Notas iniciais
Sim, eu estou 55 minutos atrasada mas tudo numa boa! Aqui estou eu! Bom, é com pesar que eu venho aqui, postar o epílogo de IIDY, ou seja o final da nossa historia! OMG, tá acabando! Antes que vocês leiam, quero agradecer a Maria Clara pela sua recomendação super fofa, e eu tbm quero deixar aqui mais algumas musicas para que vocês possam sentir esse capitulo e se emocionar: * This - Ed Sheeran https://www.youtube.com/watch?v=P31A_SJWA8c * XO - John Mayer https://www.youtube.com/watch?v=7L-Rwxoc2jU * This is Beautifil - Tyrone Wells https://www.youtube.com/watch?v=nJ8qW0tilFU * E tem mais duas musicas no meio do capitulo ok? Bom, espero que gostem do epilogo, perdoem meus erros, e nos vemos nas notas finais e nos agradecimentos! Beijoos

Dois anos depois...

O sol brilhava despreocupado nos céus enquanto o vento soprava levemente, balançando as folhas das árvores. Na estrada principal do estado de Virginia, o chevy camaro ‘69 de Damon corria um pouco acima da velocidade permitida, em direção à fronteira de Mystic Falls, a pacata e pequena cidadezinha onde viveu a maior parte de sua vida, e que há muito tempo Damon não visitava. Com Enzo ao seu lado no banco do passageiro, Damon tinha a oportunidade de contar um pouco para o sobrinho sobre suas aventuras e momentos vividos nas entranhas daquela pequena cidade, ao mesmo tempo em que podia revivê-los em sua mente.

Acampamentos, trilhas, festas no lago, as festas ao redor da fogueira, as idas até a encantadora cachoeira, o dia dos fundadores, e os bailes e festas da escola. Todas elas havia se tornado lembranças memoráveis de sua curta vida, e o mais importante, em todas elas Elena esteve presente ao seu lado. Damon sorriu calidamente ao perceber mais uma vez que mesmo depois de tanto tempo e de tudo que viveram juntos, Elena foi à razão pela qual sua vida criara sentido e significado.

Momentos maravilhosos, felizes, tristes e angustiantes, todos eles faziam parte de quem Damon era e em como ele via a sua vida e as bênçãos que recebia todos os dias, principalmente nos últimos dois anos, ou como Damon costumava chamar, os anos mais difíceis de sua vida. Nesses quase vinte quatro meses, Damon havia vivido os mais torturantes dias de sua vida, com a mulher que ele amou durante toda a sua existência sofrendo mais a cada sessão de radioterapia.

Os enjoos, as mudanças hormonais e de humor, — o que ocasionou boa parte das crises de choro e discussões e as quais Damon sempre relevava — a fraqueza, dores no corpo, de cabeça e de ouvido, a queda de cabelo, por tudo isso, dentre muitas outras complicações do procedimento radioterápico, Elena passou e sofreu. E a cada lágrima sôfrega derramada por Elena, Damon sofria e chorava junto com ela. Porém, ainda que os últimos dois anos tenham sido de plena agonia, houve momentos puros, de amor incondicional e jubilo. Momentos inestimáveis onde Damon pode cuidar, zelar, amar, e se ligar a Elena, física, psíquica, e espiritualmente, dentre todas as outras diversas formas possíveis.

_ Zio Damon... – a voz de Enzo soou sobre a leve musica que tocava no rádio, chamando a atenção de Damon para si – Estamos indo ver a Zia Elena?

Damon confirmou com um sorriso afável e um gesto positivo de cabeça sem tirar seus olhos da estrada, enquanto dava seta para entrar em uma curva não muito fechada um pouco mais a frente. Assim que fizeram a manobra, as árvores começaram a se fazer escassas e separadas uma das outras, dando lugar a uma pequena campina. Damon seguia seu caminho, já reconhecendo a estreita estrada de terra e placa feita em madeira indicando a entrada do cemitério de Mystic Falls. Logo Damon estacionou seu carro embaixo da sombra de um viscoso e grande carvalho, e depois de pegar o singelo buque de tulipas brancas no banco de trás, Damon saiu do carro e seguiu seu caminho pela campina por entre as lápides, com Enzo segurando sua mão livre, até o jazido onde Elena o esperava pacientemente.

