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29 Esperanza e Leo


Leo corria pelo campo verde, sua mãe corria atrás dele, rindo e chamando-o, estavam tão felizes que poderiam explodir.

Logo, ela parou com a mão sobre a barriga, respirando fundo para tomar fôlego.

— Já cansou, mamá? — Perguntou Leo, risonho.

— Já. — Sorriu, sentando-se com perna de índio. — Senta aqui comigo, você deveria comer, não está com fome?

— Estou. — Leo respondeu.

Esperanza abriu a mochila que estava jogada em um canto, revelando seu conteúdo de doces, salgadinhos, refrigerantes e tudo que não se deve dar a uma criança de 4 anos. Mas para sua surpresa, Leo correu até a árvore mais próxima, uma macieira, e pegou uma maçã do chão. Voltou rápido e se jogou no colo de sua mãe.

— Não precisa, já peguei isso. — Ele sorriu, balançando a fruta.

— Meu filho comendo algo que não tem conservantes? — Esperanza cruzou os braços. — Por favor, não me diga que te trocaram por outra criança.