IMMORTALITY

10 Catherynho ou Minhotherynn?


Notas iniciais
falae seus lindos! Adivinhem quem tá com o notebook estragado e ta postando por uma coisa pré histórica, tão antiga como a Profs Minervs? pois é, eu. então, a fic vai entrar em hiatus pq eu quero. mas boa leitura ai

Um dia depois, nós fizemos os três garotos se adaptarem a nossa rotina de magia e aulas.
Foi mais fácil do que pensamos, principalmente por Cath dar um tapa na cabeça de cada garoto quando algum deles a contrariava.
Sempre tão doce.

No começo do dia, levamos os Clareanos (eles se chamava assim) ao café, com a Sonserina.

– Eu não gosto dessa gravata. – reclamou Thomas
– Kenti. – disse Newt
– Oi? – ele o olhou confuso
– Kentiperguntou? – Newt disse, fazendo a mim e aos outros garotos rirem.
– Trolho babaca. – bufou Thomas
– Trolho? – repeti
– É. Trolho. – Thomas disse
– Gente?! – olhei confusa pros garotos – Que língua vocês falam?
– Olha... – disse Newt – Acho que o Minho fala a língua da sua irmã...
– Mas oi? – falei, olhando pra frente, a procura de Cath.

Ela estava beijando Minho.

–Eeeeeeee. – falei – Tá. Vou comer.

Após o café, nós tivemos nossa primeira aula do dia, junto com a Grifinória.
O gigante barbudo a quem eu passei a chamar de papai noel nos dava aula de Trato as Criaturas Mágicas.

– O que fazemos agora? – perguntou Newt, que andava ao meu lado.
– Nós vamos ter aulas com o papai noel, e vamos cuidar dos lufanos. – expliquei, parando em uma árvore, junto com os demais.
– Lufanos são animais domesticados? – Newt perguntou
– Éééé... – eu disse – Praticamente.


Senti a terra estremecer, e ouvi passos pesados vindo em nossa direção.

– Ô CARALHO! – gritou Cath, se apoiando em Minho – OUTRO DINOSSAURO AGORA?
– É SÓ O PAPAI NOEL – berrei em resposta
– AH, ENTÃO TÁ. – Cath gritou, acenando com a cabeça.
– FALAÊ CAMBADA DE INUTIL! – gritou o papai noel, chegando com um tipo de pássaro meio cavalo.

Cath olhou-o chocada.

– AH TÁ DE BRINKS NÉ? – ela berrou, se virando pro castelo de hogwarts – O RETARDADO EM GRANDE ESCALA AQUI PODE TER UMA GALINHA GIGANTE NUMA COLEIRA, MAS EU NÃO POSSO TER UM VEADO?
– Ela tá falando com o castelo? – perguntou Thomas

Dei de ombros.

– SRTA FRANCE, POR FAVOR – berrou o papai noel, controlando seu cavalossaro gigante. – VOCÊ ESTÁ ASSUSTANDO O BICUÇO.
– QUE SE FODA O BICUÇO! – berrou Cath em resposta, agitando as mãos no ar – ESSE LUGAR É UMA INJUSTIÇA!
– Senhorita Catherynn. – disse uma voz, vinda da escuridão
– QUE FOI? – Cath gritou, se voltando pra voz – Ah, Snape.
– BATMAN! – gritei e bati palminhas.
– Gente, que porra tá acontecendo aqui? –Thomas perguntou, totalmente confuso.
– Menino, você é lindo até quando tá confuso. – Draco suspirou
– Oxê. – expressei minha surpresa em três letras e uma cara de “Se controla” pra Draco.

Então, notei que havíamos perdido a discussão do Batman e da minha irmã.
Cath, havia ficado emburrada e se sentado ao pé de uma árvore. Minho, sem saber muito quefazer, se sentou ao lado dela, e estava acariciando seu cabelo.
Papai Noel continuava a dar sua aula.

