If I Were A Boy
9 Nine
Notas iniciais
Tem muitos leitores fantasminhas nessa história, acho que ela só não tem mais leitores fantasmas que em Inocência, mas cara... essa história é nova, Inocência é desde o Inicio do ano... Ave - maria... Pessoinhas minhas, vamos deixando essa preguiça de lado e comentando viu? Senão, eu desmotivo e coloco em Hiatus de novo... Hum.... Hahaha.
Curtam o capítulo ;)
Capítulo 9 – Nine
Pov. Annabeth*
Percy me olhou irritado e eu somente sorri passando a mão pelos meus cabelos; acho que isso estava se tornando hábito, nem quando eu era menina, quer dizer, parecia menina, eu mexia tanto em meu cabelo. Eu sinceramente estou ficando que nem o Alex; acho que isso devia me assustar. Eu peguei o livro e estendi a Percy. Ele pegou o livro irritado de minhas mãos e se sentou na cadeira ao meu lado. Eu acenei para que ele começasse a ler e ele assim fez. Fiquei a meia hora seguinte ouvindo ele ler o livro. Ele no inicio estava irritado, mas logo depois sua leitura ficou lenta e ritmada, o idiota tinha pegado o jeito. Léo estava babando sobre sua carteira. Luke olhava entediado, Jason parecia me encarar de cinco em cinco segundos e Nico estava como eu, focado na leitura. Percy fechou o livro me assustando e se virou para mim.
– Já chega, não quero mais ler. Coloque um deles agora! – Eu já iria colocar, mas aquele tom dele me irritou muito. Então como eu sou boazinha, eu neguei com a cabeça.
– Não!Você continua a leitura! – Ele ergueu o queixo e eu sabia que ele iria reclamar. Seus olhos verdes brilharam de raiva.
– Você é tão irritante garoto. Eu acho que você deveria tomar cuidado.
– Você está me ameaçando? – Eu perguntei com desdém.
– Entenda como você quiser Alex. – Ele disse se sentando e abrindo o livro novamente, ele começou a ler novamente como se nem tivesse parado e como se não tivéssemos conversado absolutamente nada. Eu bufei de ódio, mas voltei a prestar atenção, mas eu sinceramente não consegui mais manter minha cabeça no texto, nas palavras que vinham através de Percy. Eu estava com tanto ódio dele. Olhei para minhas mãos, que estavam fechadas em punho e me concentrei. Percy leu pela próxima meia hora e assim acabamos a hora de detenção que todos tinham. Percy marcou a página em que ele estava e colocou o livro sobre a mesa. Ele me encarou e eu mantive o olhar. Eu sorri e disse me levantando.
– Bom, até amanhã. – Olhei para Jason e disse: — Você continuará lendo. Tudo bem? – Nem deixei ele responder, ele só fez uma careta e eu continuei:
– Ótimo. Estão liberadas, pequenas crianças. – Léo e Nico deram risada e Jason se foi junto com Percy rapidamente.
– Eles são os mal – humorados da sala, não é? – Ouvi Léo comentar com Nico. Os dois vinham em direção da minha mesa. Eles se sentaram nela e Léo me estendeu a mão para mim, eu apertei.
– Parabéns. É difícil ver alguém que não tenha medo deles por aqui. Mesmo que o Jackson só seja um novato. – Nico assentiu para Léo.
– Jason é um Playboy, só porque é filho do dono de uma das maiores empresas de Nova York, ele se acha. – Eu ergui uma sobrancelha, mas eu acabei não pedindo muitos detalhes. Nico se sentou e olhou para Luke, que nos olhava.
– Ele foi bem hoje, não? – Luke assentiu.
– Principalmente com o Jackson!
– Eu não o suporto, ele merece sofrer um pouco na minha mão. Desde que eu pus os olhos nele quando entrei em meu quarto, não fui com a cara dele. –Eu disse dando um risinho.
– Vocês já estão preparados para mais tarde? – Léo perguntou.
– Eu irei. Acho que todos nós? Não é mesmo? – Eu perguntei para Nico e Luke, e eles concordaram.
– Eu ouvi que esse ano eles irão abrir uma exceção, ao invés de ser somente um garoto, será dois. Duas provas. A pessoa pode escolher qual ela quer fazer.
