois o que aconteceria se ele me pegasse o olhando desse modo? Eu ganharia a fama da mais nova frutinha da faculdade, super legal.
Luke acabou e eu sorri.
- Você foi ótimo! E isso só reforça a minha idéia, você deve fazer música aqui na faculdade! — Ele agradeceu com um aceno na cabeça.
- Eu irei pensar! E você, vai fazer o que? Arquitetura mesmo? Nico me falou um pouco de você, alias o cara que quase não gosta de ninguém te adorou! — Eu acho que corei quando ele falou de Nico. Oh, meu Deus, viver rodeado com esses garotos não estava me fazendo bem, eu precisava já urgentemente de companhia feminina e que falasse sobre garotos, não que eles falassem sobre mim, e eu não pudesse responder com a minha empolgação a altura. É triste isso. Acho que estava pensando seriamente em virar realmente Gay. Eu ri com esse pensamento, ri mesmo. Luke se espantou.
- Nico é um cara legal! — Cocei minha cabeça, acho que Luke pensou que estava rindo por causa da sua última fala. — Eu pensei em arquitetura seriamente, mas eu não acho que eu vá fazer isso. — Ficamos em silêncio por um segundo, mas Luke tratou de acabar com ele.
- Vamos comer? Eu estou morrendo de fome, e acho que ainda terá algo para comermos no refeitório. — Eu assenti e saímos da sala de música. Eu estava quase pulando de felicidade, eu estava conseguindo o que eu queria. Tomara que o destino continuasse jogando a meu favor como estava fazendo, que Deus me ajude. Mas claro que nunca seria com eu desejo e quero. Percy apareceu no nosso caminho. Vi Luke cerrar os punhos quando viu o moreno. Percy nem prestou atenção em Luke, seus olhos estavam grudados em mim. Ele me pegou pelo braço assim que me viu e disse:
- Precisamos conversar! — Me soltei dele com força. Luke tinha parado, seus olhos estavam em Percy, e eu podia sentir a raiva e ódio pelo moreno emanando de longe. Olhei para Percy e disse:
- Além de eu te aturar quando estou no meu quarto, eu não preciso te aturar aqui.
- Eu só preciso de um favor, creio que com essa sua declaração você nem precise se esforçar muito para concordar.
- O que quer Jackson? — Eu perguntei irritada.
- Eu quero que me acoberte na detenção hoje. Soube que você ficou responsável por ela e que iríamos passar um tempinho além do necessário juntos, então, só quero que isso seja melhor para nós dois. Você não me atura e eu não aturo você, o que acha? — Eu juro que estava tentada a fazer o que ele disse, mas eu estava decidida a não dar esse gostinho a ele. Eu neguei.
- Sinto muito cara, mas eu vou falar para ela se você não for. Não quero ficar acobertando vagabundos aqui, e por mais que eu tenha que te aturar, eu farei o esforço! — Vi Percy me olhar um modo assassino e eu sorri desafiadoramente. Ele vacilou com o olhar e se ajeitou se recompondo.
- Tudo bem. Eu já disse o que eu queria, se você não concordou problema seu. — Ele deu de ombros e me empurrou querendo sair dali. Olhei para ele enquanto ele sumia pelo corredor e suspirei me esquecendo de Luke por um segundo.
- Idiota!
- Sim. Ele é um idiota Alex! — Luke disse com a voz carregada de ódio. Fiz sinal para ele depois de me recompor e apontei para o refeitório.
- Vamos ver se tem algo para que possamos comer, que tal? — Ele me seguiu e entramos no refeitório ainda lotado. Pegamos alguns restos que tinham ali e nos sentamos juntos. Eu não sabia o que falar enquanto comia minha comida. Eu tinha tantas coisas para falar a Luke, tantas, mas eu não podia, eu não era eu. Eu era Alex. Eu queria poder dizer a Luke como eu me arrependia por eu ter feito o que fiz, queria poder-lhe dizer que eu estava ali com ele, e que queria que ele fizesse sua faculdade de música, já que esse era seu sonho, mas eu não podia, e isso me matava a cada segundo que passava. Eu às vezes pensava se o que eu sentia por Luke era algo além de amizade, doía tanto imaginar que se eu estava me afastasse dele, que ele poderia me esquecer por eu ser uma idiota, que às vezes eu pensava que eu poderia amar ele verdadeiramente, como uma mulher ama um homem. Olhei para ele e o analisei. Não! Eu o amava como um irmão, alguém que sempre cuidou de mim, que fazia parte da minha família, que na verdade, era a minha família. E por isso eu me importava tanto, e queria o melhor para ele.
