Idas E Vindas 3 - Amigos São Pra Essas Coisas...

1 Conversas e uma ligação que mudará tudo


Notas iniciais
Aí está, pessoas do coração, a terceira e quase última versão de Idas e Vindas. Eu sei que costumo escrever mais sobre a época atual, (sem Catherine, ou Warrick) mas estou trabalhando em uma fic de quando ninguém sabia deles e em outra em que eles são adolescentes. (eu simplesmente amo essas!)
Adorei cada review, fico feliz em saber que não sou um fracasso no mundo das fics. Muito obrigada mesmo.
Agora chega de enrolar, enjoy it!

Já era noite na cidade de Las Vegas.

Circulando pelas ruas haviam o dobro de carros e motos do que de dia. Muitas pessoas também aproveitavam para passear, apostar, se divertir... Matar...

A equipe de peritos criminais havia acabado de concluir mais um caso de tirar o sono. Sentiam falta de assassinos seriais, com assinaturas, pistas e relação com vitimas. Mas aquele último...

O denominado “assassino de famílias” – o melhor nome sugerido pela imprensa – tinha sido preso naquela tarde, pego em sua própria casa a minutos de fazer uma nova vitima.

Sua estratégia era matar toda a família das pessoas que lhe fizeram mal, para que ela sentisse que perdeu tudo que mais lhe importava.

Três famílias inteiras não existiam mais. A quarta já estava quase acabada, faltava apenas sua ex-namorada Emily. Ele tirou dela seus parentes mais distantes e em seguida os mais próximos. Quando percebeu que ela estava sem chão, a sequestrou para matá-la.

Sem sucesso. Ela era a pessoa de sorte que foi tirada das mãos dele pelos CSI’s, que descobriram o assassino a tempo.

Depois de alguns dias no hospital se recuperando de algumas feridas não tão graves, só restava a ela ir para casa.

Sara se identificou com ela. Sem família, ia voltar pra casa sozinha. Ia passar o resto de sua vida sozinha. Sem ninguém para conversar, sem um ombro pra chorar, sem alguém para amar.

Naquela mesma noite, em que Emily ia ser liberada do hospital, Sara foi visita-la para se despedir. Tinham conversado muito sobre suas vidas no decorrer do caso, quando parentes suficientes tinham morrido e a família dela já era considerada o próximo alvo.

Ela contou que se envolveu com Michael, o assassino, muitos anos antes, e que depois de se conhecerem em uma boate, começaram a namorar. Na mesma noite em que ele ia pedi-la em casamento ela quis terminar o namoro. Ia sair da cidade para estudar, e ele não se conformou.

Chegando ao hospital, Sara procurou por ela. Estava terminando de vestir sua jaqueta, ao lado da cama em que ficou deitada por quase uma semana.

– oi... – Emily se virou e sorriu para ela, encostada na porta.

– oi...

– já estava indo embora?

– sim.

– sem nem se despedir? – ela sorriu esticando os braços.

Emily abriu um sorriso maior e lhe deu um abraço.

– obrigada... Você me apoiou desde o inicio, se não fosse a policia eu não estaria mais viva...

– eu só fiz o meu trabalho... – elas se separaram.

– se seu trabalho é salvar vidas, tenho orgulho em te conhecer.

Elas trocaram um olhar amigo e Sara suspirou.

– o que vai acontecer agora? Você... Vai pra onde?

– viajar pelo mundo, quem sabe... – ela vestiu sua bolsa. – não tenho mais nenhum motivo pra voltar pra Vegas, a não ser você... é minha única amiga, agora. Você sabe, eu não tenho mais ninguém...

Sara assentiu, triste. Aquela era a parte ruim da história.

– mas... Está tudo bem! – Emily tentou se recompor. – agora eu sou... Livre!

Seu modo de dizer fez Sara rir.

– é... É uma vantagem!

Depois de um tempo em que as duas riam, pararam para se olhar uma ultima vez.

– vou sentir sua falta.

Sara sorriu.

– eu também vou.

Mais um abraço, bem mais apertado foi trocado por elas. Eram realmente muito parecidas e por isso se tornaram amigas tão rápido.

