IRS346, a nova galáxia - interativa
10 Agora é matar ou matar. - parte 1
Notas iniciais
POV Adara
O que estávamos fazendo aqui?
Eu e o senhor simpatia caminhávamos pelas ruas sujas de um bairro da cidade Norte que foi devastado durante a 1º guerra entre raças, o mais estranho era que tudo parecia real e irreal ao mesmo tempo, com certeza havia algum tipo alucinógeno coletivo ou algo do tipo em alguma das injeções. Benjamim era minha prova de que não estava alucinando sozinha, ele era completamente real, ou pelo menos a mentalidade dele. Ele tinha praticamente surtado quando acordou aqui, querendo derrubar qualquer um, no caso eu.
Seguíamos em silêncio, ele cuspia de vez em quando e mirava sua arma metralhadora de gilions* para qualquer barulho, uma vez ele atirou em um gato que dobrava a esquina ao longe, a munição ainda estraçalhava o corpo do animal quando passávamos por ele, corroendo de dentro para fora. Com certeza Benjamim estava com medo, mas não seria eu a tola de perguntar isso a ele, pessoas explosivas tem tendência a serem imprevisíveis, esperava que ele não atirasse em ninguém que fosse da academia, seria terrível.
Seguimos por uma longa rua, sempre prestando atenção em tudo, amigos ou inimigos e eu faria o que fosse preciso, era só mais um teste idiota, nada era real, ninguém aqui era real de fato, acabamos por esbarrar em muitos destroços no meio da rua impossibilitando a passagem, era muito longe para nós voltarmos e procurarmos outro caminho para seguir e mesmo que nós fizéssemos isso algo em mim dizia que qualquer caminho que a gente escolhesse estaria bloqueado. A academia gostava de testes animados, isso implica dificuldades, começamos a tirar toda aquela tralha do meio do caminho, já que estava na cara que não seria seguro nós escalarmos aqueles entulhos. O experimento garantia força redobrada e não cura rápida, poderíamos passar horas aqui, graças ao soro “super soldado”. Escutei alguém tossindo, Ben preparou sua arma, levantei a mão pedindo que ele esperasse, batidas fracas embaixo dos meus pés, tinha alguém ali, eu estava em cima de uma placa retangular de madeira no meio de uma pilha de pedras, arranjei algo para usar como alavanca, enquanto Ben apontava a arma pro que quer que fosse sair dali, a madeira estralou e eu quase cai no buraco, um menino loiro levantou a mão aos olhos protegendo da luz ,levantou a mão requerendo ajuda pra sair do buraco, ele olhou pra mim e eu me perguntei porque Oliver foi parar dentro de um buraco? Mas tinha que deixar as perguntas para depois porque naquele instante escuto o que eu sinceramente não queria escutar.
– o que foi isso? – pergunta Ben virando-se na direção do som
– problema – respondo. Oliver finalmente saiu do buraco – fiquem aqui irei resolver – digo já carregando a minha arma para o pior, mas sou impedida por Oliver.
– porque você? – ele pergunta.
– sou mais rápida – respondo, mas o que quero responder é porque vocês iriam mata-los. – tirem os destroços só vou ver quantos são.
Correr é uma nova experiência, depois do experimento, mesmo que não seja real, consigo sentir que quase deslizo pelo chão, enquanto meu cabelo colorido voa como um borrão atrás de mim e paro um pouco antes do barulho e posiciono a arma de modo que tenho a visão completa do que estão fazendo, três Caeyns chutam uma garotinha, mal dá pra ver seu rosto e ela está tão coberta de sangue que tenho vontade de virar o meu rosto, o maior de todos levanta algo que parece ser uma placa de metal enferrujada e desce sobre o pescoço da garota com a mão direita, separando a cabeça do corpo, ele ergue a cabeça se vangloriando, mas está tudo errado, Caeyns são canhotos, eles não poderiam usar a mão direita, volto a me lembrar de que eles não são reais eles não existem a academia faz o possível para que eles sejam os vilões penso enquanto atiro cada tiro em uma fração de segundos, sempre tive uma boa precisão e não seria nesse teste ridículo que deixaria de ter. Todos os Caeyns caem no chão cada um com um tiro bem localizado na cabeça.
