If I Die Young
25 Just wake up
Notas iniciais
Elena abriu seus olhos para a imensidão do céu límpido a sua frente. O sol brilhava à pino, e algumas nuvens teimosas se atreviam a passar a sua frente, mas logo elas eram espantadas pelo vento fresco que soprava fortemente, bagunçando os cabelos castanhos e lisos da garota. Elena fechou os olhos novamente e respirou profundamente, sentindo o ar úmido encher seus pulmões, sentindo a luz do sol aquecer seu rosto. Era uma sensação boa e familiar a qual Elena não senta a muito tempo e a fazia se sentir perfeitamente bem e em paz.
_ É perfeito não acha? – Uma voz conhecida soou bem próximo a Elena, a fazendo se sentar rapidamente assustada. – Ah, eu adorava vir aqui quando você e seu irmão eram pequenos...
_ Pai?
Elena encarou confusamente a figura de seu pai bem ao seu lado, sentado com o rosto erguido aos céus com um sorriso nos lábios fino enquanto sentia o sol e o vento baterem em sua face assim como Elena fazia há pouco. Elena voltou o seu olhar para a paisagem ao seu redor, reconhecendo o deque onde estava sentada e o lago que fluía logo abaixo de si. Ela não sabia como havia chegado ao quintal traseiro da casa do lago de seus pais.
_ Como eu vim para aqui? – Elena perguntou ainda analisando confusa a paisagem estonteante ao seu redor.
_ Você não se lembra? – Seu pai perguntou casualmente, ainda tomando seu banho de sol tranquilamente.
_ Eu não... Sei...
Se concentrando em lembrasse, Elena focou seus olhos em um único ponto a sua frente, e vasculhou em sua mente atrás de suas memórias, que aparentemente havia fugido de si. Aos poucos, flashes curtos de suas memórias apareciam bem diante de si, e logo após juntar todos os seus pedaços, como em um quebra-cabeça, ela pode se lembrar de tudo. De sua conversa com Damon, do jubilo que a assolou após a sua ligação e a dor que lhe atingiu em cheio na cabeça, a fazendo cair no chão e seguir em rumo a inconsciência.
_ Entendo... – Elena flexionou os joelhos, os envolvendo com os braços, e respirou fundo em uma tentativa de impedir que o pânico dominasse seu peito – Eu acho que é isso...
_ Isso o quê? – Grayson virou o rosto, olhando atentamente para Elena ao seu lado, que parecia absorta em seus pensamentos.
_ Eu estou morta... – Elena voltou seu olhar para Grayson, o deixando ver a vermelhidão que dominava seus olhos marejados. – Eu morri, e estou em um tipo de paraíso, ou inferno, talvez purgatório, eu sei lá...
_ Não, você não está... – um sorriso cálido brincava nos lábios do pai de Elena, a fazendo olha-lo com curiosidade.
_ E onde eu estou?
_ Hmm... – Grayson se manteve pensativo por alguns instantes, para logo depois se levantar e estender a mão para Elena – Vem, eu vou te mostrar...
Elena segurou a mão de seu pai, e com a ajuda dele, se colocou de pé. E ao olhar ao seu redor, estranhamente o lago, o deque, a paisagem encantadora da casa do lago haviam sumido, dando lugar a um elevador. Elena olhou confusa para seu pai, tentando reconhecer o lugar onde estavam, mas nada ali lhe era familiar.
_ Onde estamos? – Elena perguntou confusa.
_ Você verá...
Grayson encostou as costas no espelho do elevador, com os braços cruzados e um sorriso complacente. Elena ficou alguns centímetros a frente de seu pai, o fitando sem entender o motivo de estarem ali, mas ainda assim não o questionara. Um pequeno sino soou pelo lugar, anunciando a chegada do elevador ao andar, e Elena se virou a tempo de ver as portas se abrirem. Damon rapidamente adentrou, sem sequer perceber sua presença, e apertou algum botão no painel. Elena tinha os olhos marejados voltados para Damon a sua frente, entendendo imediatamente onde seu pai e ela estavam, mas ainda continuava sem entender o porquê.
_ Por que me trouxe aqui?– a voz de Elena soou embargada graças ao choro que subia em sua garganta, e fazia com que as lágrimas descessem em abundancia pelo seu rosto. – Por quê?
_ Por você, querida... – Seu pai deu de ombros, sorrindo amavelmente como sempre fazia quando Elena era criança.
_ Por que eu tenho que vê-lo descobrir que eu morri? Eu não quero vê-lo assim...
Elena encostou se na porta, ficando de frente para Damon, seu rosto banhado pelas lágrimas emanava toda a sua angustia por está ali. A linha do maxilar de Damon estava tensa, como se ele tentasse impedir que o sentimento que fazia seus olhos ficarem vermelhos e marejados saísse de seu controle. Elena suspirou contidamente, sorrindo em meio ao seu pranto, seus olhos analisavam com minúcia o rosto de Damon a sua frente, tentando memorizar cada linha de expressão, traços, áurea e imperfeição que fosse, o medo de que aquela perfeição se perdesse em sua mente dominava o coração de Elena, e era maior do que qualquer temor que pudesse ter naquele momento.
