Idiotas vinculados
9 Sim, treinamento intensivo!
Notas iniciais
Na manhã seguinte levantei muito disposto, era um dia de sábado e dia livre no acampamento, sem as atividades. Sai do chalé para ir tomar café da manha com esperança de encontrar Jessie ou Mari para passar o dia, porque íamos fazer um treinamento intensivo, juntos, então vamos ter que nos acostumas conviver em equipe, e quem sabe conversar sobre.
Cheguei ao refeitório e me sentei-me à mesa de Poseidon, uma ninfa me trouxe um misto quente e um copão com chá gelado – que eu adoro! – Comecei a comer e sempre olhando em volta para ver se eu avistasse uma das duas, olhei para mesa de Ares e avistei a Jessie que tinha acabado de chegar, ela parecias estar exausta e com olheiras – o que aconteceu será? – ela estava muito séria e se sentou na mesa de Ares, que no momento só tinham 4 campistas, ela sentou de cabeça baixa e os outros não paravam de encara-la e cochicharem ao mesmo tempo. Quando eu desviei meus olhos para terminar de tomar meu chá e olhei de novo à volta percebo que Mari estava na mesa dela, já comendo – Medo! Ela fez aquilo de novo, aparecer nos lugares sem ninguém ver ela – aquilo me dava arrepios.
Terminei de comer e decidi ir à mesa da Jessie e vi que ela também tinha terminado.
– Bom dia... Jessie? — disse hesitante, porque os outros filhos de Ares me encararam.
– Bom dia só se for pra você! – Respondeu Jessie séria, e se levantou.
Percebi mais de perto que ela tinha um corte no queixo, olhei para os caras da mesa dela serio – eles parecerem surpresos — e depois para o queixo dela de novo e disse:
– Jessie, o que é isso no seu queixo?
– Não é nada – respondeu ela séria. – É sério.
– Você tem que ir à enfermaria! – exclamei.
– Não é nada, já vai sarar – disse ela — pelo menos uma coisa boa eu herdei de Ares.
– Se você insiste – decidi ignorar aquele corte no queixo dela.
– Vamos chamar a Mari para nos conversarmos sobre aquele treinamento – indicou Jessie.
– Tive a mesma ideia – disse sorrindo.
– Pelo menos nossas cabeças estão sincronizadas, vamos ver se vai sincronizar junto com a da Mari.
E fomos. Chegando lá Mari também estava terminando de comer, ela nos olhou séria e depois olhou para a Jessie e estalou os olhos escuros.
– Que corte horrível é esse no seu queixo? – Perguntou Mari.
Jessie bufou e disse – Longa história!
– Eu já ia à procura de você – disse ela – porque temos que conversar sobre esse treinamento intensivo.
Jessie olhou para mim e eu olhei para ela e dissemos juntos:
– É, estamos sincronizados!
– Vocês tiveram a mesma ideia? – perguntou Mari.
– Sim – respondi – por que você acha que viemos até você?
– Por nada — respondeu ela.
Saímos do refeitório e demos de cara como líder do chalé de Ares, ele parou no gramado e ficou encarando Jessie, ela fez o mesmo. Ele estava com a perna enfaixada imaginei que tinha sido a Jessie que tinha feito o ferimento durante a caça a bandeira já que os dois tinham lutado. Ele mostrou os dentes, enfurecido, e começou se aproximar, Jessie estava com uma cara desafiadora, esperando um golpe a qualquer momento, quando de repente, ele fez a curva e se desviou de nos e entrou no refeitório.
Eu não entendi o que tinha acontecido, mas eu me virei para Jessie e percebi que ela também não tinha entendido.
– O que aconteceu aqui? – Mari perguntou olhando para trás.
– Eu não sei – respondeu Jessie – Pensei que ele ia vim me bater. – Mari ficou pensativa.
– Será que é porque ele ficou com medo, depois que você fez aquilo na perna dele? – perguntei animado.
– Não! Vocês não entenderam mesmo né? – disse Mari sorrindo – Ele esta envergonhado, por ter perdido por uma... uma... irmã mais nova que ele nem sabia de que deus olimpianos ela é filha.
– Então quando ele descobriu que ela também filha de Ares, fez ele se envergonhar por ele ter perdido por sua irmã mais nova? – perguntei tentando entender.
– É tipo isso – disse Mari. Jessie ficou em silencio sobre essa explicação.
– E então para onde vamos? – perguntou ela.
– Que tal nos irmos à praia a beira do lago? — perguntei animado, as duas olhou para mim como se tivesse dito alguma coisa muito feia.
