Notas iniciais
(Capítulo revisado) Oiii! Feliz Ano, gente! Obrigada pela espera Está aí o novo capítulo e logo mais posto o próximo o/ (Desculpe a demora excepcional novamente :3)

— Pára! O que você está pensando em fazer?! — Lass gemeu de medo, tentando afastar o maior.

Lupus apenas o olhou, com uma intensidade canibal. Por um momento o maior ficou parado, suas palavras anteriores pairando em sua mente. O que tinha acabado de dizer?! Ele mesmo não acreditava!

Lupus franziu o lábio, segurando forte o braço da poltrona na qual o meio irmão se encolhia, bem em sua frente, ao alcance de suas mãos. Sua boca salivava. O olhar de Lass era de medo. Seu membro apertava a calça. Esse olhar era persistente pelo amor fraternal não retribuído. Olhos grandes de um ser inocente, azuis calmos como mar, líquidos como gotas... Lindos.

O maior se levantou de supetão, se virando de costas. Ele percebeu que sua respiração estava rápida e seu coração batia forte a ponto de doer. Ele ia desmaiar?

— Lupus... — Lass o chamou baixinho e cauteloso, confuso com a situação.

Lupus levantou a mão impedindo-o de falar, sem encará-lo.

— Fale o que combinamos para o pai.

— Uhm. — Lass assentiu, baixando a cabeça. Por dentro se sentindo aliviado que nada de pior havia acontecido.

— E nunca mais traga ninguém aqui. — Lupus avisou, colocando a mão na testa. — Vou te levar para a academia. Se arrume.

O albino arregalou os olhos, surpreendido pela mudança de atitude do irmão. Ele se levantou, trocou-se e se retirou. Logo mais os dois estariam no mesmo carro lado a lado, indo para a Academia Real juntos.

Lass nem em sonhos questionaria a decisão do irmão. Era a primeira vez que ambos estariam arriscando serem vistos juntos como parentes ou relacionados. O menino ficou realmente surpreso.

O silêncio se instalou enquanto o motorista, calado como de costume, apenas dirigia com o olhar fixo na rua. Lupus, de braços cruzados, Lass com as mãos juntas sobre as pernas. Quando o carro parou em frente aos portões, os irmãos demoraram alguns segundos até que Lupus o fitou, com ar neutro.

— Espere alguns minutos depois de eu descer. — o maior instruiu, calmamente tomando sua bolsa no ombro. O olho escuro do mais velho encontrou o de Lass, causando no pequeno um calafrio demorado. — Se policie para eu não te encontrar enquanto perambula pelos prédios.

Dito isso, o rapaz deixou o carro, atraindo as atenções, como sempre fazia por onde passava. Lass o viu caminhar elegantemente até a entrada e sumir com os olhares risonhos das pessoas.

O menor suspirou como se tivesse segurado todo o ar que respirava na presença de Lupus. O motorista só então se atreveu a encará-lo pelo retrovisor, porém, não disse nada, apenas o observou com certa complacência.

No meio da cidade

Já era noite. Para ele tinha sido como se aquele dia tivesse durado uma semana. Experimentou o tabaco novamente, sentindo prazer, mas também como se a satisfação do momento não estivesse plena, como se houvesse um saborzinho ruim no final.

Pouquíssimos metros à frente, estavam os funcionários da empresa, amontoados em um beco escuro ao lado da boate. Eles eram largos e intimidadores e seguravam dois homens junto à parede. Um deles tinha um punhal rente ao pescoço, sua boca sangrava, mas o que lhe doía era a boca do estômago.

Dio fumava encostado, quase desinteressado. Ser cobrador era fácil quando tinha três capangas para tomar conta do serviço.

— Não, por Deus! — implorou um dos homens, com a expressão e o terno desalinhados. — Eu vou resolver esse assunto com o Doni, eu juro! Duas semanas foi o combinado!

— O único combinado que importa é o próximo carregamento daqui um dia, jovem. — respondeu o que parecia ser o mais velho do grupo. Usava óculos redondos de grau, tinha bigode e cabelo grisalho. O terno era negro e os sapatos polidos brilhavam ao longe, reluzindo a fivela prateada.

O homem que implorava gemeu ao ser um pouco mais ameaçado e depois foi libertado com seu colega.

Dio guardou a bituca em uma caixa personalizada e esperou seus homens virem em sua direção. Eles o cumprimentaram com o olhar.

— Estes estão garantidos, Jovem Mestre. — informou o homem grisalho, arrumando as lentes com elegância, arrumando sua casaca e acenando para os outros dois homens irem embora.

