If I Could Change Your Mind
66 Três meses depois
Notas iniciais
Três meses se passaram desde a estreia da morena na Broadway, o musical tinha sido um sucesso, os críticos adoraram, Rachel estava sendo falada em todos os blogs de musicais, participou de programas de TV, saiu no jornal. A vida da judia havia mudado completamente, ela tinha saído da casa de Blaine e Kurt, e comprado um apartamento perto do de Quinn, para ela e para Aria. Rachel estava estabilizada financeiramente, em pouco tempo seu nome era falado em quase todos os lugares em Nova York, até de comercias tinha participado. A morena foi uma explosão. Quinn estava muito orgulhosa do que acontecera, a morena ajudava os pais que resolveram voltar e estavam morando juntos em Ohio. A loira realmente estava amando tudo aquilo que vinha acontecendo na vida de sua namorada. Porém seu emprego não estava a alegrando como achou que fosse, não era o que ela esperava, cada dia achava chato o que tinha que fazer, para sair to tédio, a loira começara a escrever um romance nas horas vagas. Aria estava trabalhando entregando pizza, ela não queria que ninguém a ajudasse, estava guardando dinheiro suficiente para a faculdade de medicina que queria cursar. Sam estava se dando super bem, era um galãzinho, meninas não podiam o ver na rua que o atacavam, o que deixava Mercedes muito brava, já que agora namorava com o rapaz loiro. Jesse estava bem amigável, tinha conquistado a confiança de todos, até mesmo de Quinn, porém Santana sempre ficava com uma pulga atrás da orelha quando se tratava do rapaz.
17 de maio de 2015, dia da ultima apresentação da morena, a temporada de Rocky Horror estava terminando nesse domingo, porém teria um especial de Halloween ainda naquele ano. Todos assistiam a morena no palco cantando a ultima música junto com o cast. Quinn ria de tão orgulhosa que estava. Depois da apresentação ocorreu uma festa com todo o elenco, todos estavam felizes por terem feito um ótimo trabalho durante esses meses. Quando a festa acabou, Quinn fora para o apartamento da morena.
— Eu quero tanto arrancar a sua roupa agora – disse Rachel agarrando a loira no elevador.
— Eu sempre quis dar uns pegas no elevador igual em Grey’s Anatomy – disse Quinn ofegante.
O elevador abriu e Rachel fora puxando a loira pela mão correndo. Quinn ria e Rachel também, elas tinham bebido um pouco. Ao entrar no apartamento as duas foram se beijando até quarto, arrancando a roupa uma da outra sem pararem com os beijos apressados. No quarto da morena Quinn jogou a judia na cama e subiu em seu corpo. Quando as duas estavam apenas de calcinha o celular da morena tocou.
— Deixa tocar – disse Quinn beijando o pescoço da morena que obedeceu.
Segundos depois ele tornou a tocar.
— Se for importante vão ligar mais uma vez – disse Quinn olhando nos olhos da morena e atacando os seios da mesma.
O aparelho não tocou mais por alguns minutos.
— Eu não disse... – disse atacando a boca de Rachel.
Não demorou muito e o celular da loira tocou dessa vez.
— Eu não creio nisso – a loira se esticou e pegou o celular do criado mudo – Alô? – disse a loira sem olhar a tela, Rachel a beijava no pescoço.
— Quinn? Onde está a Rachel? Eu estou ligando pra ela e ela não atende – disse Emma do outro lado da linha parecendo nervosa
— Em? O que foi? – disse fazendo sinal para Rachel parar.
— O que foi amor? Quem é? – Rachel estranhou e a loira a entregou o celular.
— A Em quer falar com você – disse achando estranho.
— Por que? – disse levando o aparelho até a orelha – Oi Em.
Quinn se sentou e Rachel também, a loira viu a expressão da morena mudar em segundos.
— Mas como assim? O que aconteceu exatamente? – a morena disse nervosa e Quinn ficou curiosa e preocupada – Eu estou indo — disse levantando e desligando o celular.
— O que foi Rach? Amor o que aconteceu? – Quinn levantou em seguida.
— Eu, eu não sei, eu tenho que ir pro hospital – disse pegando uma roupa completamente nervosa.
— Amor? Que hospital? Se acalma, o que houve? – Quinn a segurou.
— Minha mãe, eu não sei o que aconteceu com ela, a Emma disse que é grave e eu tenho que ir pra lá – Rachel disse desesperada.
— Rachel, calma amor – disse abraçando a morena – Eu dirijo ok? Você não está em condições.
As duas vestiram roupas confortáveis e rumaram ao hospital, sem saber o que estava acontecendo. Lá a morena avistou Emma em pé na recepção e correu em sua direção.
— Emma o que aconteceu? Cadê minha mãe? – Rachel perguntou apressada.
