Identidades Indefinidas, Um Mesmo Coração

15 Capítulo 15 - Crianças Amaldiçoadas


— Você… você o que? — Kuroumaru perguntou, pensando se tinha escutado direito.
— Disse que sou a pessoa que você queria encontrar — Yoko repetiu — Eu fui uma criança amaldiçoada como você, até os 16 anos. Só que escolhi virar mulher quando me tornasse adulta. Estou com 18 anos agora, então consegui realizar meu desejo.
— Você… nasceu sem sexo definido? Assim como eu? — Kuroumaru indagou incrédulo. Sempre pensou que era o único em seu Clã que tinha esse "defeito". Nunca tinha ouvido falar de outra pessoa que fosse como ele. E nunca tinha visto Yoko por perto enquanto morava com seus companheiros — Mas então, por que eu nunca te vi junto do pessoal do Clã? Por que nunca me contaram que eu tinha uma irmã?
— Porque você não tinha uma irmã. Pelo menos não oficialmente, até dois anos atrás. Quando eu me tornei uma mulher por completo — ela sorriu. Era um sorriso diferente de todos os que Kuroumaru tinha visto até agora. Mais doce e mais amável. Não combinava com ela.
— Eu tenho uma irmã — Kuroumaru falou como se aquilo ajudasse a absorver a informação — Eu… céus, eu quase matei você!
— E eu quase te beijei… — Yoko levou a mão à boca ao se lembrar de um dos seus "golpes baixos" que usava em batalhas, sentindo-se enojada de repente.
— Vocês são irmãos estranhos — Touta comentou, sentando-se na areia. Pelo jeito aquilo ia demorar — Espera, você a beijou, Kuroumaru? Uma completa desconhecida?! Seu pervertido, eu não sabia que você era um mulherengo!
— Eu não fiz nada! Foi ela! — Kuroumaru apontou para a garota.
— Ora, você não contou isso para ele? — Yoko exibiu seu sorriso irritante outra vez — Isso não é bom, irmãozinho, não é nada legal ter segredos em um relacionamento…
— Pare com esse negócio de irmãozinho e conte essa história direito — Kuroumaru mandou — Se você é minha irmã, então por que eu nunca te vi junto com o pessoal do Clã?
— Porque eu fui banida — ela também se sentou na areia. Kuroumaru fez o mesmo, sentando-se ao lado de Touta — Eu sou a primeira criança amaldiçoada a nascer em 100 anos. Você foi a segunda. E o pessoal do Clã não gosta nada das crianças que nasceram sem sexo definido, você deve ter notado. Ou alguma coisa mudou por lá depois que me expulsaram?
— Se mudou, foi só para a pior — Kuroumaru resmungou.
— Você deve se lembrar do que eu te disse antes de começarmos a lutar quando nos conhecemos. Que eu não sei como usar uma espada. Não tenho nenhum talento para isso — Yoko falou e Kuroumaru lembrou que, de fato, a garota era muito habilidosa em luta corporal, mas se recusou a empunhar uma espada mesmo ele lhe oferecendo uma emprestada, alegando não saber como usá-la — É uma vergonha para alguém que luta com o tradicional Estilo Shinmei ter um membro incapaz de empunhar uma espada. Eu tentei aprender, é claro, mas sou uma negação para isso. Simplesmente não tenho talento. E, para completar, sou uma filha ilegítima. Isso faz de mim sua meia-irmã, aliás — ela observou — Parece que nossa mãe teve um caso com um humano de fora do Clã… por isso eu herdei a maldição e fiquei com essa porcaria de corpo sem gênero até os 16 anos, mas não herdei a imortalidade da família. Descobriram isso quando eu tinha 4 anos de idade. Aquilo foi a gota d'água. O motivo que eles tanto queriam para me expulsarem de lá. Uma criança ilegítima e amaldiçoada, sem talento para usar a espada… ninguém iria querer uma criança assim. Naquela época, nossa mãe já estava grávida de você. O dia em que fui expulsa foi o mesmo dia em que você nasceu. Eu pude ouvir você chorando enquanto ia embora. Cheguei a perguntar para um dos guardas se o bebê era um menino ou uma menina, mas ele não me respondeu…
— Porque não era nenhum dos dois… — Kuroumaru murmurou — Então eles se livraram de uma criança amaldiçoada para ganhar outra no lugar? Que ironia cruel…
— E como você encontrou o Kuroumaru? — Touta perguntou — Como sabia que ele era seu irmão?
— Minha mãe tinha me dito o nome que daria para o bebê quando ele nascesse — Yoko respondeu — Eu sou Yoko Tonisaka — ela disse seu nome completo — E eu não estava exatamente procurando pelo meu irmão. Imaginei que ele seria uma criança com gênero definido, e que me odiaria também. Quem diria que ele nasceria do mesmo jeito que eu? — ela riu.
— Você foi expulsa com apenas 4 anos — Kuroumaru falou incrédulo — Por isso nunca ouvi falar de você. Nem o meu… o nosso irmão, ele nunca mencionou o seu nome, mesmo sendo o líder…
— Então o cretino do nosso irmão mais velho é o atual líder do Clã? — ela perguntou retoricamente — Isso explica porque você está aqui. Aposto que ele inventou alguma missão impossível ou te castigou por algo que você não fez, e agora você não pode voltar.
— Algo assim…
— Não volte — ela falou — Fique aqui com seu namorado. Vai ser melhor para você, tenho certeza.
— E quanto a você? — Touta perguntou de repente — Quero dizer, esse Clã de vocês parece ser horrível, mas foi melhor para você ter sido banida? Você só tinha 4 anos, não é? Como uma pirralha de 4 anos conseguiu sobreviver sozinha?
— Foi nessa época que eu comecei a fazer as coisas ruins que eu disse ao Kuroumaru-kun quando o conheci — ela deu um sorriso triste — Eu usava o pouco treinamento que tive para atacar pessoas comuns e roubar o dinheiro delas, ou apenas comida… às vezes às machucava se necessário. Só me dei conta anos depois de que o que eu estava fazendo era errado. Eu vivi assim por… — ela fez uma pausa, pensativa — Na verdade não sei por quanto tempo. É difícil saber se passaram semanas ou meses quando você é uma criança de 4 anos que vive nas ruas. De qualquer forma, eu vivi desse jeito até que me encontraram e decidiram me criar.
— Quer dizer o seu responsável, que você disse que te transferiu para outro hospital? — Touta lembrou e Yoko assentiu — Que legal! Não é todo dia que aparece um bom samaritano que resolve pegar uma criança de rua para criar! Qual é o nome do seu pai adotivo?
— Fate Averruncus.

