Ice girl [Hiatus Permanente]
20 Garotas loiras não devem ter carteira de motorista
Notas iniciais
Eu tenho certeza que não gosto de crianças.
Depois de passar meu precioso tempo de intervalo entre as aulas vigiando crianças com excesso de hormônios no corpo, consegui ir para a sala assistir a aula de literatura.
Quem ensina é uma mulher muito estranha e francesa (Obviamente já fodeu) chamada Madame Tremaine. Agora estamos lendo Moby Dick, aquela história do perturbado do Ismael (?) que caça a baleia infeliz.
— Preciso de duplas para uma resenha do livro, o prazo de entrega é até semana que vem. — A velha falou, escrevendo bem grande a data da entrega.
— Elsiiiiie!
Pronto, agora danou-se.
— Oi, Rapunzel. — Falei secamente, virando pra olhar a cadeira de trás.
Acontece que aquela loira oxigenada resolveu sentar atrás de mim e passou a aula inteira batendo o lápis na mesa — E por pouco eu não meto aquela porcaria de madeira e grafite no rabo dela -q
— Faz o trabalho comigo? Soube que tirou dez no ano passado, na resenha de Frankstain. — Rapunzel abriu aquele sorrisão de cegar as inimigas.
Eu posso negar. Claro, sempre tem a opção. Olhei para os lados e Merida havia feito dupla com uma ruiva, se não me engano uma tal de Ariel. Hiccup estava conversando com o estrupício daquele albino maldito.
Acho que fui trocada por um boiola de cabelo prateado -q
Eu não iria fazer o trabalho com pessoas que eu nunca tive contato na vida, tipo a Megára, uma garota grega que fez intercâmbio e acabou morando aqui em Los Angeles.
Então.....
— Eu vou na sua casa depois da aula. É bom que a tua mãe faça macarronada, ouviu? — Murmurei, virando de volta pra frente e ouvindo certos gritinhos histéricos.
Droga.
Depois dessa aula, fomos lanchar, e eu trouxe um sanduíche de atum, (O que é um milagre, considerando que todo mundo em casa vive de lasanha instantânea, e na escola eu só vivo da cantina e daquelas máquinas de salgadinhos.)
Fui atrás da Merida, ou do Hiccup, ou até da Rapunzel mesmo, afinal eu sabia que eles estavam cheios de comida e que eu ia engordar uns 7 quilos por dia.
E lá estava eu, andando pelo corredor, quando fui puxada pelo braço e arrastada para fora da escola.
— Meu jovem, que porra tá acontecendo? Quer por favor me largar? — Perguntei.
Acontece que quem me arrastava era certa ruiva de tranças, e ela não parecia disposta a me largar tão cedo. Acho que a Anna está irritada, por que a menina tá falando sozinha sobre uma tal de Hebe (?)
— EI CRIANÇA! — Estaquei com força, e ela parou junto comigo. — Me diz, o que você tá fazendo?
— É urgente. A tia Rosalia quer ver você. — Ela me puxou de novo e eu arregalei os olhos.
Rosalia era a mulher responsável por mim e por Anna antes de toda aquela treta, e agora que Anna veio pro país, ela obviamente deve ter vindo junto.
E falando nela....
— Elizabeth! — Ela pulou em cima de mim, me apertando.
— Primeiro, eu não gosto de contatos, então me larga. — Me soltei dela. — Segundo, meu nome legalmente é Elsa Winter.
—Você cresceu tanto, virou uma moça tão bonita.. — Ela riu. Pronto, começou a leseira.
— Tia, fala logo o que tinha que falar pra Elsa. — Anna cruzou os braços.
— Bom, caso não saiba, Edgar e Indur morreram. A guarda de Anna ficou comigo, mas a sua também, como é de menor. Mas a treta toda é, você já tem família, e consequentemente, Anna deve ficar com você.
Calma lá.
Anna morando comigo?
Foda-se, meus pais que se resolvam (q)
— Olha fofa, pergunta isso pros meus pais, eles que fiquem com a Anna se quiserem. — Bufei e corri pra dentro da escola.
— ELIZABETH, VOLTE AQUI!
*X*
As aulas haviam acabado, e tirando o encontro com a Anna e a tia Rosalia, foi tudo normal.
Eu estava do lado de fora, esperando Rapunzel pra ir fazer a porcaria da resenha, e avisei Summer — É, aquela vagabunda da minha irmã — que não ia almoçar em casa.
De longe, vi Rapunzel saltitando com aquele cabelão loiro dela, e indo em direção a um carro esportivo cor de rosa.
É, cor de rosa. Bem mulherzinha.
— Oi Elsiiiiiiie! Entra aí. — Ela apareceu com o carro na minha frente, sorrindo.
COMO ELA FEZ ISSO?
Entrei no carro e sentei no banco da frente, colocando logo o cinto, e previnindo que o meu corpo termine no sofá, e não em um caixão debaixo da terra, mas whatever (?)
Sei que a louca meteu o pé no acelerador, e juro que perdi alguma coisa. Fiquei o tempo todo olhando pra trás, e Rapunzel notou.
— O que você tá procurando, Elsa?
— O rim que eu perdi quando você acelerou, por quê?
Ela começou a rir, e passamos no exato momento em cima de um quebra-molas (Ou a tal Lombada) e sabe o que aconteceu?
A bolsa dela saiu voando.
— MINHA BOLSAAAAA! — Ela berrou, tentando dar meia volta.
No pânico, o carro ficou girando em círculos, e eu rezando, e Rapunzel berrando. Ela até tentou virar o volante, mas tava fora de controle.
— EU DEVIA TER IDO A PÉ! — Choraminguei.
— EU DEVIA TER RENOVADO A CARTEIRA DE MOTORISTA! — Rapunzel terminou de passar o batom (ahm?) e bufou.
— AGORA VAMOS MORRER! — Berrei, querendo um bote salva-vidas, ou macarronada.
Tinha um poste no meio da rota onde o carro girava, e com absoluta certeza iria bater com tudo.
Obrigada Deus, pela vida maravilhosa que eu tenho.
Amém.
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