– Olha Henry, sei que você é filho de Poseidon, deus dos mares e tudo mais – eu não gosto muito de água não. – disse Jessie – eu voto contra essa sugestão.
– E eu também voto contra porque na praia é muito ensolarado e eu não gosto de sol. – Completou Mari que estava tampando os olhos da luz do sol que estava bem forte aquele dia.
– Então vamos para a orla das flores onde aconteceu a captura a bandeira – disse – Lá te um riacho que é praticamente uma poça e bastante sombra por causa das copas das árvores. – elas pareceram concordar.
Chegando lá o dia pareceu fim de tarde por causa da sombra que as arvores faziam, estávamos sozinhos e ninguém pareceu sentir falta da gente no acampamento.
Ficamos conversando sobre o treinamento intensivo até a hora do almoço, tentamos bolar uma estratégia de equipe, mas não deu certo, a sugestão de uns não concordavam com as dos outros, e a ideia de um de um não era entendida pelo outro então desistimos.
Fomos almoçar, no caminho até as nossas mesas conversamos com Kat e Kyle – É eles não perceberam nossa ausência – pensei. Nos separamos e eu fui até a minha mesa. Levantei da mesa e fui até fogueira e joguei minha oferenda a Poseidon e voltei, passando pela mesa de Ares ouvia cochichos, sentei e tentei prestar atenção enquanto comia, alguns encaravam Jessie e cochichava com o líder do chalé, ele não olhava para ela – acho que está envergonhado ainda – pensei.
Saímos do refeitório e voltamos à orla da floresta onde nos estávamos anteriormente, conversamos mais um pouco sobre o tão esperado treinamento e Mari deu uma sugestão que eu me interessei muito:
– Gente, que tal a gente mostrar nossas habilidades um para o outro? – Jessie e eu a encaramos com caretas – Sei lá... Talvez isso ajude no treinamento. E a gente pode estar usando isso como um treinamento de nossa proteção contra os monstros que forem nos atacar despercebido.
– Tudo bem! – concordei. – eu andei praticando. – Jessie concordou com um movimento positivo da cabeça.
Eu fui o primeiro, ao nosso lado tinha um riacho e cheguei mais perto estendi a mão, torcendo para fazer a mesma coisa que eu fiz noite passada, me concentrei na água e aconteceu de um redemoinho enorme sair da água e ficar parado rodando enquanto eu ficava de mão estendida, fiz um movimento com os dedos e o redemoinho se transformou em grandes gotas de água – Aee! Era o que eu queria. – Eu queria fazer algo mais, então com um movimento de braço para direita joguei as grandes gotas conta uma rocha ali perto, onde ela foi perfurada com o impacto.
Comemorei em minha mente de tanta felicidade, Mari ficava sem expressão encarando a rocha perfurada, ela olhou para mim e disse:
– Legal! – disse ela num tom irônico e fazendo um sinal de positivo com uma das mãos.
Era a vez de Jessie, ela disse que só aparecia quando precisasse, mas ela tentou do mesmo assim, ela sentou de pernas cruzadas no chão e fechou os olhos, percebi que o corte tinha sumido e só tinha ficado um risco branco da cicatriz, ela tirou de nãos sei a onde uma adaga muito brilhante e mostrou para nós, eu peguei a adaga da mão e consegui me cortar – droga! – falei, Jessie e Mari ficam me encarando por um tempo e Mari disse:
– Lava ali no riacho, para ver se para se sangrar. – passei a adaga para ela e fui.
Fui até lá e não acreditei no que eu vi, quando eu coloquei a mão na água senti cócegas no meu corte e ele começou a se fechar, chamei as meninas e elas chegaram a tempo de ver o ferimento se fechando, olhei para elas, depois disse:
– Isso era uma habilidade que eu não sabia que eu tinha. – confessei.
Mari me olhava com seu rosto muito sério e com os olhos brilhantes como se dissesse – como eu queria ter esse poder! – imaginei. Jessie sorria para mim e disse:
– Olha, você tem a mesma habilidade que eu, mas você precisa da água para isso – disse ele num deboche – mas eu não preciso. HAHAHAHAHAHA.
– Cala boca Jessie! – disse rindo junto com ela.
– Acho que vou tentar de novo, porque uma adaga não é o suficiente – vociferou Jessie.
– Vamos lá! – disse e enquanto caminhávamos aos nossos lugares.
– Mas onde esta a adaga que você me entregou Henry? – Perguntou Mari procurando a adaga.
– Eu não sei. – disse – Eu só a entreguei a você.