_ Sinto muito, Damon... Deus sabe o quanto eu queria ter cumprido a promessa que te fiz ontem... – Elena disse enquanto levava sua mão até o rosto de Damon, tentando resistir a vontade que tinha de tocar a perfeição daquele rosto uma última vez – Eu sei que você vai me odiar por ter partido sem lhe dizer a verdade, mas mesmo assim me perdoa, Damon... Por favor...
_ Eu vou te odiar mais ainda se você não me esperar... – Damon disse sofregamente, fazendo com que Elena recuasse sua mão assustada e confusa.
Antes que Elena pudesse perguntar ao seu pai se era possível Damon tê-la escutado, as portas se abriram, e na mesma velocidade em que entrou ali, Damon saiu, e logo em seguida Grayson o seguiu. Com as mãos no bolso da calça branca de algodão, seu pai a esperava do lado de fora do elevador, mas Elena meneou a cabeça, negando ao pedido silencio de seu pai.
_ Você continua a mesma teimosa de sempre... – Grayson sorriu nostálgico, e estendeu a mão para Elena, que se recusou a aceitar seu gesto, temerosa – Você não confia no seu pai?
_ Confio, mas...
_ Então vem...
Ainda relutante Elena estendeu sua mão e segurou a de seu pai, saindo em seguida do elevador, seu pai enroscou seu braço ao dela, e eles começaram a caminhar lentamente pelo corredor principal. Elena passou por Damon lentamente, o observando atentamente enquanto o mesmo conversava com uma senhora atrás de um balcão e depois seguiu a passos longos pelo mesmo corredor que Elena e seu pai seguiam, os ultrapassando. Com o coração afoito batendo desesperadamente contra suas costelas, Elena acompanhava Damon de longe, temendo por ele e por aquilo que ele encontraria no fim daquele corredor.
Ela não queria vê o sofrimento de Damon ao ver que ela havia ido embora pra sempre, aquilo seria angustiante e doloroso demais para que seu espírito pudesse aguentar. Por isso, quando Damon adentrou em um dos últimos quartos daquele mesmo corredor, Elena parou de acompanha-lo, estacando em frente a porta, evitando olhar para a parte de vidro que dava a quem estava fora do mesmo, uma visão parcial do quarto.
_ Você não vai entrar? – Seu pai perguntou curioso ao seu lado.
_Eu não consigo, não posso vê-lo chorar sem poder fazer nada... – Elena fechou os olhos, deixando que as lágrimas os lavassem – Não me deixe vê-lo sofrer...
_ Elena...
_ Por que me trouxe aqui, pai? Por quê? – Elena virou-se para seu pai, o encarando por trás da penumbra que as lágrimas causavam em seus olhos – Se estou morta, esse deve ser meu inferno pessoal, não é? Por mentir, por magoa-lo, por deixa-lo desolado, esse é meu martírio? Minha punição?
_ Não, não é... – Grayson disse calmamente, deixando Elena cada vez mais confusa. Ele a segurou pelos ombros, e os acariciou em um gesto de consolo, assim como fazia quando ela era criança – Querida, você tem que ver com os próprios olhos...
_ Vê o que pai? Damon chorando por mim... – a voz de Elena soou entrecortada, graças aos soluços que havia a acometido. — Minha própria mãe em prantos pela minha morte?
_ Não querida... – Grayson sorriu amavelmente para filha, e levou uma de suas mãos até a maçaneta da porta a abrindo em seguida. – Você tem que ver com seus próprios olhos que ainda vive...
_ Hã?
Elena desviou o olhar de seu pai, perplexa, voltando seu rosto para a parte interna do quarto. Lá estava ela, deitada em uma cama, ligada a tantos aparelhos, os quais ela sequer saberia dizer o nome. Ao fundo um irritante, mas significativo bip soava pelo quarto, indicando os batimentos que seu coração sofrido coração lutava para ter. Curiosa, Elena adentrou no quarto e dirigiu seus pés até a parte lateral da cama, onde seu corpo repousava.
_ Eu não morri? – Elena olhava seu próprio rosto, absorta.
_ Não, você não morreu... – Grayson se aproximou calmamente, ficando ao lado de Elena – Mas você vem agindo como se já estivesse morrido há tempos... Quando você descobriu sobre esta doente, você simplesmente aceitou a derrota e desistiu...
_ Mas, Klaus me disse que não haveria cura... – Elena disse, fitando curiosamente o levantar e o abaixar de seus pulmões.
