I will never forget you.
31 This will be complicated!
Notas iniciais
Pov Manu: Balada
Acabo de pegar uma bebida no bar, já estava indo de encontro aos meus amigos, quando um ser totalmente desorientado surge em minha frente, fazendo com que eu derrube toda a bebida no chão, eu mereço!
– Me desculpe! – Grita, o homem em meu ouvido
– Acho melhor você me pagar outra, você não olha por onde anda não?! – Pergunto gritando também por conta do alto volume da música.
– Manu? – Pergunta, chamando minha atenção.
– Rafa? Você? Em uma balada? Que bicho te mordeu? – Pergunto o puxando para um canto com menos barulho.
– O da rejeição. – Fala
– Você também com problemas amorosos? – Pergunto bufando
– É, e mais a outra metade da humanidade. – Fala rindo sem graça
– Vem, você precisa se divertir. – Constato o puxando para o meio da pista de dança.
– Obrigado! – Agradece quando passa a se soltar
– Agora você me deve duas bebidas. – Informo
– Até dez. – Fala parando de dançar e avança sobre mim
Ah, nada demais, estamos em uma balada, e eu estou apenas o ajudando a resolver seus problemas, se assim estiver mesmo, não vou ligar de ajuda-lo mais vezes, por que a pegada que esse cara tem... idiota a mulher que deu um fora nele.
Pov Sophia: casa do Lucca
Acordo com o sol pairando sobre meu rosto, com dificuldade abro meus olhos e constato que Lucca não está mais ao meu lado.
Caminho até o banheiro e faço minha higiene matinal, após isso, sigo até o quarto de Luquinha, ele também não está lá, devem estar brincando lá em baixo.
Com um pouco de dificuldade, desço as escadas e passo a escutar murmúrios vindos do andar de baixo, caminho em direção as risadas e me deparo com a cozinha de Lucca coberta de farinha, e com dois seres que podia jurar terem acabado de sair de uma tempestade de neve.
– O que exatamente está acontecendo aqui? – Pergunto analisando toda a cozinha.
– Mamãe!!! – Grita meu filho correndo até mim, não tenho tempo nem de pensar, já estou coberta de farinha.
– Bom dia! – Fala Lucca sorridente e me abraça também.
– A gente fez um café da manhã só pra você, mamãe! – Explica empolgado e me puxa em direção a cozinha.
– Na verdade, a gente tentou. – Murmura Lucca
– É, eu percebi, acho melhor vocês começarem a arrumar tudo isso – Sugiro encarando os dois
– Mas vai demorar muito – Reclama Luquinha
– É, realmente, vai demorar muito. Quando terminarem me chamem – Peço já me afastando- não estou podendo fazer muito esforço. – Cantarolo e eles me olham derrotados.
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– Vai trabalhar hoje? – Pergunto abraçando Lucca.
– Não, avisei que tinha uma princesa indefesa em casa para cuidar. – Fala apertando meu nariz e eu arqueio as sobrancelhas.
– Indefesa?
– Ah, nem quando eu tento ser fofo você continua implicando. – Fala fazendo cara de cachorro sem dono.
– Você é sempre fofo, mas indefesa? Não! – Explico lhe dando um leve beijo.
– Então tá, tenho uma princesa muito valente para paparicar pelo resto da semana. – Verbaliza formalmente me fazendo rir.
– Bem melhor assim.
– A gente podia sair, ir para o parque, sei lá. – Sugere
– Sim, eu fico aqui em casa arrumando o Lucca e você vai buscar o Simba.
– Você disse “aqui em casa”? – Indaga sorrindo.
– Disse? – Me faço de desentendida
– Disse! Vocês deviam vir para cá definitivamente, essa casa é enorme, me sinto tão sozinho. – Reclama
– Nossa, mas que namorado carente que eu fui arrumar, einh! – Brinco
– Se você ficar mais comigo, deixarei de ser tão carente assim – Cantarola sugestivo me fazendo rir.
– O que posso fazer pelo meu príncipe carente? – Indago brincando.
– Isso aqui. – Fala se aproximando mais e me beijando apaixonadamente.
– Estamos parecendo duas crianças apaixonadas! – Comento – E eu gosto tanto disso.
– Eu também. –Concorda sorrindo. — Vou lá buscar o Simba, volto rápido. – Fala já saindo
Passo a arrumar as coisas para levar, e quando vou aprontar Lucca, me lembro de Miguel. Não conversamos sobre a volta dele, quero deixar isso de lado, mas sei que não posso, sabe-se lá o que ele pode estar pensando em fazer, não podemos pensar que está tudo bem só porque ele não nos contatou.