_ Ei! Zia Elena! – Enzo chamou sorridentemente, fazendo com que a morena sentada com as costas apoiadas em uma lápide de mármore vira-se e sorrisse em resposta.

Rapidamente Enzo soltou sua mão das do tio, e começou a correr em direção a Elena, que se levantava, restando a Damon apenas sorrir com aquela cena tão bela. Elena, sua noiva a dois anos, estava perfeita como sempre, é claro que ela havia mudado durante esses dois anos, seus antigos cabelos lisos e longos haviam ido embora, dando lugar a um corte curto, na altura dos ombros, e com curvas sinuosas, assim como seu corpo, alguns quilos mais magros, mas ainda assim irrefutavelmente atraente. Depois de tanto tempo lutando contra a doença que ameaçou levar sua Elena, ela finalmente havia se curado e estava emanando sua graça e felicidade por todos os cantos, e Damon não podia estar mais agradecido por finalmente poder se deitar com Elena ao seu lado, sem temer que no dia seguinte ela possa não estar.

_ Você está atrasado! – a voz doce de Elena soou cheia de riso aos ouvidos de Damon, fazendo com que ele acordasse do transe em que havia entrado quase que sem querer. – Ei, Dam? Você vai ficar ai me secando ou o quê?

_ Como você se atreve a tratar com ironia o deus grego da ironia? – Damon disse enquanto se aproximava de Elena e Enzo com um sorriso cínico nos lábios.

_ Damon, você não é o deus grego da ironia... – uma das sobrancelhas de Elena estava arqueada em cinismo, enquanto seus olhos acompanhavam atentamente os passos de Damon a sua frente. – No máximo um encarregado ou secretário dele...

_ É assim que você me trata... – Damon murmurou ofendido, e perto o bastante para passar seu braço livre em volta da cintura de Elena e a puxa-la pra mais perto – Depois de ter tirado seu status de encalhada, aceitando humildemente me casar com você...

_ Foi você que insistiu durante dois anos! – Elena riu graciosamente ao ver a expressão de falsa descrença no rosto de Damon ao ouvir suas palavras – Se eu soubesse que ia agir desse jeito, eu teria te enrolado mais um pouco... Mas se é pra jogar na cara, tudo bem! Você ainda se lembra daquela bebedeira e daquela moça alta e musculosa, com pomo de adão que você...

Antes que Elena pudesse terminar de usar sua arma secreta no jogo de ‘listar e jogar na cara’, Damon se inclinou sobre ela, colando seus lábios aos dela em um beijo desengonçado em meio de um sorriso, que logo se tornou um beijo calmo e tenro, cheio de carinho e amor. Porém, logo eles puderam ouvir um singelo pigarrear, chamando a atenção ambos para onde estavam e na presença de quem eles estavam. Assim que se separaram, eles voltaram um olhar sem graça para Enzo, que estava parado com os braços cruzados de impaciência.

_ Deixem isso para o casamento! – Enzo disse arrancando risos de Elena e Damon a sua frente.

_ Ok, vamos fazer logo o que viemos fazer...

Damon entregou o buque de tulipas para Elena, e rapidamente os dois se posicionaram de frente para o epitáfio com o nome de Grayson Gilbert. Elena sorriu abertamente, lembrando-se de todos os momentos vividos ao lado de seu pai, inclusive o último sonho em que ele apareceu, dois anos atrás. Depois de se abaixar para colocar as tulipas sobre a lápide de seu pai, Elena se levantou, enlaçou seu braço ao de Damon e se pós a dizer:

_ Papai, sou eu... – a voz de Elena saiu embargada pelo singelo sorriso que surgiu em seu rosto – Faz dois anos desde a última vez que nos vimos, não é... Eu não sei o dizer por que você nunca mais veio me aconselhar em seus sonhos, mas parte de mim acredita que naquele dia, em que eu encontrei minha paz, você encontrou a sua, e se for assim, eu fico muito feliz... Bom, tem algo que o Damon quer te pedir...

_ Hã, ok, poxa vida Sr. Gilbert, depois de tanto tempo, sua imagem ainda me mete medo... – Damon riu nervosamente, recebendo um sorriso afável de Elena que emanava tranquilidade – Bom, nós vamos nos casar, ainda hoje, eu acho... Então, nós queremos a sua benção...