_ Não é só por que te dizem que você não consegue que você tem que desistir de tentar... – Elena olhou para seu pai, vendo a verdade sair pelo sorriso afável que mantinha em seus lábios – Por isso te trouxe aqui, para que você perceba que ainda não é a sua hora, que ainda dá tempo de lutar... Lutar por você, por Damon, por sua mãe e seu irmão, e pelo seu futuro...
Elena voltou seu olhar para frente, reparando que sua mãe havia deixado o local, e a tempo de ver Damon aproximar o rosto do seu. Uma lágrima de felicidade escorreu por seu rosto ao sentir que o carinho que Damon fazia em seu rosto, refletia em seu espírito. Elena riu em jubilo, ao sentindo o calor dos lábios de Damon na maçã de seu rosto.
_ Eu jamais poderia viver uma vida completa sem você ao meu lado... – Elena sorriu em meio às suas lágrimas, sentindo o hálito de Damon fazer cócegas em sua orelha. – Eu te amo, e isso é motivo suficiente para eu não deixar você ir tão fácil assim..
Ela também o amava. No primeiro dia em que viu aquele garotinho de olhos azuis extremamente profundos e apaixonantes levar uma surra para defende-la, Elena o amou. Ela o amou por todos os dias que se seguiram ao lado dele, e o amou mais por todos os dias em que se viu longe dele. O amou por todos os momentos felizes e maravilhosos, e o amou por todas as brigas e discussões. O amou pelo jeito que Damon a abraçava, o amou por saber conforta-la, o amou por ele saber irrita-la. Seu primeiro beijo só teve significado, pois foi Damon a beija-la naquela noite e por isso, ela o amou mais ainda. E na primeira vez que dormiram juntos, e mesmo que a bebida tenha apagado boa parte das lembranças daquela noite, Elena lembrava com minúcia de todos os beijos, carinhos, e toques dados por Damon a ela, e amou cada um deles como se fosse a primeira vez que os recebesse. Damon era o único que conseguia literalmente lhe tocar a alma, e ela o amava de todas as formas possíveis. Elena o amava e tudo que ela queria era voltar, e dizer pessoalmente isso a ele.
_ Já está na hora de voltar. Eu te amo, Elena, e sempre vou está ao seu lado, como sempre estive, zelando por você – Grayson a abraçou pelo ombro, e beijou o topo de sua cabeça carinhosamente – E você deve sempre manter em mente, que não importa o tamanho das pedras que a vida coloca no meio do seu caminho, você sempre deve ser forte para desviar agilmente delas, e continuar com o seu caminho... -
_ Obrigada, pai... Eu te amo... – Elena abraçou seu pai, mas depois que o soltou se viu confusa mais uma vez – Como eu volto...
_ Você só precisa acordar, Lena...
***
A escuridão vendava os olhos de Elena, mas ela estava sensivelmente desperta a tudo ao seu redor. Um cheiro amadeirado e deliciosamente conhecido dominava seu olfato, tranquilizando seu coração e alegrando sua alma, enquanto algo macio e quente lhe tocava o canto de seus lábios, fazendo borboletas levantarem voou em seu estômago. Seu corpo reconhecia todas aquelas informações como se houvesse nascido com elas, e graças as imagens turvas que surgiam em sua mente de um sonho não tão distante dali, ela conseguia lembrar-se das últimas palavras de Damon sussurradas em seu ouvido. Elena queria dizer tudo que estava preso em sua garganta durante todo esse tempo.
Porém antes que Elena pudesse recuperar seus sentidos completamente, ela pode sentir o calor que emanava de Damon diminuir abruptamente. O temor de que algo lhe impedisse novamente de dizer para Damon todos os sentimentos, angustias e verdades que ela vinha guardando, fez com que em um impulso a mão de Elena se prendesse instintivamente ao pulso quente de Damon, o mantendo em seu lugar, e tratou de forçar seu corpo a despertar da sonolência que assolava.
_ Damon... – sua voz saiu estranhamente rouca por sua garganta seca, enquanto Elena tentava forçar suas pálpebras pesadas a se abrirem – Damon, eu...
_ Shhh... Não se esforce tanto... – Damon sentou-se ao lado de Elena na cama, e a puxou cuidadosamente o corpo da morena, para apoia-lo confortavelmente ao seu. Com Elena, sentada com a cabeça apoiada em seu corpo, Damon esticou seu braço até o criado mudo ao lado, pegando sobre ele um copo com água, e com o auxilio de um canudo, ofereceu a Elena – Tome um gole, vai te fazer bem...
Elena sugou alguns goles sentindo a água gelada umedecer suas entranhas e peito quente e o cheiro abrasador de Damon logo abaixo de si, fazia com que o corpo de Elena respondesse positivamente. Gradualmente Elena pode sentir a força lhe voltar aos músculos, e seus olhos, antes pesados, lentamente se abriram para luz. Sua cabeça estava apoiada no aconchegante peito de Damon, seu rosto a centímetros do dele, lhe dava uma visão privilegiada dos olhos azuis de Damon, e do alivio que o acometia naquele momento.
