Ice Heart
18 Acordo
Notas iniciais
POV- Nico
Estávamos apenas eu, Annabeth e o misterioso Jason Grace, sentados em volta da mesa na sala em que passava meu tempo planejando estratégias, o mapa em alto relevo estava entre nós e o loiro estava recostado, tranquilo, com seu sorriso confiante estampado no rosto.
— Fico feliz que tenha decidido resolver isso civilizadamente, entenda que não tenho nada contra o senhor e seu reinado, mas isso tem a ver com os acordos dos nossos pais e apesar de saber que não segue os princípios do mesmo, afinal decapitou ele, sei que podemos continuar em paz entre os dois reinados. – O loiro disse, ele parecia um cara que tinha a grande urgência de mostrar o quão bondoso era e isso me irritava.
— Posso saber como era esse acordo? afinal não tive uma conversa com meu pai sobre a administração do reino antes de arrancar a cabeça dele com minha espada. – Disse e ele riu.
— Claro, se queremos continuar como estávamos.- Ele disse se levantando. – Está vendo esse rio, pode notar que seu pai não possuía no mapa nada por trás disso, porque foi aí que estabelecemos nossa pequena divisão, é nesse ponto em que o norte e o sul é dividido. Decidimos que a passagem seria fiscalizada, mas não proibida, poderíamos até negociar, alimentos, armamentos, coisas necessárias.
— O que foi encerrado assim que Hades morreu. – Comentei e ele assentiu.
— Sabíamos que você iria querer descobrir-se o novo rei, é normal quando se assume tomando o poder, afinal a herdeira é sua irmã Bianca se não me engano, ela foi treinada, ensinada para isso. – Jason disse e eu assenti. – Então decidimos que não seria a melhor opção manter o contato, afinal seria realmente desnecessário lidar com um reizinho querendo descobrir do que é capaz.
— Poderia resumir as coisas, realmente não estou com ânimo para ficar escutando história. – Pedi e Annabeth concordou comigo.
— Vamos ao momento, dividimos a família Valdez, ficamos com o filho e vocês com o pai, assim poderíamos ter acesso aos construtores, agora imagina, Leo Valdez fica com vocês, sendo que já tem o Hefesto Valdez, o nosso mecânico, que arquiteta nossas armas e projetos de segurança com vocês, tem noção de quanto isso seria desvantajoso para a gente? – Perguntou ele sério e eu assenti.
— Acho que podemos chegar em...
— Não quero um acordo, basicamente você já me irritou o suficiente para isso.- Jason disse sério e eu o encarei irritado, aquele garoto estava testando minha paciência. – Eu quero levar ele, não quero brigas, não quero ser obrigado a fazer nada que seria desvantajoso para qualquer um de nós dois, como ser obrigado a cortas os braços e a língua do Leo, ou algo que apenas atinja você como tirar alguns dos seus territórios. – Ele disse puxando uma das bandeiras. – Afinal apesar de eu estar sozinho aqui, não significa que levaria mais de dois segundos para ordenar que alguma região sua de importância fosse destruída, não me leve a mal não quero territórios, quero o garoto.
Nesse momento a porta do meu quarto foi aberta e a menina que tocava violino caiu no chão dando um gritinho. Ela levantou o olhar com um sorriso travesso.
— Eu vou voltar...- Ela disse começando a recuar ainda no chão.
Jason a encarou e começou a caminhar até ela, a garota se levantou assustada e ele segurou o rosto dela encarando-a.
POV- Thalia
Eu to com certeza ferrada, se aquele garoto fala daquele modo com o Di Ângelo e está vivo eu realmente estou bem ferrada. Ele segurou meu queixo e me encarou, nossos olhos se encontraram e ele tinha uma expressão confusa, ele franziu o cenho enquanto me encarava.
— Não sabia que mantinha seus escravos no seu quarto. – O loiro comentou e Nico riu.
— Ela é uma exceção. – Di Ângelo disse e consegui ver a loira revirando os olhos me encarando.
— É por causa da beleza? Pelo que eu soube sua namorada era a loira, acho que minhas fontes estão enganadas. – O garoto disse me soltando e olhando para o moreno que se levantou.
— Não, não é por causa da beleza, não eu não tenho namorada e não é da sua conta o motivo dela estar aqui ou não. – Di Ângelo disse e indicou que eu voltasse para o quarto.
Comecei a entrar no cômodo mais meu braço foi puxado, o loiro apesar de me manter ali ele era delicado, como se não quisesse me machucar.
— Eu tive uma ideia. – Ele disse sorrindo. – Acho que podemos voltar a negociar, acredito que você não queira uma briga então talvez pudéssemos fazer uma festa, algo para comemorar a união entre os dois reinos novamente, um baile. – O loiro falou me olhando. – E eu quero ela na festa.
Engoli seco e o Di Ângelo me observou.
— De preferência sem ter sido torturada antes. – O loiro disse tocando no machucado na minha testa o que me fez encolher.
— Porque não, tenho certeza que ela não se incomodará em tocar algumas músicas para gente. – O moreno disse quase fervilhando de raiva e o loiro sorriu.
— Claro que ela não se incomodaria e não que você fosse dar alguma chance de escolha a ela, não é?
O loiro me soltou e caminhou porta a fora com um sorriso confiante no rosto.
— Sábado que vem estarei aqui, trarei o rei e a rainha para a festa, abra-a para mais famílias reais, afinal temos que comemorar uma nova era e talvez podemos também negociar mais sobre isso.
O menino sumiu de vista e os dois monstros olharam para mim o que me fez engolir seco.
— Essa garota só está dando problema, ela deveria estar morta. – Annabeth disse e o Di Ângelo olhou para mim.
— Matamos ela depois da festa.
— Porque? Foi bom pra você não foi? – Perguntei nervosa, a ideia de ele me matar tinha que sumir da cabeça dele, agora que talvez eu tenha uma chance eu tinha que me manter viva. – Afinal ele mudou de ideia, ele quer um acordo por minha causa, sabe que se eu não tivesse caído aqui ele não iria querer não sabe? – Perguntei e ele olhou torto para mim, com confusão e realmente pensando na possibilidade.
— Vai ouvir mesmo ela Nico? – A loira perguntou irritada.
— Volta para o quarto e fica sentada na cama. – O moreno disse e eu assenti entrando no quarto e fechando a porta.
Sentei na cama e fiquei olhando em volta, tinha que descobrir aonde ele mantinha o corpo do pai se queria ter alguma chance de sair viva disso tudo, tinha que achar um jeito de fugir.
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