Idiotamente Apaixonado

3 Uma droga de sentimento não definido


Notas iniciais
Acabou! Acho que o final ficou bom, meio diferente do que eu pensava Esse texto era um desabafo meu até o segundo capítulo, no terceiro eu decidi soltar minha imaginação do jeito que eu queria. Eu pensei que devia fazer o Matt não sofrer. Acho que já fiz muito isso... Bem, boa leitura a todos..

Pode-se dizer que eu nunca olhei para aquela criatura irritantemente branca. Sim, estou dando uma de Mello e aproveitando para xingar, ou melhor, apenas falar mal do Near.

Como pode aquela criONÇA ter mais atenção do que eu? Como pode ele conseguir que o Mello gaste tantas e tantas horas só com ele? Sabe, acho que ele faz de propósito, só para me irritar, só para me deixar nervoso, só para me deixar enciumado, só para que eu o inveje por um segundo que seja.

Aquele ser que nem ao menos o olhava enquanto ele estava falando, que nem demonstrava atenção quando Mello estava por perto, que nem mesmo parecia estar vivo!

Grr... O pior é que eu nem o odiava. É ilógico odiar alguém só porque ele tem a atenção de quem você ama. Matem-me por essa frase, mas é verdade. Ele não tinha culpa de ser um mini gênio, muito menos culpa de Mello ser o segundo e implicar com isso, e muito menos culpa de Mello ter se apaixonado por ele no decorrer disso tudo. Aliás, eu nem sabia o que EU sentia em relação a Near, era muito confuso até para mim.

No dia em que Mello o beijou, eu estava para entrar naquela maldita sala de brinquedos para avisar que Roger o chamava, típico, eu sei. Mas Mello estava tão diferente, ele estava doce, carinhoso, com um braço na cintura do menor, a mão no rosto dele, o beijo tão calmo que se para eles pareceu demorar, para mim então pareceu que eu caía em um buraco sem fundo.

Saber, eu sabia. Mas ver, ver aquilo, deou tanto, tanto que não pude impedir as lágrimas de descerem pelo meu rosto, sendo sincero eu nem quis impedí-las. Eu ainda estava parado na porta feito um trouxa, observando a cena, vendo Mello o abraçar e nesse momento eu vi os olhos de Near.

Nosso olhar se chocou, não sei como estavam os meus olhos, não sei o que eles disseram, mas sei o que os dele me falaram. Os olhos dele estavam tão apaixonados que me senti sujo, o pior ser daquele orfanato. Mas assim que ele me olhou, ele pareceu entender a minha dor, acho que ele viu nos meus olhos o mesmo amor pelo chocólatra, e isso o fez sorrir de um modo tão gentil que me fez derramar as últimas lágrimas que eu tentava conter.

Near o soltou devagar e acenou com a cabeça para a porta, fazendo Mello se virar e me ver. O loiro olhou primeiro para o baixinho, como se pedisse permissão, e depois veio até mim. Eu queria fugir, queria sair dali, mas o medo ou sei lá o que me prendia no chão, uma força maior que me grudou naquela madeira como se alguém lá embaixo me puxasse com toda força possível.

Ele se aproximou e deslizou a mão direita sobre o meu rosto, eu queria falar alguma coisa, mas sua mão foi à minha nuca e ele me puxou devagar aproximando nossos rostos. Parei, abaxei a cabeça e com as mãos em seu peito eu impedi que ele se aproximasse mais. Não queria piedade, não precisava de esmolas.

Eu o olhei, ele não falou nada, estranho quando se trata de Mello. Ele com a outra mão tirava meu braço de seu peito sem pressa e voltava a me puxar, pousando seu braço na minha cintura e me beijando.

Voltei a chorar meio ao beijo. Os lábios eu já conhecia, o gosto também, mas não o amor que ele impunha ali. Não o carinho que ele me demonstrava naquela hora, aquele não era o meu Mello, mas eu não reclamava da mudança.

Ele se afastou devagar, tocando o meu rosto, secando minhas lágrimas, mas ainda não me desconfundindo... Near só olhava, a expressão indiferente de sempre, mas os olhos tão serenos.

- Não te entendo... — sussurrei.

- Só sou egoísta demais para ficar com um só.- Mello me devolveu sussurrando enquanto me abraçava.

- Mello, deixe ele pensar pelo menos. — eu ouvi a voz de Near dizendo.

- Near... — era estranho. Era como se eu tivesse o melhor chocolate em mãos e tivesse a chance de saboreá-lo, mas dividindo com um outro chocólatra.

- Matt. — ele me interrompeu — Nós dois sabemos...- ele me disse. Acho que ele pensava a mesma coisa que eu, mas... As palavras desapareceram quando eu estava olhando para aquela criatura branca. Era como se eu fosse a caneta e ele a folha, mas juntos não conseguíssemos produzir um texto, pelo menos não sem a tinta para complementar a caneta e manchar o papel.

Sorri triste. Olhei para Mello. Ele sorria malicioso, cínico, como se já soubesse de minha decisão, como se já soubesse que nós dois aceitaríamos essa situação e eu percebi pela expressão do albino que ele deduziu a mesma coisa.

Puxei Mello para mim e o beijei com desejo, amor, carinho e qualquer outro sentimento que eu sentia por ele. Afinal, eu já devia saber que chocolate bom sempre tem que ser dividido com alguém.

Fim dessas anotações, pois acho que não terei mais sentimentos tão melancólicos para relatar....

21/07/2011 — 23:48

Notas finais
Acabou!! Espero que tenham gostado e por favor deixem reviews, certo? Eu me senti meio deslocada para escrever esse cap, mas acho que pude escrever um bom texto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!