Volto para rua em que Oliver e Ben estão derrotando o ultimo de cinco Caeyns, mais podem aparecer estamos desesperados e o Norte nunca foi tão quente, resolvemos arriscar logo a escalada e quando chegamos ao topo subimos para o telhado de uma casa e andamos devagar sem querer chamar mais atenção dos Caeyns, vejo Harley esfaquear um homem e Noah jogar seus Chakrams em um Caeyn o disco o atravessa e volta para mão de Noah, fazendo o moreno de cachos rebeldes sorrir, Oliver nota alguns Caeyns na rua em que Harley e Noah estão entrando, descemos do telhado e vamos ao encontro dos dois. Eles estavam cercados quando nós os alcançamos, ainda levo cinco segundos para erguer a arma, penso em não atirar, mas sou vencida pela minha consciência novamente, ela sabe o que é bom pra mim, quando os corpos inimigos caem Eli e Noah me dão um forte abraço de urso estavam felizes por terem me encontrado, naquele mesmo instante um holograma de CINTIA surge do nada, ela mantem seu cabelo azul escondido em uma espécie de touca e traja o uniforme militar preto (padrão dos aniquiladores), exceto pelas botas de salto alto.
– Aniquiladores! Graças à combinação genética do experimento Aniquilador, vocês sofreram uma mutação genética, cada mutação é diferente pra cada Aniquilador, a combinação das suas mutações, poderes ou habilidades especiais se preferirem designou a tarefa que este grupo terá que cumprir – CINTIA parecia uma daquelas mensagens gravadas, programada para dizer o que tinha que ser dito – o surgimento da habilidade especial varia de cada Aniquilador – por um momento CINTIA parecia estar de volta ela piscou pra algum dos meninos atrás de mim – nós vemos de novo na Caixa* — ela voltou ao modo gravação e me entregou um DP então o holograma sumiu. Olhei para o DP na palma da minha mão, uma mensagem “pulava” na tela.
“Aniquiladores capturados! Siga o mapa e resgate-os.”
POV Dafne.
Havia o céu e havia uma garota caindo. O céu e uma garota caindo. Uma garota caindo, caindo! Isso era como um encantamento eu sentia meu corpo despencar de uma altura muito alta, mas eu não conseguia abrir os olhos e tentava a todo o momento, já acordei de sonhos por simplesmente tropeçar e agora que eu caia em uma queda mortal, nesse tipo de teste eu não dava nem uma piscadinha.
Aí piorou tudo de vez primeiro foi meu braço que bateu em alguma coisa e teve aquele som horripilante de algo sendo quebrado, mas felizmente não foi o meu braço, segundos depois eu bati meu tronco em algo e algo se quebrou novamente, eu me imaginei caindo como uma pedra e morrendo ao tocar ao chão, mas não foi no chão que toquei disso eu tenho certeza, as coisas que se quebraram caíram em algo liquido e então foi a minha fez eu mal passei pela água e meus olhos se abriram, o impacto da queda me fez ir até quase o fundo do que eu pude enxergar ser algo como um rio, água turva e fria com uma correnteza, chegar à superfície foi fácil o difícil foi tentar sair da correnteza que me puxava e o máximo que eu podia fazer era tentar não me afogar e procurar por alguma boia de salvação, mas era difícil quando você tinha um casaco que aparentava ser mais pesado do que um mamute, quando me livrei dele foi bem mais fácil ficar na superfície do rio.
– Dafne? – alguém gritou atrás de mim, de algum jeito consegui me virar e vi Norto ao lado de Sebastian correndo para me alcançar, a correnteza ficava mais forte a cada segundo e isso não deveria ser boa coisa.
Eles tinham ficado para trás, eu somente pude ver a forma diminuta de Sebastian pular na água. Ele chegou perto mim mais rápido do que eu esperava, ele esticou o braço para me segurar, mas a correnteza me afastou mais. “só mais um pouquinho eu pensava, só o suficiente”. Ele agarrou meu braço, agora nós dois éramos levados pela correnteza e eu estava começando a me sentir fraca, ele conseguiu se aproximar mais e me deixou quase que em seu pescoço para que não afundasse, ainda segurávamos o braço um do outro, como uma boia de salvamento provisório, na margem do rio Norto tentava nos acompanhar o máximo que podia.
