— Muito bem — Yukihime falou, depois de arrastar os dois pela casa, parando diante da porta de seu escritório — Agora que não temos mais plateia, podemos conversar direito.
— Que cara séria é essa, Yukihime? — Touta estranhou — Do jeito que está agindo, parece até que não gostou da notícia… — ele interrompeu-se, tendo um súbito pensamento. Será que era aquilo? Yukihime estava descontente com o namoro deles? — Espera aí, Yukihime, você está irritada com a gente, é isso?
— Kuroumaru — a vampira chamou, ignorando Touta — Quero conversar com você primeiro. A sós — ela acrescentou — Touta, espere aqui fora, também quero falar com você depois. E nem ouse tentar espiar ou escutar atrás da porta, eu vou saber se você fizer isso, e você não vai gostar nem um pouco da punição que eu vou te dar, ouviu? — ela falou em tom ameaçador e adentrou a sala, com Kuroumaru atrás dela. O garoto lançou um olhar preocupado para Touta antes de fechar a porta.

Yukihime sentou-se em sua cadeira giratória atrás da mesa, mas não deu nenhum sinal de que Kuroumaru podia se sentar também, então ele permaneceu de pé diante dela, esperando pelo que a mulher queria com ele. Podia ser tanta coisa… ela realmente não parecia estar muito feliz. Parecia zangada… não… preocupada, talvez? Kuroumaru não sabia dizer. Mas por que ela tinha chamado somente ele se o assunto envolvia Touta também?

A menos que… é claro, só podia ser isso. Yukihime devia gostar mesmo de Touta afinal. Touta lhe garantiu várias e várias vezes que a via como uma mãe, e agora Kuroumaru tinha certeza de que isso era verdade, mas ele não sabia como Yukihime se sentia em relação a ele. Da última vez em que conversou a sós com ela, Yukihime realmente parecia considerar Touta como um filho. Mas, se ela não gostasse de Touta, então que razão teria para querer falar com ele em particular afinal?