— Certo. Por hoje você pode me deixar sozinho, Alfred. — Dio disse seco, olhando o relógio em seu pulso. — Tenho algo para resolver.

O senhor olhou para Dio enigmático, porém, o rapaz sabia que o mordomo principal da família estava lhe repreendendo. Infelizmente Alfred tinha intimidade e autoridade para deixá-lo sem graça.

— Eu vou à filial. Vou voltar ao colégio amanhã sozinho, não precisa se preocupar.

O mordomo arrumou a gravata e pigarreou.

— Sr. Dio! Está consciente do perigo que o senhor corre ao caminhar sozinho por esse lugar, não? — o mordomo perguntou, contrariado.

— Totalmente. — Dio disse e tomou caminho de volta à boate. — Vou tomar uma bebida e depois você pode me dirigir para a empresa. Vou considerar sua preocupação apenas desta vez. Você também está consciente de que posso me cuidar.

O mordomo assentiu levemente e deixou que Dio fizesse seu próprio caminho, satisfeito em poder ao menos servi-lo como motorista.

— Por favor, aproveite seu dia amanhã para descansar, Mestre. Os próximos dias serão agitados e poderemos chamá-lo em caso de conflitos no grupo.

— Sim, eu entendo. Ligue-me em qualquer caso.

— Embora isso seja necessário, leve seus dias no colégio normalmente, sim?

—Sim, Alfred. Quer deixar de agir como a mamma agora?

Ambos deixaram a rua fria e Dio entrou na boate. As luzes vermelhas incomodaram seus olhos, mas logo o cheiro forte de corpos e álcool se impregnou nele.

Novamente ele se viu perdido no meio do nada, sentindo uma pontada de vazio. Ele se sentou a um dos balcões e exigiu sua taça, completamente enevoado de pensamentos.

Quando seus lábios tocaram o cristal e o vinho seco tomou sua boca inteira, Dio fechou os olhos, se lembrando perfeitamente de como ele e Sieghart haviam se beijado na noite anterior. Havia sido um beijo definitivamente apaixonado. Quente e sensual. E constrangedor.

O rapaz quase sentiu o corpo de Sieghart esfregando no seu. Dio mordeu o cristal, franzindo a testa enquanto engolia a secura de uma sensação amarga e viciante. A textura era grossa, como a pele de um homem, e rascante, como o olhar daquele alemão.

Dio suspirou após o último gole e pediu um uísque, depois outro. Sentiu-se doente e errado. Porque havia esse único pensamento em sua mente, que eram as costas suadas e tensas de Sieghart sobre uma mesa e sua voz rouca gemendo enquanto Dio metia nele de forma rude, segurando seu braço e batendo forte numa das nádegas gordas, deixando-o todo vermelho.

A todo o momento, os olhos claros vinham à sua mente. Ele o desafiava constantemente, era orgulhoso, não admitia estar gostando.

Até esse ponto Dio sabia que quem na verdade havia perdido o jogo era ele próprio.

— Dio?

O rapaz olhou para cima, sentindo a mão suave em seu ombro. Soube de imediato quem era apesar da embriaguez.

— Rey. — Dio fez uma careta, voltando a beber. — Onde está aquele inconveniente?

A moça riu e sentou-se ao lado.

— Ele está lá em cima. Está aproveitando o show particular da Edna. — Rey comentou, indicando ao barman para servir mais duas doses.

— Uhm. Você parece com ciúmes.

A rosada não demonstrou reação, mas bebeu um gole curto e continuou:

— Acho que ele vai casar com ela.

— Já estava na hora. — Dio zombou num riso falso.

Rey o olhou. Tinha olhos verde-escuros muito grandes e cílios longíssimos. Era uma beleza natural assustadora. E põe assustadora nisso. Dio sabia na pele o quanto ela podia ser assustadora.

— Você devia ir ver Duel antes de ir embora. Aliás, o papà me ligou e disse que vai ter um encontro com o seu pai. — Rey disse num risinho. — Parece que eles vão finalmente começar a discutir a possibilidade de uma aliança por matrimônio.

O rapaz terminou o copo e inspirou fundo. Se tinha uma coisa que ele odiava era quando a amiga de infância tocava nesse assunto, que era tão recorrente que ele nunca sabia dizer se era verdade ou não. Isto porque seu pai realmente já tinha considerado casá-lo com Rey ou outras moças “de respeito”.

— De qualquer forma, eu vou dispensar o Alfred e eu te levo para casa. Só bebi uma pequena dose hoje. — ela sorriu, fingindo inocência. Dio sorriu por dentro, sabendo a diaba que ela escondia debaixo da pele.

