Notas iniciais
Hey cerejinhas, aqui está o novo capítulo e espero que gostem. Boa leitura!!

POV- Annabeth

O barulho do meu salto ecoava por toda a cidade agora que o único som era o crepitar do fogo que tinha tomado conta de tudo, o sangue na minha roupa e os corpos empilhados queimando sem vida tinha virado rotineiro para mim.

Andei até um garoto, um dos poucos sobreviventes, ele tinha um machucado na barriga e me encarava com ódio, sorri para o mesmo e me abaixei para olhá-lo na mesma altura, tinha um corpo de uma garota sem vida em seu colo, mas ele não chorava, apenas desejava vingança.

Seus olhos verdes sustentaram os meus em menção a um desafio, sua mão ensanguentada pressionada contra sua barriga com força, já que o local estava ferido.

— Acha que demora quanto tempo para morrer de hemorragia? — Perguntei e ele sorriu irônico.

— Provavelmente bem menos tempo do que vai demorar para eu te matar.- Ele disse e eu tive que rir, era incrível a audácia das pessoas mesmo perto da morte como ele estava.

Me levantei e coloquei a arma em sua testa o mesmo não tirou os olhos dos meus, eles eram verdes quase que hipnotizantes e de certo modo familiar, como se eu já os tivessem visto, talvez com mais ternura e menos ódio, mas ninguém me olhava diferente de medo ou raiva sem ser o Nico.

Ele pareceu por um segundo surpreso, mas piscou duas vezes como se para afastar a ideia, ele se levantou com dificuldade, o sangue escorria pelo seu corpo e ele me encarava firme.

— Me mata, me mata antes que eu te mate.- Ele disse com certa dificuldade.

Atirei em sua perna em um movimento rápido o fazendo cair de joelho, mas ele não gritou apenas levou a mão livre a perna tentando prender o sangue inutilmente dentro do corpo.

— Estou curiosa, eu geralmente mato as pessoas antes delas morrerem de hemorragia, quero saber quanto tempo demora.

Ele rugiu irritado e presas apareceram em sua boca, seus olhos ficaram azuis brilhantes, ri me divertindo com a cena e me afastei um pouco apoiando-me em uma árvore que ali tinha, que por acaso sobreviveu a tudo que aconteceu a cidade.

Ele continuou de joelho, fechou seus olhos para aguentar a dor, como se a mesma fosse passar com esse simples ato ou como se tivesse se entregando, qualquer um dos dois era divertido de se ver.

— Anne? — Nico me chamou se aproximando, o moreno ajoelhado abriu os olhos automaticamente com um tom claro de surpresa, eles não tinham mais ódio e sim como se ele se lembrasse de algo.

— Sim? — Perguntei para o Nico, mas antes que o mesmo respondesse o garoto se pronunciou.

— Annabeth? Annabeth Chase? — Ele perguntou surpreso e eu o olhei do mesmo modo.

— Como sabe meu nome? — Perguntei me aproximando do mesmo que ainda parecia pasmado.

— Pensei que estivesse morta...- Ele disse com uma certa dor, mas notei que não era a dor dos machucados e sim a dor de perda, ressentimento.

Ele caiu no chão inconsciente, e aquilo de certo me agoniou. Olhei para o Nico e ele apenas encarava a cena sem entender muita coisa, eu queria me lembrar de onde eu o conhecia e principalmente entender o porquê dele achar que eu estava morta.

— Ele está vivo, se quiser levá-lo, pode.- Nico disse e eu assenti o puxando pela gola da camisa.

Nico segurou minha mão o fazendo cair no chão, dois soldados apareceram e o carregaram para direção ao carro, eu assenti e coloquei minhas asas para fora, tinha que verificar se o caminho estava livre.

POV- Thalia

Meu corpo foi preso contra a parede, eu me esforçava para me soltar, mas ele era mais forte do que eu, seus olhos negros firmes no meu enquanto o ele tirava minha roupa a força, as lágrimas caiam pelo meu rosto e eu implorava para ele não fazer, mas eu não era ouvida, estava sozinha com um monstro que não se importava com nada nem ninguém.

Ele empurrou meu corpo para baixo me pondo de quatro agora já nua, ele puxava meu cabelo com força e passará uma perna de cada lado do meu corpo me prendendo ali, seu cinto foi ao chão e o desespero já tinha tomado conta de mim.

Um barulho alto me assustou me fazendo acordar, a luz invadiu o cubículo de ferro que eu me encontrava com mais cinco e um garoto foi jogado dentro de onde estavamos, ele estava ferido e sangrava muito, engatinhei até ele para ver o estado do ferimento.

Nunca fiz muitos curativos, mas tinha certeza que ele não deveria sangrar daquele modo. Rasguei sua blusa para fazer ataduras na tentativa de estancar o ferimento, pois ele morreria em breve se continuasse daquele modo.

Seus olhos se abriram e ele me encarou com olhos verdes tão profundos como eu nunca tinha visto antes e logo depois ele desmaiou.

...

Estava em outra cela, o garoto que eu estava cuidando estava deitado no chão, assim como vários dos que estavam no cubículo de ferro e outras pessoas, porém ninguém parecia falar o mesmo idioma e existia apenas uma confusão de palavras dita sem nenhum significado para os que escutavam e a única coisa que compartilhávamos era a confusão sobre o porque estávamos ali, não precisava de muito para entender isso.

Um cara alto por entre os capturados falou algo em tom rude em direção ao garoto desacordado, não entendi o que ele disse, mas ele começou a vir em direção ao garoto, tentei defendê-lo, mas o homem me jogou para trás.

Um rugido, tão alto que eu poderia ter me feito ficar surda saiu da boca do garoto, ele acordou, com presas e garras para fora e com olhos azuis brilhantes que assustavam qualquer um por si só, mas dava um ar diferente ao mesmo. O cara gigante se encolheu e voltou para onde ele estava antes e o moreno me olhou curioso, agora normal, apenas com os olhos verde.

— Obrigado! — Ele disse em meu idioma e eu quase senti vontade de pular ao saber que alguém ali falava a mesma língua do que eu.

— Precisamos trabalhar em equipe se quisermos sobreviver.- Disse e ele assentiu se arrastando até mim.

— Meu nome é Percy Jackson e o seu qual é?

— Thalia Grace.- Disse sorrindo e ele me olhou surpreso.

— Grace?

— Sim, porque?

— Eu conheço um Grace.

Notas finais
- O que acharam? — O que querem que aconteça? Beijos