– Bem, crianças. – disse papai noel (Draco me disse que o nome dele era Hagrid, mas eu não ligo) – Este é o Bicuço. E como eu iria dizer antes que a srta. France interrompesse, ele é um hipogrifo. – Cath bufou, e murmurou um “quem liga?” – Hipogrifos são seres extremamente orgulhosos e sensíveis. Eles não aceitam ofensas, e também são perigosos. Muito perigosos.
– Cath, é você! – berrou Draco, sorrindo pra ela.
– E você teve a grande ideia de trazer ele pra brincar com a gente? – Cath ironizou. Então se voltou pra Draco – Me chama de galinha gigante de novo, que eu arranco tua cara do seu corpo.

Papai noel a ignorou, e Draco se escondeu atrás de uma árvore.

– Alguém quer tentar montar nele?– Perguntou o coitado do professor.

Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...
Silêncio...

– Eu vou. – disse Harry Potter, o retardado.
– Oh! – Disse Hagrid – Okay, vamos lá, Harry. Uma reverência primeiro.

Harry fez a reverência, o cavalossáro, Bicuço retribui, ele montou, ele voou, ele voltou. Tudo bem rápido.
MAS como nenhuma aula pode prosseguir normalmente sem que um aluno esquizofrênico acabe com tudo, eis aqui o que aconteceu:

POV CATHERYNN:

Vim narrar, porque falar mal do Malfoy é minha especialidade.
Okay. O grande idiota decidiu insultar a galinha gigante, e quando digo isso não me refiro a mim mesma, e sim a Bicuço, o hipogrifo metidão.
Como aquela galinha tinha cara de quem não levava desaforo pra casa, ela decidiu revidar o insulto de Malfoy: comendo o braço dele.

– AEEEEEEEEE! – berrei, dando gargalhadas – AGORA TUA AULA FICOU BOA, HAGRID!
– AI SANTO MERLIN, QUE QUE EU FAÇO? – Hagrid gritava, correndo de um lado pro outro como um louco.
– LEVA A BICHA OXIGENADA PRA ENFERMARIA, OXE! – gritou Emma, uma sonserina qualquer que eu havia me dado o trabalho de aprender o nome.

Enquanto Hagrid corria com Malfoy, que gritava para todos os cantos que iria matar Bicuço e colocar sua cabeça na parede, Cath disse a melhor frase de todos os tempos, a única coisa inteligente que ela disse em toda a sua vida de semideusa burra:

– Será que nos deixam adotar um bicho desses? Adoraria vê-lo devorando o braço da Profa. Sprout...

POV CANDICE:

Depois de todas as aulas do dia, Cath, Emma, Draco, Hermione, Harry, Rony e eu, levamos os três garotos (que ficaram um pouco traumatizados com o número de alunos que se explodiam na aula de poções) para observar Lufanos se afogarem no lago negro.

– E isso, meus queridos amigos que são experiências de laboratório do mundo real: é o que fazemos para nos divertir. – disse Cath, aos garotos, como se fosse a apresentadora de um circo (e era mesmo).

Enquanto Cath dizia isso, um lufano com demência em nível avançado, tirou a camisa, gritou um “UHUUUU” e se jogou no lago negro.

– Ah meu deus – disse Emma, levando a mão a boca – Ele pulou no lago de meias.

Não perguntem-me porque Emma se preocupou com isso. Aquela garota tem esquizofrenia ou algo assim.

– Gente. – disse Hermione, chocada– Nem eu sabia que eles faziam isso.
– É doença? – perguntou Newt – Será que contagia?

Cath deu de ombros.

– Eu estou aqui há cinco anos, e ainda não me joguei nesse lago nojento.

Newt acenou com a cabeça, e veio se sentar perto de mim (e Draco).
Então, como normalmente em Hogwarts, as coisas costumam acontecer do nada, o Lufano saiu misteriosamente do lago, cheio de lama e gritando desesperado pela sua mamãe.

