I would do anything for you
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Aviso 2: me deem ideias para o nome da fic que será a continuação desta, se quiserem a continuação desta, é claro.
Aviso 3: Não tem, só queria desejar uma boa leitura ♥
Eu acho que desde que te conheci fiquei sentimental. Isso é um fato comprovado por mim mesma desde o nosso primeiro e único beijo. Eu escondia minha sensibilidade e doçura, ainda humanas, sobre uma casca de sensualidade e o puro mal do inferno. Mas com você eu sempre era vulnerável. Você mesmo notou, no quarto de hospital, que eu ficava mais fácil sob a sua presença. Pois é, parece que tudo ia embora quando você chegava perto. Todos os séculos no inferno, todas as mortes que eu causei. Por falar em mortes, desde que nos encontramos, eu nunca mais matei ninguém sabia? O porquê nem eu mesma sei, mas só sei que ficava por ai escondida, até você precisar de mim de novo.
E você precisou. Precisei ficar cuidando de você enquanto Tico e Teco saiam para caçar monstros. Eu fiquei em um quarto sujo de hospital, aceitando ser mandada por um superior humano, um simples médico, tudo para ver você bem de novo. Matei um anjo, não por diversão, porque ela ousou bater no meu emplumado. Na “jaula” de Crowley, eu me larguei aos cães do inferno para proteger você e os dois patetas, fui torturada, mas depois que você queimou Crowley, eu senti que tudo aquilo valeu a pena. Até descobrir que ele estava vivo ainda. Não fiquei com raiva por você ter confiado nele para abrir o purgatório e tentar se transformar no novo deus. Ao mesmo tempo em que eu sentia sua ingenuidade, eu sentia o seu orgulho e seu desejo de ser melhor do que os outros. No fundo, eu sabia que você iria explodir, mas como os Winchesters me matariam se eu aparecesse em um momento julgado por eles “importante”, então fiquei quieta em meu canto.
Fui pega por Crowley, novamente por você. Cheguei com tudo no Impala naquela empresa do Dick, e fui pega por dois meros demônios, porque afinal, vocês precisavam de tempo. Você não tem noção do que eu passei com o Rei do Inferno. Ele me torturava todo dia e no final, me deixava inteira para começar a tortura. Seria normal para mim, afinal, eu já passei por isso no inferno. Mas, ao contrário de Alasteir, Crowley fala demais! Ele ficava horas e horas repetindo que o meu anjo não me salvaria desta vez. Aliás, qual foi a vez que você me salvou?
Quando tinha meus momentos sozinha, o que era raro, eu me pegava pensando em nossos diálogos, sempre cheios de inocência da sua parte e provocação da minha:
"-Você me parece contente.
-Nós vamos vencer. Não sente isso? Vocês anjos idiotas perderam a droga do universo. Lúcifer vai tomar o céu. Nós vamos pro céu Clarence."
Foi a primeira vez que eu te chamei de Clarence, lembra? E quando eu achei que você ia me beijar e você me jogou no fogo sagrado? Isso foi doloroso menino emplumado.
"-Você não pode matar demônios não é? Ta fora do seu escritório, não tem mais nenhum poder. E agora? O que você vai fazer seu idiota impotente?
-Eu posso fazer isso."
Aquilo doeu demais. Mas eu gostei você. Naquela época, para mim você era como meu pai, se rebelou contra a sua família e teve o seu tão sonhado livre arbítrio.
Nos encontramos de novo na jaula do Crowley, eu nunca deixava de provocar.
"-Lembra de mim? Eu me lembro bem de você Clarence.
-Porque estamos trabalhando com essas... Aberrações?
-Continua falando assim minha casca ta toda molhadinha."
Eu ri por dentro da sua expressão de dúvida. Você é hilário. Ah, ainda lembra do Cara da Pizza?
"-O que foi isso?
-Aprendi com o homem da pizza.
-Ui, nota dez pra você. Me sinto tão...limpa?!"
E eu me senti limpa mesmo. Ao contrário de você que deveria ter se sentido “bagunçado pelo demônio” né? Pois bem, depois disso nós demoramos para nos encontrar não é mesmo?
Depois de ter sido torturada e ter meu cabelo pintado de loiro pelo Porco Fedorento (acredite, essa foi a pior das torturas), ele me deixou amarrada em um banheiro. Seria sexy se eu não estivesse detonada. Quando eu já havia parado de “rezar” por você, adivinha quem aparece? O meu anjo favorito acompanhado de Timão e Bumba.
Vocês me tiraram de lá e você me cuidou. Como ninguém havia cuidado antes. Aliás, confesso que não me lembro da ultima pessoa que cuidou e se importou comigo. Você enfaixou meu braço quase que em carne viva, me deu vodka e ficou conversando comigo, enquanto o mundo acabava. Pude perceber que você estava bem mais diferente. Parecia mais humano, sei lá. Mas eu gostei. Claro que preferia você bonzinho e ingênuo e eu má. Eu adorava isso. Adorava céu e inferno em uma briga que parecia um “quase-romance”.
Eu admito, meu unicórnio, que eu gostava de você, do meu jeito meio torto, mais eu gostava. E sentia que você também gostava de mim. Poderia ser só besteira da minha cabeça, mas, isso não importa mais.
Quando eu praticamente me entreguei para o Crowley me matar, eu sentia que você vinha me salvar, pelo menos uma vez. Mas quando eu disse para ele “Castiel não esta no carro.” Eu afirmei para mim mesma que aquele seria o meu fim. Ele estava com a espada nas mãos, eu não conseguia mais lutar. Ele me olhou com raiva nos olhos. Eu sabia que não daria mais para evitar. E o pior: Eu não veria você antes de morrer, isso me doeu mais. Em segundos, alguns fleches vieram na minha mente: Nosso beijo, você rindo porque eu cai no meio das flores quando tentava alcançar você correndo. Nós dois jogando “sorry” e eu deixando você ganhar, porque gostava de te ver sorrindo. Nossa última conversa. Seus olhos e seu sorriso. Foi minha ultima lembrança. Ai eu senti uma dor profunda, gritei e tudo ficou escuro.
Pensa que acabou por ai certo? Eu estou no purgatório. Vi você aqui mais não cheguei perto, pois minha forma real é horrível, então, queria poupar você de um possível susto. Viu? Sempre preocupada com você em primeiro lugar. Como disse, estou aqui. Não sei se mais alguma porta vai se abrir para eu fugir e te procurar. Mas as noticias correm. Sei que você perdeu sua graça e virou humano. E sei que já chegou outra para ocupar o meu lugar. Isso me corrói por dentro. Espero que consiga ser feliz, perder a virgindade e achar alguém te agüente você, com todas as suas manias, como eu agüentei. Mais saiba que um dia eu vou voltar. Não é uma ameaça pra você, e sim para ela. Porque por você, eu sou capaz de matar qualquer um que ousar cruzar o nosso caminho. Mas enquanto isso não acontece... Se cuide.
Pois é Clarence, eu faria tudo por você, pensando que você faria o mesmo por mim, e você não fez.
Notas finais
Então comentem!
Beijos ♥
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