Notas iniciais
Hey!!! E aí, como passaram de ano? Espero que bem. Tudo do bom e do melhor para todas vocês, não sei como agradecer por tudo que passo aqui, só sei que isso tudo me alegra muito e espero ter vocês comigo em próximos projetos. Não, isso não é uma despedida de final de fanfic, ainda temos coisas importantes para acontecer, só queria agradecer vocês. E queria saber de uma coisa: Existe algum bônus que vocês queiram ler? Algo sobre o relacionamento antigo da Sophia e do Miguel? A gravidez do Lucca, não sei. ME falem sobre algo que vocês tenham curiosidade que irei escrever. É só comentarem. Sem mais delongas, espero que aproveitem o capítulo. Beijos e espero pelos comentários.

Leiam as notas iniciais, é de extrema importância.

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Abro a porta do guarda roupa para assim guardar a foto, fuço um pouco nas roupas de Lucca, aquele cheiro padrão dele emana por todas as peças, uma sensação de calmaria me invade. Assim, pego a blusa azul de manga dele, a mesma que ele usava no dia que nos conhecemos, a troco pela que estava usando, o conforto é imediato.

Decido dar uma arrumada no quarto para me distrair já que Luquinha está na escola e minha mãe saiu para resolver uns assuntos. Simba fica em meu encalço, depois da partida de Lucca, ele ficou bem para baixo, tem dado um trabalho e tanto.

Enquanto arrumo as gavetas do armário, um envelope cai de lá de dentro, o pego curiosa, não existe remetente, mas o destinatário sim, e sou eu, se bem conheço essa caligrafia, é de Lucca.

Rasgo o envelope numa ansiedade só, meus olhos passeiam por toda a extensão da carta, lágrimas ameaçam cair de meus olhos, mas não irei permitir que elas escorram de lá. Minha emoção é impossível de ser descrevida, mas, para que vocês tenham um pouco de noção do que estou falando, irei lê-la para vocês.

“Sophia,

Hoje é madrugada de terça feira, um dia antes de eu partir para o treinamento, você está levemente acomodada em meus braços, sua respiração vai de encontro direto ao meu corpo, é tão devastador só imaginar que poderei nunca mais viver isso, nunca mais ver a leveza de seu rosto, nunca mais te tocar, nunca mais poder dizer o tamanho do meu amor por você.

Sim, eu tenho que pensar assim, tenho que ser realista, mas saiba, que farei de tudo para poder voltar aos braços, farei de tudo para poder viver com você até nossos últimos dias. Mas, infelizmente não tenho como lhe prometer isso.

Não sei quando irá encontrar essa carta, ou se mesmo irá encontrá-la. Mas se está aí, lendo essas minhas palavras que podem não fazer muito sentido, quero que saiba que nunca amei pessoas como amo você e Luquinha. E por esse amor ser tão grande, lhe peço que se caso eu não volte, que siga com a sua vida, você não pode sofrer por minha causa, não novamente.

Lhe desejo o melhor que essa vida poderá te proporcionar, quero a cima de tudo a sua felicidade, só peço que não deixe que Lucca se esqueça de mim, isso eu não suportaria, ele foi o melhor presente que alguém poderia me dar.

Tinha diversos planos para nós, mas como você mesma diz: Deus escreve certo por linhas tortas. Então, espero poder voltar, te encher com o mais puro amor e com a maior felicidade existente nesse mundo. Quero voltar e encher essa casa de crianças, nossos filhos.

Não esquece que eu te amo, e nunca irei te esquecer. Você me mostrou o melhor e mais bonito lado dessa vida, e nunca poderei te agradecer por tudo isso.

Com amor, Lucca’’

– Eu também nunca irei te esquecer. – Sussurro com a carta em mãos, uma das minhas mãos descem de encontro ao meu ventre, e acaricio com ternura a barriga quase invisível.

Simba late para mim com sua cara de cachorro sem dono, clamando por atenção.

– Você também sente falta dele né, amigão. – Digo acariciando seus pelos.

Meu celular toca incessantemente no andar de baixo, em segundos o agarro e atendo totalmente atordoada quando vejo o número que me liga.

– Alô. – Atendo apreensiva.

– Sophia? Aqui é a Laura, coordenadora da escola do Lucca.

– Sim, aconteceu alguma coisa com o meu filho? – Pergunto com o coração e com as chaves do carro na mão.

– Ele está ótimo – Respiro aliviada – É que tem um senhor aqui na porta da escola, ele diz se chamar Miguel, e alega ser o pai do Lucca, e quer o levar embora, me desculpe se for incomodo, é que... – Tenta falar, mas eu a interrompo irada. Quem ele pensa que é? Ele está louco? Quer sequestrar meu filho?

– Muito pelo contrário, agradeço por ter me ligado. Não libere meu filho para esse homem nem por um decreto, eu agradeceria se pudesse segura-lo um pouco por aí, chego em cinco minutos. – Digo já ligando o carro.

– Claro, Sophia. Estamos te aguardando. – Ela diz, assim finalizando a ligação.