_ Damon, me perdoa... – Elena sentiu as lágrimas rolarem por seus olhos, enquanto encarava Damon, bem diante de si – Me perdoa, por favor, me perdoa...
_ Ei, se acalma... – Damon a abraçou pelos ombros, e os acariciou em um gesto de consolo, enquanto um o alívio invadia todo seu corpo, trazendo lágrimas aos seus olhos – Não há nada pra ser perdoado minha pequena. Você ainda está aqui, e eu vou cuidar pra que continue assim, tudo bem? Eu vou cuidar de você, meu anjo...
_ Damon... – Elena ergueu seu rosto, a fim de fitar os olhos azuis de Damon para que ele pudesse ver a verdade em seus olhos enquanto dizia a única coisa que importava naquele momento – Eu te amo, sempre te amei, me perdoe por não ter dito antes, me perdoe...
_ Eu sei meu amor, eu sei... – Damon segurou cuidadosamente o queixo de Elena, mantendo o seu olhar enquanto seu polegar acariciava a linha do lábio inferior de Elena. Um sorriso perfeito brincava no canto de seus lábios enquanto seu coração bombeava a felicidade que sentia por todo seu corpo, sentindo o grande torpor que era ouvir aquelas palavras finalmente saírem daquela boca. – Eu te amo tanto, eu nunca mais vou deixar você sair do meu lado...
Damon gentilmente encostou seus lábios aos de Elena, em um beijo casto e demorado, emanando parte da contida necessidade que Damon sentia da maciez e do calor abrasador daqueles lábios. Elena manteve seus olhos fechados, mesmo depois que os lábios de Damon já não estavam colados aos seus, e deitando sua cabeça no vão do pescoço de Damon, sentindo o perfume amadeirado que ele exalava preencher seus pulmões e acalmar todo seu corpo, e o sono pesar em suas pálpebras novamente.
_ Estou com sono... – a voz de Elena soou sonolenta enquanto ela se aconchegava mais ao corpo de Damon, sentindo o mesmo a envolver com seus braços fortes – Não quero dormir...
_ Durma, meu anjo... – Damon beijou o topo da cabeça de Elena, fazendo um afago nos cabelos lisos da morena quase adormecida em seus braços.
_ Mas... Eu não quero dormir... – Elena tentou se agarrar a cintura de Damon, mas seus braços estavam sem força, fazendo Elena soltar um resmungo de frustração – Quero ficar com você...
_ Eu vou está aqui quando você acordar... – Damon riu baixinho, enquanto ajeitava a colcha sobre o corpo de Elena com cuidado.
_ Promete?
_ Prometo... – Damon sorriu radiante mais um vez sentindo a felicidade que as palavras e a presença de Elena o traziam – Agora durma...
Alguns segundos depois, Damon escutou a respiração de Elena se tornar mais calma, e seu corpo pesar contra o seu. Cuidadosamente, Damon retirou seu corpo de baixo do dela, deitando Elena confortavelmente com a cabeça sobre o travesseiro, para logo depois ajeitar a colcha sobre seu corpo. Elena fez uma carranca, inconscientemente percebendo a diferença entre o aconchegante e caloroso corpo de Damon e o fino e frio travesseiro que estava deitada. Damon se inclinou sobre Elena, beijando a testa de Elena antes de se levantar, e conferiu mais uma vez os aparelhos a quais Elena estava ligada antes de sair a passos silenciosos do quarto, encontrando Miranda encostada na parede ao lado da porta, tomando silenciosamente um copo de café.
_ Ei, ela acordou... – Damon disse com um sorriso contido nos lábios ao se aproximar de Miranda.
_ Eu sei... – Miranda sorriu amarelo, ao ver o rubor subir as maçãs do rosto de Damon – Eu já estava indo avisar para o doutor Wex, mas como ela estava em boas mãos, quis dá um tempo pra vocês...
_ Ah sim... Elena pegou no sono, mas esta tudo bem agora. Ela está estável. – Damon passou a mão na nuca, tentando dissipar seu embaraço. – Eu vou fazer uma ligação e já volto, ok?
_ Sim, pode ir. Eu vou ir avisar ao Dr. Wex – Miranda disse já se afastando na direção onde provavelmente encontraria o médico que estava cuidando do caso de Elena.
_ Sim, faça isso... Eu não me demoro...
Damon se afastou alguns metros da porta do quarto de Elena, pegando o celular em seu bolso e rapidamente discando o numero de Klaus. Não foram necessários muitos toques para que Klaus atendesse com a voz embargada pelo sono, já que pelo fuso horário, seriam aproximadamente quatro da manhã em Nova York. Rapidamente Damon colocou Klaus a par do estado de Elena, e pediu que ele enviasse todos os exames que ele tinha para seu e-mail, o que Klaus atendeu de imediato, mesmo que colocasse em duvida a sua capacidade como médico. Klaus, Elena e Damon eram amigos de faculdade, e desde o diagnostico de Elena, não se passou um dia sem que Klaus procurasse por alguma novidade sobre a síndrome de Elena, mas o fato de ser uma condição rara, não ajudava nos avanços.
