Ianaz
1 One-shot
Notas iniciais
Eu me chamo Thomaz, tenho 1,70m de altura, cabelos castanhos encaracolados e olhos verde-capim. Tudo começou naquele maldito dia, em que eu tive que ficar mais tarde na escola para terminar um trabalho que o professor pediu. A escola estava estranhamente vazia e silenciosa; enquanto eu escrevia habilidosamente no meu notebook de tons pastéis, pude ouvir passos se aproximando da sala em que eu estava, e quando dei por mim, lá estava o Ian-senpai, fitando-me com aqueles olhos escuros como a noite e profundos como o oceano. Meu coração se desesperou e começou a bater em descompasso, enquanto minhas bochechas coravam-se violentamente. Não sabia ao certo se eram os sintomas do Loló que eu havia baforado antes ou se era por causa da presença do Ian-senpai.
Na frustrante tentativa de me comunicar com o senpai, acabei gaguejando sem querer:
—- Y-yan senpai...
O senpai de cabelos negros aproximou-se lentamente de mim com um sorriso malicioso no rosto e repousou sua mão sobre a minha mesa, com os dedos perigosamente perto dos meus.
Enquanto eu evitava olhar para meu senpai de 1,50m, ele moveu sua mão para meu queixo e levantou meu rosto, obrigando-me a encarar aquele rosto redondo que eu tanto amava. Não pude me conter e deixei escapar um gemido rouco, levando meu pequeno senpai a loucura.
Num movimento tão ligeiro quanto a luz, Ian-senpai pressionou seus lábios carnudos contra os meus, fazendo-me perder o jogo. Ele levou seus pequenos dedos gordinhos, mas habilidosos, ao meu cabelo felino que atingia tons dourados quando exposto ao sol, e os puxou para trás, obrigando-me a gemer ainda mais alto. Meu senpai, então, colou seus lábios na minha orelha e susurrou:
—- Tom-chan, desse jeito vão acabar descobrindo a gente.
E eu sem fôlego gaguejei mais uma vez:
—- S-senpai, quando você faz essas coisas, me deixa com vontade de gritar para todos ouvirem.
Assim que terminei minha fala, meu senpai roliço levou novamente seus lábios aos meus, dessa vez aprofundando o beijo. Com maestria, ele movia sua língua contra a minha e mordiscava meu lábio inferior, enquanto descia sua mão lentamente pelo meu abdômen. Eu podia sentir o chão se abrindo debaixo dos meus pés enquanto eu caia diretamente nas garras do meu veterano senpai chan. Fui obrigado a abrir meus olhos, quando o senpai afastou sua boca da minha. Só consegui falar uma coisa:
—- Motto, s-senpai...
Yan-senpai levantou-me da cadeira, segurando-me pelas nadegas, enquanto deitava meu corpo sobre a mesa do professor e subia lentamente em cima de mim. Eu pude sentir sua perna se encaixando estrategicamente entre as minhas, levando-me novamente a perder o jogo. Gaguejei roucamente para que ele fosse mais devagar, pois eu sabia que daquele jeito eu só duraria mais dois minutos. Quando eu menos esperava, meu senpai acariciou meus ouvidos com sua voz grave, dizendo:
—- Tomas-chan, say my name.
Possuido pelo desejo, não pude me controlar e gritei seu nome o mais alto que pude, enquanto minhas costas se arqueavam na mesa. Minha respiração estava extremamente ofegante e minha visão embaçada, quando de repente, ouvi o som da porta abrindo e virei rapidamente minha cabeça para ver quem era. Minha pupila dilatou-se instantaneamente ao ver que a pessoa parada ali era nada mais nada menos que João-kun.
Num movimento brusco, tirei o Ian-senpai de cima de mim, jogando-o no chão, e fechei o zíper da minha calça, mas de nada mais adiantava, pois o JP-kun já havia visto tudo.
Tentei me aproximar dele, buscando palavras para justificar tal ato, porém recebi um tapa na cara, que em outra ocasião eu teria gostado, mas as circunstâncias atuais me impediam de sentir-me bem. Antes de perder o João-kun de vista, pude ouvi-lô dizer:
—- Me desculpe pelo palavrão que vou falar agora, mas você é um bananão.
Dito isso, JP-kun correu para fora da sala, mesclando-se com a fumaça produzida pelo Zabuza Momochi, e desapareceu em meio ao gás oculto.
Fim.
Fale com o autor