Ice Changes - Water Questions.

1 Capítulo 1 - Simple and Valuable.


Notas iniciais
Primeiro Capítulo será uma Lyvia, e sinceramente, é uma das OneShots, se não for a única, que eu REALMENTE me diverti ao digitar. Possíveis erros grotescos, ignorem, faz muito tempo que não faço uma fanfic, enfim, aproveitem.

Juvia nunca pensou que alguma vez seria perseguida.

E por essa razão era assustador.

Os passos rápidos da maga de cabelos azulados dobraram a esquina da cidade de Crócus, os olhos procuravam apressadamente por alguém conhecido para pedir ajuda.

Mas o que ela estava fazendo afinal?

Como foi que seu habitual e comum (pelo menos para ela) “passatempo” de observar o Gray-sama acabou naquela corrida maluca por uma cidade quase desconhecida?

Não tinha porque ter medo na verdade, tudo o que ela precisava era reunir sua coragem e descobrir quem era seu perseguidor.

“Uma maga da Fairy Tail,” ela pensou “a Juvia é uma maga da Fairy Tail, não tem porque temer.”.

E foi assim que ela parou de correr quando se encontrou em um beco sem saída.

Tudo que precisava fazer era virar-se e encarar seu oponente.

- Você... Corre... Muito... Rápido. – seu perseguidor soltou enquanto resfolegava.

Aquela voz era familiar demais.

Virar-se para encara-lo foi uma das coisas que ela deveria ter feito desde o inicio.

Por mais assustador que fosse, teria evitado toda aquela correria desesperada.

- Lyon... -san – disse ela vagarosamente a forma do mago de gelo exausto a sua frente.

- Desculpe... Por... Assustar... Você... – ele tentava dizer.

- Mas... Por que estava correndo atrás da Juvia?

- Eu queria lhe dar uma coisa. – agora parecia que tinha se recuperado, mesmo que ainda estivesse um pouco ofegante por culpa de toda aquela perseguição, ele se aproximou.

Juvia deu dois passos para trás.

Ele notou que ela estava assustada. E notou que a culpa era dele.

- Eu não fiz por mal – ele disse sorrindo – Não era minha intenção lhe assustar, mas você saiu correndo, eu só queria saber se estava bem, Juvia-chan.

- A Juvia gostaria que você parasse de usar o honorífico “chan” junto a seu nome.

Lyon deu mais um passo em direção a Juvia. Ela recuou mais um passo.

Parecia um jogo. Um jogo que, para Lyon, era divertido.

- Você não está com medo...? – ele disse sorrindo, mas não aquele mesmo sorriso de antes, que tinha a intenção de acalma-la, este era mais maldoso, malicioso seria o certo –... Ou está? Juvia-chan.

- N-Não es-estou. – ela gaguejou.

Aquilo definitivamente tinha que ser surreal. Ela estava corando e ficando nervosa, envergonhada, e de alguma maneira, ansiosa pelo que viria.

Lyon estava jogando. Deu mais um passo e calculou a distância, provavelmente 3 ou 4 passos até ela. Lyon estava ganhando.

- Não tem porque ficar nervosa. – ele ainda mantinha aquele sorriso malicioso enfeitando seu rosto.

- Não es-estou ner-nervosa. – Lyon queria lhe dizer o quão adorável ela estava. Mas ele estava jogando, e naquele jogo, as regras não o permitiam aquilo.

Aquele jogo era muito divertido.

Ele deu mais um passo. Ela recuou mais um. A Parede atrás de si era fria. Ela queria acima de tudo fugir, correr, gritar.

Mas não se movia. Por quê? Não era possível que ela quisesse aquilo! Se bem que... Ela queria sim, mas que fosse o outro mago de gelo, aquele outro que fez a chuva parar.

Simplesmente não era justo Lyon tomar seu frágil coração d’água do mago que a fez ver o sol.

Lyon alargou seu sorriso, se é que ainda era possível. Os outros dois passos ele deu de uma única vez, e pronto, ela estava presa entre ele e a parede. Ele sabia muito bem que para ela, fugir dali era uma coisa mais do que fácil. Mas ela não o fez.

Aquilo tornava aquele jogo cada vez mais interessante.