Damon entendeu a preocupação de Klaus, e com a promessa de coloca-lo a par de todas as novidades, ele desligou, voltando a passos largos e apressados para o quarto de Elena. Damon retribuiu o sorriso que Elena o lançou assim que ele adentrou no quarto, para logo depois voltar à atenção ao que o homem loiro e trajado com um jaleco branco falava.
_ Não havia nada no exame de sangue que fosse anormal, mas a tomografia revelou que você tem alguns gilomas em seu lobo frontal... – o médico disse enquanto mostrava no tablet em suas mãos as imagens da tomografia de Elena, indicando os cinco pontos brancos nas imagens escura, do tamanho de pequenas bolas de gude – Esses gilomas são classificados de diversas formas, os mais comuns são os astrocitomas, que é um tipo de câncer no cérebro que se origina dos astrófitos, ou seja, nas células do cérebro que rodeiam as células nervosas e dão suporte aos neurônios...
_ Bom, mas em quanto a síndrome que me foi diagnosticada? – Elena perguntou, nervosa, agarrada a mão de sua mãe.
_ No caso da síndrome de Qetsiyah, ela seria mais como um gerador de tumores malignos e ainda ajudaria no crescimento desses... – Doutor Wex, mostrou outra tomografia, de outro caso da síndrome, e de acordo que as imagens iam sendo passadas, era possível ver o crescimento dos tumores existentes ali, ao mesmo tempo em que diversos outros surgiam – Bom, eu teria que ver seus exames anteriores para ver se houve ou não o surgimento de novos tumores e se houve também o crescimento acelerado dos já existentes...
_ Eu já os providenciei, estão todos em meu e-mail...
Depois de repassar os exames para o e-mail do Doutor Wex, ele os abriu em seu tablet, e depois de alguns minutos examinando todos de forma muito minuciosa, ele voltou-se para todos os presentes ali, mostrando as imagens dos antigos exames de Elena, e os comparando com os atuais. Elena soltou a respiração que prendia se perceber, deixando com que as lágrimas banhassem seu rosto. Miranda logo abraçou a filha, oferecendo o conforto de seu colo.
_ Isso significa que... – Damon olhava pasmo para as duas tomografias, lado a lado, no tablet nas mãos de Wex, quase não acreditando no que via.
_ Os tumores de Elena têm a mesma proporção e números, o que descarta a existência de Qetsiyah... – Doutor Wex disse sem mais delongas, e logo pode ouvir Miranda exclamar um ‘ Graças a Deus’ enquanto abraçava Elena. – Muitos médicos diagnosticam a síndrome erroneamente, o que não acontece muito, pois além dos tumores, outro indicio da síndrome são algumas alterações dos níveis das células de defesas nos exames de sangue. Eu posso ver que o seu tinha alguns números abaixo do normal, que podem ser normal em um exame mal feito, ou alguma infecção qualquer e tratável...
_ Isso quer dizer que os tumores de Elena podem ser removidos sem o risco de retornarem? – Damon perguntou por fim, ainda temendo pela resposta do médico.
_ Bom, no caso de Elena, inicialmente ela estaria sendo diagnosticada com astrocitomas de grau 1, e pela localidade eles seriam removidos sem mais problemas... – Doutor Wex dizia seriamente para Damon, já que como medico ele parecia entender bem os termos usados por ele – Porém, graças ao tempo sem tratamento, é possível que os tumores já tenham subido de grau, ou se tornado malignos, mas isso é algo que eu só descobrirei ao retirar os tumores e realizar uma biopsia...
_ E dependendo do grau, não a nada que senhor possa fazer. Mesmo que retirados os tumores voltaram a crescer... – Damon disse baixo, somente para que o médico escutasse, e o gesto positivo do doutor, fez com que Damon engolisse a seco seus temores. – Mas quais são as chances de serem benignos, mesmo sendo de um grau 2 ou 3?
_ Nesse caso as chances de serem benignos diminuem drasticamente... – Dr. Wex disse com pesar, mas logo assumiu uma postura otimista – Mas, não percam a esperanças, primeiramente temos que encaminhar Elena para a cirurgia e depois nos faremos o que for necessário para que ela continue viva...
Doutor Wex saiu do quarto para realizar os preparativos da cirurgia de Elena, levando a mãe de Elena junto consigo para assinar alguns termos e permissões, deixando Elena e Damon novamente a sós. Elena enxugava inutilmente as lágrimas que teimavam e cair em abundancia por seus olhos, tentando engolir seu pranto e abandonar o medo que se instalara em seu estomago, mas suas inseguranças eram maiores, e destruíam o pouco controle que ainda lhe restava.