O que estava acontecendo comigo? Eu fiquei tão fraca de uma hora pra outra, ainda segurava o braço de Sebastian, pelo menos ele não me deixaria afogar, meus olhos piscaram sonolentos e cansados e se eu dormisse, eu morreria ou só dormiria no meio do teste? Sebastian me sacudiu e apontou para uma pedra, no qual daria para subirmos, continuamos nos segurando até chegar à pedra e então foi necessário para que um de nós subisse primeiro, ele impulsionou minhas pernas para cima e metade do meu tronco estava em cima da pedra, então ele subiu na pedra e me ajudou a me sentar, aos poucos minha força foi se recuperando, Norto havia finalmente nos alcançado e chutava uma arvore grande para que servisse de ponte. O tronco era suficientemente largo, para que passássemos engatinhando.
Enfim sã e salva na margem pude relaxar um pouco “eu não morri!” pensava comigo mesma, embora a água gelada do rio tenha me deixado com frio, muito frio, no fim tirar o casaco militar e ficar só com a camisa não tinha sido uma ideia tão boa e agora eu podia perceber isso, Sebastian me observava de modo analítico, como se não estivasse gostando do que visse, queria dizer “algum problema?”, mas resolvi mostrar gratidão a alguém que me ajudou e não disse nada somente levantei uma sobrancelha questionadora, ele passou o cabelo molhado para trás e tirou o casaco me entregando em seguida, a camisa preta que ele usava por baixo estava completamente molhada e grudada, revelando o corpo totalmente definido, como se ele treinasse desde os três anos e eu só conseguia pensar “mãezinha isso é real?”.
– e então para onde vamos? – perguntei ao colocar o casaco dele.
– estamos indo para o Norte – respondeu Norto.
– Norte? – pensei alto – é melhor voltarmos para a academia ela está mais perto.
– não é você quem está liderando — respondeu Sebastian e se calou de vez, ele ia à frente e eu um pouco atrás dele o katar na mão, pronta pra qualquer coisa, Norto ia atrás protegendo a retaguarda. Estava preste a brigar com Sebastian sobre ainda pensar que academia era melhor, mas escutamos passos e nós três no escondemos atrás de uma moita.
Quatro homens de barbas por fazer e sorrisos amarelos, provavelmente aliados, puxavam quatro soldados, pior quatro soldados Aniquiladores, reconheci imediatamente Debye, Bernardo, Dominique e Mauricio. Sem falar alto armamos uma emboscada, os meninos se afastaram e eu me levantei.
– ei otários – xinguei-os, eles pararam e se viraram para mim – venham pegar um pouco do melhor – dois deles vinheram atrás de mim, comecei a correr mas não foi preciso muito para que Norto e Sebastian dessem um jeito neles. Mauricio e Bernardo conseguiram se soltar, mas os outros dois Aliados conseguiram levar Debye e Dom.
Ao mesmo tempo o holograma de CINTIA aparecia em nossas costas, ela pigarreou chamando atenção, seu cabelo preso em um rabo de cavalo alto usando o fardamento exceto pela calça que era diferente e então explicou o que estava acontecendo de modo nada espontâneo e me entregou um DP. Okay hora de ver qual é a nossa tarefa.
POV Summer.
Eu corria o mais rápido possível, mesmo parecendo não adiantar de nada, para onde corrêssemos os sons que as garras e os passos dos aliados faziam sempre estava próximo.
– não dá – disse Lucy ofegante – não aguento mais correr, eu ainda olhava de um jeito estranho para Lucy, até por que não é todo dia que eu vejo alguém tirar um punhal do ombro e o ombro cicatrizar.
– qual é Lucy falta muito pouco para chegarmos à muralha – Ayla tentava fazer com que a ruiva continuasse.
– e você acha que eles não vão nos seguir até a muralha? – ela descansou a besta no chão e se se encostou a arvore, vasculhei o perímetro com os olhos, nada somente o som.
– eu tenho que admitir Ayla, ela tem razão – Lucy sorriu concordando comigo, mas eu só conseguia ver o tecido com sangue agora seco, levemente rasgado, mas por baixo só o ombro liso de Lucy sem nem uma cicatriz para contar história.
– e o que vamos fazer? – perguntou Ayla se rendendo, então Lucy deu um sorriso que não pude deixar de notar, era o sorriso de ideias malucas.
– eu tive uma ideia – disse Lucy olhando as arvores – uma ideia maluca, mas que pode dar certo.