– Eu estava ouvindo os meninos discutirem sobre a segunda prova. A primeira prova eu sei qual é, e nenhum garoto jamais passou ou pode passar. – Eu levantei uma sobrancelha para Nico.
– Como assim? – Ele sorriu.
– Sinto muito Alex, mas eu não posso falar. Eles já me contaram, pois eu sou o responsável pelos calouros, só por isso, eu não posso. – Assenti em concordância.
– Tudo bem cara.
– Então, se você diz que se a primeira é impossível. Eu quando chegar a minha vez; ficarei com a segunda. – Luke disse e Léo assentiu.
– Eu ficarei com a primeira, eu gosto de desafios. – Eu disse pensativa. Algo me dizia que eu deveria ir à primeira. Eles me olharam estranhamente, mas fizeram nenhum comentário. Eu fui para meu quarto, sozinha, eu queria tomar um banho antes de tudo isso. Além disso, pelo que Léo tinha me falado ninguém além dos alunos sabia dessa iniciação. Entrei no quarto e vi Percy jogado na cama, ele tinha um telefone no ouvido e falava baixinho, mas eu escutei sua conversa.
– Mãe, não se preocupe. Eu estou bem. Eu sei, sinto muito... Mãe, eu irei dar um jeito tudo bem? Por favor! – Ele soou tão desesperado quando disse, por favor, que eu fiquei meio balançada. Ele ainda não tinha visto que eu estava ali e falava com Sally normalmente. Por um segundo me senti tão mal, eu sabia que ele não era uma pessoa que tinha muitos recursos e que seu pai não vivia com eles, então, Sally trabalhava para manter eles. Mas seu tom de voz fez parecer que a situação estava realmente ruim. – Olhe, eu vou ver algo no final de semana para eu fazer. Eu vou arranjar dinheiro, tudo bem? – E eu tinha acertado em cheio no problema. – Mas, por favor, descanse. Você tem trabalhado muito ultimamente... – Ele parou no meio de frase, quando finalmente percebeu que eu estava dentro do quarto. Movi-me para dentro do quarto, já que eu ainda estava parada na porta e Percy me seguiu com o olhar. – Não é nada mãe. É só meu colega de quarto. Sim. Não, ele é um idiota. – Oh, obrigada pela sinceridade. Eu estava no recinto, e respeito e sinceridade são bons e, eu gosto bastante. Sério Annabeth? Sentei-me na mesinha de frente para o Notebook e pensei em ver minha conta no Gmail, que era por onde minha mãe me mandava E-mails. – Tudo bem mãe. – Ele disse mudando completamente seu tom, desde que eu tinha entrado ali ele o tinha mudado. Eu ouvi ele jogando o celular sobre a cama e suspirando.
– Pronto para zombar de mim seu idiotinha? Aproveita e espalha para toda a faculdade a situação de Perseu Jackson! – Eu me virei rapidamente. Eu observei o rosto dele e levantei uma sobrancelha.
– Relaxa Jackson, eu não farei isso. Até porque eu não sou desse jeito...
– Mas você...
– Eu gosto de te irritar, é verdade. E não, eu não deveria ter falado daquele jeito na detenção, mas eu não vou me desculpar para você, eu mesmo vou rever minhas ações e tentar não fazer elas novamente. Se sua situação está difícil e sua família precisa de sua ajuda; arranje um trabalho... – Eu me virei em direção ao meu Notebook, e abri o meu E-Mail. Tinha dois E-mails. Um de minha mãe e um de Dylan. Abri o de Dylan e o li rapidamente. Ele contava como estavam as coisas na banda e perguntava como eu estava. Corri os olhos pelo E-mail e o tratei de responder rapidamente, mas algo me deu uma idéia. Dylan tinha escrito que eles arranjaram um galpão para a banda e que eles queriam pintar, decorar e ajeitar tudo no final de semana. E que eles queriam que eu contratasse algumas pessoas para ajudar eles. Olhei para Percy na mesma hora.
– Hey, eu acho que tenho algo para você fazer esse fim de semana. – Percy me olhou surpreso e eu falei para ele. No final, ele só perguntou: — Porque está me ajudando? – Dei de ombros e me voltei ao Notebook novamente dizendo que iria arranjar algumas pessoas a Dylan. A banda B- Cuz estava indo para frente, mesmo sem Luke no comando dela agora. Isso me deixava triste assim como os meninos, mas isso já estava na lista deles esse ano. Arrumar um local para que eles pudessem dizer que era somente da banda, já que o Studio não era bom exatamente para ensaios, além disso, ele era bem pequeno e os meninos já estavam se sentido incomodados nele.