Damon e Elena se mantiveram em silencio por alguns instantes e em resposta as suas palavras, um vento fresco soprou pela campina, balançando levemente as folhas das árvores, fazendo com que alguns pássaros voassem para longe. Elena sorriu calidamente para Damon, que retribuiu seu sorriso com a mesma intensidade.

_ Eu vou entender isso como um sim... – Elena disse entre um sorriso aberto, enquanto enxugava uma lágrima intrometida que descia por sua bochecha – Nós estamos indo, e papai, eu continuo lutando e seguindo o caminho da minha felicidade...

Damon e Elena se despediram silenciosamente, para depois seguirem de mãos dadas a Enzo até o local onde eles haviam estacionado o carro, para que pudessem ir embora. Elena olhou para Damon sentado ao seu lado, e sorriu afavelmente. Há dois anos, Elena havia sugerido que somente se casassem somente quando estivesse totalmente curada, já imaginando que complicações e dificuldades viriam com o tratamento, para Elena era o mesmo que dar a Damon a oportunidade de fugir, ou simplesmente mudar de ideia. Mas durante todo esse período, ele nunca saiu de seu lado, mesmo quando Elena simplesmente começava a chorar e a pedir que ele a deixasse, Damon sempre ignorava ao seu pedido, e calmamente a colocava em seu colo, a envolvia em seus abraços e a acalmava com seus carinhos e beijos.

Era em momentos assim que Elena simplesmente chorava agarrada a Damon, se perguntando se realmente merecia tanto afeto, carinho e amor vindo dele, mas naquele momento, fitando o sorriso caloroso que ele mantinha nos lábios e a expressão leve que dominava seus traços, Elena percebeu que a única maneira de merecê-lo e todas as coisas que Damon estava disposto a oferecer para e por ela, era justamente amar, cuidar, e apoia-lo do mesmo jeito que sempre fizerem. Por isso, quando Dr. Wex disse que Elena estava livre de qualquer resquício da condição que a assolou, ela mesma fez questão de pedir a mão de Damon em casamento, em um jantar a luz de velas na casa de sua mãe na Espanha.

Elena ainda conseguia ouvir a risada de Damon ao escutar seu pedido atrapalhado, mas mesmo assim ele sorriu encantadoramente e colocou o anel no dedo de Elena, o qual era herança da família Salvatore e que há muito tempo ele vinha guardando junto consigo para quando aquele momento chegasse. E para a surpresa de Elena, além do anel de prata que era no formato de uma pequena flor incrustada de diamantes, Damon também havia planejado todo o casamento, o que lhes pouparia os meses de planejamento e preparativos. E ali estavam eles, menos de um mês de noivado, indo em direção à casa dos Salvatore, aonde aconteceria a sua singela cerimônia de casamento.

_ Em menos de quatro horas seremos marido e mulher... – Damon disse em meio a um sorriso enorme, entanto soltava uma de suas mãos do volante para pegar a de Elena e entrelaçar seus dedos aos dela – Nervosa?

_ Não diria nervosa... – Elena voltou seu olhar para Damon ao seu lado, enquanto um sorriso gracioso surgia em seus lábios. – E sim, ansiosa.

_ Ansiosa para noite de núpcias? – Damon tirou os olhos da estrada por alguns segundos, apenas para lançar a Elena seu olhar e sorriso provocadores.

_ Também... – Elena deu de ombros, com um sorriso tão provocador quanto, o que fez com que o sorriso de Damon se transformasse em um bobo, enquanto Elena ria contidamente ao seu lado – Mas eu estou mais ansiosa para começar a viver minha vida ao seu lado como marido e mulher. Espero não te desapontar como esposa...

_ Isso jamais vai acontecer... – Damon levou a mão de Elena até seus lábios e beijou os nós dos dedos de sua futura esposa – Eu te amo...

_ Também te amo...

***

Eles mal haviam estacionado na garagem da casa dos Salvatore e Caroline já vinha correndo e sem lhe dar ao menos a chance de beijar ou se despedir de Damon, arrastou Elena para dentro da casa, rumo ao quarto do casal para que ela pudesse tomar um banho. Assim que Elena saiu do banheiro, Carol já estava a postos, e com a ajuda de Miranda, Elsa, mãe de Damon, e Rebekah, ela vestiu, penteou, e maquiou Elena, e em menos de duas horas, Elena já estava maravilhosamente trajada em seu vestido de noiva com os cabelos alongados e ondulados adornados por um véu simples na altura de seu cotovelo, e uma maquiagem simples porém que ressaltava os belos traços da morena.