Sara a acompanhou até o lado de fora, onde ela pegou um táxi para o aeroporto. Planejava começar sua viajem por Paris, a conselho de Sara. Assim que viu o carro virar a esquina, Sara voltou a realidade.

A triste realidade.

Ela também não tinha ninguém. A não ser sua mãe, mas elas não se viam tanto, nem moravam perto uma da outra. Sem contar seus recentes problemas com bebidas, que nunca acabavam bem.

No seu caso, a definição de solidão era voltar pra casa e não ter ninguém lá para perguntar como foi seu dia.

Sara desceu as escadas e andou até seu carro estacionado. Ia agora voltar pra casa e dormir, mas recebeu uma mensagem. De Russel.

*Pode vir ao lab? Quero conversar.*


Ela não entendeu. “Conversar”? Pensou em deixar para depois, mas ela não tinha nada melhor pra fazer. Nem estava com tanto sono assim.

Sara parou na porta e bateu, mesmo com ela aberta.

Russel estava debaixo de sua mesa, pegando alguns papeis que caíram. Quando ouviu os toques, levantou a cabeça e bateu na mesa.

– ai!

– você esta bem? – ela correu até ele e ajudou a pegar o resto dos papeis.

– uh, sim, eu estou, obrigado! – Sara começou a rir. – você me deu um susto.

DB bateu as folhas de lado e amontoou a pilha na sua mesa. Depois se sentou em sua cadeira e observou Sara, parada de pé em sua frente como que esperando ele dizer algo. Ele arqueou as sobrancelhas dizendo para ela prosseguir. Sara ficou sem entender.

– sua mensagem... – ela mostrou o aparelho.

– ah, mensagem, claro, sente-se.

Sara fez o que ele pediu.

– então...

– eu soube que anda se envolvendo com pessoas nos casos...

Sara cerrou os olhos.

– como assim... “Soube”?

Russel suspirou.

– sei que você e Emily tiveram muito que conversar nesse último caso. Ela foi liberada do hospital essa tarde, eu acho...

– eu sei, eu estava me despedindo quando me chamou.

– bem... Ela precisava de algum amigo, você fez bem...

– sim... Era só isso?

– na verdade não... Eu queria falar sobre... Você.

Sara o encarou.

– sobre mim?

– sim... Esses dias tem sido cansativos pra você... Deve estar precisando de alguém pra conversar.

Ela ia retrucar, mas desistiu. Todos a estavam tratando como uma coitada por causa da separação com Grissom.

– eu estou bem.

– não me parece...

– mas estou.

Sara disse firme, deixando bem a mostra que não queria falar sobre aquilo.

DB respirou fundo.

– não quero me meter na sua vida pessoal, só quero conversar como... Amigo.

Sara olhou para os cantos pensando se aceitava ou não.

– esta bem... O que quer saber?

– quero saber se você esta mesmo tão... “Bem” o quanto diz que está.

– c-como assim?

– ora, sempre que alguém te pergunta se aconteceu alguma coisa você diz que está tudo bem. Eu sou o único aqui a ver que não está?

Sara ficou pensativa. Foi pega de surpresa pela verdade.

– o que quer que eu diga, Russel? Que estou feliz? Eu perdi a pessoa mais importante da minha vida, e eu não tenho como recuperar! – Sara se irritou, o surpreendendo. Aquilo era tudo que ela guardou dentro de si porque não tinha coragem de falar.

– mas se não esta feliz, porque não pode ir até ele?

– não... Não posso deixar a equipe.

– então ele pode vir até você!

– não dá, Russel, você não entendeu! – ele percebeu pequenas lagrimas nos olhos dela quando aumentou seu tom de voz – ele tem uma vida lá, um trabalho, e aqui eu tenho vocês. Nenhum de nós dois pode deixar a vida que tem pra ficar com o outro. É mias fácil assim...

Sara começou a suspirar baixo, para que ele não percebesse.

– Sara, se quiser eu posso te dar algumas semanas de férias...