– Calma gente é assim mesmo, quando elas percebem que não estão sendo usadas elas somem em alguns minutos. – Explicou Jessie.
– Mas ela estava em minhas mãos, eu devia ter percebido quando ela sumisse... – disse Mari irritada – Há esquece, vamos continuar.
Jessie sentou novamente e no chão e se concentrou, ela conseguiu conjurar um escudo redondo feito inteiramente de bronze celestial com centauros estampado nele. Jessie segurou o escudo e deu de ombro e disse:
– Era isso mesmo que eu queria! — Exclamou ela e entregou o escudo para Mari, ela examinou o escudo com os olhos brilhando novamente só que com a expressão séria, tentando disfarçar as suas emoções de estar vendo aquilo. Ela me entregou o escudo que reluziu ao sol e quase me deixou cego, prestei atenção nos centauros e tinha certeza de que um deles era Quíron, com seu arco e flecha. Terminei de ver o escudo e estenda mão para entrega-la, ela olhou para mim séria e disse:
– Joga por aí, ela vai sumir a qualquer momento – disse ela como se fosse uma coisa muito normal. Decidi ignorar o “Joga por aí” dela e coloquei o escudo ao meu lado direito. Depois disse eu e Jessie olhou para Mari e Jessie disse:
– E você? – perguntou ela. – Não vai mostrar nada.
Mari baixou a cabeça e levantou respirando fundo e cochichou alguma coisa que parecia – Meu irmão disse que eu tenho que confiar nas pessoas, então Mari vamos nessa. – Ela nos olhou novamente e disse:
– Acho que vocês já sabem uma das minhas a habilidades, que é adivinhar quando alguém vai morrer como aconteceu na Captura a Bandeira – nós concordamos. – Teve uma vez também eu não sei se fui eu mesmo, quando eu estava... – ela parecia esconder alguma coisa – Deixa pra lá, é melhor eu tenta mostrar. Fiz alguns testes nos tempos livres das atividades do acampamento e obtive alguns resultados.
Ela ficou de Joelhos em um amontoado de terra ali perto, ela juntou as duas mãos fazendo uma concha e fechou os olhos, nada aconteceu, ela abriu os olhos e disse:
– Que? Eu não entendo o que tenha acontecido. – Jessie olhava para ela com cara de consolação.
– Calma, tenta fazer assim... – fui interrompido.
– Não! Eu consigo sozinha – disse ela franzindo a testa e tentou de novo só que com olhos abertos dessa vez. Nada aconteceu – Droga, não da certo acho que não fui eu mesmo que fiz aquilo.
– Então você é dessas? – perguntei seriamente e depois sorri. Ela me encarou furiosamente e não disse nada – seu irmão não disse que é para você confiar nas pessoas? Então confie na gente pelo menos uma vez na sua vida – ela não disse nada, ela parecia querer dizer, mas não disse – Tenta fazer assim. Levanta e estande a mão pro monte de terra – ela por um momento hesitou, mas ela refletiu e o fez — Meu irmão Brandon sempre me disse que quando eu quisesse movimentar a água ou conjura-la de alguma coisa, eu tinha que pensa no que eu quero que ela faça como eu fiz agora pouco. No que você pensa quando você quer controlar a terra? – perguntei ignorando o fato de me sentir mal por pensar no que tinha acontecido.
– Na terra ué – respondeu ela — No que mais que você quer que eu pense?
– No que você quer que ela faça. – respondi – Não adianta você pensa só nela sem ordena-la fazer alguma coisa.
Mari ficou mais seria com cara de – Como é que ele sabe mais coisa que eu? – ela encarou o amontoado de terra e depois olhou para Jessie que eu acho que nem prestou atenção no que eu disse – ela estava mexendo no cabelo – e começou olha para Mari e disse:
– Voce fez isso ontem á noite, não fez? Não deve ser muito difícil então.
– Vai lá garota! Você consegue. – disse apoiando ela olhou para mim ainda séria e estendeu a mão – É só pensar no que você quer que a terra faça...
– Se você não ficar quieto eu não vou consegui – gritou Mari.
– Tudo bem desculpe – disse e Jessie deu risadinhas silenciosas.
Mari novamente estendeu a mão franzindo a testa, de repente ouve um pequeno tremor e uma coluna de terra surgiu em nossa frente com mais ou menos dois metros de altura, Mari abriu os olhos e deu um sorriso – Que? — olhando para a coluna de terra.
– Mari agora com o movimento da mão você pode fazer o que você quiser – disse hesitante.
