IRS346, a nova galáxia - interativa
5 Quem é o pior inimigo?
Notas iniciais
POV Dafne
Nojo. Eu não tinha visto um animal comer, mas com certeza Benjamim se parecia muito com um, ele enfiava três hambúrgueres na boca e depois ainda mastigava de boca aberta, enquanto lançava ofensas às cozinheiras pelo bife mal passado e pelo arroz sem sal, mesmo a comida estando ótima, mas ninguém se importava, muito menos eu, só o fato de não ter mais testes e eu começava a estar um pouco cansada, não via a hora de dormir, por hora, era só me concentrar pra não voar pela mesa e fechar a boca de benjamim à força. Nojento!
Os participantes foram divididos em dois grupos de 10 já que a mesa não cabia todos os 20, acho que eles estavam almoçando em algum outro lugar, me pergunto se lá está melhor do que aqui Dominique estava em uma das extremidades mandando Benjamim fechar a boca, Ayla comia calmamente e conversava com Luke, de frente a Dominique e ao meu lado estava Debye brincando com a comida, do meu outro lado Luci a ruiva parecia estar com fome já que tinha “devorado” a comida que estava em seu prato, a mesma não colocara nenhum tipo de carne em seu prato, ao seu Lado um menino, acho que chamado Mauricio, mas ainda não tinha tido a oportunidade de falar com ele, mais afastados de nós Sebastian e Tyson um de cada lado comiam em silêncio.
– espero que estejam apreciando o almoço – levo um susto com o súbito aparecimento da voz de David, procuro por uma tela onde ele possa estar, mas só vejo Dominique tentando desentalar Benjamim, é isso que dá comer demais, vejo aquele garoto chamado Sebastian disfarçar uma risada, mas paro quando o molho salpica na minha mão e na minha blusa, direciono minha atenção ao meu prato e vejo um produto orgânico não identificado, olho para frente e estreito meus olhos para Benjamim que agora agradecia a Dominique pela ajuda. Certo, isso já virou perseguição, sinto o vidro da mesa vibrar e percebo que partes do rosto de David estão embaixo do assado com cebolas – vocês podem prestar atenção aqui – arrastamos os pratos para deixar o rosto de David aparecer por completo, eu não ia querer comer mais mesmo. – antes de todos entrarem eu chamei um de vocês e lhe contei que ele ou ela seria um aliado para mais um jogo psicológico – ele deixou a ficha cair para as pessoas, então checou seu relógio – vocês tem dez minutos para descobrir quem é e para imobiliza-lo. Quanto mais cedo descobrirem a resposta, mais aptos estarão, comecem!
POV Adara
– quem foi que pegou a última batata? – reclamou Katerina, a morena revirou a tigela só para se certificar – foi você florzinha? – perguntou apontando o dedo para Noah, o moreno parou seu garfo a meio caminho da boca, alguns cachos negros já estavam saindo do rabo de cavalo, mas ainda dava para ver uma pinta que tinha no pescoço.
– eu? Eu não! – se defendeu, mas Katerina lançou um olhar mortal – bem eu vou ver se aquela porta abre, sabe – ele deu um riso fraco – só pra ter mais chance de sobreviver.
– vocês não vão estragar esse almoço maravilhoso, guardem os socos e toda essa violência para os Caeyns — Oliver disse, Katerina acabou dando uma tapa na nuca do loiro, ele fechou os punhos, mas se controlou talvez tivesse lembrado que Katerina por mais desprezível que fosse (em minha opinião) ainda era uma menina. – eu digo o que penso, quer bater no fracote bata, mas seu ato não será bem visto. – Katerina pensou no que ele disse e voltou ao normal.
– tudo bem – disse para ninguém especial – ainda terei uma chance de dar o troco – eu não sei se os outros acharam que isso era uma ameaça, mas eu achei e se eu fosse o Hibi eu tremeria na base.
Eli chamou a atenção de Noah para qualquer coisa e a mesa voltou a sua “tranquilidade” Verônique uma das gêmeas e Oliver competiam para ver quem tomava suco de óleo de Capite* mais rápido, Bernardo um alto garoto de cabelos cacheados e dourados, me lembrava dum anjinho, não um anjinho não, um querubim contava uma estória que tinha pegado somente alguns fragmentos, nada que me interessasse muito acho que Norto escutava atentamente, depois eu perguntava a ele qual era a estória, Paul e Summ conversavam sobre alguma coisa que não conseguir ouvir, pois estavam longe de mim, comecei a conversar com Noah e Eli sobre futilidades, como os novos tablet com inteligência máster/Plus dos quais dava para controlar mais de treze drones e Katerina tinha ficado perigosamente calma.
