Ice Heart
1 Prólogo
Notas iniciais
Que ódio daquela bruxa, será que ela não tinha hora pior para sofrer um acidente de carro e bater as botas não?
Agora, por causa da morte, bem merecida por sinal, daquela vadia, eu vou ter que me mudar, no meio de uma turnê minha, para a casa do meu, idiota, pai.
Bem, vocês que não estão entendendo nada, sou Demetria Devonne Lovato Stark, ou simplesmente, Demi Lovato. Yes Yes, a cantora teen Pop. Tenho quase dezessete anos e estou neste momento em um jatinho, saindo de Londres, onde eu estava em turnê, quando recebi a noticia fatídica (Le-se: maravilhosa) que minha mãe havia falecido.
Vocês devem me achar louca por ter gostado da noticia, mas é que eu não a aguentava mais, em 1º lugar: ela me odiava, pelo simples fato de eu ter nascido, eu sou o resultado de uma noite de prazer de dois bêbados irresponsáveis. 2º: ela me agredia!!! Vocês tem noção do quão horrível é você ser machucada por aquela que devia te amar e te proteger?! Minha infância foi pavorosa por causa daquela puta, eu tenho ate hoje marcas de queimaduras feitas por cigarros nos meus ombros e nas minhas costas, além de outras inúmeras cicatrizes que ela fez em mim.
Meu pai, é um babaca completo. Ele se acha o maioral apenas por ser bilionário e andar desfilando por ai com uma armadura, ele é Anthony Edward Stark. Isso aí, o Tony Stark, Homem de Ferro, Playboy, filantropo, entre outros apelidos. Ele nunca me assumiu publicamente como sua filha, apesar de eu carregar seu sobrenome. Praticamente nunca passamos um tempo juntos, eu só lembro de inúmeras discussões que ele e minha mãe tinham a respeito de tudo, principalmente de mim que eu escutava com minhas costas na porta quando eu tinha por volta de quatro anos. Ele não sabe sobre as cicatrizes ou as agressões, mas, mesmo que soubesse, duvido que ele sequer se importaria.
Acho que um dos períodos verdadeiramente longos que passamos juntos, foram dois meses. Que minha mãe precisou viajar a trabalho para muito longe e ele resolveu ficar comigo por um simples gesto de caridade.
Mas eu lembro vagamente de uma época que ele não bebia muito, que ele era um ótimo pai, eu era sua garotinha,eu tinha cerca de três anos, mas as ultimas lembranças realmente boas da nossa relação continuam gravadas em minha mente. Infelizmente, depois, ele começou a se entupir de bebidas e nunca mais tivemos uma boa relação, o pior é que eu não consigo odiá-lo.
Agora que vou ter que morar com ele na torre dos ‘Vingadores’ até completar a maioridade, espero que nosso convívio possa ser tolerável.
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