- Hey, Alex? — Eu quase pulei do assento quando ouvi a voz de Luke. Eu olhei para ele e ele me encarava divertido.
- Estava viajando? — Eu sorri.
- Desculpe, estava meio distraído.
- Pensando em alguma garota? — Eu assenti sem saber negar.
- Sim. Minha namorada.
- Qual é o nome dela? — Eu devia ter mentido. Mas mesmo assim sorri disfarçando.
- O nome dela é Julieta. — Sem criatividade, eu sei, foi o primeiro nome que me veio na cabeça. Acho que ando lendo muito Romeu e Julieta ultimamente. Mas ainda bem que veio Julieta e não Elizabeth, mesmo que fosse um nome bonito, o meu querido Sr. Darcy poderia sentir ciúmes. — Na verdade, ela é minha ex-namorada, passei a maior parte da minha vida em colégios internos, então, quase não conheci muitas garotas. Eu me apaixonei instantaneamente. Ela tinha um jeito doce, meigo e curtia o mesmo tipo de música que eu. Rock.
Luke bateu em meu ombro e disse:
- Sinto muito cara, você parece mesmo gostar dela. — Assenti. Eu pensei em uma Julieta, só que eu juro que fiz algo insano, descrevi ela do modo que eu via Percy. Eu às vezes gostava de pensar em como nós nos conhecemos, era tranqüilizante, bom.
- Tudo bem, já passou. Mas mudando de assunto, você ficou sabendo da iniciação hoje? — Luke assentiu.
- Eu fiquei sabendo, mas não sei se quero participar. Só que pelo que Nico me contou isso realmente é bem importante por aqui. Por exemplo, se você ganhar você ganha o respeito de todos esses caras. Não é zoado. Você vira como o manda-chuva na faculdade. — Eu assenti concentrada no que ele falava.
- Então você acha que seria bom ganhar?
- Sim. Acho que para um novato que não quer aparecer muito, ou então não quer ser zoado o ano todo é realmente bom.
- Você vai fazer para ganhar paz então? — Ele concordou.
- Sim. Seria bom. — Eu pensei por um segundo, acho que isso também seria bom para mim.
- Acho que talvez eu participe. Eu não queria, mas acho que pode ser legal!
- Nico disse que pediram a ajuda dele hoje à noite, talvez possamos pegar algo dele. — Eu assenti concordando. Talvez Nico fosse útil com relação a isso.
Eu olhei para o relógio e vi o quanto eu me atrapalharia se eu não corresse para ligar para Olímpia. Ela queria saber se eu estava bem e provavelmente piraria se eu não ligasse no horário combinado. Além disso, eu tinha que ir para a detenção, ela começaria logo, logo. Eu já estava começando me meter em problemas, eu tinha que estar ali pelo loiro do meu lado e não por qualquer outra coisa. Suspirei.
- Hey cara, eu vou ter que ir para meu quarto. Eu tenho muita lição para fazer.
- Hoje é só o primeiro dia de aula! — Luke riu fraco.
- Eu sou muito estudioso e se eu não tirar notas altas, eu irei completamente me ferrar. Mas nós nos falamos mais tarde. Eu posso aparecer no quarto de você e Nico mais tarde, tudo bem? — Ele assentiu e eu acenei enquanto saia.
Corri bem rápido para ir para meu quarto. Respirei fundo antes de entrar e olhei para meu celular na banquinha. Olhei para ver se Percy estava ali, mas não tinha nem sinal dele. Peguei o celular e disquei o número de Olímpia. Não deu nem dois toques e ela já tinha atendido.
- Menina!
- Olímpia!_Eu ri fraco, com o desespero dela. Passei a mão pelos meus cabelos enquanto me jogava na cadeira ali e sorri. — Eu estou bem, ouviu?
- Como está sendo ficar aí? Conte-me tudo. E Luke? — Eu ia começar a contar para ela tudo que tinha acontecido hoje, mas quando rodei em minha cadeira e olhei para o que tinha a minha frente, meus olhos quase não acreditavam no que via. Percy estava parado na minha frente, somente com uma toalha enrolada em seu corpo. Seu corpo estava todo molhado e algumas gotículas de água escorriam pelos lados. Engoli em seco e Olímpia começou a me chamar pelo telefone. Eu não conseguir responder, eu estava tendo uma visão dos deuses na minha frente e todos os hormônios de minha adolescente em crise ficaram em super alerta. Percy jogou o cabelo de lado e me encarou:
- O que aconteceu?
Notas finais
Teremos capítulos novos em breve, eu prometo. Tudo bem?
Agora... uma coisa, eu tenho leitores para caramba, então quero que comentem, viu?? É uma intimação!!! Beijos, com carinho Anyele Sousa
Fale com o autor