Corro pela cidade tomada pela raiva, ele endoidou de vez, ele que esteja preparado para me escutar.

Estaciono o carro na primeira vaga que me aparece e corro até o portão da escola. E bingo, ele ainda está lá, virado de costas para mim. Caminho até ele em passos largos e pesados, e quando estou perto o bastante para que ele me escute, disparo:

– Você ficou louco de vez? – Pergunto com a minha melhor cara de: Melhor correr ou eu vou te bater. No caso eu prefiro que ele fique.

– Sophia, eu só queria sair para passear com ele. – Tenta se explicar e eu rio, debochando da cara dele.

– Não me faça rir, Miguel! Quem você acha que é para sair para passear com o meu filho? – Pergunto, à beira de dar um ataque.

– Quando você vai entender que eu sou o pai dele? – Pergunta, trazendo traços de irritação na voz.

Ai, ele só me faz rir.

– Quando você vai entender que ele já tem um pai?

– Eu sou o único pai que ele poderia ter! – Exclama chamando a atenção das pessoas ao nosso redor.

– Ah é? então só me responde — Peço me aproximando mais de seu rosto- Onde estava esse tão maravilhoso pai no momento que ele nasceu? No momento em que ouvi o coração dele bater pela primeira vez? Na primeira palavra, no primeiro passo, nas noites que passei em claro cuidando dele, nas noites que fiquei em casa com ele sozinha, sem saber o que fazer enquanto ele chorava e eu não sabia o motivo. Onde você estava papai do ano? – Pergunto apontando para sua cara – ah, pera, não precisa nem responder. Nas noitadas, se divertindo, bebendo, nem lembrando que eu poderia estar precisando da sua ajuda! – Exclamo acusatória.

Ele me olha espantado e com uma enorme cara de arrependimento.

– E não me olhe com essa cara, pois não existe desculpa que faça eu ceder e deixar você se aproximar dele. Entendeu? – Pergunto agressiva e ele abaixa o olhar, mas se recompõem rapidamente.

– Eu tive meus motivos... – tenta mas eu o interrompo.

– Você por acaso estava em algum lugar onde não existia sinal de telefone? Ou onde não existia sequer um correio para você mandar um “Oi”. Me desculpe, mas nem tenta. – Digo, cruzando os braços.

– Eu sei que errei, sei que negligenciei ele, sei que deveria ter mandado uma ajuda de custo, mas...- O interrompo novamente.

– Eu nunca te pedi dinheiro, eu só queria que meu filho nascesse e crescesse com um pai por perto, mas é muito difícil ser pai, não é mesmo? – Pergunto irônica.

Ele parece ficar cada vez mais abalado, fico feliz com isso.

– Por que não foi você que ficou nove meses carregando um ser na barriga e não sabia o que fazer – Digo começando a enumerar as coisas com os dedos – Não foi você que ficou sendo motivo de fofoca na rua por ser “mãe solteira” – levanto o dedo indicador – Não foi você que teve que precisar da ajuda dos pais para poder dar um futuro ao menos digno para o filho – levanto o dedo do meio – Não foi você que carregou um mundo nas costas depois dos pais irem embora – levanto o anelar – não foi você que teve que se dedicar única e exclusivamente a uma criança, enquanto todos os outros estavam se divertindo. Inclusive você. – Aponto no meio de sua cara, novamente — Então, não me venha com desculpinhas idiotas. – Termino e ele fica sem ter o que falar, fica abrindo e fechando a boca, sem ter nada a dizer.

– Eu imagino o quanto foi pesado para você, mas eu realmente quero correr atrás do tempo perdido, quero fazer parte da vida dele. Me desculpe, por favor. – Pede.

– Quem sou eu para te desculpar. – Digo e ele fica estupefato, a dor em seu olhar é nítida. – Nunca foi sobre perdão, apenas por sua negligência, quando tudo o que você tinha que fazer era pegar a merda do celular e ligar! E não fez isso, então que direito acha que tem de vir aqui e exigir por direitos que nunca quis?

– Eu sei, mas..

– Sem mas, eu cansei de discutir com você sobre isso, só espero que você aproveite o momento e vá embora.

– Eu vou, mas você ainda vai me escutar. – Afirma, finalmente virando as costas. Me deixando sem estruturas, não tenho onde me apoiar depois de dizer todas essas coisas, estou exausta.

E em poucos segundos, o sinal da escola toca, e vejo meu pinguinho de gente no portão da escola, todo sorridente, era disso que eu precisava para recuperar as estruturas. Só ele, e nada mais.

Notícias do mundo:

Tropas brasileiras aterrissaram nessa tarde no Iraque, pela manhã o trabalho deles começa. A situação não está nada fácil, Grupo Estado Islâmico ameaça Brasil por conta de seu envolvimento nessa Guerra.

Governo brasileiro vai atrás de ajuda para proteger o Brasil de supostos ataques.

Notas finais
E aí, gostaram? Não esqueçam de comentar sobre o bônus...