IRS346, a nova galáxia - interativa
2 Selecionados - parte 1
Notas iniciais
POV Luke
– vamos Luke! Acorde! – a voz do meu pai soava através do sonho tensa e apressada, ele me sacudiu mais uma vez, abri os olhos devagar, meu pai tinha gotas de suor no rosto – escute vamos ter que ir agora – ele me empurrou uma bolsa e me puxou pelo braço até a sala. Minha mãe ninava minha irmãzinha no colo enquanto olhava por uma fresta o lado de fora da nossa casa temporária – Luke, eles nos acharam, eles descobriram que estamos tentando fugir, aconteça o que acontecer me prometa que vai proteger sua mãe e sua irmã – balancei a cabeça, ele me deu mais um abraço, um ultimo abraço – ótimo! Venha! – ele pegou a lança encostada do lado da porta, ela se ascendeu e tomou um brilho azul/prateado e abriu a porta.
As luas estavam encobertas por nuvens escuras e pesadas, lufadas de ventos frios batiam no meu rosto, podia escutar os passos que as garras faziam, eles estavam perto, muito perto, corri para picape e tirei a lona que cobria a lata velha e nos tiraria dali, minha mãe veio logo em seguida, prendeu a nenê no banco do passageiro e eu e meu pai subimos na parte detrás, acreditem ou não, naquela noite pude dizer que vi um carro voar na estrada pela primeira vez, até que o carro parou e voei para fora da picape caindo de cara na terra seca.
– filho você está bem? – balancei a cabeça, me levantei e começamos a tentar dar um jeito no carro, parecia que o problema estava no motor, meu pai chutou um pneu e fechou o capo com força, pôs a mão na cabeça e respirou fundo, começamos a escutar o som dos Caeyns mais uma vez, dessa eles pareciam estar correndo, meu me puxou pelo braço e pôs as mãos em meus ombros – o carro pifou, você vai ter que levar sua mãe e sua irmã pela floresta, fica a uns cinco quilômetros daqui, eu vou ficar – comecei a balançar a cabeça – escute meu filho eu tenho que ficar, eu preciso despistar eles, é o único jeito de vocês alcançarem as portas da muralha da grande cidade.
– não pai, tem que ter outro jeito – abracei-o e chorei, ele me afastou e olhou bem serio dentro dos meus olhos, lagrimas escorrendo pelo canto do meu rosto.
– olhe pra mim, eu preciso fazer, prometo que vou estar sempre com você, tome – ele passou um colar e o colocou no meu pescoço – você tem que ir eu conto com você pra cuidar delas, você me entendeu? – balancei a cabeça e enxuguei as lagrimas – querida venha! – meu pai me entregou uma espada, enquanto minha mãe lutava pra tirar a pequena do banco, mais um segundo e os Caeyns teriam nos vistos entrar na floresta.
Começamos a correr minha mãe na frente e eu protegendo a retaguarda, as folhas das arvores dançavam ao som do furioso vento, uma tempestade vinha por ai, já podíamos ver a sombra da muralha quando começou a chover grosso, mais um pouco estaríamos lá, meu coração começava pesar e minhas pernas a amolecer e mesmo perto a muralha parecia estar a quilômetros.
– AAAAAAAAAAAAAAAH! – o grito atravessou a floresta, um grito agoniado e aterrorizado, parei no mesmo instante e voltei a correr na direção da estrada, tropecei em alguns galhos de arvores e sentia minha visão embaçada pelas lagrimas de meus olhos.
– pai! – insistia em gritar – pai! — ouvia passos atrás de mim.
– Luke! Luke! Luke!...
Acordei. Pisquei os olhos estava tudo embaçado, sentia alguém do meu lado.
– Luke? – procurei meus óculos no criado mudo do lado da minha cama, não estava lá “olhei” pra cima e senti um vulto indo em direção a minha cara – procurando isso? – vislumbrei a loira rir da minha cara, ela tinha prendido o cabelo hoje, revirei os olhos, ela pegou algum projetil não identificado e jogou na minha cara, mas não doeu, quando a parei ela ficou seria – seus amigos me disseram que estava chamando por seu pai, sonou com ele outra vez? –ela passou a pequena mão em meu cabelo finalizando num carinho na minha bochecha, beijei sua mão, que tinha o familiar cheiro de flores.