-Lyon-san... – ela queria pedir para ele se afastar, para devolver-lhe seu espaço, para devolver-lhe o coração. Mas não conseguia. As frases coerentes lhe escapavam, sua voz havia desaparecido.

Dela, só as batidas descompassadas podiam ser ouvidas.

Lyon estava a encarando, tentando decifrar os olhos azuis-escuros mais bonitos que já havia encontrado.

- Não queria lhe assustar, Juvia. – ele aproximou os lábios do lóbulo de sua orelha esquerda, a maga tremeu involuntariamente, e ele afastou-se com um sorriso satisfeito.

Colocou a mão do bolso e de lá retirou a humilde bijuteria. Estendeu-a aos olhos da maga d’água.

- Eu achei que combinaria com você...

Uma pulseira, azul, assim como seu cabelo, olhos, suas roupas e outra grande quantidade de coisas que costumavam a rodear.

Parecia tão simples e tão preciosa ao mesmo tempo.

- Posso? – ele perguntou hesitante.

“Ele não queria fazer mal a Juvia, era só um presente, mas... O que foi isso...?”

A garota assentiu mais corada que antes, se possível. Ergueu seu pulso e ele escorregou a pulseira por sua mão gentilmente.

- Parece que eu estava certo. – Aquela não era a primeira vez que o sorriso daquele mago de gelo a derretia.

- O-Obrigado. – ela gaguejou, envergonhada pela grande confusão.

Ainda estavam naquela posição, ela presa ante ele e a parede.

Ela separou os lábios em uma tentativa débil de lhe pedir para se afastar, mas as palavras não saíram. Tentou de novo, e o resultado foi um sorriso vitorioso do homem a sua frente.

Era um sonho. Sim, ela estava sonhando, não, estava tendo um pesadelo, era isso.

Mas pesadelos tendem a ser ruins, e os seus em particular, eram sobre sua infância solitária, sobre sua família que a abandonou, sobre as pessoas que a rejeitavam, sobre a solidão.

Ela não estava sozinha.

- O que foi Juvia? – ele perguntou; o sorriso alargando-se ao perceber ela devanear. – Se quer que eu me afaste, eu o farei.

Os olhos azuis imploravam-lhe para que ficasse. Porém ela parecia tentar pedir-lhe para que se afastasse, mas não conseguia, era como uma hipnose.

Era verdade que ele se afastaria se ela assim desejasse, relutantemente, ele a deixaria ir.

Ela poderia fugir, mas por que não o fazia? Ela poderia pedir para que se afastasse, mas por que não conseguia? A grande questão era se ela realmente queria aquilo.

Talvez ela quisesse estar envolta em seus braços, mas não tinha absoluta certeza. Sua mente dizia que era inapropriado, mas seu corpo não achava o mesmo.

Ele parecia o mel, doce, chamativo, brilhante, ela a abelha, presa a aquele néctar viciante, doce e enjoativo, mas ela não estava enjoada ainda, ela queria mais do mel.

A princípio, todos os seus pensamentos perversos e inapropriados eram reservados a um único homem, mas ele não estava por perto, não fazia mal pender a tentação uma única vez.

Lyon surpreendeu-se quando o corpo da maga moveu-se. Talvez o efeito daquela aparente hipnose já tivesse sido extinguido. Provavelmente ela fugiria dele, e ele não faria nada, em respeito a ela e seu espaço...

-Lyon-san...

Os braços finos dela o envolveram, abraçando desajeitadamente sua cintura, enterrando seu rosto em suas vestes. Tinha vontade de saber se ela estava bem, curiosidade de saber em que ela estava pensando, mas invés disto, não disse nada, simplesmente a pressionou mais a parede.

-Obrigado pela pulseira, — a voz dela era abafada por seu corpo, mas ele a conseguia escutar e entender – a Juvia vai cuidar muito bem dela.

Ele gargalhou, não caçoando ela, ele se divertia com aquele modo de falar.

- Mas é tão simples Juvia...

-Não é. Não para a Juvia.

Seria ótimo ficar com ela ali para sempre.

Notas finais
E então? Eu achei que ficou OOC... Enfim, eu preciso saber se melhorei ou piorei neste longo, realmente longo, período em que estive "desaparecida". c: (a bEa continua a mesma daugafa rlx ai flw)