If I Knew
1 Capítulo 1- A entrevista.
Notas iniciais
27 anos... Legal… Sem a Jessica, solteiro novamente. Pelo menos vou poder divulgar o UJ e dar atenção total as minhas fãs. Mas eu a amava. Amava. Até ela fazer o que fez comigo. Foco! É o momento das minhas fãs, da minha carreira e principalmente para focar nos meus ideais.
Enfim, estava eu, lá no hotel SLS, em Beverly Hills. Francamente? Estava de “saco cheio”. Aquele tanto de repórteres, flashes, refletores, luz assim, luz assado e câmeras e aaah, não suporto mais isso. Já havia me esquecido do quão trabalhoso é divulgar um álbum.
Ai caralh@! Essa campainha de novo? Não tinha nada marcado pra agora... AAAH NÃO! Tem SMS nova, deixe-me ler: “Entrevista nova pra você. O pessoal vai chegar aí em 15 min.”
OU tinha né! Abro a porta e já dou as costas, caminhando em direção a poltrona, onde eu passaria longos minutos fingindo estar confortável. Não que a poltrona não fosse, mas eu passava tanto tempo nela, que minhas, éér... nádegas, já tinha o seu formato. Quando me viro, uma jovem, linda jovem por sinal, esperava na porta por meu convite.
-Entre, por favor. Achei que fosse Ryan. Não sabia que tinha compromisso agora, desculpe-me. –Tentei dizer gentilmente. Sente-se e fique à vontade!
Caaara, como ela era linda. Parecia muda também, mas seu jeito sério estava me seduzindo.
-Boa tarde, senhor Bruno, sou a Lia e bom, preciso fazer algumas perguntas para a entrevista da revista “TEEN 10”. É uma revista brasileira e é minha primeira entrevista, então desculpe-me qualquer coisa.
-Pera! Sua primeira entrevista? E você é brasileira? Oh vamos lá, garota! Estou animado para isso!
Durante a entrevista pude notar que Lia estava se soltando, me senti bem por poder ser seu primeiro entrevistado. Tudo ocorreu super bem, nem teria notado que era sua primeira entrevista. Lia era encantadora, um “corpão violão”, cabelos castanhos e médios, olhos cor de mel e o sorriso mais lindo que já vi. Depois da sessão de perguntas ela já queria sair, mas é claro que eu não deixei.
— Por favor, fique e me faça companhia. Podemos beber alguma coisa se você quiser ou pedir algo para comer.
-Não precisa se preocupar, senhor.
-Senhor? Nem pensar! Agora que não te deixo sair! Bruno. Apenas Bruno. E calma aí, pareço tão velho assim? Qual sua idade, menina bonita? –Disse olhando-me no espelho e virando para ela. Menina bonita? O quê que eu estava dizendo? Que cantada velha...
-Ok, BRUNO! –Ela sorriu angelicalmente, já disse que amei seu sorriso, né?!- Não parece não, é que achei que preferisse, mas bem, tenho 24 anos.
Pelo menos com essa idade não serei preso por pedofilia.
-Mas achou errado! Vem sente-se aqui, agora é minha vez de te entrevistar. Passa esse gravador pra cá! Quero saber como é sua vida no Brasil, amo aquele lugar. –Disse apontando um lugar ao meu lado na minha grande cama.
-Mas quer saber o que exatamente? –Lia estava com as costas apoiadas na cabeceira da cama e as pernas esticadas sobre a tal.
— Exatamente tudo! Seu dia-a-dia... Enfim, fique a vontade para me contar o que quiser.
-Bom, moro em Brasília, tenho dois irmãos, o Pedro e a Rita, meus pais são divorciados e eu moro sozinha em um apartamento, com uma boa localização, devo dizer. Nunca me mudei, é a primeira vez que saio do país. Tenho os melhores amigos do mundo e o melhor emprego.
-Mas seu namorado não tem ciúmes de você? Digo, porque você é encantadora e morando sozinha...
-Foi por isso que separamos. O ciúmes do Cadu era descomunal. Depois de tantos anos juntos e a família achando que casaríamos, a relação veio ao fim.
Percebi seus olhos marejados e resolvi mudar o rumo da conversa. Mas a verdade era que não estava me reconhecendo. Nunca, NUNCA me solto com ninguém. Ela chegou toda tímida e eu que estava sobre efeito do tédio, já tava aqui falando coisas que nunca pensei em dizer. E o mais incrível, nem lembrei da Jessica durante as horas que Lia estava aqui.
Depois de muita conversa, ela decidiu ir embora, mas antes tive que pedir seu contato. Agora tinha seu celular, twitter e e-mail. A pior parte chegou, a hora da despedida. Na hora de abraçá-la eu não resisti. Acabei beijando-a. Mas não foi um beijo qualquer, fui correspondido com a mesma dose de desejo. Nossa vontade era mútua e aos poucos, fomos voltando para a cama.
Fale com o autor