I will never give up on you
3 Capítulo 3
Notas iniciais
P.O.V. Annabeth
Tudo o que vejo é um clarão, em um minuto não consigo enxergar nada e no outro vejo mais cores do que minha mente consegue processar, tento me concentrar e focalizar a imagem.
Estou num campo gramado cheio de flores de todas as cores que você possa imaginar, e pra qualquer lugar que eu olhava tinha uma oliveira. Mas o que era esse lugar? Eu não deveria estar morta?
–Será que aqui é o Elísio? — Penso em voz alta
–Você não está morta Annabeth, pelo menos ainda não.
Viro-me e percebo de onde reconheço essa voz.
–Mãe? Onde estamos?
–Não consegue adivinhar, minha filha?
Depois de pensar um pouco respondo.
–Estamos na minha imaginação?
–Talvez.
Nossa minha mãe não costuma ser tão enigmática.
–Tudo bem, você disse que ainda não estou morta, então talvez eu tenha uma chance de votar a vida, mas como?
–Sabe eu ainda não acredito que aquele maldito filho de Poseidon deixou que isso acontecesse com você. Eu deveria carboniza-lo agora mesmo.
–Não foi culpa dele, eu me joguei em cima do cara...
–Para salvar a vida dele... Eu sei querida...
–Eu tenho certeza que ele faria a mesma coisa, mãe!
–E eu não duvido disso, mas eu disse a ele que se alguma coisa acontecesse a você, ele ia se ver comigo.
–Mãe! Não pode culpa-lo por uma escolha que EU fiz! E depois somos semideuses podemos morrer a qualquer momento!
–Mas não assim! – Atena disse irradiando ira – Não uma morte TÃO sem graça! Tão normal! – Ela praticamente cuspiu a última palavra.
–Então esse é o problema! Você não se importa de eu ter morrido, tudo que você se importa é que a minha morte não foi honorável e que não vai trazer benefício nenhum a você! – Digo com raiva e tentando segurar as lágrimas que ameaçavam sair.
–Veja bem minha filha, é claro que não queria que tivesse morrido, mas você sabe o quão estúpida foi a sua morte!
–Eu morri pra salvar a vida da pessoa que eu amo e isso basta para mim! – Digo botando toda a minha raiva em cada palavra e sem me importa que ela pudesse me queimar viva ali mesmo, afinal eu já estava morta!
–Mas este não é o motivo de eu estar aqui. – Atena disse recobrando a razão – Annabeth sua vida não pode acabar assim e não pode acabar agora!
–Então diga o que eu devo fazer e eu farei! Mas não por você!
–Como deusa da sabedoria meu dever não é fazer com que as pessoas gostem de mim, e sim fazer o que é melhor para todos. – Ela disse calmamente – Agora me ouça, sua vida estar por um fio e existe um motivo pra esse fio ainda não ter sido cortado, você não deveria ter morrido essa noite – Ela disse cada palavra lentamente para ter certeza que eu havia entendido — Existe algo que conecta você aquele mundo, algo maior e mais forte do que qualquer coisa, encontre-o e viva!
E enquanto ela desaparecia disse apenas mais quatro palavras:
–Use a sua imaginação!
–Você só pode estar brincando! – Digo indignada olhando para onde Atena estava um minuto antes.
O que eu supostamente devo fazer agora?!
–Ficar parada que não deve ser! – Digo enquanto começo a andar pelo meio das flores que agora parecem tão fora do contexto levando em conta que eu estava praticamente morta.
Situações assim são difíceis quando se tem pessoas ao seu lado, agora imagine quando você está totalmente sozinha, mas eu não vou surtar, esse é apenas mais um dia como uma meio-sangue, e eu vou supera-lo como qualquer outro.
Andei horas e horas, mas a questão é que parecia que eu não saia do lugar! Sentei-me, eu tinha que me concentrar, pensar no que fazer. E então a solução veio mais fácil do que eu poderia imaginar, “use a sua imaginação” minha mãe disse e então percebi que era como se eu estivesse no Styx e eu precisava de uma memória, de alguma coisa forte o suficiente pelo qual o faria o impossível para não morrer.
E eu tinha uma pessoa... Percy, ele era a minha memória, era por ele que eu havia morrido, era por ele que eu queria viver, que eu precisava! E subitamente imagens do seu rosto, seu sorriso, da sua lerdeza começaram a invadir minha mente com toda a força, mas rápido do que eu podia controla, as lágrimas tomaram o meu rosto.
“-Uma corrida até a estrada? eu disse.
–Você vai perder tão feio. — Ela partiu em descida da Colina Meio-Sangue e eu corri atrás dela.
Pela primeira vez, eu não olhei para trás.”
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