IMMORTALITY
4 Minha primeira detenção é dada por uma múmia meio dinossaura.
Notas iniciais
Quando descemos do trem, um gigante barbudo exigiu que todos fizéssemos uma fila organizada.
Todos se empurraram, chutaram, socaram e lançaram os outros no ar com os ventos (essa parte foi eu quem fez) e no fim, acabamos em algo que poderia ser uma fila. Se não estivéssemos todos batendo um nos outros. Ainda.
– PARÔ! – gritou uma múmia vestida de professora – SE ESSA PUTARIA CONTINUAR VAI TODO MUNDO FICAR DE CASTIGO.
– AI CARALHO, TEM UMA MÚMIA AQUI. QUEM INVOCOU SERES MÁGICOS DO SÉCULO PASSADO? SOCORRO – gritei, correndo de um lado pro outro, até cair da cara no chão.
– Somos bruxos. – disse Hermione – E você é filha de um deus. Tem como ser mais mágico que isso?
– Aham... – dei de ombros – Ser uma múmia meio dinossauro é bem mágico.
– Aquela é nossa professora. – murmurou Rony
– Aaaaaaaaaaaaah. É uma escola de magia – bati a mão na testa – Se um gigante trabalha aqui, porque uma múmia não, né?
– Tá de castigo. – falou a múmia – Pera, quem é você?
– NOVATA! – gritei, levantando do chão – NÃO PODE ME DAR CASTIGO.
– Posso fazer o que eu quiser. – disse a múmia. – Agora vem comigo. Vamos te colocar em uma casa pra eu poder tirar pontos dela.
– Filha da putagem com a novata, hein – murmurei, enquanto seguia a múmia pra dentro do castelo.
Como eu já sabia, o chapéu seletor era o que te mandava pra uma casa
O que eu não sabia era que o chapéu seletor era realmente um chapéu. Aqui vai uma pequena amostra do que eu pensei quando me disseram que o chapéu seletor me mandaria pra uma casa de Hogwarts:
“Óh, o chapéu seletor deve ser um simples velhinho chamado Chapéu, que seleciona e manda os pobres adolescentes pra essas casas de gente anormal e problemática. Com certeza é isso. Afinal, que mãe não daria o nome de “Chapéu” para seu filho?”
Quando a professora dinossauro formou uma fila e disse que teríamos que nos sentar em um banquinho, eu entrei em pânico.
Eu estava cercada de crianças que chegavam a minha cintura, e eu era a única que estava em pânico. Legal a vida.
– Ei garota, — disse a anã a minha frente – porque você tá tremendo?
– Eu... tenho medo de bancos.
A anã fez uma careta (ela era uma criança. Mas abafa) , riu e saiu andando pra longe de mim. Realmente, muito animador.
Vou explicar pra vocês como começou meu medo de bancos, resumidamente:
Era uma vez, uma Jovem Candice que vivia tropeçando nos próprios pés (Não muito diferente da Candice atual). Um dia a Jovem Candice (esse nome tá muito grande, vou abreviar pra JC) estava andando calmamente pelo Acampamento Meio-sangue (porque a coitada tinha sido trancafiada naquele lugar), quando um semideus retardado (Lê-se: filho de Hermes) decidiu jogar um banco pra fora do chalé, no caminho da JC (não confundir com Jesus Cristo). Obviamente a JC (é sério, não confundam) tropeçou no banco, saiu rolando morro abaixo e atingiu a casa grande. E a destruiu. É claro que a destruiu. A JC (NÃO É JESUS, PORRA) sempre destruía coisas.
Conclusão: Candice foi castigada, e ficou 1 mês sem poder comer nenhum tipo de doce no acampamento, graças a um banquinho.
Conclusão²: Banquinhos são malignos.
Quando chegou a minha vez de colocar o chapéu, eu caminhei até o banquinho bem devagar, evitando tropeçar nos meus pés, tapete, chão, ou qualquer coisa.
Me sentei no banquinho, torcendo pra que nenhum acidente acontecesse, e coloquei o chapéu na cabeça. Não demorou um segundo pra ele dizer alguma coisa:
– E ai. – falou o chapéu pra mim – De boa?
– Aham. – acenei com a cabeça – E você?
– Ah, tô levando né. – ele respondeu, e teria dado de ombros se ele tivesse ombros... e corpo...
E essa foi a melhor conversa que eu tive desde que comecei a falar.
– Então... – eu disse – Você não devia me selecionar pra uma casa?
– Ah, eu devia? – perguntou o chapéu – Hoje não tô com vontade de fazer isso não.
Bati a mão na testa.
– Chapéu, por favor. – implorei – Quero sair logo daqui, tenho medo de banquinhos.
– O QUE? – berrou o chapéu – MEDO DE BANQUINHOS? HAHAHAHAHAHAHAHA. VAI PRA SONSERINA PORQUE É MEDROSA. VALEU, FALOU!
Tirei o chapéu irritada, e levantei pisando duro. Pelo que parece, eu pisei duro demais. E pisei no chapéu. E escorreguei pra trás, cai em cima do banquinho, que voou pra frente, acertando o pé da mesa da Lufa-Lufa (eu sabia disso porque me disseram que perdedores usam amarelo), que quebrou, e toda a comida foi lançada pra frente, acertando em cheio o rosto de todos na mesa da Grifinória.
– Éééé... – dei de ombros e me levantei – Eu disse que os banquinhos são malignos.
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