– não... Muito obrigada mas, agora Grissom não faz mais parte da minha vida. Pode parecer que não mas... Eu acho que assim é melhor... Pra nós. Nunca teria dado certo mesmo. Somos pessoas muito diferentes, e pessoas assim... – Sara soltou um longo suspiro – Tem mesmo que ficar afastadas.

DB ficou em silencio. Não fazia ideia do que dizer. Sara havia acabado de se abrir para ele, coisa que pelo que sabia ela nunca tinha feito.

Uma parte do que ela disse era mesmo verdade. Eles não tinham escolha, precisavam de um tempo para pensar, todos os casais precisam disso. Mas ele não se conformava em ouvi-la falar de Grissom como se ele não a amasse. Claro, ele nunca o conheceu, mas sabia como descobrir uma pessoa apaixonada. Ela estava feliz desde a sua chegada, e algumas semanas atrás não se via um sorriso em seu rosto.

Alguma coisa tinha acontecido. A tristeza dela era evidente para todos daquele laboratório. Ela não conseguia admitir que sofria com aquilo. Queria fazer parecer que era forte o suficiente para superar, mas não era. Aguentava de tudo, menos o que tinha a ver com ele. Seu ponto fraco. Grissom.

Depois de um tempo de silencio, uma lagrima já estava grande o suficiente para escorrer de seus olhos. Ela limpou o mais rápido possível.

– Sara... Você precisa dele de volta.

Sara o olhou triste.

– mas ele não precisa de mim.

Ela olhou para os cantos. Agora estava mesmo arrependida daquela conversa.

– eu só... – Sara fungou – só queria estar com ele. Ficar com ele pro resto da minha vida, mas isso é impossível... Eu realmente acho que estamos melhor assim. Não podíamos ficar... Viajando horas para se ver por alguns dias e depois nunca mais...

Sara se levantou, demonstrando que ia embora. Mas antes parou.

– não diga isso a Nick ou Greg... eu não quero ter a mesma conversa com eles de novo...

DB assentiu. Ela se virou e andou em direção a porta. Ao contrario do que pretendia, Russel deixou ela ir sem dizer nada.

Quando viu que ela tinha saído, pegou seu telefone e discou quase que desesperadamente.

– alô?

– Nick? É o DB, eu não posso falar, só preciso que você e Greg venham aqui agora!

– aqui aonde, cara, Eu estava dormindo!

– venha ao laboratório e traga Greg.

– agora?

– é sobre a Sara. Tem que ser agora.

Ele ouviu Nick suspirar e falar bocejando.

– o que tem a Sara?

– vai saber quando chegar, apenas venha!


– ok, chefe. – Nick desligou o aparelho e esfregou os olhos. Seja lá o que fosse, se era por Sara, ele iria.

– Russel? – eles apareceram na porta com os olhos cansados.

DB lia um jornal, uma noticia sobre o assassino que foi pego. Ele dobrou-o novamente e depositou sobre sua mesa para dar atenção a seus amigos.

– sentem-se.

– disse que tinha a ver com a Sara... – Greg e Nick se sentaram. – viemos o mais rápido possível.

– o que aconteceu com ela? – Nick perguntou preocupado.

– infelizmente todos nos sabemos.

Greg não compreendeu o que ele quis dizer, mas Nick sim.

– Grissom... – ele disse balançando a cabeça.

– é... – DB assentiu – todos sabemos qe ela esta sofrendo com isso, mas tenta esconder. Hoje eu tive uma conversa com ela. No começo eu achei que ela fosse colaborar mas...

– ela disse que “estava bem”? – Greg interrompeu.

– é... como sempre. Embora ninguém ache que ela esta. É por isso que preciso da ajuda de vocês.

– o que quer que a gente faça? – Nick perguntou pronto a fazer o que pedisse.

– vocês tem o telefone do Grissom?

– sim, a Sara nos passou... – ele pegou o celular e mostrou.

– ótimo. Precisamos falar com ele.

– o quer que a gente diga? “Grissom, volte pra Vegas, a Sara precisa de você”... – Nick falou quase que zombando.

– exatamente. – DB pegou o celular de sua mão.

Os dois arregalaram os olhos. Ele achava mesmo que ia ser tão fácil.

