Ice Paper
1 Capítulo 1 A Nova Lei
Notas iniciais
O sol começou a aparecer no horizonte, as pessoas da zona rural começavam a se levantar para o começo de mais uma jornada de trabalho duro, na cidade, carros já passavam pelas avenidas e jovens estudantes, ainda na época de provas carregavam seus livros andando a pé. Grupos começaram a se formar em vários lugares, alguns sendo ciclistas, outros sendo garotas, se juntando em uma pequena organização.
Mas em uma certa casa em uma certa rua, em um certo lugar uma pessoa ainda não acordou. Por toda a casa só se ouvia, o barulho irritante e insuportável do despertador, nenhum vestígio humano, nem sequer um ruído, após 10 segundos do despertador começar a desordem, um abafado som de algo caindo no chão de madeira reforçada ecoou pelo local.
-Ai... ai... -Gritou uma voz de dentro do 2º Quarto do andar de cima da casa, depois de um tempo passos fortes ouviram-se como se algo grande estivesse se apoiando nas paredes e querendo quebrar o chão. Um garoto de cabelos brancos e espetados, com um pijama cor zebra e com a mão direita coçando sua cabeça, abriu a porta, e começou a andar em círculos pela casa. O zumbido do relógio apitando mais uma hora fez a cabeça dele se mover desesperadamente para verificar as horas no celular esquecendo do despertador.
-Ah, droga! 6:50 não vai dar tempo – Falou já correndo em direção ao banheiro e batendo a porta com força esquecendo o despertador ainda loucamente fazendo barulhos.
Enquanto isso ao mesmo tempo mas em ventos distantes dali próximo as duas colinas que ficam entre a primeira rua do local, sinalizando a entrada da cidade, uma Limousine para no meio da rua, causando uma confusão, buzinas começaram a encher o local, tirando a paciência de qualquer civil que passara.
-Senhor... chegamos a cidade...-Em um tom sério um homem de terno que saiu do carro, e abriu a porta traseira direita, falou em posição de reverência.
-Hum... Siga em frente, vamos até a prefeitura, temos que passar esse comunicado para todos. — Falou um homem alto com as mesmas vestimentas e com as pernas cruzadas, o carro estava escuro, não pode se ver o rosto do homem, afinal o outro, mesmo reverenciando estava tapando parte da luz.
Na Escola Hikari Student, o som de um saxofone tocando preencheu o local sinalizando o início da primeira aula, todos que estavam dentro e fora foram se direcionando para a sala de aula, pra mais um dia de trabalho duro, alguns minutos depois que o porteiro viu que não faltava quase ninguém ele fechou a porta e saiu para vigiar os corredores.
Minutos depois um garoto com os uniformes cor creme com listras azuis chegou na porta cansado e respirando fundo parecia que percorreu a cidade toda sem parar pra esperar carros passarem e atropelando todos a frente.
-Es.... es... pera..... um pouco.... calma.... pera.... EU AINDA TO AQUI!!!!!!! -Começou sussurrando e gritou o tal, logo na sala da diretora, a porta começava a bater era o porteiro puxando o garoto atrasado pelo braço.
-Calma ae calma, foram só alguns minutos.
-Deixe-nos a sós Kon... -Falou a diretora ao porteiro que se retirou em seguida.
-Zero, já não está cansado de chegar atrasado? Desde que minha irmã morreu sou responsável por você será que não vê como é difícil deixar você nessa escola?
- … — Após ouvir o sermão de sua tia, o garoto deixou a sala em silêncio de mãos nos bolsos e com a cabeça baixa, não poderia entrar nas sala, seu professor de história não deixara, ele ficou na cantina vendo o velho senhor organizar os pasteis no lugar e assistindo ao jornal da manhã.
- Agora as notícias políticas, uma lei foi aceita hoje de manhã as 7 horas da manhã, pelo governo mundial, todo pedaço ou restos de papeis de todos os tipos que existem no mundo devem ser queimados ou destruídos, todos serão substituídos por espaços virtuais criados recentementes pelo cientista Grand Blazer. -
- O- O que? Ah não, Zero! Corra e conte isso a sua tia ela, rápido não demore! -Falou o velho com uma cara desesperada e pálida, o garoto não pode recusar correu até a sala e “arrombou” a porta suado novamente e viu dois homens de ternos a frente da diretora.
- Tia! A senhora tem que saber de uma... -Foi interrompido pelos homens que sairam da frente da diretora que estava com a cabeça deitada em cima de papeis manchados de sangue que se espalhou e começou a pingar no chão. O ódio quase subiu a cabeça do garoto uma lágrima de tristeza escorreu por seu rosto branco, seu único familiar vivo padecera perante os seus olhos, ele poderia vingar ela ali e no momento porém os homens eram grandes e aparentaram serem fortes e musculosos a única opção era fugir.
Ele correu como se sua única opção fosse fugir do mundo, deixando as mágoas e mudando seu destino ele correu para a saída da escola, por um breve segundo passando por sua sala ele pode ver no quadro negro, uma menina que aparentara ser diferente das outras não somente por aparência mas ele sentiu algo diferente, diminuiu a velocidade mas logo a recuperou.
- Acho que já... os despistei... huf.... huf... — falou cansado de tanto correr já estava em outro bairro quando percebeu só a algumas ruas de sua casa.
- Você viu a última notícia? Até as 9 Horas o governo irá limpar todas as ruas do mundo rasgando e destruindo papeis... -Zero ficou surpreso, ouvindo a conversa de duas mulheres enquanto iria pra sua casa.
- 9 horas?... Ah não já são 8 horas. — Uma lembrança veio a sua mente, ele correu o mais rápido que pode até sua casa, lá chegando procurou loucamente no seu quarto por uma coisa em especial e finalmente achou um simples papel, o colocou em uma bolsa que continha alguns mapas, revistas e outras coisas que poderia usar e foi até a janela, um tanque do exército estava parado no meio da rua de frente a sua casa e vários soldados começaram a arrombar casas.
-Ah droga. — Falou correndo quando ouviu o barulho da porta da entrada bater no chão.
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