Eu abri em seguida o de minha mãe e suspirei. Era sempre a mesma coisa, nada de diferente, respondi-a rapidamente dizendo como eu estava, e como eu estava me preparando para a faculdade de arquitetura e fechei o E-mail. Fechei meu notebook e vi que Percy ainda estava jogado em sua cama, encarando o teto. Olhei para o relógio, já estava tarde, mas não teria mais aulas e ainda demoraria um pouco para irmos para a iniciação, então me joguei em minha cama. Olhei para Percy e perguntei:
– Que faculdade você vai fazer? – Ele me olhou por um segundo e disse:
– Biologia. Eu sempre gostei. – Ele deu de ombros e eu sorri internamente, ele sempre tinha me dado a mesma resposta.
– Como você conseguiu entrar nessa faculdade? Ganhar a bolsa? – Não fui capaz de não perguntar, quando vi as palavras tinham escapulido de minha boca. Percy me olhou cético.
– Eu estudei. – Rolei os olhos.
– Não parece seu estilo! – E não era mesmo, todo o tempo que eu o namorei, ele nunca pareceu muito dedicado a seus estudos. Mas eu sentia que desconhecia Percy, depois que Luke descobriu a verdade, parecia que Percy ele não era ele. Que não era a pessoa por quem eu tinha me encantado. Não era o garoto do dia de chuva e música dos Guns N’ Roses.
– Na verdade, eu só quis e comecei a estudar quando vi que a vida não é tão fácil quanto parece. – Ele disse com uma expressão cansada. Mas eu gostei disso, ele deveria aprender mesmo, ele deveria quebrar a cara de vez em quando. Afinal, a gente só aprende errando.
– Hum, olhe, o dinheiro que os meninos da banda disseram não é tão bom, mas é o que tem. Pois acho difícil você encontrar alguma coisa que dê dinheiro e que você ache nesse fim de semana. – Percy assentiu. Ele se levantou e me olhou por um segundo antes de dizer:
– Obrigada. – Eu sorri e assenti. Ele se levantou e pegou a sua toalha. – Eu vou tomar banho primeiro. – Eu não falei nada e ele entrou no banheiro, fechando a porta. Eu sorri comigo mesma, eu sei, eu estava sendo uma boba, mas eu estava feliz em poder ajudar ele de certa forma. Não o queria de volta, e queria judiar dele, mas eu não queria o mal o suficiente para deixar ele na pior. Além disso, eu estava pensando em Sally. Levantei-me da cama e peguei meu celular. Olhei para meus contatos e deu uma vontade de ligar para Luke. Será que ele me atenderia? Eu queria falar com ele como Annabeth, não como Alex. Mas assim que me lembrei do que ele tinha feito mais cedo com Percy, eu suspirei e fechei meu telefone. Não demorou muito tempo e Percy saiu do banheiro, entrei em seguida, eu não poderia ficar muito tempo no mesmo recinto que ele, principalmente com ele estando daquele jeito. Oh, meus deuses, era uma visão do paraíso. Tomei meu banho e me arrumei dentro do banheiro mesmo. Sai depressa do banheiro depois que tinha acabado e vi que Percy não estava mais no quarto. É Annabeth, não é só porque você o ajudou e vocês conversaram um pouco que essa implicância com você, e você com ele, irá mudar. Peguei a chave e tranquei o quarto. O corredor estava escuro, já passava da hora de todos estarem dormindo. Vi uma sombra se mexendo e me assustei, olhei devagar e senti uma mão pegando em meu braço. Meu coração quase saiu pela boca e eu reprimi um grito bem Gay que ia saindo de minha garganta. Escutei um riso em meu pescoço e reconheci aquele tom.
– Nico, seu idiota! Você me assustou Dude! – Eu disse me soltando dele. Aquilo tinha sido um pouco estranho, ele tinha ficado perto demais, e sua respiração me deu arrepios. Eu quase não consegui enxergar seu rosto, mas escutei-o dizendo. – Vamos, já estamos atrasados. Você parece menina! Percy saiu daqui a uns 15 minutos e você ainda estava se arrumando. – Gelei, mas dei um sorriso de lado.