_ Você está perfeita! – Rebekah disse com a voz embargada enquanto fitava Elena com os olhos marejados.

_ Sim ela está! – Miranda e Elsa concordaram em uníssono fazendo Elena ruborizar.

_ Calma que ainda tem um toque final... – Caroline sorriu travessa enquanto abria uma pequena caixa azul sobre a cama, tirando de lá um par de scarpin brancos com um laço na parte de trás, para logo depois ir em direção a Elena com um sorriso singelo nos lábios vermelhos – Bom, seu anel de noivado vale como algo antigo, e a lingerie extremamente sexy que você já esta usando, que foi presente de todas nós, será seu algo novo... Esse aqui, é algo emprestado...

Elena lutava para que as lágrimas não escapassem de seu controle enquanto Caroline a ajudava a calçar os sapatos. Assim que Caroline se colocou de pé, Elena a puxou para um abraço apertado, murmurando um ‘obrigada’ ao ouvido de Carol, que retribuiu com um ‘de nada’ choroso. Caroline se soltou dos braços de sua amiga, e foi em direção a mala que Elena havia trago, tirando de lá uma caixinha de veludo e entregando nas mãos de Elena.

_ Meu algo azul... – Elena sorriu enquanto abria e fitava o relicário de lápis-lazúli que Damon a havia dado há dois anos e que ela vinha levando consigo durante todo esse tempo – Coloca pra mim, por favor...

Carol ajudou Elena a colocar o relicário, e logo Elena pode conferir todo o árduo trabalho de Mãe, sogra, cunhada e amiga no espelho de corpo todo que havia no quarto dos pais de Damon, e ela não pode evitar as lágrimas subiram aos seus olhos. Elena agradecia todos os dias por poder continuar sua vida, mas naquele momento, ela agradecia especialmente por aquele dia, pois ele seria o marco de sua nova vida ao lado do homem que sempre amou.

_ Está na hora... – Miranda disse com um sorriso caloroso nos lábios enquanto entregava para Elena um delicado buque de rosas brancas – Como está se sentindo?

_ Hoje é o dia em que me juntarei ao homem que amei durante toda a minha vida... – Elena dizia com um sorriso estonteante nos lábios rosados – Eu me sinto maravilhosamente bem, mãe...

***

Sob uma árvore, especialmente decorada para a ocasião, assim como o restante do jardim, com algumas tiras de seda espalhadas por seus galhos, estava Damon, aguardando ansiosamente pela entrada de sua noiva. Damon olhou ao seu redor, sorrindo ao ver as pessoas mais importantes para ele, reunidas ao redor daquela mesma árvore para celebrar sua união com a mulher a qual ele nasceu destinado a amar para o resto da vida. Damon logo pode ver Miranda e sua mãe adentrarem no quintal com sorrisos enormes no rosto, e se juntarem a seu pai ao seu lado, enquanto olhavam emocionadas para a entrada, sinal de que Elena chegaria em breve.

Rebekah surgiu na entrada, com pequena Nina no colo, e Caroline atrás, acompanhada por Enzo, cada um com uma pequena cesta de vime. Logo Jeremy começou a tocar o violão que mantinha com ele, e uma doce e cálida melodia se fez presente no local, o que fez com que Rebekah, Caroline, e Enzo começassem a andar lentamente, jogando pétalas brancas pela grama verde. Logo atrás vinha Elena em seu vestido branco, com um sorriso brando nos lábios rosados e lágrimas nos olhos marcados pela maquiagem. Elena estava simplesmente perfeita, e Damon não pode evitar o sorriso bobo que surgiu em seus lábios ao ver sua futura esposa, vindo em sua direção.

Assim que Elena se posicionou ao lado de Damon e entregou seu buque para que Caroline o segurasse, a música cessou, e a cerimônia foi iniciada. Enquanto o cerimonialista fazia sua introdução, Elena e Damon permaneceram frente a frente, sorrindo bobamente um para o outro, sem prestar a atenção ao seu redor. Rapidamente o cerimonialista encerrou as suas leituras, dando a Damon e Elena a palavra, para que eles recitassem seus votos. Damon segurou as mãos de Elena e se pós a falar:

