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20 Reyna
C.C. era radiante. Essa era a única certeza que Reyna tinha no momento. A mulher se apresentava, e a pequena Reyna segurava a mão de Hylla, sua irmã, nervosa.
– Já falei muito de mim. — C.C. suspirou. — E vocês, queridas?
Reyna abriu a boca, mas sua irmã deu um cutucão no seu braço.
– Não importa. — Hylla disse. — Ficamos aqui, minha senhora.
– Que ótimo. — C.C. murmurou. — Vão gostar.
– Aqui vocês tem piragua? — Reyna levou um dedo ao queixo.
– Aos montes. — A mulher respondeu.
– E camas confortáveis?
– Um quarto para cada.
– E roupas bonitas?
– Centenas delas.
– Mas não é um lar. — Reyna concluiu, triste.
– Cale a boca. — Hylla disse. — C.C., me desculpe por minha irmã.
– Ah, não há problemas. — Ela riu. — Vai ser um lar, acredite.
No fundo, Reyna sabia que faltava muito para encontrar um verdadeiro lar, e que ela faria isso por ela mesma. Enquanto isso, seu lar era tudo aquilo dentro de si.
– Vamos, meninas, entrem.
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