— Então, você conseguiu afinal — Yukihime enfim pronunciou-se, girando de um lado para o outro na cadeira — Disse para o Touta que o ama. E a verdade sobre seu corpo. O que foi mais difícil de contar?
— Ah… — Kuroumaru hesitou. De tantas coisas que ela poderia dizer, aquela era a última que o garoto imaginou que ela perguntaria — Não tenho certeza. Quero dizer, eu não estaria tão preocupado assim em esconder meu gênero dele se não o amasse.
— Gênero que você não possui, por sinal — Yukihime lembrou, fazendo o garoto engolir em seco — Antes você havia me dito que faria qualquer coisa para ficar com o Touta, até mesmo desistir do seu desejo de se tornar um homem quando virar adulto e se tornar uma mulher, se isso fosse agradá-lo. Mas você continua decidido a ser um homem, certo? — ela perguntou, e Kuroumaru assentiu — O que o fez mudar de ideia?
— Eu percebi… que isso provavelmente não funcionaria — Kuroumaru respondeu — Quero dizer, embora haja a possibilidade de eu me tornar uma mulher, também existe a possibilidade de eu me tornar homem, e isso é por causa da peculiaridade do meu corpo. Se o Touta não aceitasse esse corpo incompleto que eu tenho agora, então não importa o que eu me tornaria no futuro. Homem ou mulher, eu não poderia ficar com ele de qualquer jeito — ele explicou. É claro que não tinha percebido isso sozinho, mas não queria contar os detalhes para Yukihime. A história seria longa demais.
— Então no fim das contas, o problema era esse seu corpo único afinal — Yukihime cruzou os braços — Você sabe que o Touta é um clone do Negi Springfield, o avô dele, não é?
— Sei — Kuroumaru assentiu, confuso com a repentina mudança de assunto.
— E sabe que ele tem uma irmã que quer matá-lo — Yukihime prosseguiu — E que perdeu a memória. E que ele não tem pais. Quero dizer, não tem pais literalmente. Não digo que eles morreram ou o abandonaram. Nenhuma mulher o gerou. Ele é um clone de outra pessoa.
— Eu já sei disso tudo — Kuroumaru respondeu, sem entender onde ela estava querendo chegar — Por que está me dizendo essas coisas?
— Porque eu não entendo porque você está preocupado com um único "problema" seu, que será resolvido daqui a dois anos quando você se tornar adulto, quando o Touta tem vários — ela respondeu, fazendo o garoto arregalar os olhos. Touta já tinha lhe dito isso antes. Sobre os "defeitos" dele. Kuroumaru já conhecia todos eles, e não se importava. Será que era isso que Yukihime estava tentando lhe dizer? Que, assim como ele não se importava com qualquer defeito que Touta pudesse ter, Touta também não se importava com os dele? — Agora, já eu, tenho outro problema para ser resolvido aqui.
— Você? — Kuroumaru perguntou, confuso com todas aquelas informações — E qual seria?
— Quero saber quais são as suas intenções com o Touta.
— O que? — o garoto recuou um passo, cada vez mais atordoado — Como assim, "intenções"…?
— Não se faça de bobo, sabe do que estou falando — Yukihime colocou os cotovelos em cima da mesa e apoiou o queixo em cima das mãos — Kuroumaru, no dia em que você fugiu de casa, o Touta ficou desesperado. Procurou por você na casa inteira várias vezes, e olha que esse lugar é imenso… até se dar conta de que você realmente tinha fugido. Daí veio correndo para mim, pedindo para reunir uma equipe de busca para procurar por você… mas ele não aguentou esperar e foi te procurar sozinho. Naquela noite, a Karin me ligou avisando que tinham te encontrado e, felizmente, não foi necessário enviar a equipe de busca afinal. O que eu quero dizer é que, embora você pareça não notar, o Touta se preocupa muito com você. E, se ele se preocupa com alguém, é porque ele gosta dessa pessoa. Portanto, fique sabendo que não vou te perdoar se fizer o Touta sofrer, ouviu? Não vou permitir que você roube ele de mim se for para machucá-lo!
— Roubá-lo de você…? — Kuroumaru repetiu — Eu sabia… então, no fim das contas, você gosta mesmo dele, não é, Yukihime-san?
— Não apenas gosto. Eu o amo — ela respondeu. O coração de Kurouamru parou por um segundo. Então era mesmo verdade? Isso era péssimo, em vários sentidos — Afinal, eu o criei. Mães são muito ciumentas, sabia? Um dia você vai entender.
— Eu não sou mulher! — Kuroumaru gritou. Sentia que seus miolos estavam começando a dar nós. Ele respirou fundo, tentando se acalmar — Então, você não está…?
— … apaixonada por ele? — Yukihime completou — Acabei de dizer que ele é como um filho para mim. Garoto, você tem problemas se continua pensando nisso. E, a propósito, você ainda não respondeu minha pergunta.
— Que pergunta?
— Quais são as suas intenções com o Touta? — ela repetiu, terrivelmente séria, também um pouco assustadora — O que você pretende fazer? Ficar com ele durante algum tempo e depois abandoná-lo e jogá-lo fora como se fosse um brinquedo velho do qual você enjoou? Tem algum plano para o futuro? Vocês dois são imortais, caso tenha se esquecido. Quanto tempo pretende passar com ele? Você é o primeiro namorado do Touta, e eu não quero que ele se magoe, então me responda sinceramente e com seriedade, vamos!
— O jeito como você fala essas coisas é muito constrangedor — Kuroumaru não conseguiu evitar de dizer — Não faça esse tipo de perguntas para uma pessoa de apenas 14 anos que nem sequer tem um sexo definido ainda… — ele virou o rosto enrubescido para o lado — Eu não sei. Sinto muito, mas não sei como responder suas perguntas. Quero dizer, eu amo o Touta. Mas eu não posso ver o futuro. É claro que quero ficar com ele, mas não sei se ele ainda vai querer ficar comigo depois que eu atingir a idade adulta. Ele está bem com tudo isso enquanto meu corpo está desse jeito, mas às vezes fico me perguntando se ele ainda vai querer ficar comigo quando eu me tornar adulto e o meu corpo se tornar completamente masculino.
— Entendo. Isso é bom.
— Bom?! — Kuroumaru exclamou indignado — Eu estou aqui dizendo que tenho medo de que ele me abandone quando eu me tornar adulto e adquirir um gênero definido, como isso pode ser bom?
— Você só vai se tornar adulto daqui a dois anos. E, se está preocupado com isso, significa que pretende ficar com o Touta até lá — Yukihime explicou — Dois anos não é lá muita coisa para imortais, mas já é um começo. Isso é bom.
— Yukihime-san…
— Bem, já chega dessa conversa melosa. Eu estou satisfeita por enquanto — ela se levantou — Agora vamos deixar o Touta entrar, ele deve estar se remoendo lá fora — Yukihime abriu a porta e encontrou o garoto andando de um lado para o outro em frente à porta do escritório dela. Parou abruptamente quando a porta se abriu e quase caiu com o susto — Pare de andar de um lado para o outro desse jeito, vai acabar fazendo um buraco no chão. Vamos, entre — ela deu espaço para o garoto entrar.

Touta se colocou ao lado de Kuroumaru e Yukihime voltou a se sentar em sua confortável cadeira giratória.