– espera, cara, não é assim! Ele trabalha lá, não pode simplesmente entrar no avião e-

– shh... Silêncio. – Russel já estava com o telefone no ouvido.

Ligação ON

– Grissom.

– hey Gil. Ann... Você não me conhece, trabalho com a Sara...

– você é?

– DB Russel.

– ah, claro, o supervisor. Sara me falou de você.

– isso é bom... Ouça eu preciso conversar com você e... – ele se lembrou de que já era noite. – eu liguei muito tarde?

– não, não. Fuso horário. – Grissom sorriu.

– ah sim claro. *fuso horário? No peru?* bem, eu queria conversar sobre a Sara...

Grissom suspirou.

– ela esta bem?

– é o que ela diz, mas ninguém acredita.

– ela ainda esta magoada, não esta?

– bem... sim, ela não sorri tanto quanto é normal...

– mas não aconteceu nada com ela não é? – Grissom mudou seu tom de voz para preocupado.

– não, não ela está bem... Ao físico, ela está ótima. Mas ao sentimental ela esta horrorosa.

Nick sorriu de lado. Aquilo era verdade.

– eu sinto muito. Não tive escolha, ou a deixava ir ou ela ficava presa a mim... Eu nunca quis fazer nenhum mal a ela.

– eu sei disso. Todos nos sabemos, mas ela esta muito triste. Nenhum de nos nunca a viu assim. Mesmo que eu tenha chegado a pouco tempo, eu já a conheço bem o bastante para saber que ela não esta normal.

Grissom passou a mão pelo rosto. Era horrível saber que ela estava tão aborrecida com ele.

– ainda a pouco tempo eu tive uma conversa com ela.

– o que ela disse? – Grissom tinha medo de saber.

– disse que acha que vocês estão melhor assim, afastados... Mas, nem e nem ninguém acredita. Ela não esta bem assim, ela precisa de você.

Aquelas palavras o fizeram pensar. “ela precisa de você”. Claro, Grissom sabia que ela precisava, mas não podia simplesmente se demitir.

Seu trabalho viajando e estudando era o melhor, sempre quis fazer isso. Mas Sara não podia acompanhar aquelas idas e vindas.

Tinha agora que decidir entre seu sonho e sua vida.

– me desculpe, eu tenho um trabalho aqui, não posso simplesmente voltar!

Pelo som do celular, Nick e Greg podiam ouvir o que ele dizia. Não se conformaram com o que ele disse, e fizeram gestos a Russel para que deixasse eles falarem.

– ouça, Nick e Greg estão aqui, querem falar com você.

– ótimo, pode passar pra eles.

DB pegou o aparelho e ligou o viva-voz.

– e aí, car-

– como assim não pode voltar?

Nick arregalou os olhos quando foi interrompido por Greg. Não pela interrupção, mas pelo modo como disse, quase dando uma bronca.

– sinto muito Greg, ela tem razão, não posso mudar as coisas.

– ora, mas é claro que pode! Por acaso seu trabalho é mais importante do que a Sara?

Grissom ficou em silencio. Ele tinha razão.

– eu já tentei ser transferido, pra ficar com ela em Vegas mas não ganhei permissão.

– pode ser que seu “chefe” mande em seu trabalho, mas quem manda em sua vida é você. Queremos que faça o que você quer, e por acaso você quer ficar longe dela?

Russel e Nick se impressionaram. Com um discurso como aquele, ele convenceria até a rainha a declarar guerra.

Mais uma vez Grissom ficou quieto, pensando.

Era verdade! Ele não queria se afastar de Sara, ele a amava. Tudo o que sempre queriam, quando trocaram seu primeiro beijo em San Francisco, quando começaram a ter um caso, quando se casaram... Nada muito difícil. Queriam ficar juntos.

– tem razão, Greg. Você tem toda a razão.

Naquela sala, os três sentiram que conseguiram o que queriam. Podiam sentir a felicidade na sua voz.

– e-eu acho que posso pegar um voo, amanhã ou depois...

– é assim que se fala, cara! – Nick comemorou.

– avisem a ela, por favor, não quero fazer uma surpresa e a aborrecer...