Ela mexeu os dedos e a coluna de terra se transformou em poeira, essas poeiras começaram a flutuar e dançar entre nós com o movimento do braço de Mari como se o vento os levasse, de repente parou e a poeira de terra caiu entre nós no chão. Mari olhou para mim e Jessie e disse:
– Obrigado! – ela disse isso séria eu respondi com um aceno de cabeça.
Jessie estava paralisada olhando para o nada e disse:
– Cara, isso foi muito legal. – e rimos.
Ficamos tão animados com a amostra de habilidades que não vimos à hora passar. O Sol já estava se pondo no horizonte mostrando que era hora do jantar. Saímos da orla da floresta e fomos ao refeitório, no caminho estava ficando mais escuros e as tochas no acampamento já estavam acesas. Em quanto andávamos conversamos o quanto nosso dia foi interessante Mari desapareceu no escuro, Jessie e eu ficamos confusos quanto a isso, procuramos por um tempo e desistimos. Chegamos ao refeitório e Mari estava na porta há nossa espera de braços cruzados e com cara amarrada, Jessie e eu ficamos confusos sobre o que perguntar, mas Mari foi mais rápida e disse:
– Porque vocês demoraram tanto? Eu cheguei há uns cinco minutos e eu estava junto com vocês.
– Junto com a gente? – Perguntei – Não, você sumiu e ficamos procurando por você.
– Eu sumi? Não eu estava com vocês – disse Mari calma – Quando eu cheguei aqui vocês que tinham desaparecidos.
– Não foi à gente que desapareceu – disse Jessie – Você tipo, meio que sumiu no meio das sombras.
Mari ficou pensativa.
– Será que pegar atalhos pelas sombras é uma das habilidades de Hades? – perguntei olhando para Mari. Mari ficou refletindo mais ainda.
– Eu não sei. Eu só sei que quando eu estou andando, eu meio que desligo de tudo a minha volta e penso só em onde quero ir. – Respondeu Mari pensativa. – Quando vocês... Nós estávamos conversando sobre o nosso dia, eu me desliguei e não ouvi mais nada e foi quando eu cheguei aqui.
– Então deve ser isso. – disse Jessie. – Quando você se desliga você consegue tipo, se tele transportar pelas sombras e chegar mais rápido que os outros nos lugares.
Mari de repente se sentiu muito exausta e começou respirar rapidamente, como se ele tive corrido milhares de quilômetros.
– Você esta bem? – perguntei.
– Eu não sei. – disse ela encostando-se à parede do refeitório – Nunca senti isso.
– Acho que você conheceu a exaustão Srt. Cattane! – disse uma voz muito grave que vinha de traz de nós – Isso acontece com os semideuses mais novos que esgotam de mais suas energias com suas habilidades.
– Exaustão? – perguntou Mari.
– Sim, as ninfas me contaram o que vocês estavam fazendo na orla da floresta – disse ele sorrindo — e achei muito interessante o que vocês decidiram fazer nas horas vagas e depois do que eu fiquei sabendo o que você fez, vai precisar de algumas horas de descanso.
Mari ficou o encarando enquanto respirava rapidamente virei para Quíron e perguntei, porque eu Jessie não ficamos tão cansados também, ele disse que a gente não se sobrecarregou tanto, por ter mais idade que Mari. Quíron levou a mão para um a pequena bolsa que ficava no cinto de sua aljava de flechas e deu um pedaço de ambrosia para Mari mastigar.
Depois do Jantar fomos cada um para o seu chalé. Jessie foi muito desanimada esperando o pior e Mari se perdeu na escuridão da entrada do chalé dela. Antes de dormir mandei uma mensagem de Íris para minha mãe e como sempre ele chorou muito de saudade, contei a ela que eu consegui dominar as minhas habilidades e ela pareceu ficar bem feliz. Depois disso dormi.
No domingo de manha eu encontrei Jessie e Mari no café da manhã, Jessie parecia menos exausta e não tinha cortes nem marcas, acho que os outros filhos de Ares pararam de maltrata-la.
O domingo foi como o sábado do dia anterior, conversando e sobre o treinamento intensivo que íamos começar no dia seguinte e treinamos nossas habilidades novamente.
Na segunda feira depois do café tivemos grego antigo, como sempre foi muito fácil, mais tarde teve arco e flecha e Quíron estava a nossa espera eu um local diferente do campo de treinamento, onde continha alvos em movimento e alvos bem menores, Quíron nos viu e disse:
– Bom dia! – disse ele – Preparados para o treinamento intensivo?
– Huuu... – disse comemorando desanimado.
– Anime-se Sr. Clawd, vocês vão ver que depois de duas semanas de treinamento, vão se sentir mais fortes e habilidosos.