– não precisa se preocupar – menti, ela ficou seria, suas sobrancelhas franzidas, ela sabia que eu estava mentindo.
– amor você tem que se arrumar – ela me disse, daquele jeito autoritário que ela tinha, mas não me deixava com raiva. Olhei em baixo das cobertas
– acho melhor você sair do daqui – ela virou a cabeça de lado tentando entender – serio querida você precisa sair do quarto – ela capitou a mensagem e ficou vermelha, se levantou e e começou a andar pra porta, segurei sua mão e a virei para mim – isso não significa que você não pode me beijar – ela revirou os olhos se aproximou e beijou minha boca, rápido demais para mim ela se afastou.
– você só tem cinco minutos, estou te esperando lá fora, cinco minutos entendeu? – assim que ela fechou a porta pulei da cama e botei o uniforme o mais rápido possível, me xinguei mentalmente, cinco minutos? Mas que bosta! Eu não podia ter colocado um despertador? Agora a parte mais difícil o cabelo – Amor! Eu não acredito que você está arrumando o cabelo! E nem colocou o sapato ainda, só falta um minuto e o salão fica do outro lado, quer parar de frescura? – ela tinha chamado o meu cabelo de frescura? Peguei os meus sapatos corri pra fora do quarto e a puxei pelo braço fui calçando o tênis enquanto corria, chegamos a tempo de escutar o final de toda a palestra sobre nossa historia, o novo mundo, os Caeyns e blá, blá, blá
– bem sem mais delongas (n/a: eu disse delongas? Cruzes!) – a voz do diretor soou pelo micro – micro fone, enquanto tinha os dois dedos da mão esquerda pressionando a garganta – vamos aos selecionados para o projeto Aniquilador:
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POV Ayla Voruen
Acordei mais uma vez com a luz da estrela me aquecendo através do lençol, estava muito cedo, cedo demais até pra mim, chequei a hora no relógio faltava mais de duas horas para chamarem os selecionados ao projeto, e eu esperava ser chamada, já que desde que o projeto começou eu estou aqui, estudando, estudando e estudando e ainda não fui chamada essa é minha ultima oportunidade de ser convocada, estou na idade limite e se não for convocada terei serei médica ou algo do tipo. Levantei-me da cama e olhei pela janela, o céu amostrava suas nuvens cor de rosa e laranja com a nossa estrela logo por trás, vasculhei na minha gaveta uma caixa de madeira coloquei meu polegar na tranca, o Scanner demorou dois segundos para ler e certificar minha digital, a caixa de madeira se abriu automaticamente, olhei em volta pra saber se alguma das minhas companheiras de quarto tinha acordado e peguei o envelope dobrado no fundo da caixa, segurei-a junto ao meu peito e caminhei até a cama onde me sentei e abri o envelope.
Data indefinida, cidade norte – território dos Caeyns.
Minha pequena,
Sei que você está com saudades de mim, peço que se comporte ai na academia, descobri que vou ficar por aqui mais tempo do que deveria, eles mentiram para nós, mentiram esse tempo todo, os outros locais colonizados já foram tomados por Caeyn, as quatro cidades são as únicas esperanças da nossa raça nesse planeta, em breve se nossa missão der certo retomaremos posse a cidade norte, não conte a ninguém o que eu te disse, eles não podem saber que nos comunicamos, ou que eu te contei isso, foque nos estudos e me encha de orgulho quando vesti a farda do projeto Aniquilador.
Carinhosamente
Seu pai.
p.s : não me mande resposta, se virem Faye podem suspeitar que eu te contei alguma coisa, eu prometo que volto logo, até lá comporte-se!