— Eu não vou para a sua casa. Tenho assuntos para resolver na filial. — ele levantou do banco, sentindo as imagens girarem, confirmando que não estava sóbrio. — Mas vou seguir seu conselho e falar com aquele palhaço antes.

Rey o ignorou completamente, conversando alguma coisa aleatória com o barman, que parecia alguém próximo. Aí ele viu sua deixa, afastando-se do bar.

De onde estava, Dio pode ver o elevador descendendo do último andar. O lugar estava repleto de jovens e senhores bem vestidos em meio à degradação erótica. Enquanto passava por todas essas pessoas, que mesmo sem enxergá-lo o olhava, o licor de uma bandeja ensopou sua camisa branca. Dio nem sentiu o baque.

— Me desculpe senhor! — pediu perdão desesperada uma garçonete. Era baixa, olhos sérios por trás dos óculos, cabelos em coque.

— Tudo bem. — Dio disse sem olhar direito para a garçonete, mais preocupado em por seu casaco e seguir caminho.

Numa ala VIP, Dio encontrou o sócio todo sorridente, quem lhe deu seus cumprimentos e falou sobre o trabalho e sobre seu tão esperado casamento com Edna, a parenta de Rey. Não demorou mais que uma hora, Dio estava com os olhos pesadíssimos da bebedeira, mesmo ele estando acostumado com bebidas fortes. Ele estava bem cansado ultimamente, principalmente por causa de uma insônia recente.

— Vamos? — Rey surgiu à sua frente, sorrindo de um lado a outro.

— Eu não vou com você, Rey. — Dio grunhiu impaciente, num péssimo humor por causa do falatório de Duel.

— Tarde demais, querido. — Rey sentenciou, tomando-o pelo braço e o arrastando para fora do lugar, direto para um carro.

James, o mordomo pessoal da Von Crimson, abriu a porta e ajudou-a a colocar um Dio raivoso para dentro.

— Acalme-se Mestre Fiammegianti. — disse o velho musculoso, aprontando-se para dirigir. — Vamos levá-lo à filial, assim como ordenou.

Dio aquietou-se, esperando que eles realmente o levassem para a empresa. Mesmo bêbado, não havia se esquecido de seus afazeres.

Rey sorria como se planejasse algo.

Ao chegar à sala do CEO, Dio continuava intrigado. A menina continuava seguindo, mantendo distância, só observando. James havia ido embora e ela não deu nenhum sinal de se retirar também. E ele simplesmente não conseguia ir contra Rey.

— Eu tenho alguns arquivos para analisar. — Dio disse apenas, sentando-se na larga poltrona presidente.

Por vários minutos tudo esteve em silêncio. Ela sentada em um pufe preto mexia no celular distraída. Quando Dio a conferia e desviava os olhos, só então ela o olhava, estudando-o.

Quando a hora mais escura chegou e a cidade brilhava com luzes em pontinhos pela grande vidraça ela se levantou, caminhando sem rumo pelo ambiente espaçoso.

Dio sabia que ela se movimentava, balançando as pernas torneada e sexy nas meias arrastão. O traseiro largo amassado na saia lisa em que ela trabalhava. Ele sentiu o clima esquentando.

Ele tentou não olhar, mas ela já tinha se aproximado ao seu lado na mesa. Seus olhos subiram. Os peitos apertadinhos em um sutiã negro rendado, com tiras extras sobre cada seio. A camisa branca aberta até o final. Ele grudou no encosto da poltrona no mesmo momento em que ela colocou as mãos sobre os apoios, aproveitando a hesitação do rapaz, para sentar em seu colo. Ela o envolveu e foi direto com a boca em seu pescoço, exalando seu cheiro pérfido por todo o espaço. Dio fechou os olhos, arrepiado.

— Hmm... — ela sorriu, esfregando as pernas nas laterais do italiano. — Faz tempo, Dio.

Ah sim, fazia mesmo. Dio não se arrependeu totalmente da primeira vez que fodeu com a garota, mas ainda tinha más lembranças.

— Rey... — ele começou, indo para tentar afastá-la. Estava meio indeciso, mas não queria aquele sofrimento para si apesar do sexo genial que ela fazia.

— Mas hoje você vai ganhar um passe para a segunda porta... — ela riu maldosamente em seu ouvido, mordendo-o e apertando o volume em suas calças.

Ele segurou a carne suave dos braços da garota. Ela era gostosa, Jesus.