— Muito bem, agora me contem: Há quanto tempo estão juntos?
— Hã… tem quanto tempo mesmo? — Touta virou-se para Kuroumaru — Uma semana, não é?
— Não, aquela noite em que eu fugi não conta — ele corrigiu — Então, oficialmente, são seis dias, eu acho.
— Vocês não sabem? — Yukihime ergueu uma sobrancelha — Como podem não saber?!
— É que, depois que eu finalmente dei uma resposta ao Kuroumaru e disse que também gostava dele, a gente parou por aí — Touta contou.
— Mas a Kirie e os outros descobriram o que tinha acontecido e disseram que a gente deveria namorar… — Kuroumaru continuou.
— Achamos que seria uma boa ideia. É isso — Touta concluiu como se isso não fosse nada de mais.
— Vocês são terrivelmente lentos — Yukihime olhou estarrecida para eles — Bom, você eu sei que é lerdo mesmo, Touta. Mas eu pensei que pelo menos você seria mais esperto para esse tipo de coisa, Kuroumaru.
— Que tipo de coisa? — ele perguntou, temendo a resposta.
— Por exemplo, até onde vocês já foram? — ela falou.
— Ah, pára com isso, Yukihime, parece até a Kirie falando — Touta reclamou — Ela é que fica fazendo esse tipo de perguntas estranhas o tempo todo.
— Ela e a Karin-senpai — Kuroumaru acrescentou — O que foi que elas disseram mesmo quando sugeriram que a gente deveria namorar?
— Que não dava fazer fazer nada com o seu corpo assim? — Touta arriscou, puxando pela memória.
— Ah, é. Isso mesmo — Kuroumaru lembrou — Elas só falam coisas sem sentido.
— Ah, entendi. Não é que você não seja esperto. Você ainda é muito inocente — a vampira disse mais para si mesma, encarando Kuroumaru.
— Por que você está dizendo isso como se fosse uma ofensa? — Kuroumaru indagou.
— Não é nada — ela abanou a mão, fazendo pouco caso — Se vocês não entenderam nem isso, então não devem ter feito nada de mais. Não tem nada de interessante, e também nada com o que eu precise me preocupar. Podem ir agora. E, juízo, hein garotos! — ela riu.
— Tá bom, tá bom, nós já sabemos — Touta reclamou, indo até a saída. Kuroumaru deixou a sala, com Touta atrás dele.
— Touta — Yukihime chamou antes que o garoto fechasse a porta — Fico feliz que vocês finalmente tenham se acertado. De verdade — ela sorriu. Touta piscou os olhos, surpreso por um instante, e então abriu um enorme sorriso de volta, fechando a porta em seguida.


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— Puxa, isso foi cansativo! — Touta exclamou, se espreguiçando. Eles tinham milagrosamente sido liberados da limpeza matinal da casa, então voltaram para o quarto compartilhado, sem nada para fazer.
— Nem me fale. Ainda é de manhã, mas já estou exausto — Kuroumaru falou, apoiando-se na parede.
— Foi mais cansativo do que ser interrogado pela Kirie e pela Karin-senpai — Touta comentou — Aliás, onde será que elas estão? Não vi sinal de ninguém enquanto voltávamos para cá, e a casa está tão silenciosa…
— Eu ouvi um dos empregados dizendo que eles tentaram espiar nossa conversa, então eles provavelmente estão sendo punidos pela Yukihime-san agora — Kuroumaru contou.
— Ah, então são eles que estão cuidando da limpeza da casa hoje? Bem feito! Quem sabe assim eles aprendem a não se meter na vida dos outros? — Touta riu — E, falando na Yukihime… por que ela queria falar a sós com você afinal? O que vocês conversaram?
— Ah… não foi nada de mais. Não se preocupe com isso — ele respondeu, desviando o rosto para o lado, mas sabia que não iria conseguir enrolar Touta só com aquilo.
— Nada de mais uma ova. Vocês ficaram um tempão trancados lá dentro sozinhos — Touta avançou alguns passos na direção dele — O que foi que ela te disse?
— Ela… b-bom, ela basicamente me perguntou quais eram as minhas intenções com você — Kuroumaru acabou falando. Droga, por que tinha dito aquilo? Agora Touta só ia fazer perguntas mais embaraçosas, tinha certeza disso!
— Ah, é? — o garoto deu um sorriso torto, se aproximando mais alguns passos. Estavam tão perto que Kuroumaru podia sentir a respiração quente dele batendo em seu rosto — E o que você respondeu?
— Respondi o que você já sabe. Que eu gosto de você o suficiente para me tornar uma mulher, apesar de querer ser homem… e que provavelmente vou mesmo me tornar um homem quando atingir a idade adulta. E que tenho medo… — Kuroumaru engoliu em seco, sem saber se deveria continuar. Bem, agora que já tinha começado, era melhor terminar de uma vez — Medo de você não querer mais ficar comigo quando meu corpo se tornar completamente masculino. Você parece satisfeito agora, e por algum motivo que eu não compreendo parece achar o meu corpo bizarro muito interessante, mas um dia eu me tornarei um homem completo. E eu não sei se você vai querer ficar comigo quando esse dia chegar. Mas a Yukihime-san ficou feliz quando eu disse isso. Ela disse que, se eu fico preocupado com esse tipo de coisa, é porque pretendo ficar com você por bastante tempo… pelo menos isso serviu para deixá-la fel…