_ Eu passei dois anos tentando passar de maneira resumida todos os meus sentimentos por você para meus votos, mas isso não foi possível. Eu queria poder expressar em palavras o meu amor por você, mas não haveria palavras suficientes pra dizer completa e fielmente o que sinto. Mas eu posso te dizer, que não importa o que aconteça eu estarei sempre ao lado... Eu vou fazer de tudo pra te ver feliz e sorrindo assim como você estar agora, mas se algum dia você chorar, eu estarei lá pra te consolar; se você cair, eu farei o possível pra que seja nos meus braços; se um dia nós brigarmos, eu farei de tudo para que acabemos na cama e reconciliados – Damon disse com um sorriso tentador, fazendo Elena ruborizar e as poucas pessoas ao redor sorrirem contidamente – Se um dia você me mandar embora, eu juro fingir não escutar e permanecer do seu lado, pois você é a única com quem eu quero estar em todo esse mundo... Prometa que você me permitirá ficar ao seu lado pra sempre...

_ Eu prometo... – a voz de Elena soou entrecortada graças ao choro, que ela logo fez questão de engolir para começar os seus votos. – Damon, você é meu herói, meu porto seguro, meu apoio nos momentos difíceis, e na morte você foi o único que fez com que eu me sentisse viva... Você é o motivo pelo qual eu estou aqui, pelo qual continuo lutando e vivendo. Você me viu chorar, me viu sorrir, você conhece meus medos e eu os seus, nós tivemos nossas brigas, mas nunca foram o suficiente para nos afastar ou diminuir o que eu sinto, você sabe que eu te amo... É por isso que agora, na frente de todas as pessoas que estimamos, eu te peço para ser o homem que vai se deitar comigo a noite, pois é nos seus braços que eu quero acordar pela manhã; te peço pra ser o pai dos meus filhos, pois eu quero pequenas miniaturas nossas correndo pela casa, e eu tenho certeza que os amarei mais que a mim mesma... Por fim, eu te peço que nunca saia do meu lado, pois pra mim não há vida sem você ao meu lado...

_ Eu nunca vou te deixar, meu anjo... – Damon murmurou enquanto levava uma de suas mãos ao rosto de Elena e limpava as lágrimas que teimavam em cair de seu rosto – Eu te amo...

Após a troca de alianças, o cerimonialista fez as suas considerações finais, e com um sorriso no rosto, deu a permissão para o que Damon ansiou fazer desde o momento em viu Elena adentrar no jardim. Damon logo envolveu a cintura de Elena e tomou seus lábios em um beijo terno que emanava amor e carinho. Depois de alguns segundos, Damon e Elena se separaram e todos os presentes bateram palmas, comemorando aquela união, e rapidamente o clima romântico e calmo, se transformou em celebração e diversão. Assim que Elena e Damon partiram e comeram o bolo de casamento, Elena jogou o buque, e o jardim logo se transformou em algo como um salão de festas, com direito a música boa, bebida, comida e pista de dança.

_ Como está se sentindo a mais nova Senhora Salvatore... – Damon disse sorridente para Elena, enquanto eles dançavam lentamente no meio do jardim Thinking out loud, do Ed Sheeran.

_ Estou me sentindo um pouco bêbada... – Elena disse com um sorriso bobo nos lábios, enquanto depositava beijos castos no queixo de Damon – mas me sinto estonteantemente bem...

_ Hm, então eu acho melhor você parar de beber, senão não poderemos aproveitar nossa noite de núpcias... – Damon sussurrou ao ouvido de Elena, fazendo um leve tremor transpassar a coluna da morena em seus braços. – O que acha de irmos para um lugar mais reservado...

_ Eu acho uma ótima ideia... – Elena murmurou próximo ao ouvido de Damon, para depois depositar um beijo casto em seu pescoço, fazendo com que Damon se arrepiasse.

Apressadamente Damon pegou a mão de Elena e eles saíram sorrateiramente do jardim, indo em direção a entrada da casa, onde o camaro de Damon estava estacionado e depois que Damon ajudou Elena a entrar, ele logo se foi para o banco do motorista, e se pós a dirigir pela estrada iluminada pela luz da lua. Rapidamente Damon adentrou no terreno pertencente a família Gilbert, indo em direção a casa do lago, logo eles estavam estacionando na frente na casa. Damon desceu e foi a passos largos até o lado de Elena, e a pegou no colo, fechando a porta de seu carro com o pé.