Duas semanas? – pensei – Ninguém merece.
Jessie e Mari pareciam mais animadas.
Começamos o treinamento e eu não acertava um alvo, Quíron parecia impaciente, ele me mostrou uma quinhentas vezes como segurar o arco corretamente, teve momentos que em vez de eu lançar a flecha eu lançava o arco. Jessie e Mari não paravam de dar risadinhas, Mari com certeza acertava todas e Jessie acertava o alvo, mas não ainda no centro dele e eu já estava ficando muito irritado.
Aquela primeira semana foi cheia de atividades difíceis, as únicas que eu não tive problema nenhum foi equitação com Pégaso, Treino de esgrima e Canoagem.
A aula de equitação com Pégaso foi bem legal cheia de manobras e outras coisas, Quíron disse que a melhor maneira de conquistar um Pégaso é você entende-lo, eu não tive problema nenhum, porque eu tinha certeza que eles falavam comigo, virei para Quíron e perguntei:
– Eles falam? – perguntei feliz, Mari e Jessie olharam para mim com caretas.
– Só com você Sr. Clawd, essa é uma benção de Poseidon dada aos seus filhos – disse ele.
– Nossa legal – disse alegre – Olá garota, tudo bem? – perguntei ao Pégaso.
Olá mestre estou a sua disposição. Muito bom ter algum semideus para conversar que entenda a gente, a maioria deles nunca entende o que a gente quer de verdade.
– É muito bom poder entender você também – disse há ela. Ela era um Pégaso muito negro com a crina e a cauda dourada que chegava brilhar ao sol. – Qual o seu nome?
Somos muito jovens mestre, por isso ainda não fomos nomeados, não tínhamos um semideus com afinidade conosco antes.
– Isso quer dizer que eu posso escolher seu nome?
Sim mestre, eu adoraria.
– Tudo bem, então... Seu nome será Capa Negra.
Ai mestre adorei, muito obrigada, agora posso ser reconhecida por esse nome. Se você precisar de mim é só dar um assobio.
– Tudo bem, pode deixar — respondi a ela.
Jessie me cutucou e perguntou o que o dela disse, ela era um Pégaso fêmea de cor caramelo com a crina loiro claro e a cauda também. Olhei bem para o Pégaso dela e ela estava bem agitada e dizia:
Que? Essa garota ta viva. Eu não tinha dado um jeito nela? Quero ver se ela vai me dar um nome que preste.
– Digamos assim que sua Pégaso é bem nervosinha – Jessie olhou para ela e começou a caricia-la – ela também quer um nome.
– Eles já são desse tamanho e não tem um nome? – Mari franziu as sobrancelhas. Eu apenas balancei a cabeça em negação.
– Então tá seu nome vai ser... Hum... Argo! – disse Jessie séria, pois a ultima vez Argo tentou mata-la. Seu Pégaso ficou menos agitado.
Hum pelo menos tem criatividade. Vamos ver se ela vai me domar bem desta vez.
– Ela gostou – disse e Jessie sorriu. De repente ouvi uma voz grave e muito autoritária olhei para traz e era a Pégaso de Mari, ele era macho e era branco com crina e cauda negra. Ele dizia:
Essas duas interesseiras vive se jogando para cima dos semideuses.
Argo e Capa Negra não gostaram.
– Mari, acho que seu Pégaso esta um pouco nervoso. – disse a ela
– Há não tem problema, eu gostei muito dele – disse ela enquanto ela o escovava.
E essa garota aqui tem cheiro de morte, mas é a única que parece ter os parafusos no lugar. Ganharei um nome também minha ama?
– Ele também quer um nome – disse para Mari que me olhou muito calma
– Hou! Um nome deixa-me pensar.
Há por favor, ande logo! – disse o Pégaso da Mari.
– Que tal Snow! – disse Mari sorrindo. Os olhos de Snow brilharam.
Eu adorei minha ama!
– Ele adorou – disse
– Que bom — respondeu Mari enquanto falava com ele com uma vozinha como se Snow fosse um bebe.
O restante do treino foi muito legal, fizemos algumas manobras no ar. Não tive problemas, Jessie e Mari aprenderam como fazer um looping e passar dentro de argolas, mas as asas dos Pégasos delas sempre batiam em alguma coisa, terminamos o treino, nos despedimos dos Pégaso e saímos para aproxima atividade.
O treino de esgrima foi muito legal também, tivemos que lutar com outros semideuses mais velhos do acampamento, mas no fim eles foram nocauteados por nós, depois Quíron decidiu uma luta entre nós três, primeiro fui eu contra Jessie.