_ Ei, Elena... — Damon se sentou a frente de Elena e segurou as suas mãos, tentando passar a segurança e tranquilidade que ela precisava para encarar tal procedimento. – Não precisa ter medo ok? Tudo vai dar certo...
_ Mas e se não der? – Elena olhava para suas mãos presas as de Damon, envergonhada por deixar que o medo se instalasse em suas entranhas – E se não der certo...
_ Ei, primeiro olha pra mim... – Elena meneou a cabeça, se recusando a não atender ao seu pedido, mas Damon foi incisivo e soltando uma de suas mãos, ele ergueu o rosto de Elena pelo queixo, a forçando a fita-lo, o que mesmo relutantemente ela fez. – Você confia em mim?
_ Confio... – Elena disse chorosa.
_ Então confie em mim quando eu digo que tudo vai ficar bem... – Damon soltou a outra mão de Elena, e segurou o rosto dela com as duas mãos, enxugando com os polegares a umidade no rosto de Elena – Você vai ficar bem, e assim que você sair daquela sala de cirurgia, iremos nos casar na capela do hospital...
_ Seu besta... – Elena riu contidamente, fazendo um sorriso vitorioso surgir nos lábios de Damon ao ver que Elena parecia mais tranquila.
_ Eu estou falando serio! – Damon a puxou para seus braços, a envolvendo em seus braços para um abraço aconchegante e caloroso – Você vai se casar com a camisola do hospital, e podemos chamar o Dr. Wex pra ser nosso padrinho...
_ Podemos fazer uma chamada em vídeo para Carol, e assim ela poderia ser minha madrinha...
_ Eu não sei não, a Barbie não vai com a minha cara...
_ Pois é, mas ela vai ter que lidar com isso...
Elena ria divertida, imaginando como Carol agiria ao descobrir que seria uma madrinha de casamento a distancia. Elena levantou seu rosto, ficando de frente para o de Damon, levou uma de suas mãos para a nuca de Damon, e depois de manter seu olhar por alguns segundos, puxou pela nuca, beijando seus lábios com volúpia, transmitindo o desejo que a consumiu durante todos esses anos, e Damon parecia fazer o mesmo. Quando o ar de vez necessário, Elena separou seus lábios, já inchados, dos de Damon, mas seus rostos ainda estavam a centímetros de distancia. Os olhos de Elena permaneciam fechados, enquanto os de Damon queimavam sobre seu rosto, admirando a beleza daqueles traços que tanto amava.
_ Obrigada... – Elena murmurou baixinho, abrindo seus olhos chocolates para os azuis profundos de Damon. – Obrigada por continuar do meu lado...
_ Pra onde mais eu iria... – Damon murmurou tão baixo quanto Elena, acariciando seu rosto ternamente – Eu te amo...
_ Eu te amo...
Eles ficaram abraçados durante algum tempo antes que Miranda adentrasse no quarto juntamente com enfermeira em seu encalço, que seria responsável pelo preparo de Elena e seu encaminhamento até a sala de cirurgia. Damon ajudou a enfermeira a vestir Elena e depois de tudo pronto Damon a pegou no colo e a colocou em uma cadeira de rodas que a enfermeira havia trago consigo, e com Damon guiando a cadeira enquanto a enfermeira segurava o soro de Elena no alto, eles foram em direção à ala cirúrgica. Assim que chegaram, outra enfermeira veio e assumiu o lugar de Damon, já que o mesmo a pedido de Elena não acompanharia o procedimento, e continuaram seu caminho.
_ Eu te amo... – Damon disse antes que Elena passasse pelas portas, e a mesma virou-se na cadeira, dizendo silenciosamente ‘eu te amo’. A partir de agora, só bastava Damon, esperar e rezar.
***
Dez horas haviam se passado desde que Elena havia adentrado pelas portas da ala cirúrgica, e mesmo sabendo o tempo que um procedimento daqueles poderia levar, Damon continuava preocupado, andando de um lado para outro, sem sossegar um momento sequer. Sua mente estava toda voltada para a imagem de Elena, fazendo uma cirurgia tão delicada quanta aquela. Suas orações silenciosas se tornavam cada vez mais frequentes e desesperadoras, mas ainda assim ele procurava manter o controle, para não deixar Miranda e Jeremy mais preocupados.
Alguns minutos depois, as portas se abriram e de lá saíram Dr. Wex, e algumas enfermeiras que levavam a maca com Elena desacordada em direção ao quarto, para que ela pudesse se recuperar da anestesia e enfrentar o pós-operatório. Miranda e Jeremy seguiram as enfermeiras, mas quando Damon ia fazer o mesmo, Doutor Wex o chamou, e sua expressão não parecia ser a melhor.
_Aconteceu alguma coisa? – Damon perguntou se aproximando de onde o médico estava.
