Notas iniciais
Hey! Fiquei muito feliz com as leitoras novas, espero que vocês gostem do rumo que a fic vai tomar. Espero que curtam o capítulo e continuem comentando. Beijos!

– Que legal, meu amor! – Digo forçando um sorriso e encarando Lucca, ambos possuem um lindo sorriso estampado na cara. – A mamãe vai conversar com o tio Lucca, fica aqui quietinho, tá! – Falo e ele assente.

Quando estamos longe dos ouvidos de meu filho começo a falar:

– Olha Lucca, agradeço sua intenção, mas não é certo fazer isso. – Digo o encarando.

– Sei que fui meio precipitado, mas você viu como ele ficou? Só queria que ele ficasse feliz, e não seria sacrifício nenhum ir assistir à apresentação dele. –Ele insiste com cara de cachorro abandonado.

– Eu sei, mas não é certo, conheço meu filho e sei que ele vai ficar alimentando falsas esperanças, não vai lhe fazer bem. – Retruco séria e vejo seu sorriso murchar.

– Me desculpe, eu realmente não pensei nisso, é que ele é tão especial para mim, temos essa proximidade e eu não gosto de vê-lo triste. E ele mesmo disse que queria que eu fosse seu pai. – Ele argumenta e eu tento entender onde que ele quer chegar com essa história.

– Eu entendo a relação de vocês, mas você não é o pai dele, não posso permitir que ele fique feliz agora e depois fique triste o resto da vida pensando em como seria se você fosse realmente seu pai. – Explico tentando soar compreensiva.

– Mas agora, não sou capaz de acabar com a felicidade dele, olha só, seus olhos estão brilhando. – Ele retruca apontando para meu filho, e realmente vê-lo assim enche meu coração de alegria, mas no fundo sei que não é certo.

– Eu sei, também não quero acabar com a felicidade dele, mas não vai ser fácil explicar para ele toda a situação, é complicado e ele só tem três anos, vai acabar confundindo tudo. – Explico

– Olha, pode parecer loucura, mas é algo que não sai da minha cabeça faz tempo, eu realmente quero ser o pai dele. – Ele fala e eu gelo. Como assim? Ele quer registrar meu filho? Não, isso eu não posso permitir.

– Olha, eu entendo a importância que um tem para o outro, mas não, isso já é demais, não é certo e você não tem nenhuma obrigação de adotar meu filho. – Verbalizo e ele me olha decepcionado.

– Olha... – Ele começa a falar, mas é interrompido pelo meu filho.

– A pizza!!! – Meu pequeno fala alarmado e corremos para tirá-la do forno, por sorte não queimou!

– Bom, vamos comer? – Lucca questiona animado e eu assinto.

O jantar inteiro é tomado pelo falatório do meu pequeno sobre como vai ser a apresentação, eu ele está muito feliz, e quase chama Lucca de pai, o que me alarma, mas deixa Lucca com os olhos brilhando!

Não estou disposta a isso, criei ele sozinha desde sempre, sei que a intenção de Lucca é a mais pura possível, mas não é algo que eu ache certo, nós nem nos conhecemos tão bem assim, sim nos conhecemos desde o colégio, mas concordamos em deixar isso de lado, ou seja é como só nos conhecermos há cinco meses, e é muito pouco para ele já querer colocar seu nome na certidão de nascimento do meu filho. Não acho que esteja sendo egoísta, apenas estou sendo realista. Isso que ele propôs é loucura, qualquer um que escutasse a história iria me achar a maior interesseira, e de qualquer maneira eu não me sentiria bem.

Mas confesso, faria qualquer coisa para sempre ver meu filho com esse sorriso na cara, eu realmente tenho que pensar muito bem em uma decisão, ainda está recente e seria uma baita de uma mudança na vida dele.

Após Lucca implorar, acabei cedendo e concordei em ficar mais um pouco para assistirmos a um filme. O tempo ia passando e eu ficando mais tentada em aceitar sua proposta, o jeito que eles se comunicam, se entendem é louco e como já disse, a felicidade do meu filho é a única coisa que me importa.

Quando acordo de meus loucos pensamentos, vejo Lucca ajeitando meu pequeno – já adormecido- no sofá e vindo em minha direção em seguida.

– Olha, sei que foi loucura o que te propus... – Ele fala e eu sinto que ele vai voltar atrás com essa ideia maluca- Mas eu realmente quero fazer isso, quero colocar meu nome em sua certidão e ser o pai que ele sempre sonhou em ter. Quero ensinar ele a jogar futebol, quero ouvir ele me chamando de pai o dia inteiro e não me cansar disso, quero poder ajuda-lo em tudo que precisar. Sei que deve ser difícil para você pensar em uma resposta, sei que o criou sozinha, mas eu não interferiria no modo que você o educa. Eu iria ser a figura masculina que ele precisa. Você sabe por tudo o que eu passei, e eu realmente não iria lhe propor isso se eu não quisesse muito, desde que o conheci, sinto que ele é a pessoa que me ajudou a superar meu passado, não existe forma melhor de agradece-lo. – Ele fala e eu vejo sinceridade em seus olhos, sei que vocês devem estar pensando: Nossa, porque você ainda não aceitou? Mas é realmente difícil, sempre foi só eu e ele, aí de repente aparece outro alguém para ajudar, mudaria toda uma rotina.

– Entendo tudo o que você falou, sei que você quer isso, e ele também. Mas você precisa entender meu lado. Não é uma decisão simples, preciso conversar com ele e comigo mesma, e aí eu te dou uma resposta, mas independente de tudo, queria que você conseguisse sendo amigo dele, você faz um bem danado para ele. E você poderá ir assistir à apresentação dele, mas como não decidi nada, vocês são como tio e sobrinho, certo? – Digo e a possibilidade que eu abri o deixou totalmente feliz.

–Certo! E nunca, mas nunca mesmo que eu me afastaria dele, vocês me fazem feliz. – Ele fala e eu coro involuntariamente, droga.

– Então tá, acho melhor eu já ir indo. – Digo caminhando em direção ao meu pequeno adormecido.

– Deixa, eu levo ele para o carro. – Lucca fala se aproximando e o pegando no colo.

Nos dirigimos até o carro, ele posiciona Lucca na cadeirinha e o beija na testa.

– Tchau. – Digo o abraçando.

– Tchau. – Ele fala e sinto ele suspirando o cheiro de meu cabelo, estranho? Imagina!

Dirijo de volta para a casa pensando em sua proposta, estou com a cabeça aberta, tenho que pensar em tudo que vai acontecer caso eu aceite isso. Talvez um conselho de amiga seja tudo que eu esteja precisando, amanhã mesmo vou conversar com as minhas conselheiras de toda vida: Manu, Clara e Luísa.

Chegando em casa, coloco meu filho em sua cama e volto para meu quarto, rapidamente mando uma mensagem para minhas amigas.

Será que vocês têm um tempinho para virem até a minha casa amanhã?

É só falar o horário que eu apareço – Manu responde.

Eu também, é algo grave? – Luísa pergunta alarmada.

Não, só preciso conversar – Digo

Eu também posso! Lucca está bem? – Clara pergunta

Está sim, se vocês quiserem vir almoçar aqui, podem vir

Ok – As três respondem ao mesmo tempo e eu caio no sono.

Acordo ainda confusa, seu eu aceitar estarei fazendo o certo? Estarei errando em relação ao meu filho? Confundirei meus sentimentos? Isso está se transformando em uma verdadeira bola de neve!

Notas finais
O que vocês acham que a Sophia deve fazer?