Com Elena ainda em seu colo, Damon subiu as escadas da entrada e com a ajuda de Elena, abriu a porta, adentrou na casa, e subiu as escadas de madeira em direção ao quarto. Damon somente colocou Elena no chão, quando finalmente eles chegaram ao quarto, e logo a puxou com urgência para um beijo cheio de volúpia e desejo. Suas mãos estavam presas a cintura de Elena a impedindo de se afastar, enquanto Elena mantinha suas mãos enterradas nos fios escuros do cabelo de Damon, o puxando mais para si, e aprofundando o beijo. Quando o ar se fez necessário, Damon girou Elena em seus braços, a abraçando de costas, e enquanto seus lábios se ocupavam em beijar cada centímetro do pescoço de Elena, suas mãos corriam livres pelo corpo da morena, indo em direção aos botões na parte de trás e logo em seguida para as alças grossas do vestido de Elena, a fim de tira-lo do caminho. Percebendo a vontade de Damon, Elena se soltou de seu abraço, e se afastou poucos centímetros de Damon com um sorriso provocador e atraente nos lábios já inchados. Elena enfiou as mãos sob o terno de Damon, o tirando enquanto suas mãos acariciavam o peitoral e em seguida os braços fortes de Damon, e logo depois a peça caiu no chão, e os dedos de Elena puderam passar para os botões da camisa de Damon.

Com a camisa já aberta, e o cinto já desafivelado, Damon foi forçado a se sentar na beirada da cama, enquanto Elena lentamente deixava seu vestido cair pelo seu corpo até o chão, restando apenas a lingerie branca e rendada, e as meias que usava da mesma cor. Damon logo se viu tentado, mas quando tentou puxar Elena para seu colo a mesma se desvencilhou de seu toque, o fazendo bufar.

_ É assim que você trata seu marido... – Damon falava indignado, fazendo Elena prender o lábio inferior entre os dentes para evitar que uma risada saísse – Você ainda rir de mim? Eu devo ser absolutamente louco por você pra aceitar uma coisa dessas...

_ Hm... – Elena soltou um gemido contido, enquanto ia lentamente para cima de Damon, ficando com os joelhos apoiados da cama e Damon entre suas pernas, finalmente permitindo que ele envolvesse suas cintura com os braços fortes – Adoro quando você fala isso, na sua voz soa perfeitamente! Fala de novo...

_ Que eu sou louco por você? – Damon perguntou confuso, recebendo um muxoxo e um revirar de olhos da morena em seus braços.

_ Não, a outra palavra... – Elena levou seus lábios até o ouvido de Damon, e sedutoramente murmurou – A com ‘m’...

_ Marido? – Damon perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas e um sorriso de jubilo nos lábios, enquanto via a expressão de Elena se tornar tentadoramente satisfeita.

_ Marido, meu marido... – Elena disse em voz alta, arrancando um riso rouco de Damon.

Elena quebrou a pequena distancia que havia entre seus lábios, beijando Damon com necessidade enquanto o empurrava lentamente para trás, fazendo com que Damon ficasse deitado logo abaixo de si. Damon em um movimento abrupto inverteu as posições ficando sobre Elena, seus olhos queimavam sobre os dela, enquanto cada célula de seu corpo vibrava com a certeza de que Elena agora o pertencia, assim como ele pertencia a ela. Com um beijo cheio de necessidade e paixão, Damon iniciou o que seria a primeira noite de suas vidas como um casal.

***

Depois de duas semanas sem sequer sair da casa do lago, Elena e Damon resolveram ir para a casa que haviam comprado em Mystic Falls, pois ambos concordavam que ali era um lugar tranquilo e ótimo para se criar uma família. Damon aceitou assumir a clínica médica da família na cidade, e Elena resolveu abrir sua própria livraria no centro, em uma lojinha próxima a clínica onde Damon trabalhava. Sempre que dava, eles almoçavam juntos, e quando não, no fim do dia Elena o esperava na recepção e ambos iam pra casa, fazer um jantar, ou como muitas vezes acontecia de irem direto para a cama, onde se amavam durante a noite toda.

Três meses se passaram rapidamente em meio aquela rotina, e como era uma sexta-feira sem muito movimento, e o por do sol já estava pra começar, Elena resolveu fechar a loja mais cedo, e ir para a clínica a fim de esperar que o turno de Damon acabasse para que eles pudessem sair para jantar ou simplesmente dar uma breve caminhada pelo parque. Elena passou pela recepcionista, retribuindo o sorriso que a mesma lhe dirigiu, e foi direto para o consultório de Damon, referindo leves batidas na porta de madeira.