Já havíamos treinado isso antes, então tínhamos cinquenta por cento de chances de dar certo, o professor batizou a manobra de “presente das águias” no caso eu e Ayla seriamos as águias, trocaria minha arma pela de Lucy e assim podíamos atirar do topo das arvores enquanto Lucy os distraia em baixo.
– eu posso me curar e estarei usando as adagas da Summer, vai dar tudo certo – terminou de explicar Lucy, Ayla relutou um pouquinho mais acabou subindo na arvore.
Joguei a besta sobre o ombro e comecei minha escalada, não foi nada difícil o soro Aniquilador nos dava rapidez, destreza e até equilíbrio de modo que subir na arvore foi como brincar.
Deixei a besta preparada, a pesar de não necessitar, acho que foi a especialidade que Lucy pediu para incrementar na arma ela se armava sozinha além de ser super leve, eu só precisava mirar e agora a seta da besta apontava para a cabeça de um Aliado, conseguia enxergar Ayla em cima da outra arvore um pouco acima de mim, suas duas armas preparadas, mas seu olhar dizia para deixa-los se aproximarem mais. Ao todo eram cinco cayens e dez aliados, não, eram somente quatro os outros seis eram Aniquiladores que tinham sidos capturados, Lucy estava certa isso seria loucura, mas desde que eles não conseguiam nos enxergar lá embaixo estávamos seguras. O que importava agora era não colocar as vidas de Tyson, debye, Bernardo, Mauricio e das gêmeas que estavam em jogo.
Lucy esperava lá embaixo um pouco apreensiva, do meu ponto de vista, Os cayens vinheram primeiro e logo os três primeiros caíram dois com tiros perfeitos na cabeça e um com uma flecha no pescoço os outros dois recuaram, Lucy os insultou e foi para cima de um, mas os Aliados que observavam de longe começavam a fugir, não poderia deixar que levassem fugitivos, atirei na mão de um e ele soltou as correntes de Tyson e Verônique, e fugiu com os outros três que ainda possuíam quatro Aniquiladores como reféns, isso não podia ser boa coisa, um dos Cayens sacudiu a arvore que eu estava, me fazendo cai a besta de Lucy estava longe, me atrapalhei para levantar e isso deu vantagem ao cayen, ele levantou um machado que poderia me cortar ao meio, mas o machado não chegou a me tocar, houve um momento em que ele olhou para mim surpreso então uma bala assobiou acima de mim e atingiu a cabeça do meu Caeyn perseguidor no momento seguinte Lucy esfaqueava o outro cayen no pescoço.
Fizemos um rápido interrogatório a Tyson e a Nique procurando saber o destino dos reféns, mas eles não sabiam de nada, voltamos a seguir a trilha para academia, contudo paramos ao ver o holograma CINTIA surgir atrás das arvores, o cabelo solto com um diadema de cristais e a roupa militar padrão, ela nos explicou tudo e então deu um DP a Lucy e sumiu.
– vamos logo – disse Lucy — ao que parece precisamos defender a muralha
POV Katerina
Minha boca estava seca, será que nesse Norte infernal não existia uma garrafa de água? Eu acordei em cima de uma casa, perdi meu machado em um luta com um aliado que não viveu muito para se arrepender, e agora era obrigada a me esgueirar como indigente para não ser notada por uma pequena tropa de cayens que fazia ronda pelas ruas, não que eu não desse conta sem o machado eu só não sou insana de atacar doze cayens gigantescos sozinha e desarmada, se CINTIA tivesse alguma coisa haver com o fato de eu estar sozinha, eu arrancaria os cabelos daquela vadia azul.
Voltei alguns passos e escutei a ronda se aproximando forcei a porta para abrir e graças a força redobrada foi rápido o suficiente. A porta já estava fechada novamente quando a ronda passou, mas talvez eu devesse ter checado para ver se a casa estava fazia primeiro, algo pesado me acertou por trás e minha visão ficou escura.
Acordei novamente sendo carregada pelo meio da floresta, a cabeça doía e minha boca tinha o gosto amargo do sangue, conseguia ver meu cabelo cacheado batendo no ritmo do meu raptor, tentei levantar a cabeça para ter uma melhor visualização, mas foi pior, a dor na cabeça piorou e soltei um gemido de dor, relatando ao meu raptor que eu tinha acordado.