_ A cirurgia em si foi um sucesso, porém, houve uma complicação... – Damon engoliu a aflição que subia por sua garganta, e se manteve em silencio esperando que Dr. Wex continuasse. – Bom, é até meio complicado, já que os exames deveriam ter indicado, mas pelos primeiros exames terem sido de emergência, e a outra bateria ter sido especificamente para descartar a síndrome, nós levamos Elena para a cirurgia sem saber que ela estava grávida...
_ O que? – Damon exclamou com seus olhos assustados – Mas, como... Quanto tempo?
_ A gestação não deveria ter chegado a atingir o primeiro mês, eu diria que no máximo duas semanas...
Enquanto Dr. Wex falava, a mente de Damon viajava para alguns dias atrás, em Amsterdã, na sua primeira noite com Elena, exatamente duas semanas, e graças ao calor do momento e a bebedeira, Damon não se lembrava de terem usado algum tipo de método contraceptivo. Ele e Elena haviam gerado um bebê naquele dia, e isso era incrível aos olhos de Damon, no entanto antes que seu pobre coração criasse expectativa, Damon se lembrou das palavras ditas pelo Dr.Wex e de sua feição.
_ Aconteceu alguma coisa com a criança... – Damon afirmou ao ver novamente a expressão de pesar transpassava o rosto do médico a sua frente.
_ Foi uma serie de fatores, a anemia de Elena, a anestesia, o procedimento delicado... – Wex disse com pesar – Tudo isso fez com que Elena tivesse um aborto espontâneo durante a cirurgia, por isso demoramos mais do que esperávamos... E apesar do aborto repentino, Elena teve os cuidados necessários e na hora certa, ela precisa ficar em observação quanto a isso, mas nada a impedirá de gerar outros bebês.
_ E quanto Elena? – Damon passou a mão sobre os olhos, impedindo que as lágrimas se derramassem, tentando manter seu foco no bem estar de Elena. – Tirando isso, a cirurgia ocorreu bem?
_ Todos os tumores foram retirados, e já estão sendo levados para biopsia. Assim que os resultados saírem irei até vocês... — Dr. Wex sorriu pesaroso, colocando a mão no ombro de Damon em um gesto de conforto – Agora você deve ir, Elena já deve ter acordado da anestesia, e é provável que ela já saiba...
_ Sim, obrigado doutor...
Damon deu as costas para o médico, e seguindo a passos lentos e curtos pelo corredor. Lágrimas pesadas desciam por seu rosto sem sua permissão, demonstrando o seu luto e angustia por seu filho que sequer chegou a nascer. Mesmo tentando não deixar que sua mente fosse tão longe, Damon já conseguia se imaginar segurando a pequena criaturinha em seus braços, acalentar seu pranto, e zela-la com sua vida. Ela, ou ele, seguraria o polegar de Damon com os pequenos e frágeis dedinhos e o encararia com seus enormes olhos cor de chocolate, assim como os da mãe. Mas aquilo era somente sua imaginação, e Damon sabia que a morte daquele pequeno ser, seria mais um mártir que ele e Elena teriam que atravessar.
Quando deu por si, Damon já estava parado de frente a porta do quarto de Elena, e depois de respirar profundamente e limpar a umidade em seu rosto, Damon adentrou no quarto, vendo que Elena estava deitada de barriga pra cima, com sua cabeça enfaixada, e seus olhos estavam fechados, mas pelas lágrimas que se derramavam por seu rosto, era perceptível que ela já estava acordada e sentindo a dor de seu luto, assim como Damon.
_ Vamos Jer, vamos comprar algo para Damon comer... – Miranda puxou o garoto porta a fora, deixando novamente Damon sozinho com Elena.
Damon se aproximou lentamente da cama onde Elena estava, sentando-se em uma cadeira que estava próxima, e segurando a mão de Elena junto a sua, acariciar os nós dos dedos de Elena. Minutos se passaram em silencio, antes que qualquer um dos dois pudesse proferir uma palavra se quer. Para Elena, mesmo que não tivesse chegado a saber da existência dessa criança, ela já a amava, e sentia seu luto. Aquele pequeno ser havia ido embora sem no mínimo saber o quão preciosa, amada, e bem vinda era teria sido, e isso era mortificante para Elena.
_ Eu tenho algo pra te dar... – Damon se levantou e colocou a mão no bolso tirando de lá, um colar que Elena conhecia muito bem. – Eu encontrei isso na minha mala alguns dias atrás...
_ O colar que você me deu... – Elena disse surpresa, enquanto Damon colocava com cuidado o colar em seu pescoço – Eu não achei que fosse justo ficar com ele, depois de tudo...
_ Tudo bem, águas passadas... — Damon se sentou novamente na cadeira ao lado de Elena, pegando novamente sua mão, sorrindo amavelmente, enquanto fitava os olhos de Elena – Você se lembra de tudo que gira em torno dela não lembra?