Kuroumaru não chegou a concluir a frase pois, nesse instante, Touta o puxou pela gravata, aproximando o garoto de si e o beijou. Kuroumaru demorou alguns segundos para compreender o que estava acontecendo. Fechou os olhos com força e corou furiosamente ao notar que seu lábios, que antes se moviam para falar, agora estavam se movendo junto com os de Touta, encaixados um no outro de maneira incrivelmente natural, como se tivessem nascido para estarem ali. Touta soltou a gravata do garoto e apoiou a mão na parede, prendendo-o ali, enquanto enlaçava sua cintura com a mão livre. O coração de Kuroumaru disparou ao sentir seu toque. Não pela situação em si, por incrível que pareça, e sim por causa da região onde Touta estava tocando. A parte que se parecia com a de uma garota. Ele queria afastar Touta de si, mas seu corpo parecia gelatina nos braços do garoto. Desejava que ele ao menos o tocasse em outro lugar.

Kuroumaru sentiu a língua de Touta tocar-lhe os lábios e seu coração deu outro salto. Estava começando a entrar em pânico. Ele não sabia fazer aquilo, não sabia como deveria fazer. Mas parece que seu corpo, mesmo incompleto, sabia. Ele abriu um pouco os lábios, deixando que a língua de Touta adentrasse sua cavidade bucal. Foi um beijo desajeitado. Ele notou que Touta também não sabia muito bem o que estava fazendo, mas com certeza estava se esforçando. Ele prendeu Kuroumaru contra a parede com o próprio corpo e levou a mão que antes estava apoiada na parede até o rosto dele, acariciando-o de leve, e então até seus cabelos longos, enquanto explorava o interior da boca do garoto com a língua. Já tinha visto outros casais fazendo isso, é claro, mas nunca imaginou que a sensação era tão prazerosa. Kuroumaru o puxou pela gola da camisa, aproximando Touta ainda mais de si, enquanto o abraçava com a outra mão, puxando seus cabelos, a mão descendo pela nuca, até as costas. Touta também havia retirado a mão da cintura dele e subiu pelo abdômen, até chegar no tórax, e começou a acariciá-lo ali. Ele realmente gostava disso. Aquela mistura única entre o masculino e o feminino em um único corpo que apenas Kuroumaru possuía. Era realmente fascinante.

Porém, infelizmente, nenhum dos dois estava acostumado com esse tipo de coisa, então tiveram que encerrar o beijo. Os dois arfavam com força, tentando recuperar o ar em seus pulmões.

— Kuroumaru — Touta chamou, ainda um pouco ofegante — Quando você se tornar um homem completo, saiba eu ainda vou querer estar ao seu lado. Você é um companheiro incrível, que eu não trocaria por ninguém. É forte, leal, inteligente… e beija muito bem — ele deu um sorriso sugestivo, fazendo o garoto corar novamente. Passou a mão pelos cabelos longos de Kuroumaru distraidamente — Que bom que você decidiu não cortar o cabelo.
— E você, Touta? Quais são as suas intenções comigo? — Kuroumaru perguntou subitamente. Touta conhecia aquele olhar. Kuroumaru era extremamente corajoso durante batalhas, porém terrivelmente inseguro quando o assunto era relacionamentos.
— Minha intenção é te fazer feliz. Eu te amo afinal — Touta respondeu simplesmente — Desculpa. Eu queria te dar uma resposta mais bonita, mas não sou bom com palavras. A verdade é simplesmente essa.
— Essa é uma ótima resposta — Kuroumaru respondeu sorrindo.
— Bom saber — Touta sorriu de volta — Ah, é mesmo. Lembra o que você me perguntou hoje mais cedo?
— O que?
— Sobre como eu poderia fazer uma coisa que eu nunca tinha feito antes — Touta lembrou — Bem, eu acabei de fazer. Te beijei. E aí, como eu me saí? Foi a primeira vez que fiz isso, então não exija muito de mim!
— Ah… bem… — Kuroumaru virou o rosto para o lado, tocando os lábios com a ponta dos dedos — Eu diria que você foi ótimo — ele encarou Touta com o canto dos olhos, apenas para vê-lo sorrindo.

Notas finais
Olá pessoas! E finalmente nosso casal preferido conseguiu dar um avanço! Eles estão progredindo lentamente, é verdade, mas já é alguma coisa XD Vamos torcer para que eles escutem os conselhos da Karin e da Kirie kkkkkkkkk Deixem reviews por favor e façam uma autora feliz! *-*