– Mamãe! – Chama Lucca me despertando.
– Diga.
– O papai chegou! Vamos! – Chama já correndo até o carro.
– Simba! – Exclama abraçando o cachorro.
– Oi! – Digo fingindo uma animação e beijando Lucca
– Você está legal? – Instiga preocupado
– Estou sim, só esse curativo que incomoda um pouco. – Minto e ele assente já dando partida no carro.
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– Deixa ele amarrado só até a gente comer – Peço- depois você pode andar com ele.
– Tá. – Responde Luquinha se sentando ao meu lado.
– A gente podia ir para a praia novamente, né? – Sugere Lucca
– Sim!!! – Concorda Luquinha todo animado.
– Quem sabe depois de eu tirar esses negócios da perna. – Falo tomando um gole de suco.
– Ai, a gente podia levar o Simba! Ele vai adorar o mar! – Sugere meu filho empolgado.
– É, ele iria adorar.
– Cadê ele? – Indaga Lucca fazendo meu olhar ir de encontro à árvore.
– Lucca! – O repreendo o deixando com cara de choro.
– Ele não gosta de ficar preso, mamãe. – Se defende
– Agora ele fugiu! Onde vamos achar ele? – Pergunto saltando do chão e dando uma conferida na extensão do parque.
– Calma, ele não deve ter ido muito longe, vamos achar ele. – Afirma Lucca se levantando e eu o acompanho.
Saímos a procura dele e nada, demos duas voltas pelo parque inteiro, Luquinha já estava chorando por ele, não tínhamos mais o que fazer, até que...
– Simba! – Exclama meu pequeno correndo em direção à um homem, que junto a ele trazia Simba.
– Graças a Deus! – Exclama Lucca indo de encontro ao cachorro também.
Assim que começo a me aproximar também, passo a perder a estabilidade das minhas pernas. Adivinhem só quem é que está segurando Simba nos braços? Miguel, claro!
– Tio Miguel! – Fala Lucca animado e o abraça.
Lucca para bruscamente a caminhada e me olha com um misto de preocupação e raiva.
– E aí, muleque. Ele é seu? – Pergunta Miguel o colocando no chão e lhe devolvendo Simba.
– Sim, ele é nosso. – Respondo antes de Luquinha dizer qualquer coisa. – Obrigada por acha-lo. – Agradeço seca.
– Sophia, que coincidência encontrar vocês aqui. – Fala sínico.
– Pois é, que pena que estamos sem tempo, tchau. Vamos filho! – O chamo e ele vem ao meu encontro.
– Olha, tio Miguel, aquele é o meu pai! – Exclama animado apontando para Lucca, que vem a passos lentos ao nosso encontro. Vejo seus punhos cerrados, não posso deixar que uma briga comece.
– Ah é? – Pergunta se fazendo de sonso e me encara com raiva.
Agradeço aos céus por Luquinha se afastar e ficar consideravelmente fora dessa situação.
– O que quer que esteja fazendo aqui, sugiro que se afaste! Não vai querer se meter com a minha família. – Ameaça Lucca
–Meu nome é Miguel – Fala ignorando totalmente a ameaça de Lucca – Pai do menino ali. – Sussurra apontando para Lucca que está aéreo brincando com Simba.
– Se acha isso, está muito enganado. – Lucca fala entredentes
– Um exame de DNA confirma isso bem rápido. – Provoca e em milésimos, Lucca lhe profere um soco no nariz.
– Ficou maluco? – Indaga Miguel nitidamente bravo e também lhe soca.
– JÁ CHEGA! – Grito me colocando na frente dos dois. – Vai embora, Miguel! Já disse, você não tem nenhum filho!
– É isso que vamos ver, escuta o que eu estou falando, eu vou ficar com ele! – Afirma e se vira para ir embora.
Pov Rafa:
Essa noite foi uma verdadeira loucura, não sei o que deu em mim, mas senti que Manu estava lá para me ajudar, e foi o que ela fez. Não que eu tenha esquecido Sophia, mas ela está me ajudando nisso, e eu realmente estou passando a me interessar por ela, só que para ela, temos apenas um tipo de coisa, e isso se chama: Amizade colorida, sexo casual. Porém, eu estou disposto a reverter isso
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