Os dois garotos sentiram seus queixos despencarem ao mesmo tempo. Ficaram em silêncio por vários instantes, se perguntando se tinham ouvido direito. Ela tinha sido adotada por Fate?! Não, não pode ser… Fate não é o tipo de pessoa que fica com dó de uma criança de rua e resolve adotá-la. Poderia ser outra pessoa com o mesmo nome, mas… Yoko tinha dito Fate Averruncus. Céus, então isso significava que ela estava trabalhando para Fate esse tempo todo? Yoko era apenas uma espiã dele? É claro, só podia ser isso… Fate com certeza era o tipo de pessoa que faria algo assim. Ela provavelmente nem era irmã de Kuroumaru! Então era tudo uma farsa afinal.

— Você trabalha para o Fate?! — Touta, que foi o primeiro a absorver a informação, exclamou indignado, colocando-se de pé.
— Bem, sim… ele cuidou de mim a vida toda, então é claro que eu o ajudo com o que posso — Yoko respondeu, aparentemente sem entender o motivo da agitação dele.
— Eu sabia! Sabia que tinha alguma coisa estranha com essa garota! — Touta apontou para ela de forma acusadora — Ela é uma espiã do Fate, Kuroumaru! Só veio até aqui para nos contar uma historinha triste e tentar arrancar informações depois de sentirmos pena dela!
— Espera, do que está falando? — Yoko se levantou também — Eu nem deveria estar aqui conversando com vocês para início de conversa… o Fate me mandou vir até aqui para trocar informações com dois rapazes. Ele não me contou quem eram os garotos, mas disse que eu reconheceria ao menos um deles imediatamente… ahhh… — ela interrompeu-se, um ar de compreensão passando pelo seu rosto — Aquele maldito fez de novo.
— Quem fez o que? — Touta perguntou, ainda encarando-a desconfiado.
— Fate — ela respondeu. E então encarou o meio-irmão — Kuroumaru, posso te considerar um garoto, certo?
— É óbvio que sim! Eu não sou mulher! — ele levantou-se também, irritado.
— Então é isso mesmo. Fate me mandou vir aqui trocar informações com vocês. E ele nem me disse nada — Yoko falou mais para si mesma — De novo — ela acrescentou irritada.
— "De novo"? — Touta ergueu uma sobrancelha.
— Pois é — ela disse — Ele geralmente me manda ir em todo tipo de lugar conversar com pessoas que não conheço, e eu acabo tirando delas todas as informações que ele quer — Yoko revirou os olhos, como se estivesse cansada daquilo — Por algum motivo, sempre funciona.
— Nunca ouvi tanta mentira de uma só vez — Touta a encarou de cara feia — Aposto como você não disse uma única verdade desde que chegou até aqui. Talvez o seu nome nem seja Yoko! E você nem deve ser irmã do Kuroumaru!
— Meu nome é Yoko! E eu sou irmã dele sim! — ela pareceu ofendida.
— Então prove — Touta desafiou.
— Ótimo! Vamos fazer um exame de DNA então! — Yoko rebateu, como se pretendesse fazer isso agora mesmo. E, pela cara dela, parecia que pretendia sim.
— Ótima ideia. Me avise quando sair o resultado para eu poder rir da sua cara — Touta respondeu e ao ver que Yoko continuava séria, acrescentou — Espera… você não está pretendendo fazer isso agora, está?
— Você não sabia? — Yoko disse em tom superior — Antigamente, exames de DNA eram mais trabalhosos e demoravam dias para ficarem prontos. Sem falar que o resultado nem sempre era totalmente confiável. Mas hoje, com a magia, qualquer mago que conheça o encantamento pode fazer um teste de DNA.
