Notas iniciais
Hey cerejinhas, desculpe-me a demora, mas aqui está o capítulo. Boa leitura!!

POV- Thalia

— Eu conheço um Grace. – Percy disse e eu o olhei surpresa.

— Como assim você conhece um Grace? — Perguntei o encarando querendo respostas.

Meu passado era um mundo em branco, eu só conhecia o gelo e um universo aonde eu tinha que aceitar as regras que me empunham, agora eu estava em um mundo completamente diferente sem respostas e sem saída, e o Percy aparentemente tinha alguma resposta.

— Sim, eu conheci ele em uma missão, Jason Grace, ele é filho do líder dos territórios do sul, eu estava coletando armas para as aldeias do leste quando o encontrei.

— Acho que ele não seria da minha família, eu não tenho uma.- Disse e ele sorriu de leve.

— Eu também não tenho nenhuma, apenas a de consideração, minha família foi morta eu era pequeno demais para me lembrar deles, fui adotado por um grupo de ciclopes e eles me criaram até os quatorze foi quando eu comecei a me virar sozinho, eles seguiram para o sul, pois era a área mais segura, já que o Di Ângelo dominou quase todas as áreas existente, acabei pegando trabalhos fáceis que pagassem bem, e depois fiquei em uma vila, a que me capturaram, eu tinha me casado, mas ela foi morta.- Ele disse tudo olhando para a parede ao lado oposto da que nos encostávamos.

— Tem ideia do porquê nos pouparam? — Perguntei e ele assentiu.

— Escravos, eles querem trabalhadores que não tenham como dialogar entre si, esperam que nós façamos o que eles mandam sem questionar, pois, esperam que a única coisa que possamos entender é a consequência de desobedecer.

Assenti e realmente era isso que eu esperava ouvir, eles nos fariam trabalhar que nem loucos até morrermos ou até nós desistirmos da vida.

A cela se abriu e eu vi um tumulto se formar, um cara começou a correr em direção a saída, mas um soldado de sombra surgiu e o empalou na frente de todos fazendo com que qualquer um que pesasse em fazer o mesmo parasse.

O líder, Nico Di Ângelo entrou na cela com a mão no bolso, sem preocupação, ele começou a andar diante nós nos analisando, ele apontou para um garoto e dois soldados o puxaram para fora da cela enquanto o mesmo gritava.

E essa cena se repetiu inúmeras vezes até que ele estava em minha frente, seus olhos encontraram com os meus e ele apontou para mim após um sorriso cínico, os soldados me puxaram igual fizeram com todos.

Eu não me dei ao trabalho de gritar; fui puxada para fora e tacada contra uma parede o loiro que tinha matado a garota ruiva que dividia cela comigo nos supervisionava, ele tinha a mão em sua espada, para indicar que a usaria sem qualquer dificuldade ou receio.

O moreno saiu da cela que se fechou atrás dele, ele se posicionou em nossa frente e o loiro recuou para que ele tomasse a frente.

Ele nos separou em grupos de três e deu ordens em diferentes línguas para que cada um de nós pudéssemos entender o que ele estava falando, por fim ele falou em meu idioma.

— Seu trabalho vai ser entrar no poço, eles vão garantir de te descer e te puxar, você vai pegar o corpo que está lá dentro.

Dito isso ele saiu e dois soldados de sombra guiaram-nos até um posso. Estávamos no lado de fora de um grande castelo, demorei um pouco para me acostumar com a claridade, pessoas andavam na vila com medo dos soldados, mas tinha uma certa beleza na mesma.

A vila era bem cuidada, tinham pessoas vendendo frutas e pães, um cara trazia sua caça conversando com seu filho, caminhando até sua casa, crianças brincavam, eles estavam felizes, mesmo com um rei cruel e sádico, todos estavam satisfeitos com suas vidas.

Um garoto aprendia tocar violino, ele devia ter uns cinco anos e uma menina mais velha tentava explicar para ele como fazia, mas ele cismava de não a ouvir o que a fazia ficar irritada e o menino a gargalhar.

Voltei para a realidade de que eu não era um deles, observar aquilo era inútil para mim. Me choquei contra o garoto a minha frente o que o fez me olhar irritado e falou algo que eu não entendi.

O cara das sombras me empurrou de leve me fazendo ir em direção ao poço, um dos meninos puxou o banco de madeira e eu me sentei nele; eu comecei a descer para a escuridão.

Lá em baixo era bem mais frio e eu não conseguia enxergar nada, mas por algum motivo me lembrou meu lar, ou o que eu chamei de lar por muito tempo, mas do nada o banco caiu. Um grito escapou da minha garganta e meu corpo se chocou contra a água gelada.

Comecei a me debater tentando subir, mas era longe demais para mim, eu não conseguia subir, senti algo passar pela minha perna o que me fez querer chorar, mas meu corpo estava tão pesado, meu pulmão ardia em busca de ar. Encontrei uma pedra e tentei escala-la, subi até que eu senti o ar entrar de volta em meus pulmões.

Meu pé escorregou e eu me agarrei a pedra com força, machucando minha mão e meu braço que roçaram em algo, tentei me apoiar de novo, mas parecia uma luta sem fim, aonde eu acabaria sem respirar.

Senti algo me puxando e a claridade tomou conta de meus olhos, tossia tentando expulsar o resto de água que ainda continha dentro do meu corpo, meus olhos se esbararam na imensidão negra, ele parecia em partes se divertir com isso e em partes irritado por eu provavelmente ter interrompido algo.

Olhei ao meu redor e notei que o garoto que eu tinha esbarrado agora estava decapitado e eu entendi, ele havia soltado a corda, era por isso que eu tinha caído, ele tentou me matar por eu ter esbarrado nele.

— Tragam-na! — O moreno disse saindo de perto de mim e me puxaram me levantando.

Notas finais
O que acharam? O que querem que aconteça? Vou postar uma nova fanfic, trailer:https://www.youtube.com/watch?v=1Zz-ZmuFpXM Beijos