– e porque ela ficaria triste em ver você?

Grissom não sabia como responder. Ele apenas sentia que ela estava triste por ele ter sugerido uma separação. Ele sentiu isso em seu tom de voz, e em seu olhar quando ela respondeu pelo telefone: “sim... talvez...”. Gil percebeu de cara que aquilo não era o que ela queria. Mas só agora percebeu que ele também não.

– Gil? Ainda esta aí?

– s-sim... Eu venho o mais rápido possível.

– ok, até mais tarde, Gil...

– Nick, espere!

– o que foi?

– é... Obrigado, p-por abrir meus olhos...

Greg sorriu.

Seus olhos estavam bem abertos, Gil. Nós só ajudamos a achar seus óculos!

Eles ouviram Grissom ri do outro lado da linha e fizeram o mesmo.

– então... Até mais tarde.

– adeus Grissom.

Ligação OFF.

Assim que desligaram o aparelho, sorriram uma para o outro.

– vitoria! – Greg disse sorrindo.

– graças ao seu discurso, estou impressionado. – Nick ergueu a mão e Greg bateu.

– eu agradeço, se não fossem vocês... – Russel devolveu o celular a Nick.

– eu sei, nós somos fantásticos. – Greg se levantou.

– agora em relação a Sara, quem vai contar?

Russel olhou para Nick. Depois encararam Greg.

– o que? – ele ficou parado, estranhando os olhares sobre si.

– acho que você é o mais... Amigo dela aqui, Gregory. – Nick também ficou de pé.

– não gosto que me chamem de Gregory. – ele se dirigiu a porta. – mas posso fazer o favor.

Com um sorriso os três se despediram. DB permaneceu em sua sala, vendo seus amigos cruzarem o corredor.


Missão cumprida.

Peru, casa do Gil, alguns minutos antes.

Assim que desligou o aparelho, suspirou. Sentado no sofá da enorme sala, Grissom descansava antes de receber a ligação.

Depositou seu celular sobre a mesa de centro e ajeitou sua postura. Ouviu suas costas estralarem baixo, provocando uma dor aguda o fazendo gemer.

Tirou os óculos e esfregou os olhos, pesando na decisão que acabara de tomar. Ele pegaria o voo mais próximo, sem pensar duas vezes. Claro, porque se pensasse, acabaria mudando de ideia. Agora não podia desistir.

Sem enrolações, Grissom ficou de pé e chamou seu parceiro Hank para dar a noticia.

O cachorro, que estava deitado em seu travesseiro macio na cozinha, foi correndo ao seu dono assim que o ouviu assoviar.

– hey, rapaz. Saudades da mamãe? Vamos vê-la de novo, e agora ela não vai mais embora.

Grissom sorriu impressionado quando o Hank latiu abanando o rabo. Parecia que ele tinha entendido que veria Sara novamente.

Grissom resolveu tomar um banho e ir pra cama. Mas não conseguiu dormir, pensando nas “sábias” palavras de Greg:

pode ser que seu “chefe” mande em seu trabalho, mas quem manda em sua vida é você. Queremos que faça o que você quer, e por acaso você quer ficar longe dela?”

Nem acreditava que o caçula havia crescido, e ficado tão esperto. Sentia saudades, não só de Sara, mas de Vegas. De seus amigos, dos casos impressionantes que tinham que investigar.

Não esperava voltar a trabalhar no lab, aquilo estava no passado. Quem sabe ele pudesse lecionar, ou palestrar em universidades. Tinha bastante experiência com aquilo, foi numa palestra onde conheceu o motivo pelo qual agora ele ia mudar sua vida.

Imaginou o rosto dela, sorrindo com sua chegada. Aquela visão o fez pegar no sono rápido.

Na manha seguinte, agendou seu voo para a próxima quarta feira, dali a dois dias. Enquanto isso teria tempo para arrumar suas malas, e pensar no que ia dizer quando a visse. Algo romântico, ou talvez profundo...

Mas por fim achou melhor dizer apenas o que ela queria ouvir.

Apenas o que sentia.

Notas finais
Então, como me saí? Tomara que bem! *REVIEWS*