— Isso é sério? — Touta exclamou abismado.
— Ela tem razão — Kuroumaru confirmou — A magia evoluiu em um nível tão absurdo que são poucas as necessidades que temos em hospitais. Atualmente, eles existem apenas para atenderem pessoas comuns — ele virou-se para Yoko — Está mesmo disposta a fazer isso?
— Se isso vai fazer com que vocês parem de me chamar de mentirosa, então faço sem problemas — ela deu de ombros — Só tem um detalhe: Apesar de conhecer o encantamento, eu ainda sou uma reles humana, então não posso usar magia. Mas posso ensiná-lo para você…
— Olha só, ela está querendo trapacear! — Touta acusou.
— Na verdade eu conheço esse encantamento, então não precisa — Kuroumaru falou antes que os dois voltassem a discutir — Todos os membros do meu Clã aprenderam, apesar de eu nunca ter usado antes. Mas acho que tem uma primeira vez para tudo, não é? — subitamente, ele sacou a espada — Estenda a mão.
— Não vá cortá-la fora, hein? Ela não vai crescer de novo — Yoko riu enquanto esticava a mão para ele.
— Eu não sou você! — Kuroumaru resmungou enquanto fazia um corte fino na palma da mão da garota e em seguida fazia um corte igual na sua. Ele segurou a mão cortada na dela e recitou um encantamento que Touta não conhecia. Quando soltaram as mãos, o sangue de ambos não estava mais vermelho. A coloração havia mudado para uma mistura de azul com verde, difícil de definir.
— E aí? Qual é o resultado? — Touta perguntou.
— Bem… quando o sangue se torna azul, significa que deu positivo e que existe um grau de parentesco entre as duas pessoas que fizeram o exame. E quando se torna verde é porque deu negativo e que não somos parentes — Yoko explicou, ainda encarando a palma da própria mão.
— Mas isso não é nem verde e nem azul — Touta observou — Parece verde-água… não… seria azul-piscina? Ah, que cor mais estranha!
— Misturou as duas tonalidades — Kuroumaru falou, vendo o corte da própria mão se fechar graças a sua regeneração — Significa que possuímos um certo grau de parentesco, porém menor. Por isso misturou as duas cores.
— Por que somos apenas meio-irmãos — Yoko lembrou — Mas ainda temos um certo grau de parentesco. Eu não estava mentindo. Satisfeitos?
— Bem… acredito que você não está tentando enganar a gente. Mas ainda tem muita coisa mal explicada — Kuroumaru falou enquanto tentava absorver o fato de que realmente tinha uma meia-irmã. Depois de fazer um teste de DNA, não havia mais como negar isso — Conte o resto da sua história. Por que alguém como Fate Averruncus adotaria uma criança sem sexo definido e sem talento para espada?
— Eu me pergunto isso até hoje — Yoko suspirou cansada — Ele disse que reconheceu potencial de luta em mim. Também tentou me ensinar a usar uma espada, mas eu definitivamente não nasci para isso, então ele logo desistiu de tentar me ensinar. Eu temi que ele também me abandonasse, assim como nosso Clã, mas ele não o fez. Ele procurou outro tipo de arma que pudesse se adaptar melhor a mim. Mas não havia nenhuma.
— Então você só serve para colher informações para ele? — Touta zombou — Há! Me admira ele ter ficado com alguém tão inútil quanto voc…