– Gente, ele exala heterossexualidade, né? – disse Rony, o piadista.
– SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! – gritava o lufano
– Migo – disse Draco, sem se dar importância de levantar a cabeça pra falar com o garoto – Somos sonserinos, a última coisa que vamos fazer é te ajudar com seja lá o que esteja acontecendo.
– A primeira coisa que vamos fazer, é provavelmente rir – acrescentei, olhando pra Cath, que havia se jogado na grama gargalhando.
– Vocês não entendem! – gritou o garoto – Tem alguma coisa lá embaixo!
– Sim, grande idiota – disse Emma –É o Anastácio. O polvo gigante.
– Você nunca leu Hogwarts, uma história? – perguntou Hermione
– Ninguém leu isso, retardada. – disse Cath, se recuperando – Vai fazer alguma coisa decente da sua vida e para de dizer essa frase.
– Cath, não seja rude. – disse Emma
– MAS ESSA VACA TÁ FALANDO A MESMA FRASE DESDE A PORCARIA DO PRIMEIRO ANO, NÃO DA PRA VIVER ASSIM! – Cath gritou, levantando as mãos pra cima, e balançando-as esquizofrenicamente.

Com esse gesto descontrolado, Cath fez algo totalmente inapropriado.
Ela abriu o lago negro em dois.

– GENTE, ENCARNOU NOÉ NA PIRANHA LOIRA – berrou Rony
– PIRANHA LOIRA É SUA MÃE! – gritou Cath
– Não ofenda a mãe alheia, Catherynn. – disse uma voz, vinda do meio do lago que era mais sujo que o rio tietê.
– Gente, desde quando o Anastácio fala? – perguntou Harry.
– E eu lá vou entender alguma coisa que rola nesse lugar? – Respondi, me levantando e andando até a borda do lago.

A essa altura, o lufano enlameado já havia sumido.
Então, sendo seguida por toda a cambada já citada aqui, eu olhei para baixo, pra constatar que a voz não vinha de Anastácio.

– Ah, que ótimo. – Draco bufou – Além de ela dar uma de Noé, ela ainda invoca MAIS UMA sereia.
– E essa tem cara de velha, hein – disse Emma, a sem noção – Olha a cara de quem já viveu mais que um dinossauro.
– Gente... – Cath disse baixinho – Essa é minha mãe.
– Nossa. – corrigi
– Minha. – ela disse – Ela te adotou, você foi achada no lixão.
– Cara, somos gêmeas. – eu disse
– E dai? Você foi clonada.
– Meninas! – chamou Diana, lá de baixo – Eu ainda estou aqui.
– Ei. – disse Minho – Então quer dizer que sereias realmente existem?

Newt poupou-me de responder:

– Garoto, estamos em uma escola de magia, vimos fantasmas e gigantes. Você ainda não acredita que sereias são reais?
– Não. – Minho deu de ombros.

Cath bufou, e levou a mão a testa.

– Sua namorada é uma sereia, ô animal. – disse Thomas, que provavelmente havia ligado os pontos, e descoberto que filhas de uma sereia também são sereias. Grande inteligência.

Minho olhou pra Cath, que deu de ombros.

– Sua... namorada? – repetiu nossa mãe – Quando você começou a namorar?
– Hmmmm, vejamos. – disse Cath – Eu conheci Minho há três dias, então... – ela contou nos dedos – Há dois dias.
– VOCÊ NÃO PODE NAMORAR UM GAROTO QUE ACABOU DE CONHECER! – berrou nossa mãe, agitando a cauda.
– NÃO DE UMA DE PRINCESA ELSA, QUE VOCÊ TEM BEM MAIS QUE 18 ANOS, DONA DIANA. – berrou Cath em resposta.

Diana respirou fundo, retomou o máximo da pose de rainha que ela poderia ter estando em um lago sem água, encarando um bando de adolescente que a chamavam constantemente de velha.

