Idas e Vindas do Amor
7 Capitulo 7. Aquele Olhar Stefan.
Notas iniciais
Elena percebeu que Stefan nunca esteve tão certo quando disse que ela odiaria o leilão. A coisa toda é um tédio total e definitivamente não deve contar como um encontro, mas apesar disso, o local do evento era espetacular. Uma espécie de mansão neoclássica que remete as construções romanas. A garota ficou boa parte do tempo maravilhada com a estrutura daquilo, seus dedos começaram a se mover involuntariamente, como se ela quisesse secretamente poder desenhar aquilo tudo, passar toda a arquitetura para o papel. Ou em palavras.
–Você está encarando. – Stefan a tirou de seu devaneio. Eles estavam parados próximo a porta, aguardando sua vez de cumprimentar o anfitrião.
–Não estou encarando.
–Sua boca estava aberta e seus dedos estavam balançando, foi estranho. Definidamente você estava encarando. – quando o garoto disse isso Elena enrubesceu involuntariamente. Ninguém nunca havia percebido essa mania tão rapidamente. Era algo que Katherine sabia por que as duas eram quase grudadas uma na outra.
–Ah, cale a boca. – ela disse, fazendo-o rir.
Foi tempo suficiente para que ela pudesse analisa-lo melhor: ele usava um terno preto que lhe caia tão bem atrás quanto na frente. Uma espécie de contraste com os olhos verdes brilhantes, o cabelo bem arrumado em combinação com aquele sorriso sorrateiro perfeito.
Stefan parecia conhecer todos dali, todos os casais paravam para cumprimenta-lo ou perguntar como Lexi está. Definitivamente a filha dele parecia ser muito mais famosa que qualquer outra pessoa comum.
–Porque você não a trouxe então?- ela perguntou quando se sentaram.
–Eu sempre a trago quando venho com Damon. Ou quando vinha com a mãe dela. – explicou.
Elena ia fazer uma pergunta sobre a mãe de Lexi, mas no momento foi interrompida quando mais outras pessoas se aproximaram e sentaram-se com eles na mesa. Uma mulher loira e alta que estava acompanhada por um cara mais alto e loiro ainda.
Eles faziam um estranho-bonito casal, uma mistura de amarelo perfeita. Os olhos azuis esveados dele combinavam com os dela.
–Essa é Caroline Forbes, minha melhor amiga. – Stefan disse com um sorriso.
Elena tentou sorrir também, para parecer sociável, mas só estava pensando que nunca passou por sua cabeça a ideia de Stefan ter uma “melhor amiga”.
–E eu sou Klaus Mikaelson, namorado dela. – o rapaz se apressou em beijar sua mão.
Britânicos.
–Sou Elena Gilbert. É um prazer. – a garota disse, recontando-se na cadeira.
Eram pessoas agradáveis e a conversa fluiu naturalmente. Eles lhe fizeram algumas perguntas como em quê trabalhava ou onde morava, como conheceu Stefan e se estava gostando de Londres. Foi uma ótima distração do real motivo de se estar ali: o leilão. Tudo o que Elena sabia era que Stefan havia comprado uma dúzia de uma espécie importantíssima de vinho. Só. Ela mal notou quando todos estavam se levantando e preparando-se para ir, deixou-se distrair com Caroline e seu sorriso contagiante.
–Stefan nunca traz ninguém fora da família para os leilões. Você só pode ser muito especial. – ela disse.
Elena foi pega de surpresa e não pôde evitar dar uma olhada em aonde Stefan estava. Ele conversava com algumas pessoas e sorria animadamente, como se estivesse bastante satisfeito com a noite.
–Somos apenas amigos. — respondeu.
Nem precisou ouvir uma resposta de Caroline, sabia que o papo de amigos não lhe caia bem. Mas foi surpreendida quando um belo rapaz apareceu para cumprimenta-la. Não pensou ter visto dele dentro do leilão, mas ele era lindo. Olhos castanhos radiantes.
–Oi. Você deve ser Elena. – ele disse curvando-se para lhe beijar a mão.
–O que há com vocês britânicos e essa mania de beijar mãos?- Elena disse, irônica.
Isso o fez sorrir.
–Sou Kol Mikaelson
–Ah, você é irmão do Klaus?- ela disse, voltando-se para Caroline, que parecia insatisfeita com a presença do rapaz ali.
–Sim, bom saber que já conhece meu querido irmão e sua adorável namorada.
Caroline revirou os olhos, e Elena teve que se contorcer mentalmente para não perguntar ali mesmo o que tinha de errado, e talvez ela o fizesse se não fosse Stefan chegar por trás e puxa-la pela cintura para perto de si, unindo seu corpo ao dele. O ato foi tão rápido e inesperado que Elena mal teve tempo de pensar em se desvencilhar.
– Oi Kol. – Stefan disse, claramente insatisfeito.
–Stefan Salvatore. Onde está Damon e sua noiva?- Kol perguntou.
–Você conhece minha irmã?
–Então ela está com você?- Era Kol falando com Stefan.
Elena sabia que era sobre ela.
–Sim, ela está comigo. – Stefan parecia imparcial, mas apertou a mão na cintura da garota.