Ele me pôs no chão e eu fiquei encantada com o que vi, um homem ruivo, de pele clara com sardas espalhadas pelo rosto, muito mais alto do que qualquer um aniquilador e forte, mas o encanto se foi quando ele sorriu e vi que ele já não tinha dois dentes e tinha três poderes, ele me segurou pelo braço, se eu pelo menos conseguisse tirar essas algemas que pareciam pesar um tonelada, conseguiria me soltar e fugir dele. Ele me arrastou por mais ou menos cinco minutos, paralelamente às ruas que foram devastadas na 1º guerra entre raças.
Chegamos próximos a umas cabanas, havia outros aniquiladores presos, algumas meninas e mulheres bonitas (pelo menos no padrão Norte), crianças com roupas sujas e é claro cayens e aliados, mas eles não eram só aliados, eram traficantes, sequestravam pessoas da própria espécie e as vendiam para Caeyns ou homens ricos do Norte.
– hey Jack! O que você trouxe para nós? – perguntou um aliado, de tapa olho e barba desalinhada, ele se aproximou coçando a barba e me analisando – outra aniquiladora bonita, o chefe vai gostar disso – ele segurou meu rosto – o chefe gosta de garotas bonitas – ele se aproximou mais um pouco e foi o suficiente para que eu conseguir dar uma cabeçada, ele se afastou com a dor e cuspiu um dente – amarrem essa vadia tenho algumas ideias pra ela, quando chegarmos ao verdadeiro Norte.
Caminhei ao lado das gêmeas, um plano se desenrolava na minha mente para fugir dali, mas só daria certo se elas acreditassem em mim.
– escutem! – sussurrei chamando a atenção delas, elas se aproximaram mais de mim – eu tenho um plano de como sair daqui, mas preciso que me ajudem.
– o que precisamos fazer? – perguntou Dominique.
– primeiramente vamos reduzir os passos, sem chamar atenção – devagar começamos a ir para o final da fila de capturados – agora vocês vão soltar as minhas correntes, já que eu sozinha não consegui.
– e por que você seria a primeira? – perguntou Verônique.
– porque eu que tenho o plano! Agora rápido, antes que percebam! – ordenei, com um pouco de esforço as minhas correntes quebraram, eu já poderia fugir, mas antes tinha que ter uma distração, Dominique ficou no nosso meio, de modo que podia quebrar de um lado e sua irmã do outro, assim como elas fizeram comigo – ah! Você conseguiu se soltar! – falei com falsa empolgação e alto de modo que quem estava perto veio para cima das gêmeas, enquanto eu me afastava sem que ninguém percebesse corri em direção as ruas do Norte. Assim que entrei de novo nas ruas reduzi a velocidade, não tinha sido seguida, mas tinha sido recebida por um grande comitê de “boas vindas”, consegui derrotar sozinha três cayens, mas quatro deles me apagaram novamente.
Quando acordei pela terceira vez, fui jogada em uma cela brutalmente e presa pés e mãos na parede, ao meu lado Paul também estava preso e ainda inconsciente, um fio de sangue escorria pela sua cabeça. Uma hora depois Luke também entrou inconsciente na sala, e preso do meu outro lado.
Ficar olhando pelo buraquinho na porta de nossa cela já estava me entediando, principalmente, porque o material que me prendia agora era muito pior do que as algemas que tinham usado para me capturar e por mais que me debatesse e tentasse quebra-las eu só conseguia ficar mais cansada. Duas horas depois de Luke, jogaram Debye e Dom que possuía o lábio inchado e um dos olhos roxo. CINTIA tremeluziu na nossa frente, ah, como eu queria poder matar aquela robô
– aniquiladores! – chamou CINTIA a atenção de quem estava dormindo, ela vestia uma roupa de camuflagem, tirando por seu cabelo azul que a denunciava – ela nos explicou sobre o soro “super soldado” e entregou um DP à mim e outro a Luke e então sumiu no ar.
Estiquei meu pescoço para ver o que tinha no de Luke, que pelo meu ver era mais um manual de instrução com desenhos elaborados, então olhei o meu, que tinha um mapa de onde estávamos a melhor rota de fuga e a frase:
Detonem tudo!
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Glossário:
Gilions* munições automatas, que depois que atingem o interior do alvo, destroçam-no de dentro para fora.
Caixa* cubículo de vidro, onde os lideres da academia observam os futuros aniquiladores e também é aplicado o soro "super soldado".
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