– Eu só... – ela começou, então tirou uma tiara (sabe-se lá de onde) e a ergueu pra Cath – Gostaria de entregar isso a você. Princesa Catherynn Jade France.
– Eita. – disse Hermione, se afastando um pouco – A gente deveria fazer, sei lá... Uma reverencia?
– Não, cala a boca. – eu respondi.
– Lovelace. – corrigiu Cath, pegando a coroa – Princesa Catherynn Jade Lovelace France.
– Nome grande pra caralho hein. – comentou Thomas
– Pelo menos eu tenho sobrenome. – Cath sorriu maldosamente pra ele.

Thomas cruzou os braços, e Newt riu baixinho.

– Eu tenho mais coisas a resolver. – minha mãe disse – Foi bom vê-las de novo.
– Tá. – disse Cath – Amamos você, mãe. Tchau.

E fez outro gesto esquizofrênico, fechando o lago.
( fechastaporra)


– Acho que não foi muito educado fazer isto. – falei
– Fazer o que né. – ela deu de ombros.
– Então, quer dizer que você é uma princesa? – zombou Draco – Olha, eles precisam ver melhor quem escolhem pra princesa.

Cath fuzilou o com os olhos.

– Não foi um bom momento para abrir a boca, Malfoy. – ela disse, e o empurrou no lago. – Realmente, não foi.

Controlei a risada, vendo Draco emergir cheio de lama e muito irritado, e segui Cath e os outros para o jantar.

Com a semana chegando ao fim, nosso trabalho de proteger os garotos foi bem sucedido, e agora, eles iriam embora. No fim do dia, apareci no dormitório de Newt para me despedir.

– Hey. – chamei, encostando-me na porta.
– Hey! – ele se virou sorrindo. – Candy?
– Aham. – sorri – Você sabe, pode me diferenciar pelo cabelo.

Ele sorriu, enquanto eu me sentava ao seu lado na cama.

– Bem... – suspirei – Você está indo...
– Eu estou. – ele alcançou minha mão, e a apertou – Escuta, Candy. Eu estou indo agora, não sei se vou sobreviver, e tenho uma grande chance de enlouquecer lá fora. Pelo que eu sei, eu já estou. Mas... Você me proporcionou uma das melhores semanas de toda a minha vida. Enquanto eu estive aqui, eu... – Newt parou pra tomar folego – Eu me senti normal. E bem. Graças a você. E se... Se eu não morrer ou enlouquecer... Eu quero ver você de novo.
– Newt, eu... – comecei a falar, mas quando encarei-o, senti todas as palavras sumirem da minha boca.

Seus olhos estavam desesperados, suplicantes. Quase... loucos.

– Acho que eu gosto de você. – ele sussurrou, e chegou mais perto.
– É, eu também acho isso. – eu sorri, e quebrei a distância entre nós.

VOCÊ O BEIJOU? – Cath disse chocada, e depois abaixou o tom – Não consigo acreditar!

Os garotos haviam partido no dia anterior, e eu não havia tido chance de contar a Cath o que havia acontecido. Então, quando comecei a contar, sua reação foi gritar essa frase na frente de várias pessoas. Discretíssima.


– É, eu meio que beijei... – sorri envergonhada, enquanto observava o fluxo de alunos nos corredores – E você e Minho?
– Ah. – ela deu de ombros – Terminamos.
– Sério? – perguntei – E você diz isso com tanta naturalidade?
– É, eu digo. – ela sorriu pra mim – Ele disse que lá fora, tinha muitos riscos de morrer, e que não queria que eu me preocupasse com isso, e que também, era muita responsabilidade namorar uma “Princesa bruxa sereia imortal”. – ela deu de ombros – Essas coisas acontecem.
– Me surpreende saber que você lida tão bem com isso. Depois de... – não terminei a frase, mas Cath pareceu saber que eu iria falar sobre seu namorado morto.
– Só temos uma vida pra viver, irmãzinha. – ela sorriu – E ela não vai valer a pena se a usarmos para chorar por corações partidos.

Notas finais
se n tiver review, eu vou matar todo mundo nesse krl, e fim de história