Antes de um rápido sorriso para Elena, Kol curvou-se e lhe beijou o rosto.
–Você consegue coisa melhor, meu amor. – sussurrou.
Elena teve certeza que viu Caroline revirar os olhos quando Kol saiu de perto deles. Não que importasse saber o porquê da desavença com o irmão do namorado dela, mas a curiosidade era tanta que talvez perguntasse a Stefan depois. Oh, sim. Stefan. Ele ainda estava segurando-a pela cintura, tão perto dele que podia sentir seus batimentos cardíacos. E ela estava se repreendendo porque mais uma vez estava deixando-se envolver pelo charme estupido dele. E aquele perfume caro...
–Você não vê o quanto foi humilhante? Como se estivesse me marcando como “Meu” na frente de todo mundo. Você é estupido. – Elena ficava repetindo quando finalmente estavam carro.
Estava furiosa com Stefan. Não bastou a ceninha que ele fez, ainda teve o olhar furtivo de Caroline para eles quando ele insistiu que deixasse sua mão na cintura dela. Mas não que ela quisesse que ele tirasse...
–Desculpe! Mas aquele cara...
–Não me importa aquele cara.
–Você não viu o jeito que ele estava te olhando!
–E dai? Se eu quiser dormir com ele eu durmo. Esqueceu que nós não temos nada?
Stefan parou o carro bruscamente na calçada, fazendo Elena perder o folego.
–Ele é um idiota, Elena. –disse depois de um período em silencio.
–Você também é, ninguém é perfeito.
–Estou falando sério. Klaus pode ser um cara legal, mas Kol...
Elena suspirou.
–Durante os últimos 2 anos eu não precisei de ninguém me avisando sobre os caras que me envolvi. Então por favor, pare.
Stefan a encarava, o olhar ilegível que ele conseguia ter nos momentos que ela queria poder lê-lo.
–Tudo bem. – disse finalmente.
Um minuto.
–Ok.
Então eles prosseguiram alguns quilômetros em silencio. Mas ela não queria terminar a noite brigada com ele, na verdade planejava terminar a noite com ele em uma cama.
–Não quis brigar com você nem nada. Mas atitudes possessivas me deixam estressada.
–Não quis que soasse possessivo.
–Se sua intenção era me defender, então obrigada. – ela disse e viu o rosto de Stefan mudar de sério para descontraído, e relaxou.
–Ainda não arruinamos toda a noite. – ele disse.
–Não me diga que quer ir para a sua casa.
Ele riu.
–Podemos fazer uma parada em algum lugar...
–Pare aqui. – ela disse. O olhar confuso de Stefan quase a fez rir. – Pare aqui.
–Mas aqui?
–Agora.
Então ele parou em frente a um supermercado fechado. A rua estava silenciosa e mal iluminada. Elena esperou um minuto, então se moveu estrategicamente de seu assento para o colo de Stefan. Se o movimento deveria assusta-lo, não o fez. Stefan apenas sorriu maliciosamente e apertou suas coxas, subindo o vestido dela até a cintura. Elena inclinou-se para beijar, lamber ou fazer qualquer coisa que pudesse com pescoço e orelha dele, fazendo-o emitir ruídos satisfatórios.
–Me beija. – ela sussurrou no ouvido dele. Não precisou de mais um segundo sequer para Stefan atacar a boca dela, em um meio segundo estavam se beijando.
Stefan subiu o vestido da garota e conseguiu tira-lo por cima, interrompendo o beijo apenas uma única vez, depois deixou que ela tirasse seu terno e camiseta. Ele estava tão extasiado que nem parecia perceber o que faziam, e onde faziam. Desceu seus lábios para os seios da garota, e revezou entre ali e o seu pescoço, até que Elena parecia não aguentar mais. Ele sorriu e a moveu (nem com tanta facilidade assim) para o banco traseiro. Onde o acesso era muito mais fácil.
Elena deixou que Stefan movesse sua mão para dentro de sua calcinha, enquanto arranhava as costas dele, quase involuntariamente. Tentou abrir a calça dele, mas suas mãos não paravam de tremer. Em parte por causa do êxtase, em outra porque só de pensar na sensação que devia ser tê-lo dentro dela era... Não que ela pudesse encontrar uma palavra que descrevesse isso.
–Não vamos fazer isso em um carro, não é?- ela gemeu quando ele abriu as pernas dela e a puxou pela cintura, fazendo-a senta-se em seu colo enquanto voltava a beijar seu peito.
–Creio que não. – ele não soou convincente, mas estava concordando que aquilo era arriscado.
–Então você pode tirar a mão na minha calcinha?- ela perguntou, fazendo-o rir.
–Posso.
–OK.
Então ele parou de beijar e a olhou. Aquele tipo de olhar que não se deve ter quando está prestes a transar com alguém num carro. Aquele olhar que diz mais que qualquer outra coisa. Mais especificamente Aquele Olhar Stefan, que a fez suspirar quando ele depositou beijos calmos pelo seu rosto, fazendo-a tremer. Mas não de desenho, e sim de outra coisa.
–Devemos ir. – ela disse. – Para o seu quarto, o que acha?
Ele sorriu.
–Não vejo a hora.
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