_ Pode entrar... – Elena adentrou o consultório, recebendo uma saudação calorosa da parte de Damon, que quanto a viu entrar foi logo a receber com um abraço apertado e um beijo casto nos lábios – Oi meu anjo, o que faz aqui?

_ Vim te intimar para irmos a algum restaurante... – Elena disse enquanto envolvia o pescoço de Damon com seus braços, sentindo Damon fazer o mesmo com a sua cintura – Eu estou morrendo de fome...

_ Tudo bem, eu não tenho mais consultas hoje... – Damon deu um leve beijo na testa de Elena, sentindo a pele ardente de Elena sobre seus lábios. Damon a soltou confuso, para depois levar sua mão até a testa de Elena, e checar sua temperatura – Acho que você está com febre...

_ Deve ser o calor... – Elena sorriu amarelo, tirando a mão de Damon de sua testa – Vamos?

_ Calma ai, senhorita... – Damon pegou Elena no colo e a colocou sobre a mesa de exames, pegando sua lanterna – Você não vai fugir do medico, vai me deixar examinar você... Agora diga ‘a’...

_ Damon isso realmente não tem graça, eu não estou doente... – Elena saiu da maca, mas quando foi tentar se desvencilhar de Damon, uma tontura a assolou e por sorte Damon estava por perto para pega-la.

_ Ei, você está se sentindo bem? – Damon perguntou preocupado.

_ Eu estou bem, é só uma tontura passageira... – Elena tentou ficar de pé, mas seu estomago se revirou em suas entranhas, e ela pode sentir o gosto amargo da bile em sua língua – Acho que eu...

Elena tentou engolir o bolo que subia em sua garganta, mas foi inútil, rapidamente ela saiu do consultório de Damon, em direção ao banheiro que havia naquele mesmo corredor. Logo em seguida Damon foi atrás de Elena, a encontrando em um dos privados com a cara no vaso sanitário, vomitando. Mais que depressa Damon se posicionou ao seu lado, segurando os cabelos de Elena, enquanto a mesma parecia colocar pra fora tudo que havia comido na vida. Quando nada mais ameaçava sair, Elena encostou seu corpo na divisória de mármore, e fechou seus olhos, respirando profundamente.

_Ei, Elena, olha pra mim, o que está sentindo?

Damon perguntou preocupado, mas Elena estava se sentindo muito fraca pra responder. Vendo que não teria nenhuma resposta, Damon agilmente pegou Elena no colo, e saiu a passos largos em direção a saída da clinica onde ele havia estacionado seu carro. Em menos de cinco minutos, Damon já estava adentrando na emergência do Hospital de Mystic Falls, com Elena em seus braços. Rapidamente uma morena de cabelos curtos correu em direção a Damon, a fim de atender Elena.

_ Ei, uma maca aqui! Rapido! – a doutora gritou para um dos enfermeiros e rapidamente alguém apareceu com a maca, onde Damon deitou Elena, já inconsciente – Eu sou a doutora Fell, o que aconteceu?

_ Ela apresentou febre, de no mínimo uns 38 graus... – Damon dizia enquanto acompanha a doutora e o enfermeiro que levava Elena para a ala de exames– Ela teve tontura e vomito fortíssimo...

_ Ela tem alguma doença crônica, ou alguma alergia? – Dra. Fell perguntava ao mesmo tempo em que media a pressão de Elena. – a pressão dela está um pouco alta...

_ Há dois anos ela teve astrocitomas, mas ela esta em remição.

_ O nome do senhor e o que o senhor é da paciente?

_ Damon Salvatore, Elena é minha esposa...

_ Ok, Sr. Salvatore, nós cuidaremos da sua esposa, você pode esperar na sala de espera, por favor...

Damon ficou do lado de fora, mas sua mente estava totalmente voltada para Elena sendo examinada. Sua cabeça ia de um extremo a outro, imaginando diversas coisas, e nenhuma delas o agradava. Damon meneou sua cabeça, tentando afastar suas suspeitas, e focar seus pensamentos somente na melhora de Elena. Depois de alguns minutos, a médica que atendia Elena, veio em sua direção, com um sorriso tranquilo nos lábios, o que não diminuiu a sua preocupação.

_ Dra. Fell, como esta minha esposa?