Puxei a corrente do pescoço com um golpe direto, Jessie se abaixou pegando qualquer coisa que tivesse no chão e levantou com um escudo. Golpeei o escudo da esquerda para a direita, ela cambaleou uns cinco passos antes de recuperar o equilíbrio. Mais um golpe de cima para baixo dessa vez o impacto foi direto no seu antebraço, ela golpeou algumas vezes me esquivei de uns, defendi outros o ultimo golpe abriu um talho doloroso no meu peito. Devo ter feito uma cara muito engraçada por que ela parou para rir depois de me deu um chute no estomago.
Não sei se foi à náusea que estava sentindo, mas eu queria derrota-la. Ela era forte, mas deixava a guarda aberta às vezes, com um movimento rápido perfurei o músculo do braço esquerdo, e depois desviei do corte horizontal que ela fez com a lâmina. Ficamos assim por uns bons 40 minutos, era incrível que ela não parecia ter um padrão de luta e mesmo deixando a guarda aberta conseguia fazer movimentos que eu nem sonhava fazer. Chegou um momento que a gente não aguentou mais e caímos de joelhos no chão, exaustos, tínhamos diversos cortes e estávamos sangrando, mas foi muito divertido, antes que eu declarasse empate Jessie se levantou, pulou na minha frente e chutou minha espada longe.
– Ganhei! – Disse ela com um sorriso perverso apontando a espada na minha direção. Ela parecia quase não se aguentar em pé.
– Da próxima vez eu te derroto – disse resolvendo não discutir. Embora eu odiasse perder, Jessie me ganhou pelo cansaço.
– Pode continuar sonhando – retrucou enquanto cambaleávamos para o lado da arena.
Comemos um pedaço de ambrosia para poder ir à próxima partida que era contra a Mari. Em quanto Jessie lutava contra a Mari pedi licença a Quíron para eu podei ir ao lago recuperar as minhas forças com um mergulho, ele deixou, cheguei ao lago e dei um mergulho e vi que eu podia respirar em baixo d’água, senti minhas forças voltarem e meus cortes se fecharam, sai do lago dez minutos depois completamente seco, mas curado. Achei muito legal aquilo.
Cheguei lá e vi que Jessie e Mari estavam terminando a luta, Mari com sua faca negra em mãos bloqueava os ataques que Jessie fazia por cima, já que não tinha como fazer ataques por baixo, pois Mari era um pouco baixinha, Jessie com um movimento da espada fez um corte no em sua bochecha, Mari gritou – Aí! – e atacou com muita rapidez. Jessie se surpreendeu e tentou se afastar, mas não conseguiu, pois Mari estava com duas facas apontadas, uma na garganta e outra no estomago de Jessie que ficou paralisada e quando parecia que ia levantar os braços de rendição ela deu uma joelhada acertando Mari no estomago enquanto batia em uma de suas mãos, Mari caiu de bunda no chão com os olhos brilhando negros, as duas ficaram se olhando por um tempo até que Mari guardou as facas e elas deram as mãos.
Era a minha vez de lutar com Mari e ela parecia bem disposta, então disse para Jessie:
– É Jessie vou ter que ganhar essa para você. – disse rindo enquanto Jessie se afastava com um pouco de sangue na camisa e na garganta.
Começamos e Mari veio em uma velocidade muito alta, eu com minha espada em mãos bloqueei o ataque que ela faz por baixo, ela se afastou e eu ataquei, ela consegui bloquear e me deu um chute na barriga para me afastar. Eu gritei – Eí isso não vale! – e continuamos com bloqueios em cima de bloqueios e isso mostrava um empate então consegui fazer um segundo corte na outra bochecha dela e ela ficou enfurecida e veio com toda brutalidade que ela pode acumular e então ela me derrubou fazendo um corte em minha barriga. Me levantei rapidamente e já estava com raiva então com um salto pulei na frente de Mari e ela cambaleou para trás e se encostou em uma parede, puxei-a ela pelo braço e segurei-a de costas para mim e encostei a espada em sua garganta.
– Tudo bem pessoal, já chega por hoje – Disse Quíron com uma voz preocupação, larguei Mari e ela me olhou com um ar de “da próxima vez eu te mato”.
– Parabéns, você lutou muito bem – disse ela estendendo a mão.
– Você também lutou muito bem – respondi segurando a mão dela.
Jessie ficou muito surpresa com a nossa luta.