Touta nunca chegou a terminar a frase. Sem que ele percebesse, a garota tinha se aproximado dele a ponto de derrubá-lo no chão. Sua mão apertava o pescoço de Touta com força, enquanto seu joelho estava perto da virilha, ameaçando dar um chute a qualquer momento.

— Não aprendi a usar armas, mas aprendi a lutar de mãos nuas. E, se eu quisesse, sua traqueia estaria esmagada agora — Yoko sibilou para ele. O sorriso da garota havia desaparecido. Em seu lugar, havia um olhar perigoso, quase que psicopata — E também, se eu mexer um pouco mais o meu joelho, o seu "amiguinho" vai sofrer sérios danos — ela então voltou a exibir aquele maldito sorriso irritante e soltou o garoto, pondo-se de pé — Mas é claro que eu não vou fazer isso. Eu não quero que o meu irmãozinho perca a "diversão" dele só por causa das tolices que o namorado dele fala.
— Kuroumaru, essa mulher é louca. Tira ela daqui — Touta murmurou, se arrastando para longe dela. Kuroumaru pensou que Touta iria tentar atacá-la, mas parece que os golpes baixos de Yoko realmente funcionavam afinal. Ela conseguia deixar qualquer homem abalado o suficiente com aquilo. Até mesmo Touta.
— Mas o que você pensa que está fazendo? — subitamente Kuroumaru sacou a espada — Fique longe do Touta, ouviu?
— Ora, mas eu nem machuquei ele — Yoko falou como se fosse a vítima — Não se preocupe, eu juro que o "negócio" dele está intacto, vocês podem continuar…
— Pare de falar isso! — Kuroumaru a atacou sem pensar, mais para fazer a mulher se calar do que por querer machucá-la. Imediatamente, se arrependeu (um pouco) do que tinha feito. Ele viu que a garota estava com os braços cruzados na frente do corpo de novo, protegendo o peito, onde a espada deveria ter acertado. Mas não havia sangue fluindo do corpo dela dessa vez. Ela estava usando braceletes dourados em ambos os antebraços, que Kuroumaru não havia reparado antes. Eles a protegeram do golpe da lâmina da espada.
— Esses são os meus escudos — Yoko falou ao ver a expressão de surpresa estampada no rosto dele, exibindo os braceletes — Eu tinha esquecido eles em casa quando nos enfrentamos pela primeira vez — ela esclareceu — Céus, por que você está tão agitado só por causa disso? Você cai muito fácil nas provocações dos outros… ah! Não me diga que vocês nunca…? Ei, me conta! Até onde vocês já foram? — ela mudou de assunto subitamente.
— Até onde quem foi o que? — Touta, recuperado do susto que tinha levado por causa do ataque dela, perguntou entre irritado e confuso, se juntando a Kuroumaru.
— Como assim? Estou perguntando até onde vocês já foram, oras — Yoko repetiu — Vamos lá, não precisam ter vergonha!
— E lá vem essas perguntas estranhas de novo — Touta revirou os olhos — Por que as mulheres não param de perguntar essas coisas sem sentido?
— Não me digam que… vocês não sabem?
— Não sabemos o que? — Kuroumaru perguntou.
— Entendo… que interessante — Yoko abriu um largo sorriso, o mais assustador que tinha dado até agora. Não era nem irritante e nem psicopata. Eles simplesmente não sabiam descrever o que era aquilo — Não se preocupem, garotos, eu vou explicar tudo direitinho para vocês.