– espero que estejam apreciando o almoço – a voz de David soou na mesa, Alguns se espantaram, alguns poucos gritaram, Norto quase caiu da cadeira, o que fez uma boa parte de quem estavam na mesa cair na gargalhada – a mesa vibrou – vocês podem prestar atenção aqui – tentamos deixar o rosto de David o mais visível possível. – antes de todos entrarem eu chamei um de vocês e lhe contei que ele ou ela seria um aliado para mais um jogo psicológico – então checou seu relógio – vocês tem dez minutos para descobrir quem é e para imobiliza-lo, quanto mais cedo localizarem, mais aptos estarão, comecem! – a imagem na mesa sumiu deixando somente o vidro transparente refletindo fantasmas de nossos rostos.
– eu acho que o Aliado é o Noah – denunciou Katerina – imobilizem-no! – ordenou, Oliver estava considerando o fato, Verônique já estava de pé, caminhando em direção a Noah, os braços fortes da morena estendidos para pega-lo como Katerina, que agora sorria, ordenara. Eli se colocou na frente de Noah, prendendo o cabelo num emaranhado de fios loiros.
– ele não é um aliado, estive do lado dele perceberia se tivesse ido falar com David. – Eli tentou colocar um pouco de juízo na cabeça castanha de Verônique, mas ao que parece ela não daria o braço a torcer.
– você só está defendendo o seu amiguinho, ele é o Aliado e eu vou imobiliza-lo – seu cabelo balançou no rabo de cavalo, fios castanhos cor de lama que caiam duramente para baixo.
– mas eu não sou um Aliado! – defendeu-se Noah, Paul afastou Summer da mesa para que a garota não machucar-se, Oliver assim como Katerina não tinham se movimentado, pareciam até estar gostando do espetáculo, Norto e Bernardo não sabia o que fazer e eu tentava achar uma solução.
– como se um aliado fosse dizer que é um Aliado, sai da frente garota – com um empurrão Verônique afastou Harley e a loira foi ao chão, agora estava com o caminho livre para bater em Noah, o garoto passou por baixo do braço dela e lhe deu uma cotovelada nas costelas, Nique foi ao chão.
– legal – disse Noah, depois vendo a expressão feia de Oliver – quer dizer não foi legal, não foi legal, que coisa feia Noah bater em uma garota, isso não se faz – ele tentou ajudar Nique, mas ela bateu em sua mão e afastou.
– eu vou matar você seu aliado dos infernos – a morena jogou suas pernas para cima e depois para frente e ficou de pé puxando Noah pelos cabelos, eu tinha que fazer uma coisa então simplesmente interferi.
– parem! – eles olharam para mim – isso é um teste psicológico, não brutal, devemos ter conclusões obvias para prender alguém, não bater em alguém só por que alguém mandou – olhei para Katerina ela tinha a cara em fúria para mim, compreensivo já que tinha acabado de estragar seu plano de vingança – Katerina foi precipitada em mandar prender Noah, estive ao lado dele assim como Harley esteve – a loira que agora estava de pé concordou comigo – não é o Noah.
– se não é o Noah quem é então – Bernardo voltou a se sentar direcionando seu olhar violeta para mim, pensei em sua pergunta não tinha solução todos ficaram juntos o tempo todo, exceto eu e Harley quando fomos no banheiro, mas fomos juntas e não falamos com ninguém.
– não tem – disse todos olharam para mim surpresos – é isso não tem – sorri para a conclusão que cheguei – é só um teste para nos ensinar a nunca abaixar a guarda e talvez pra sempre confiar e desconfiar.
– se é isso então por que David ainda não disse nada? – perguntou Oliver – acho que você está errada e está acobertando um Aliado – Revirei os olhos. Que menino mais idiota!
– ou talvez todos tenham que chegar a essa conclusão não só uma pessoa – Paul disse, o ruivo passou as mãos no cabelo enquanto considerava as duas opções – eu concordo, Adara não é mesmo? – ele me perguntou e eu balancei a cabeça positivamente – acho que você está com a razão.
– eu concordo plenamente com a Ada – Noah disse, Eli balançou a cabeça concordando com o que o amigo tinha dito. Então Bernardo e Norto chegaram à mesma conclusão, e então Summer disse que eu estava certa e que foi errado tentar bater no Noah. Agora só faltava Katerina, Paul e Nique, abrirem suas mentes para a razão.
– vamos, eu quero sair logo dessa sala, não aguento mais ficar nessas salas trancadas, digam logo! – exigiu Bernardo. E a muito contragosto eles concordaram comigo, mas a noticia se eu estava certa ainda não tinha chegado.
– está vendo sua mosca gigante? – perguntou Katerina a mim — existe um Aliado – insistiu. na mesma hora a imagem de David piscou na mesa. Ele sorria com satisfação para nós exibindo sua covinha e seus dentes brancos e perfeitos como mármore.