— Calma Rachel, ela já está melhor, mas ainda não está bem. Espere o médico vim ok?
— Como assim? Eu preciso saber o que está acontecendo! – Rachel gritou.
— Hey amor, controle-se – disse Quinn perto dela.
— Como? Ela liga pedindo pra eu vim pro hospital urgente porque aconteceu algo grave com minha mãe e quando eu chego aqui ela não me fala – Rachel falou nervosa.
— Eu juro que pedi pra ela te contar isso um milhão de vezes minha filha, mas ela desistiu de todas as tentativas que teve, eu não posso interferir nisso – disse Emma tentando acalmá-la.
— Com licença – disse um médico se aproximando – Vocês são parentes de Shelby Corcoran?
— Eu sou filha dela – disse Rachel.
— Bom, preciso que me acompanhe até o quarto dela – disse o médico.
— Eu quero que elas venham comigo – disse a morena.
— Senhorita, só pessoas da família...
— Elas são – Rachel o interrompeu – São da minha família, então são família dela também.
O medico olhou para as duas e concordou com a cabeça.
— Podem vir comigo – disse ele saindo.
As três seguiram o homem e pararam em frente ao quarto.
— Bom, a senhorita Corcoran não é uma paciente comum pra mim, há alguns meses ela me ligou de Ohio pedindo uma consulta sigilosa comigo, ela veio pra Nova York com a filha pequena e resolveu ficar por aqui, pois na consulta ela foi diagnosticada com câncer no ovário.
— Como é? – Rachel estava sem reação.
— Ela estava no estágio 3 da doença, o que é comum todas as mulheres que têm a doença descobrirem nesse estágio, porque antes disso o corpo não mostra muitos sintomas, muitas das vezes não mostra sintoma algum. Shelby é minha amiga de muito tempo, na mesma hora que lhe contei sobre a doença eu pedi para que fizesse o tratamento, ela recusou, disse que tinha que contar para a filha mais velha dela, que presumo que seja você. Ela nunca mais veio fazer exames ou dar início ao tratamento, eu a ligava constantemente para saber quando ia começar o tratamento, pois esse estágio que ela estava já era bem grave e tinha 85% de chance que ela iria a óbito, ela sempre dizia que só iria começar o tratamento quando conversasse com você, isso foi se agravando e hoje ela está aqui. Ela passou mal e a senhorita Emma que diz ser amiga dela a trouxe aqui – disse ele e Rachel estava em prantos nos braços de Quinn, que também chorava – Querida, eu tentei ajudar sua mãe antes, mas ela tem medo do que possa acontecer, ela disse que não quer sofrer com o tratamento, e eu entendo, é doloroso e ela irá sofrer de mais, até mesmo do que continuando do jeito que está. Quando é descoberto no inicio ainda há 90% de chance de sobreviver por mais cinco anos, porém não foi isso que aconteceu com sua mãe. Eu sugeri a cirurgia de retirada dos ovários à ela, mas ela não aceitou. Agora o tumor já invadiu os órgãos próximos ao ovário e ela tem menos de 10% de chance de sobreviver se fizermos a cirurgia. Eu sinto muito, mas eu preciso de você Rachel, preciso que você convença sua mãe a fazer essa cirurgia, ainda temos esses 10% de esperança. Estou falando como amigo dela, não como médico – disse ele com os olhos marejados.
— Eu... eu... pre... preciso... vê-la – disse a morena soluçando.
O médico abriu passagem e a morena entrou rápido no quarto, seguida por Quinn e Emma. Rachel quase não se aguentou em pé quando viu a mãe na maca, ela parecia normal, parecia estar dormindo tranquilamente, sua expressão era calma.
A morena chegou perto da maca e pegou na mão de sua mãe, se abaixou encostando sua cabeça no ombro da mulher, Rachel só conseguia chorar.
Quinn olhou para Emma e abraçou a mulher.
— Eu não sei o que fazer – disse a loira chorando.
— Eu juro que tentei ajudar Quinn, mas ela não queria que eu fizesse nada, eu tive que respeitar a vontade dela – Emma disse deixando algumas lágrimas caírem – Ela está sedada, dormindo, mas só de vê-la assim, eu não consigo aguentar – disse a ruiva desfazendo o abraço e olhando para Quinn – Dê forças pra ela – disse olhando para Rachel.
Quinn olhou para a namorada que chorava descontroladamente, ela andou devagar na direção da morena, ficou ao seu lado, pousou sua mão na mão morena que estava na mão da mãe. Ela pôde sentir a mão trêmula da namorada e a mão quente de Shelby. Passou um braço ao redor da morena e a abraçou.
Aquela cena era horrível de se ver, Rachel estava desolada, Quinn tentava ser forte e passar conforto à morena, mas tudo o que conseguia fazer era chorar junto com ela.
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