Reli mais umas quatro vezes a carta que meu pai enviou quando eu ainda era pequena, e após uma lagrima fugitiva escapar do meu olho, peguei um papel e um lápis do meu esconderijo secreto eram os últimos, logo eu teria que ir a busca de mais.
3º dia do 6º mês, academia – cidade grande.
Olá pai!
Sinto saudades, saiba que eu continuei na academia e hoje eles irão selecionar pessoas para o projeto Aniquilador, talvez eu passe... Queria que estivesse aqui... Faye encontrou alguém no último ano! Ela tem penas vermelhas e é maior que ele, de vez enquanto ele para aqui na minha janela, mas anda muito ocupado cuidando do seu ninho, a proposito fica de frente ao seu antigo quarto isso deixa o coronel Stern doido! Tenho ir, algumas de minhas colegas de quarto estão acordando, sabe que me achariam doida se em pleno novo mundos me vissem usando papel e lápis! O estoque está acabando logo terei que achar mais...
Beijos
Sua pequena.
p.s: estou me comportando, nunca contei nada a ninguém... E você não voltou!
Dobrei a carta e coloquei num envelope selei e guardei na caixa junto com a carta do meu pai, olhei o relógio, faltava pouco então resolvi tomar banho e me aprontar, me olhei no espelho, meus cabelos levemente cacheados estavam compridos, resolvi prende-los num rabo-de-cavalo alto, percebi que eles combinavam com meus olhos negros, dando um incrível destaque a minha pele clara e alva, sai do banheiro e minha colega de quarto Summer já tinha acordado e estava dobrando a sua cama.
– você resolveu madrugar hoje? – a loira me perguntou entrando no banheiro, balancei a cabeça e dei um sorriso fraco. Encaminhei-me até a minha cama e comecei a arruma-la – sabe onde está a escova? – Summer perguntou, busquei na minha memoria onde tinha deixado.
– em cima do espelho – depois de arrumar minha cama peguei meu tablet e comecei a ler um novo livro sobre nossa chegada a Caeyn, nesse meio tempo as outras meninas acordaram e foram entrando no banheiro e Summer saiu. – já vou daqui a pouco eles começam a contar a historia e eu acho importante ver toda a palestra – ela me deu um abraço.
– boa sorte! Eu vou já, só tenho que ir ao quarto de Luke primeiro, sabe como ele é né?
Caminhei até o salão de cerimonias, logo eles começaram a falar sobre a terra, sobre a descoberta da nova galáxia, dai pra Caeyn até os Caeynos e o projeto Aniquilador.
Avistei Luke e Summer, acenei pra eles e eles acenaram de volta pra mim.
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POV Luke
Íamos até Ayla quando Katerina a morena com andar gracioso e ligeiro, beijou Summer no rosto e a abraçou.
– acha que vai ser selecionada? – Summer perguntou sorriu e mexeu no cabelo.
A morena deu um sorrisinho convencido e disse – eu? Tenho certeza! Espero que você passe também.
– pra você derruba-la de novo? – perguntei
– Luke! Ela não fez de proposito! – Summer a defendeu, não, claro eu não pensei.
– eu é que não ponho a mão no fogo por ela – sussurrei, recebendo uma cutucada de Summer.
– olha Lukinho eu não sei por que você tem tanta raiva de mim – ela se fez de inocente.
– talvez por que você empurrou a Sum na floresta e quase me cegou permanentemente, isso está bom pra você?
– nossa Lukinho você ainda guarda rancor disso? Isso ainda vai muito mal pro seu coração – ela passou por mim, mas antes de prosseguir segurei-a pelo braço e sussurrei em seu ouvido.
– não vou deixar que manipule a Sum, não acredito em uma palavra que sai da sua boca viuvinha – ela virou pra mim sua boca era uma linha tensa e seus olhos castanhos estavam em fúria, mesmo assim ela fez biquinho
– e você magoaria sua namoradinha? — soltei seu braço — Foi o que pensei! Agora me solte e nunca mais pense em sequer me ameaçar ou vai se arrepender! – ela desfilou pra longe.
– O 1 º selecionado para o projeto Aniquilador é: Harley Elise!
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