Ich Liebe Dich.
131 Capítulo 131: Juntos para quase sempre.
Notas iniciais
Elles passent en un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux
Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore
Serais ce possible alors"
"Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Disseram-me que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz seus investimentos
No entanto alguém me disse...
Que você ainda me amava,
Foi alguém que me disse que você ainda me amava.
Seria possível então?"
Carla Bruni - QUELQU'UN M'A DIT.
--- Está bem. Ficaremos aqui. –Peter disse, por fim.
Apesar de estar meio desapontado e de ainda não concordar plenamente. Mas ele sabia que precisava de mim. Que Kurt precisava dele. Que eu precisava dele.
Neste momento, eu percebi que tudo estava acabado. A organização seria de Jolie, após ela passar nos testes. Acreditava-me, que, com a liderança de uma pessoa tão não presunçosa e jovial, aquela organização se tornaria mais amorosa e menos agressiva. Jolie, afinal, iria virar uma grande pessoa... A única coisa que me passava pela cabeça agora era Frida. Como ela iria viver sem Peter ao seu lado, para amenizar seus sofrimentos, agora que perdera seu ”pai”.
--- Mas, Peter, me diga uma coisa. E... Frida? –Perguntei.
--- Sim, era nela que eu estava pensando... Eu estive pensando muito estes anos. Enquanto se está em guerra, as coisas só pioram e você percebe que a sua vida afinal é algo bem importante. –Disse ele, pensativo.
--- Já sei. Frida vem morar aqui. Longe da organização por uns tempos. Você não acha que será bom para ela, se distanciar daqueles ares? –Perguntei.
--- Sim. Essa é uma ótima idéia que eu já tive. Mas... Não se sabe qual a decisão dela. Foi lá onde ela cresceu e viveu por todos estes anos. Ela nunca saiu de lá. E... Seus cães...
--- Peter, ela não vai recusar. Eu tenho certeza. –Disse eu, sentando-me novamente perto dele.
--- Por quê? –Perguntou-me ele, curioso.
--- Ora... Peter, você está aqui. Kurt está aqui. Teddy está morto e tudo o que ela ver por lá será uma desgraça para ela. –Disse eu, seriamente.
--- Tem razão. –Disse ele, absorto.
--- Ela sabe que você veio? –Perguntei.
--- Sim, avisei a todos. –Ele falou baixo.
--- Então... Porque quis me encontrar aqui? –Perguntei.
--- Meu plano era apenas esclarecer tudo a você e ir. Então, já que esta praia está perto do aeroporto, era uma boa escolha. Seria mais fácil quando me desse vontade de voltar e ficar com você. –Ele sorriu, enigmático.
--- Peter... –Murmurei. –Que pena que não posso ficar feliz. –Encostei minha cabeça em seu ombro, levemente.
--- Teddy iria querer que todos nós ficássemos felizes. –Ele disse lentamente.
Olhei-o de baixo. Seus olhos eram direcionados para areia e ele sorriu, pela segunda vez naqueles fatídicos momentos. E, pela primeira vez em anos, eu via novamente aquele sorriso. Espontâneo, tímido e pequeno.
--- Vamos para casa, Peter. Está ficando tarde. E... Você também deve ter escolhido este lugar porque ele fica a apenas cinqüenta metros da minha casa... –Sorri, enquanto nós dois nos levantávamos.
--- Sua roupa branca está meio encharcada. –Disse eu.
--- A sua também.
x.x.x
Eu havia vendido a floricultura na Alemanha, já que não precisaria mais dela. Então juntei o dinheiro com pequenos trabalhos com ciências biológicas que eu fazia, e finalmente comprei uma casa para mim. Esta ficava perto da praia.
E assim, nós fomos conversando até a minha nova casa. Minha mãe estava passando uns meses conosco. Ela disse que não queria ficar sozinha na nossa velha casa. Bridget praticamente morava na casa de Joe. E ela disse que acabaria enlouquecendo. Kurt adorava estar na beira da praia e eu sempre ficava com ele quando ele queria fazê-lo...
Chegando a casa, Peter foi comigo até o quarto de Kurt.
--- Ele está dormindo... –Disse eu, sorrindo.
--- Meu Deus! –Peter exclamou, num murmúrio.
--- O que foi?
--- Ele está muito parecido comigo... E... É tão bonito. –Peter sorriu presunçosamente.
Foi uma daquelas vezes em que ele era presunçoso, que eu fiquei pasmada.
--- Shh! –Sussurrei –Ele vai acordar...
--- Agora vou até a sala contar isto a minha mãe. –Disse eu, suspirando. A tristeza ainda me enforcando.
Peter chegou bem perto de mim e puxou meu braço, bruscamente. Virei-me, de súbito. Seus cabelos louros estavam bem perto do meu rosto e seus olhos estavam apertados em lágrimas. Ele me abraçou forte, de repente. Senti que ele mal conseguia suportar a morte de Teddy. Senti que ele estava tão quebrado por dentro, que se algo mais acontecesse, ele não seria capaz de suportar. Por isso, me vi novamente na obrigação de acalentá-lo.
Abracei-o, o mais forte que podia. Depois minhas mãos foram até os seus cabelos e acariciei-os, lentamente. Ele parecia soluçar, como uma criança perdida no seu próprio choro.
--- Está tudo bem. — Eu repetia, tanto para mim mesma, quanto para ele.
--- Nunca mais quero deixar você. –Disse ele, seriamente. A voz era quase inaudível.
--- Amor... –Fechei meus olhos, numa expressão de alívio. — Não vai. Nunca mais. Nunca mais. Eu prometo.
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