_ Lembro... – Elena disse analisando a lapís lazuli em seu colo.
_ Nós vamos superar isso, Lena...
_ Eu sei que vamos... – a voz de Elena saiu entrecortada graças ao choro e aos pequenos soluços que ainda teimavam e contrair seu diafragma. – Eu só fui pega de surpresa...
_ Todos nós... – Damon sorriu amarelo, vendo Elena automaticamente passar a mão sobre o ventre, agora vazio. – Vamos poder ter outros filhos, só precisamos esperar mais um tempo pra começar as tentativas...
_ Claro, vamos ter outros... – Elena riu contidamente, sem querer demonstrar sua tristeza.
_ Acho que vamos ter que adiar nosso casamento até que o Dr.Wex chegue, eu ainda não perguntei se ele queria ser o nosso padrinho... – Damon disse divertido, enquanto beijava os nós dos dedos de Elena. Seu sorriso se alargou ao ouvir a risada de Elena soar pelo quarto.
_ Vejamos o que o médico tem a dizer... – aos lábios de Elena se curvaram em um sorriso amarelo, enquanto ela virava com cuidado seu rosto, fitando Damon ao seu lado continuar a beijar e a massagear os nós de seus dedos de uma de suas mãos, enquanto a outra ela mantinha presa ao pingente em seu colo.
Alguns segundos depois, Doutor Wex adentrou no quarto, fazendo que Damon se coloca-se de pé ao lado de Elena sem soltar sua mão. Damon podia sentir a mão de Elena se tornar fria, pelo nervosismo que sentia corroer suas entranhas, e por mais que Damon sempre mantivesse a calma em casos como aquele, seu coração estava querendo sair do peito pela ansiedade que sentia. Doutor Wex, ficou no pé da cama, olhando para ambos com um olhar extremamente serio, que não transmitia nenhuma tranquilidade ao casal.
_ Primeiramente, eu sinto muito por sua perda Elena... – Elena assentiu com um aceno positivo de cabeça, aceitando as condolências do médico, e indicando que ele prosseguisse – Bom, a biopsia foi realizada, e revelou que os tumores eram de grau 2, e por sorte conseguimos retirar todos eles completamente, porém a um certo risco de que eles voltem a surgir nos primeiros meses, podendo não só surgir em sem cérebro como também em outras partes do corpo...
_ Mas isso pode ser remediado? – Elena perguntou preocupada.
_ Claro, para isso seria necessário o uso da radioterapia, que destruirão as células cancerígenas de seu corpo. Será um período difícil, porém se em um, ou dois anos, os tumores não retornarem, há 100% de chance de você nunca mais sofrer desse mal...
Elena não disse nada, apenas ficou a fitar sua mão enlaçadas as de Damon, imaginando toda a sua vida durante aqueles dois anos, e medindo todas as possibilidades que sua condição, ainda existente, lhe impunha. Vendo que Elena não falaria nada, Damon ofereceu sua mão livre ao médico a sua frente, dizendo um ‘obrigado’, que depois de aceitar os cumprimentos de Damon com um gesto de cabeça, virou-se e seguiu seu caminho porta a fora. Assim que Damon viu o médico sair, ele se voltou para Elena, se sentando na beirada da cama, de frente para Elena.
_ Ei, Lena, tudo vai ficar bem, ok? – Damon mantinha as mãos da morena junto as suas, tentando tranquiliza-la de alguma forma – Eu vou cuidar de você, vamos nos casar, ter nossa casa, e você vai ver que em menos de um ano vamos ter superado tudo isso...
_ Não vamos nos casar... – Elena disse com um sorriso pesaroso nos lábios, fazendo Damon olha-la espantado.
_ Como assim?– Damon começou a dizer sem pausas, fazendo Elena se perder em meio as suas palavras – Eu não vou sair do seu lado Elena, isso está fora de cogitação! Eu te amo, você disse que me amava, e então eu não vou sair do seu lado! Vamos nos casar e ponto final!
_ Ei, se acalma, ok? – Elena soltou suas mãos das de Damon e segurou o rosto do moreno entre suas mãos, para fazê-lo se acalmar e fitar seus olhos – Você não me deixa terminar! Eu não quero que saia do meu lado! E nós vamos nos casar, porém não agora...
_ Quando então? – Damon disse com seu cenho franzido em confusão.
_ Eu não quero ser um fardo pra você... – Elena dizia calmamente, enquanto traçava os contornos do rosto de Damon com a ponta dos dedos – Se os tumores voltarem, ou se espalharem...
_ Nada disso vai... – antes que Damon pudesse continuar, Elena colocou o indicador sobre seus lábios, impedindo de falar.
_ Há uma possibilidade... – um sorriso melancólico surgiu nos lábios de Elena – Eu vou fazer todos os tratamentos necessários, e você continuara ao meu lado, porém só nos casaremos quando eu estivesse plenamente livre desse mal.
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