_Ela esta bem, e está te chamando...

A médica gesticulou para que Damon a acompanhasse até o quarto onde Elena estava. Assim que entrou, Damon sorriu aliviado retribuindo o sorriso amarelo que Elena o lançou, e foi em direção a ela que estava sentada sobre a cama, e tomando soro por intravenosa. Damon voltou seu olhar para médica, mas antes que ele pudesse perguntar, a Dra. Fell,, disse que iria pegar o resultado dos exames de sangue e saiu do quarto, deixando Damon sozinho com Elena.

_ Como esta se sentindo? – Damon perguntou preocupado, segurando a mão de Elena que não estava com o soro.

_ Estou melhor, só um pouco fraca... – Elena disse enquanto entrelaçava seus dedos aos de Damon – Acho que eu acabei com o nosso jantar não foi?

_ Elena, isso não tem graça... – Damon a repreendeu, fazendo que Elena soltasse um muxoxo e puxasse sua mão da dele – Não faz assim, eu estou preocupado com você...

_ Pois não precisa... – Elena deu de ombros, mal humorada – Eu devo está com alguma virose ou algo do tipo...

_ Elena... — Antes que Damon pudesse dizer mais alguma coisa, a médica adentrou no quarto, com os exames de Elena em mãos – Então Doutora, quais foram os resultados? Elena esta doente? Tem alguma coisa?

_ Não, ela não está doente... – Dra. Fell negou com um menear de cabeça enquanto analisava os exames em suas mãos. – A senhora está grávida...

_ Grávida? – Damon perguntou animado com um sorriso enorme nos lábios. – Quanto tempo?

_ Pelos exames, aproximadamente dez semanas... – a médica colocou os exames junto ao prontuário de Elena e foi em direção a porta do quarto – Eu vou deixar vocês sozinhos mais um pouco, enquanto entro com o pedido de alta da paciente, parabéns...

Damon voltou seu rosto para Elena, vendo a morena imersa em seus pensamentos e os olhos marejados, com a mão livre sobre o ventre. Ele se aproximou, com um sorriso nos lábios, e colocou sua mão sobre a de Elena. A barriga de Elena ainda era plana, e não havia sinais que uma pequena vida crescia dentro de seu ventre, mas ter conhecimento de tal fato, era extasiante e maravilhoso. Damon se inclinou sobre a barriga de Elena e sussurrou:

– Oi bebê, sou eu, seu papai... – Elena soltou o choro que estava preso em sua garganta, sorrindo em meio as lágrimas enquanto via Damon levantar a sua blusa, e beijar seu ventre liso – Papai te ama...

_ Nós vamos ter um bebê... – Elena sorria calidamente enquanto as lágrimas grossas caiam livremente por seu rosto. – Um bebê, nosso bebê, Damon...

_ Nosso bebê... – Damon aproximou seu rosto do de Elena, beijando levemente seus lábios em meio a um sorriso – Eu te amo, te amo tanto...

Elena envolveu o pescoço de Damon com seu braço livre, depositando beijos pelo rosto de Damon, para depois abraça-lo e chorar de felicidade em seu ombro, enquanto repetia em meio ao riso com a voz embargada o quanto amava Damon por ter lhe dado a pequena benção que crescia em suas entranhas naquele exato momento. Damon se soltou do abraço de Elena, e segurou seu rosto entre as mãos, olhando fixamente nos olhos castanhos de Elena.

_ Esse bebê é o inicio da nossa eternidade juntos, meu amor... – Damon disse calmamente com um sorriso encantador nos lábios úmidos pelas lágrimas que lhe escapavam — Esse é nosso futuro se formando nesse exato momento, meu anjo... Obrigado, obrigado por tudo, eu te amo...

_ Eu também te amo... – Elena puxou Damon novamente para um abraço desajeitado, enquanto sorria extremamente feliz – Vamos ter um bebê! Oh meu Deus! Eu te amo tanto...

_ Vamos ter nossa família... – Damon disse beijando a cabeça de Elena, e a abraçando com mais força em seus braços. – Eu te amo, tanto...

[FIM]

Notas finais
Bom gente, isso é tudo, eu espero que vocês tenham gostado da historia! Agora eu vou ir assistir o ultimo episodio de TVD, para depois ir estudar para minha prova de Japones que é daqui a 7 horas! Beijoos e até os agradecimentos!