A segunda semana foi mais difícil, arco e flecha estava como sempre um horror em minhas mãos com Mari e Jessie em suas risadinhas, já as atividades na canoagem que estavam mais difíceis do que a primeira, fez elas sentiram o que eu sentia no arco e flecha, tinhamos que passar por obstáculos no lago contra uma correnteza de uma cachoeira. Elas caíram na água, e quem ajudou elas? Eu. Fiz uma onda enorme que fez elas caíram de volta na margem do lago, elas me chamaram de nomes desagradáveis, mas eu nem liguei, ri da cara delas até chorar.
Na atividade de luta corpo a corpo Jessie se deu muito bem derrubando alguns irmãos dela, Já eu e Mari não demos sorte, pois eu era muito magro e Mari muito baixa, não tendo muita vantagem nessa atividade. Depois da nossa primeira luta Quiron não nos pediu para lutar um contra o outro novamente, mas lutarmos lado a lado contra outros campistas.
As duas semanas acabaram e foi um alivio, porém com um pouco de tristeza para nós, eu me sentia mais forte e com animo com todos aqueles treinos, vi que Mari e Jessie sentiam o mesmo, eu me sentia mais vivo e ágil e mais bronzeado também, percebi músculos que eu nem sabia que iria existir um dia em meu corpo e que apareceram com o treino intensivo de uma maneira muito rápida. Na sexta feira foi até mais fácil competir na captura à bandeira mesmo conseguindo perder para a equipe inimiga.
Num sábado à tarde depois das duas semanas de treino intensivo, Quíron nos mandou até a Casa Grande para termos uma conversa em particular, chegando lá Quíron nos chamou até a sala de reuniões e quem estava lá era a oráculo Bellatriz, ela nos olhou com um sorriso muito amigável, então Quíron nos disse:
– Queria vos dar os parabéns pelo desempenho nos treinamentos – ele andava para lá e para cá enquanto falava – Vocês tiveram ótimos resultados com trabalho de equipe e habilidades de luta.
– Muito obrigado! – disse os três de juntos como soldados preparados para a guerra.
– Agora temos que começar uma coisa que não pode ser confessado a vocês desde o começo do treinamento. – Quíron parou nos encarando sério – Uma Missão!
– Que? – perguntei.
– Missão? – perguntou Mari
– Como assim? – Perguntou Jessie.
– Sim senhores, uma missão – disse ele a espera de uma reclamação – Vocês vão fazer uma viagem para um lugar onde a profecia feita pela nossa oráculo Bellatriz ordenar, para a salvação do Olimpo e até do mundo se for necessário.
– Mas senhor Quíron, não somos muito novos para uma missão agora? – perguntei em pânico, ele me encarou e disse.
– Sr. Clawd, não existe taxas de idade para um semideus convocado para uma missão dita por uma profecia. – disse ele calmo.
– Mas que profecia essa? – perguntou Mari com os olhos estalados. — Nunca ficamos sabendo de profecia nenhuma.
– Ninguém sabe, exceto eu, Sr. D e a própria oráculo. – disse ele.
– E onde esta o Sr. D? – perguntou Jessie olhando a volta.
– Foi até o Olimpo avisar que vocês estão prontos. – disse ele calmo,
– Prontos para que? – perguntei horrorizado porque eu não tinha entendido nada.
– Para missão – disse ele pacientemente. – Agora a nossa oráculo vai dizer profecia a vocês.
Bellatriz se levantou da poltrona onde estava sentada e se aproximou. Ela parou a nossa frente e aconteceu uma coisa muito estranha. Seus olhos começaram a brilhar numa cor verde e começou a sair uma fumaça verde de sua boca, ela estava flutuando bem na nossa frente e saia luzes verdes de seus dedos da mão e seu pé que estava descalço também brilhava, ela começou a falar, mas a voz não era a dela, era a dela só que junto com outra mais grave e aterrorizante.
Três sairão em busca do pomo
Longe ao leste encontrarão o dono
Terão que caminhar por céu, água e terra
A Morte, o Oceano e a Guerra
Depois disso as luzes e a fumaça começaram a sumir e ela começou a pousar no chão parecendo cansada, Quíron a ajudou fazendo ela se apoiar nele, passando alguns segundos ela ficou de pé novamente e nos olhou e disse com a voz normal:
– Boa viajem! – e saiu da Casa Grande saltitando como se nada tivesse acontecido.
Estávamos muito espantados com o que aconteceu, nós vimos uma coisa que nunca vimos acontecer de verdade, só em livros da escola que falava sobre oráculos, ali na nossa frente era muito real e assustador, olhei para Jessie e Mari elas estavam espantadas como eu.
