Ichiban No Takaramono
2 Ichiban no Takaramono.
Sentia sua cabeça ser afagada pelo companheiro enquanto leves lagrimas caiam de seus olhos. Apesar de saber que ele iria ir não fez menção de ir atrás dele. Apenas ficou ali, ouvindo a lembrança que ele lhe deixara.
“Sempre que nos víamos tudo que fazíamos era brigar.
Mas aquilo eram também lembranças preciosas
Você me ensinou muito, eu não estou mais assustado.
Não importa quão difícil, Eu possa agarrar a felicidade, então ...”
.
Queria correr, abraça-lo e implorar para que não fosse embora, mas não podia. Aquela dor lhe dilacerava por dentro toda vez que lhe via. A dor da culpa de fazer o coração puro de Al ir a beira das lagrimas, a dor de te-lo feito se apaixonar por si...era quase insuportável.
“Eu vou por mim mesmo, mesmo que isso pareça doloroso,
Eu vou sempre continuar o sonho que eu tive com você.
Estar com você era tão maravilhoso, não havia mais ninguém.
Mas quando eu acordei de manhã, você não estava lá.”
Iria deixa-lo? Depois da promessa que fizeram? Não... estava errado. Havia deixado Al no instante em que botou os olhos em Aiko, no instante que proferiu as palavras que podiam ter sido as mais dolorosas na vida do amigo. Céus! Como pudera te-lo deixado sozinho no natal? Mas... não conseguia ser inocente, puro e altruísta como Al.
"Eu senti que poderíamos jogar para sempre.
Mas eu sei que isso é só o que eu acreditava.
Não me arrependo de ter nascido mais.
Como o sentimento depois de um festival, é triste mas vamos avançar pouco a pouco."
Seu punho latejou, lembrando-se da vez em que batera em Al ao ouvi-lo dizer que não sentia mais vontade de viver sem ele. Que arrependia-se de ter nascido. Aquelas palavras, insanas palavras que lhe deixaram maluco. Palavras que lhe perseguiriam para sempre.
"Eu vou ir a qualquer lugar, você sabe disso.
Eu vou te mostrar que eu posso conceder o seu sonho de felicidade.
Mesmo se eu estou separado de você, não importa o quão distante,
Eu vou ser carregado com o novo amanhecer."
Não era mentira os sentimentos que havia sentido por Al. Apaixonou-se por ele com tanta intensidade que pensou ser impossível, com tanta franqueza que o fazia ir as nuvens, mas como não se apaixonar? Suas virtudes eram seu maior defeito, como a vez em que parara para ajudar um mendingo mas que acabou sendo roubado por este. Amava-o tanto... ainda o ama! Mas ao seu lado tinha alguém que lhe ensinou o quanto o amor poderia ser avassalador e incerto. Acabou se apaixonando por Aiko e esquecendo-se da paixão que sentia por Al, que acabara voltando a ser apenas um amor de infância.
"Eu vou por mim, mesmo se eu estou com medo de morrer,
Eu consigo ouvir sua voz, não devo morrer.
Mesmo que pareça doloroso, mesmo se eu estou chorando de tristeza,
No fundo do meu coração eu sinto o seu calor."
Na manhã seguinte foi embora da casa do amado, incerto e vazio. Adentrou a própria casa e encontrou tudo como havia deixado, menos Al. Subiu até o quarto e abriu o próprio guarda-roupa (não precisava verificar o de Al, tinha certeza que ele havia se ido sem deixar nada para trás) verificando sem nenhuma surpresa que uma de suas blusas havia sido levada. Al gostava de seu cheiro. Botou a mão no bolso do casaco e retirou o pequeno pen-drive com apenas uma musica.
- Nunca vou te esquecer, meu tesouro. – Após dizer isso começou a chorar e a gritar, seu coração pesava, sentia como se uma parte de si havia partido, mas não correu ou procurou por ele, apenas ficou parado, desejando silenciosamente que o amigo seguisse a sua própria vida.
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"O tempo mudou, uma vez que subia e descia.
Eu não consigo lembrar o que aconteceu mais, mas,
Se eu tentar fechar meus olhos Eu consigo ouvir o riso de alguém.
De alguma forma, esse é agora o meu tesouro mais precioso."
Parou ao escutar as letras tão familiares para si. De onde havia escutado mesmo? Fechou os olhos e absorveu a canção com certa melancolia... Al. Como podia ter se esquecido? Depois de ter se encontrado com ele há alguns anos atrás ele apagou-se de sua mente. A única razão de não ter se esquecido dele antes foi porque a culpa não lhe deixava, mas quando o viu com seu novo tesouro sorriu, finalmente ele havia encontrado seu novo caminho e seu novo motivo de viver. Estava feliz por ele. Agora era hora dos dois seguirem seu próprio caminho sem olhar para trás, tendo apenas na mente doces lembranças.
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