IMMORTALITY
7 Quem quer a imortalidade? - Continuação de "Loiro Natural
Notas iniciais
– Minha irmã...
Eu cai da cadeira.
– EITA GIOVANA, SEGURA ESSE FORNINHO – gritou Jace, e eu me levantei encarando-o – Que? Tô vendo o youtube.
Ignorei.
Magnus estava me olhando, esperando uma reação.
– Okay. – falei
– Okay? – ele repetiu
– CLARY, ELES ESTÃO FLERTANDO! – gritou Jace – NO FINAL O MAGNUS MORRE DE CÂNCER. Ou será que é a Candice?
– Volta pro chão, Jace. – disse Magnus, e Jace caiu de novo.
As pessoas costumam cair muito nesse lugar.
– Você não vai surtar? – perguntou Magnus
– Não. Ela não vai. – disse Cath entrando na cozinha
– Cath, eu... – Magnus começou a tentar se explicar, mas deu de ombros – Contei mesmo.
– Era de se esperar. – Cath se virou pra mim – Vamos conversar lá fora.
Segui Cath até um local longe da cozinha, e então falei a única coisa que se passava na minha cabeça:
– Porque Jace não toma remédios?
Cath bateu a mão na testa.
– Não quero falar sobre ele.
– Okay. – eu disse – Então, porque não me contou? Porque não me contou que havia se apaixonado e que...
– Que meu namorado morreu? – Cath bufou – O que você esperava, Candice? Que eu voltasse correndo pra você, pra dizer que estava certa? Que nossa família tem mesmo uma maldição? Que eu não devia ter me apaixonado? Eu não sou idiota. Eu sei me cuidar sozinha.
– Mas... Cath... Eu... sei como se sente.
– Você sabe? – Cath voltou seu olhar afiado pra mim
– Sim. – respondi – Eu também parti meu coração.
– A maldição é mesmo verdadeira? – ela perguntou
– Eu não sei – dei de ombros – Talvez seja... Mas sabe, isso não pode nos afetar...
– Somos imortais. – Cath balançou a cabeça – Eu não quero ser.
– O que? – falei confusa.
– Eu quero morrer, Candy! Quero amar alguém, me apaixonar, casar, e até... quem sabe ter filhos! Eu quero morrer! Eu não quero a imortalidade... Eu não quero ser imortal...
Balancei a cabeça.
Cath mudou tanto de repente.
De uma vaca sem coração, ela se tornou uma vaca depressiva.
– Okay. – falei, respirando fundo – Se quer saber... Jace está atrás de nós, montado em uma vassoura.
– QUE? – Cath se virou pra trás a tempo de ver a cena.
Jace, estava montado em uma vassoura, com uma mala e uma bola na mão.
E eu que pensei que ele não podia ficar mais ridículo.
– EU QUERO IR PRA HOGALGUMACOISA COM VOCÊS! – gritou Jace, se desiquilibrando da vassoura e caindo no chão – Opa. Cai.
– A gente percebeu. – Cath bateu a mão na testa e se virou pra mim – Eu tenho que levar Jace pra namorada de cabelo ruim dele. Me espera aqui.
Já havia escurecido, quando Cath me deixou sozinha, esperando por ela.
E escureceu mais ainda quando ela finalmente voltou.
Cath estava com uma expressão cansada, então não tentei dizer nada. Nossa volta pra Hogwarts foi bem silenciosa.
O silêncio veio apenas da nossa parte, porque os mendigos que nos perseguiram antes, decidiram gritar e correr de novo.
Sinceramente, arrumem um hobbie, tipo... Latir pra cachorros ou derrubar carrinhos de hot dog.
Cath faz muito a primeira coisa.
Algumas horas depois:
– Faça silêncio. – ordenou Cath, falando muito baixo – Se nos pegarem fora da cama, estaremos mortas...
Balancei a cabeça, andando bem devagar até as masmorras. A sala comunal da Sonserina não podia ser mais perto?!
Estávamos quase chegando, quando eu tropecei acidentalmente em uma estatua deficiente qualquer. Hogwarts era cheia de estatuas pela metade. Mas a essa altura, eu já nem ligava. Em uma escola onde múmias (e o batman) são professoras e os alunos são mandados para casas por um chapéu falante, tudo é normal.
A estatua caiu e quebrou, se espalhando por todo o tapete do corredor. Como se não pudesse piorar, a cabeça da estatua deficiente foi rolando até o fim da escada, e parou aos pés de Filch, o zelador com cara de autista, e Madame Norra, a gata maldita que eu jogarei da torre de astronomia em breve.
(Cath feelings: Tá de putaria né, Candice.
)
– Gata filha da puta! – praguejou Cath, enquanto Filch subia até nós com cara de ódio – Falaê, Filch! – Cath sorriu – Como tá nessa linda noite? Espancando muitos figurantes da Lufa-Lufa?
Antes que Filch pudesse responder Cath, alguém surgiu do além. (rimei)
– O que está acontecendo aqui? – disse a figura negra das sombras – E alguém viu o meu caqui?
– Essas duas foram pegas fora da cama! – Filch apontou para nós – E elas quebraram a estatua da Madonna!
– Santo Apolo – Cath levantou as mãos para o céu – Se a próxima frase rimar, eu vou acabar com sua maldita vida de deus do sol.
Ninguém mais se ousou a rimar.
Naquele momento, eu finalmente reconheci a figura das sombras. Era o Batman, meu professor de Poções.
– BATMAN! – exclamei — Nunca fiquei tão feliz em te ver!
– Cala a boca, Candice. – disse Cath – O morcegão tá com cara de estressado
– Venham. – disse Batman, ignorando Cath – Eu cuido disso agora, Filch. Obrigada.
Batman levantou a capa até o nariz e fez uma saída triunfal.
Ou seja, ele saiu pulando em meio aos pedaços da estatua Madonna deficiente.
– A gente vai pro Batmovel? – perguntei pra Batman
– Não. – ele respondeu
– Você é órfão? – Cath perguntou, fazendo a cara infantil que ela tinha quando perguntava algo óbvio.
É claro que o Batman é órfão. Por isso ele é o Batman!
– Não interessa. – disse o Batman
– Como você se sente sabendo que o Iron Man é melhor que você? – perguntei
Batman empurrou a mim e Cath pra dentro do salão comunal da Sonserina enquanto revirava os olhos.
– Eu odeio meu trabalho. – e a porta se fechou, com Batman pra fora e as gêmeas maravilhas pra dentro.
–Candy – disse Cath, suavemente – Acho que você ofendeu o Batman.
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