E ela fez de novo. Se aproximou dos dois antes que os garotos pudessem notar, tocando os ombros de ambos com as mãos como se fosse abraçá-los e cochichou algo nos ouvidos dos dois, que fez com que seus rostos enrubescessem em uma velocidade alarmente até eles gritarem e se afastarem vários passos dela.

— Entenderam agora? — Yoko voltou a exibir um doce e irritante sorriso.
— Mentira que dá para fazer isso… — Touta murmurou assombrado, o rosto ainda vermelho, sem conseguir nem mesmo imaginar o que a mulher havia descrito. — Ele olhou de esguelha apra Kuroumaru, que estava mais corado do que ele e visivelmente apavorado.
— Claro que dá — Yoko respondeu — Ah, mas o corpo do Kuroumaru ainda está incompleto, não é? Então, por enquanto, a responsabilidade é sua, Touta. Trate de fazer o meu irmãozinho se divertir, ouviu bem?
— Mas o que raios você está dizendo? Mas que porcaria de irmã é você?! — Touta exclamou, seu rosto queimando tanto que ele jurava que poderia fritar um ovo em sua testa agora.
— Ei, eu nem sabia que tinha um irmão até 10 minutos atrás! Dá um desconto, poxa — Yoko respondeu como se isso justificasse as idiotices que estava dizendo.
— Então era disso que a Kirie esteve falando todo esse tempo… — Kuroumaru murmurou, ainda assutado.
— E a Yukihime também — Touta acrescentou.
— O que, outras pessoas já tinham dito isso e vocês não entenderam? — Yoko perguntou surpresa — Acho que falei isso com detalhes demais. Quase fico com pena de estragar a inocência de vocês assim… quase.
— Nossa, você não presta mesmo — Touta sentenciou — Mas também, já era de se imaginar, considerando que foi criada pelo Fate…
— Falando no Fate — disse Yoko — Você mencionou uma mulher chamada Yukihime, não é? O Fate conhece uma mulher com esse nome. E ele não gosta muito dela, por sinal. Não acha que é a mesma pessoa, acha?
— Provavelmente — Kuroumaru respondeu, tentando se recuperar do choque — A Yukihime-san de quem você fala é a líder da UQ Holder?
— Sim! Ela mesma! — Yoko apontou para ele.
— Então é a mesma pessoa — Touta respondeu — Nós somos membros da UQ Holder, aliás.
— Vocês… vocês o que?! — dessa vez foi Yoko que ficou paralisada pelo choque durante alguns instantes, como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir. Quando se recuperou, começou a praguejar — Aquele desgraçado! Me fazendo investigar membros da porcaria da UQ Holder! E nem para me contar! Droga, eu vou matar o Fate dessa vez!
— Você realmente não sabia? — Kuroumaru indagou incrédulo.
— Não — ela suspirou cansada — Se soubesse, teria empurrado o trabalho para outra pessoa.
— Por que você continua trabalhando para alguém assim? — Touta perguntou, levemente curioso.
— Eu não tenho nada melhor para fazer — Yoko deu de ombros — E também tenho meus motivos para continuar ao lado do pessoal que trabalha para o Fate.
— Eu queria mesmo te perguntar sobre isso — disse Kuroumaru — Você havia me dito que tinha certeza que é possível eu me tornar um homem quando eu atingir a idade adulta e ainda assim me apaixonar por um homem, porque você já tinha visto isso acontecer com outra pessoa. E você era essa pessoa. Então me responda: Você está apaixonada por outra mulher?

Notas finais
Heey~ pessoas! O que estão achando da Yoko? Eu adoro essas personagens que causam confusão XD E o Touta e o Kuroumaru finalmente descobriram como se faz para "avançar" no relacionamento deles! o/ Já estava na hora, né kkkkkkkkkkk resta saber se eles vão fazer algo a respeito sobre isso XD Um feliz ano novo para vocês, galera! Espero poder continuar contando com vocês no ano que vem também! o/ Deixem reviwes por favor, e façam uma autora feliz!!! *o*