Os olhos verdes fizeram sua mágica quando piscaram, dando o golpe final. Ele subiu. Ela sorriu, mordendo o lábio, toda safada ao senti-lo na perna. Dio esperou que ela abrisse sua camisa e que iniciasse o beijo. As mãos macias, a língua pequena e molhada, com hálito de Tridente e vodca, os peitos gostosos esfregando diretamente em seu peito grosso e com pelos grossos. Ela gemeu, mexendo o quadril, roçando a bunda no volume do pênis, bem na entrada da portinha número 2, uma voz aguda e extremamente fofa.

Tinha algo muito errado com tudo isso...

— Pára. — ele mandou, tirando-a de cima de si na hora.

Ela o olhou, surpresa. Ela empurrou um fio para trás da orelha, encarando-o séria.

— Você broxou.

Talvez porque aquilo nunca havia acontecido antes com uma garota, Dio ficou muito envergonhado. O pior era que não era qualquer uma, se tratava de Rey Von Crimson ali. E ela era uma deusa. Apesar disso, ela não parecia especialmente zangada.

— Isso é mesmo uma surpresa. — ela disse, parecendo interessada.

— Você vai ficar fazendo perguntas agora? Eu não estou conseguindo dormir direito ultimamente.

Mas ele sabia que não era por isso que ele tinha broxado enquanto a garota rebolava no seu pau.

Ela arrumou as roupas desistindo imediatamente e olhou-o. Por um momento Dio pensou ter visto um sorriso.

— É uma pena. Você dá muito gostoso, Dio. — ela disse, pegando seu casaco e celular digitando algo. — Eu vou indo, então. Nos falamos qualquer dia desses.

Dio ficou sem palavras, com uma sensação muito forte de ter falhado. Ele passou a mão no cabelo, que vinha crescendo ultimamente, encostando a cabeça. Na mesa ele digitou um site social e buscou um perfil. Ao encontrar a foto desejada, ele parou para observar alguns segundos.

— Tem alguma coisa errada comigo... — ele murmurou, sentindo-se mal. Sua mão descendo a mão para o meio das pernas, massageando-se lentamente.

Os olhos prata, cortando-o através da tela. Dio tremeu pela lembrança do gemido.

— Porque eu estou fazendo isso...

Ele abaixou os olhos vinho, vendo uma pequena porção de sua calça úmida. Seus dedos não demoraram a abaixar o zíper e a boxer, encontrando caminho diretamente para a cabeça do membro.

A outra mão alcançou o celular... Ele estava absorto naquela ideia. Seus dedos esquerdos massageavam demoradamente, para cima, esfregava a cabeça avermelhada, descia, puxava as bolas, voltava a bater uma punheta lenta.

Ele clicou, pensando na boca vermelha do alemão abaixo de si, cheia, arfando. O nariz entre os pelos, os olhos de prazer.

— Alô?

— Oi. O que está fazendo? — perguntou, sentindo a voz rouca e masculina tomando seus sentidos.

— Fiammegianti? Como conseguiu meu número?

— Tenho meus meios. Como foi seu dia? Soube que a baixinha ruiva fez aniversário.

Ele ouviu um grunhido de nervoso do outro lado da linha. Ele abriu mais as pernas, batendo um pouco mais rápido.

— O que te interessa, seu bastardo. O que você está fazendo me ligando para perguntar essas coisas? Já são 4 da madrugada.

— Eu quero escutar sua voz. — Dio respondeu, fechando os olhos. Sua voz profunda e vibrante.

Silêncio do outro lado por uns segundos.

— O que você está fazendo?

Dio arregalou os olhos, percebendo que o som de sua mão podia estar sendo ouvida. Ele continuou falando:

— Você não falou comigo desde aquela noite. Mesmo no dia seguinte, quando nos vimos de manhã, você me ignorou completamente.

Dio mordeu o lábio.

— Eu também estou um pouco surpreso com o que aconteceu.

Dio ouviu o suspiro de impaciência.

— Você foi o único que quis fazer essas coisas comigo... Agora está dizendo que foi tudo brincadeira?

Dio parou a mão um instante.

— Não é isso. Eu pensei que você não ia responder tão rápido.

— Eu já disse que-, não é hora para conversarmos sobre isso.

— Desculpe... Eu bebi essa noite... Não devia ter ligado.

Silêncio.

— Vou desligar.

— Boa noite, Sieg.

— ... Hm... Boa noite.

Quando Dio desligou, sua mão tremia, seu estômago apertava de nervosismo. Ele mordia o lábio, com uma vontade presa de chorar.

— O que estou fazendo?

Continua

Notas finais
Olá, queridos leitores! Eae, o que acharam? Agradeço por ler até aqui e espero que eu seja mais competente e termine essa fanfic esse ano ainda kk. Os próximos 2 capítulos estão prontos, então logo os postarei. Um abração e até a próxima o//