– Vocês partiram segunda ao sol nascente – disse a voz de Quíron que parecia muito normal depois do acontecimento.
Saímos da Casa Grande sem dar resposta e fomos ao refeitório jantar sem dizer uma palavra, depois do jantar contamos a Kat e Kyle que fomos convocados a uma missão e eles pareceram horrorizadas, como se nós fossemos mortos só de pisar fora da proteção do acampamento.
Fui ao meu chalé com aquilo latejando em minha cabeça, no caminho encontrei Paht, ela estava sorridente e disse:
– Que cara depressiva é essa?
– Eu estou com essa cara de depressão porque me convocaram para uma missão suicida hoje – quase gritei e Paht desmanchou a cara de alegria e ficou séria.
– Que? Missão? Quando isso? – perguntou ela desanimada.
– Estão escondendo isso do acampamento inteiro até nós chegarmos e sermos reclamados, ou seja, estão escondendo isso de mim, da Mari e da Jessie desde quando chegamos aqui. – disse sentando nos degraus do chalé 3. – E no caminho temos que decifrar a droga da profecia.
– Mas que profecia? – disse ela se agachando até ficar da minha altura.
– Há é alguma coisa sobre caminhar na escuridão e guerra lá que eu no to a fim de lembrar. – disse irritado.
– Quando vocês partem? — perguntou ela segurando o meu ombro.
– Segunda ao nascer do sol. – disse – eu não quero falar disso, por favor.
Eu não queria ser rude com ela, mas eu estava tão irritado com tudo isso que não consegui disfarçar.
– Tudo bem! – ela se inclinou e me deu um beijo na bochecha. – Então tchau, e boa sorte.
Corei e fiquei olhando enquanto ela se afastava em direção ao seu chalé.
Troquei de roupa fui até a fonte mandar uma mensagem de Íris para minha mãe, para falar o que ia fazer. Joguei um dracma e disse:
– Ó, Íris, deusa do arco-íris, aceite essa oferenda. Mostre-me Lucy Clawd, Brooklyn. – A nevoa tremeluziu e apareceu à imagem, minha mãe estava na entrada do quarto dela, no corredor, acho que acabando de chegar do trabalho:
– Mãe? – perguntei.
– Hou, Henry, filho como você esta? – perguntou ela sorrindo.
– Nada bem – responde amargurado.
– Porque querido? – perguntou ela.
– Fui convocado a uma missão suicida. – disse mal olhando para ela.
– Que? Como assim? – ela parecia tão desesperada como eu imaginava.
– É, fiz um treinamento intensivo penando que era para melhorar a minha vida e agora descubro que eu vou para uma missão que eu nem sei o que fazer. – vociferei
– Mas filho você é muito novo para uma missão, mal chegou ao acampamento. – disse ela com os olhos em lagrimas.
– Quíron disse que não tem taxa de idade para um semideus ir a uma missão – disse olhando ela chorar,
– Quíron? – disse ela – centauro ordinário, ele me paga.
– Calma, vou partir segunda feira de manhazinha – disse – e caso se eu morrer, por favor, nãos se desespere.
– Eu sei que você não vai morreu meu campeão – disse ela secando as lagrimas – eu confio que você saia vivo dessa. Seu pai vivia dizendo que as parcas tinha grandes planos para você, mas eu não entendi e agora entendo.
– Disso eu já sei mãe. – de reprende ouvi passos na grama muito lentos a volta do meu chalé – Mãe vou ter que desligar, parece que as harpias descobriram que eu estou acordado e acho que elas vão tentar entrar se eu não estiver dormindo.
– Tudo bem meu filho – disse ela com a voz tremula – se cuida tá? E peça para o seu pai te dar uma ajudinha.
– Tá, pode deixar – disse desanimado, pois eu queria conversar mais – Se cuida você também tá?
– Pode deixar filho tchau! – e ela espanou a nevoa chorando desesperadamente.
Fui dormir, esperando que tudo aquilo fosse um sonho, mas não era. No dia seguinte, que era domingo, foi muito depressivo também, Jessie, eu e Mari quase não trocamos uma palavra por causa dessa missão, ainda estávamos chocados. Parecia que todos no acampamento já sabiam da missão que íamos fazer, pois todo lugar que íamos tinha olhares a nossa volta, teve uma hora que três filhos de Demeter disseram enquanto passávamos – Boa sorte na missão! Que os deuses os acompanhem. – agradecemos com um aceno de cabeça. No jantar, na hora do sacrifício aos deuses eu praticamente implorei a Poseidon para que ele me ajudasse nessa missão, para eu não morrer, porque acho que morrer não é legal.
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