– Desculpe, tive que fazer umas ligações antes de sair. Minha namorada. – Nico sorriu e me cutucou.
– Ok. Vamos! – Andamos em silêncio pelos corredores e saímos da faculdade, descemos as escadas rapidamente e fomos em direção ao campo que tinha ao lado. Ele era enorme e eu ainda não tinha o contemplado ele daquele modo. Eu pude ver quase todos os garotos da faculdade ali, pelo menos os calouros estavam em peso. Nico me agarrou, puxando meu suéter e me fez ir mais rápido. Chegamos bem a tempo. Avistei Luke de um lado, junto com Léo e Jason.
– Oi Galera! Eu sou Rafael. E agora eu começarei nossa cerimônia de iniciação dos calouros. Bom, eu não irei explicar para o que isso vale, pois tenho certeza que todos já sabem. Mas diferente dos anos anteriores, esse ano terá duas provas. Quero que todos os calouros fiquem em fila e escolham a prova que desejam fazer. Só terão uma chance. – Luke e Nico me empurraram e fizemos a fila no campo assim como tinham mandado. A lua iluminava toda a extensão do lugar, o campo era aberto e ventilado e eu estava realmente confortável.
– Agora, fiquem no número da prova que desejam realizar. – Os meninos se demandaram como flechas para o número dois. E eu fiquei sozinha na de número um. Rafael ergueu uma sobrancelha para mim. Ele era loiro, alto, tinha cabelos enrolados, e boa parte dele caia sobre seus olhos, tinha olhos castanhos cremes e era dono de um sorriso lindo.
– Você é mesmo corajoso, não é? – Eu sorri.
– Só não gosto de fazer o que todos fazem. É enjoativo e ridículo! – Eu disse baixo. Ele sorriu e disse:
– Boa sorte. Nós iremos começar com você! – Ele abriu um sorriso e continuou: — Você deve ir até a piscina. – Ele mexeu algo entre seus dedos e apontou para mim. Era uma bola vermelha. – Eu deixei uma dessa lá, elas são exatamente iguais. Seu único trabalho é ir pegar ela e trazer ela para mim.
– Mas isso seria fácil demais! – Eu exclamei. Será que Nico tinha me enganado quando tinha dito que essa era a prova impossível de se fazer?
– Bom, não quando tem um cachorro enorme protegendo ela. E principalmente quando o cachorro odeia homens, a não ser claro, o dono dele. Eu. – Rafael sorriu parecendo feliz, como se isso aniquilasse todas as minhas chances. Eu ergui uma sobrancelha e dei de ombros. Eu não era o que ele pensava que eu era mesmo. Eu sinceramente tinha tirado a sorte grande. Andei até a piscina e vi a casinha de longe. Vi a raça, era um rottweiler. Eu estendi a mão quando o vi, e ele me cheirou por um segundo. Em seguida lambeu minha mão, eu sorri batendo nele devagarzinho e fazendo um cafuné no cachorro.
Eu olhei dentro de sua casinha e vi a bolinha. Peguei-a devagar e o cachorro cheirou meu pescoço, dando uma lambida bem melecada em mim seguida. Eu ri fraco, e me levantei. Olhei para trás e Rafael e vários dos outros garotos estavam parados observando a cena, parecendo atônitos. Um garoto se aproximou de mim e o cachorro aos meus pés começou a latir convulsivamente. Deu muito medo. Rafael tirou o garoto dali e passou a mão pelo cachorro. Ele se levantou depois de alguns segundos e disse:
– Como você fez isso? – Nós voltamos andando devagar e eu virei a bolinha em minhas mãos.
– Eu não sei. Talvez seu cachorro tenha gostado de mim. – Eu ri fraco e chegamos ao campo. Meus amigos, Léo, Nico e Luke me olhavam em expectativa. Eu mostrei a bolinha para eles e eu disse:
– Consegui... – Ri. – Foi moleza! – Nico foi o primeiro a esbravejar:
– Sortudo! Como fez isso? Luxus não deixa ninguém chegar perto dele! – Ele olhou para Luke e disse: — Eu sabia que tinha algo diferente nele. O garoto é demais! E agora é da fraternidade! Parabéns Dude! Eu sabia que você iria conseguir!
Notas finais
Beijos, logo, logo tem mais.... Anyele Sousa
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