– quero informar Cadete Sun – disse desfazendo seu sorriso e se dirigindo a Katerina – que a Cadete Strax está correta e por pouco vocês não quebraram nosso recorde – ele olhou para um lugar além da câmera de vídeo – acho que seus amigos já descobriram também, em instantes a porta será aberta. Até breve. A mesa piscou e voltou ao seu normal, pude sentar e relaxar por um tempo, até o próximo teste.
POV Dafne
Maldita prova do David! Ele deve estar achando muito engraçado ver todos os possíveis aniquiladores em uma grande bola de discussão. Tudo começou no momento em que David anunciou o teste psicológico, que não estava tendo nada de psicológico, desde então viramos um sanduíche humano de socos e contusões. Benjamim com sua calma rapidamente abalável foi o primeiro a se levantar e a bater, seu alvo era Tyson, o garoto ainda não tinha dito uma palavra e isso o configurava como “comportamento suspeito” não ajudou muito o fato de o garoto ter retirado o capuz, encarado Benjamim e o chamado de imbecil, ai sim Bem quis arrancar a cabeça do pescoço de Tyson, mas Luke e Luci saíram em sua defesa, Luke literalmente, ele se colocou no meio de Bem e Tyson e levou alguns socos tentando afastar a massa de músculos que era Benjamim, Luci foi discutir com Dominique que incitava Benjamim a bater em Tyson, não deu muito certo quando a morena puxou os cabelos da ruiva e essa lhe deu uma joelhada, Mauricio um garoto tão forte quanto Benjamim foi até Tyson e tentou dá um soco, mas o mesmo pulara para o lado e dera uma rasteira em Mauricio, o loiro de cabelos cor de areia se levantou irado.
Corri para porta e tentei abri-la, minha surpresa foi maior quando não consegui como assim eles nos deixaram trancados nessa sala com um possível maníaco! Vi Mauricio levantar a mão em um soco certeiro para bater em Tyson que estava caído no chão, me apressei em chegar ao local para tentar evitar uma possível catástrofe, esbarrando em um menino moreno baixinho.
– não vai ajudar não? – ele me olhou, seus olhos caramelos refletindo sua indiferença, ele deu de ombros. – é por causa de pessoas assim que não temos paz – disse e corri para segurar o braço de Mauricio. O garoto tinha a pele bronzeada devia ser de algum lugar com muito sol, continuei bloqueando seus ataques e seus olhos da cor da neblina se fecharam em um cinza mais escuro. – você não vai bater nesse garoto! – falei tentado defender mais um ataque, sem querer distribui uma unhada perto de seu olho.
– é o que veremos – ele juntou os meus braços e me puxou para trás de si e me jogando imediatamente, cai com a lateral do corpo, com certeza teria hematomas azulados em breve.
Sebastian subiu em cima da mesa pegou uma tigela (de plástico, tomaram o devido cuidado de não colocar mais nada de vidro ou qualquer material que perfurasse profundamente), jogou com tanta força na parede, que o plástico quebrou e a comida que estava dentro vou pela sala, isso foi capaz de chamar a atenção de todos e o caos parou, até que fim!
– seu idiota! – Dominique foi a primeira a falar – olha o que você fez ao meu cabelo! – disse tirando alguns grãos do rabo de cavalo castanho, não que o cabelo dela estivesse melhor, Luci tinha feito um bom trabalho e a morena já estava com vários arranhões na cara.
– espero que você tenha alguma coisa muito importante a falar, eu estava ganhando – disse Luci, a ruiva passou os cabelos para trás tentando arruma-los da melhor maneira. Sebastian nos olhou.
– quem é o pior inimigo? E o que você faz com ele? – ele perguntou, seus olhos brilharam como chamas douradas, ótimo ele estava brincando conosco?
– o que você quer dizer com isso? – perguntou Mauricio
– o pior inimigo não é aquele que te derruba, é aquele que diz estar ao seu lado, mas na verdade não está – ele deu a resposta da primeira pergunta – e não se bate com seu pior inimigo de frente, se espera que ele pise em falso e ai você o derruba.
– certo então sr. Sabichão como isso nos ajuda a achar o aliado – Benjamim disse cético.
– enquanto todos brigavam – ele nos direcionou um olhar de superioridade – eu tomei a liberdade de examinar o movimento de cada pessoa dessa sala até o momento em que ficamos trancados aqui. – todos esperavam que ele desse logo a resposta e nós pudéssemos sair logo e descansar – não há aliado nessa sala, não existe jeito, porque ninguém esteve sozinho. – Luke foi o primeiro a concordar com o que Sebastian falara então Luci, eu e Tyson, mesmo com relutância, Maurício também aceitou, os últimos a concordarem foram Ben e Dom .
Não demorou muito e a mesa se iluminou com o rosto de David.
– muito bem vocês conseguiram passar pelo teste – a porta se abriu – espero vocês na arena.
– arena? – perguntou Benjamim estralando os dedos – será que vai ter luta?
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