Notas iniciais
Hey, amores! Por uma última vez posto um capítulo dessa história, só quero agradecer por tudo, e não vou enrolar aqui, então nos vemos lá em baixo, leiam as notas finais, por favor! Espero que gostem e comentem!

— Mãe, sabe o Mateus da minha sala? – Alice pergunta quanto paro no farol.

— Sei sim. O que que tem ele? – Indago, a olhando em busca de respostas.

— Ele me chamou para ir no cinema. – Fala de uma vez e vira o rosto em direção à rua.

Lucca vai ter um ataque! – Penso e solto uma risada pensando em sua reação.

— MÃE! – Me repreende e eu volto a postura de mãe.

— Desculpa. – Peço voltando a andar com o carro. – O que você disse para ele?

— Que iria pensar. – Responde quando entro na rua de casa.

— Você gosta dele? – Indago e ela assente meio envergonhada.

— Então o que te impede em aceitar o convite? – Questiono travando o carro.

— Você sabe né. Se eles descobrirem vão ter uma sincope. – Fala se referindo ao pai e ao irmão.

— Então você quer que eu te encubra? – Pergunto e ela implora com o olhar.

Mas antes que eu ou ela disséssemos algo a mais, escutamos um grito vindo de dentro de casa. Nos entreolhamos rapidamente e corremos até a entrada.

Quando entramos somos surpreendidas com Luquinha gritando na cara de Lucca, que chora sentado no sofá. O que está acontecendo?

— CHEGA LUCCA! – Berro e ele para de gritar para me olhar.

— CHEGOU QUEM FALTAVA! – Grita novamente me encarando, seus olhos transbordam raiva.

— Lucca! – Agora é vez de Alice chamar a atenção dele.

— Não se intromete, Alice! – Diminui um pouco o tom de voz, mas nos deixando boquiabertos do mesmo jeito.

Em um milésimo de segundo visualizo um papel em sua mão. O papel que deveria ter sumido há quatorze anos. A carta de Miguel.

— Filho, você não... – Tento mas ele me interrompe.

— Não tinha o direito de saber que eu vivo em uma farsa? – Pergunta esbanjando ironia. – Não tinha o direito de saber que esse cara não é meu pai?

— NÃO SE ATREVA A FALAR ISSO NOVAMENTE! – O repreendo e Alice, mesmo sem entender nada corre para tentar acalmar o pai.

— SÓ ESTOU FALANDO A VERDADE! VOCÊS MENTIRAM TODOS ESSES ANOS PARA MIM! – Cospe as palavras na minha cara.

— Me escuta. – Peço acalmando os ânimos.

— EU NÃO VOU ESCUTAR NINGUÉM! – Berra. – E NÃO SE ATREVAM A VIR ATRÁS DE MIM. – Alerta subindo as escadas.

Me viro na direção de Lucca, ele está completamente transtornado. Não sei o que fazer.

— Calma, amor. – Sussurro em seu ouvido o trazendo para perto de mim.

— Você escutou o que ele falou? – Ele pergunta derrubando algumas lágrimas.

— Ele está de cabeça quente. Ele te ama. – Afirmo e ele parece não acreditar.

— Preciso falar com ele. – Constata se levantando do sofá, mas eu o impeço.

— Não, eu vou falar com ele. Só tenta se acalmar, tudo bem? – Acaricio seu rosto e lhe beijo rapidamente.

Subo as escadas com a perna tremendo. Isso tudo aconteceu do jeito errado, estava tudo indo tão bem. Por que raios não coloquei fogo naquela carta maldita?

Enfrento a porta de seu quarto e respiro fundo antes de bater duas vezes.

Nenhuma resposta.

— Lucca. – O chamo com a voz suave.

— Vai embora. – Pede e sinto sua voz carregada. Está chorando.

— Conversa comigo, por favor. – Imploro.

Nenhuma resposta.

— Filho, a gente te ama. Não fizemos por mal. – Tento e escuto passos dentro do quarto.

A tranca gira.

— Posso entrar? – Indago.

— Entra.

Entro no ressinto que está tomado por inúmeras caixas. Ele vai para a faculdade.

Ele está estirado sobre a cama bagunçada. Com cautela sento ao seu lado e respiro fundo antes de começar.

— Você conheceu seu pai no parque, tinha apenas três anos. Você tinha que ver, era um apego só. – Conto sorrindo ao me lembrar daqueles dias. – Insistiu que queria que ele fosse seu pai e eu cedi. Vi que o amor que sentiam um pelo outro era imenso. Então, em uma apresentação de dia dos pais eu entreguei para ele sua certidão de nascimento, que daquele dia em diante carrega o nome dele como seu pai. E é o que ele é, seu pai.

Nenhum movimento de sua parte.

— Ele te ama tanto, que é torturante para ele escutar você dizer que ele não é seu pai. Foi ele quem te ensinou a jogar futebol, foi ele que te mimou quando sua irmã nasceu e eu tinha que dar mais atenção para ela. Foi ele quem sempre esteve do seu lado, e se isso não é ser pai eu realmente não sei o que é ser então. – Confesso e ele se vira em minha direção, me encarando com aqueles enormes olhos castanhos, é difícil confessar, mas ele é a cara de Miguel. – Uma vez, enquanto ele ainda estava na guerra, você virou para mim e disse que ele tinha te salvado, até hoje não entendo muito bem o que quis dizer, mas sei que lá no fundo você sabe a razão de ter falado aquilo.

— Eu seria uma pessoa ruim se dissesse que não sinto a menor vontade em conhecer esse tal de Miguel? – Pergunta e meu coração se desmancha.

— Sabe, quando o Miguel me entregou essa carta, ele estava partindo para a guerra, e...- Tento achar as melhores palavras, enquanto ele me encara curioso- Ele morreu, filho.

— Então devemos deixar isso de lado. – Declara e se aproxima mais de mim.

Sempre me perco e sempre me pergunto: Quando foi que ele cresceu tão rápido?

Sentir meu filho maior e mais forte que sempre me assusta, para mim ele sempre vai ser o meu Luquinha.

— Acho que você deve desculpas para alguém, né. – Falo e ele me encara, totalmente culpado.

— Peguei pesado, né? – Pergunta e eu assinto.

E em segundos ele sai do abraço e sai correndo quarto a fora, fico a encarar todas essas caixas e levo um susto quando ele me abraça novamente.

— Te amo, mamãe. – Fala aquecendo meu coração ao escutar ‘’mamãe’’

— Também te amo, Luquinha. – E nisso ele sai em disparada novamente. E eu vou atrás.

Do topo da escada vejo ele correndo em direção a Lucca e o abraçando, quase fazendo com que ambos caiam no chão.

— Te amo, pai. – Fala, já chorando. – Me desculpa, eu não queria ter dito aquelas coisas. Você é o único pai que eu desejaria ter.

— Te amo, filho. – Fala e volta a me encarar, sussurrando um ‘’obrigado”.

—**-

— A janta está pronta! – Lucca anuncia e todos corremos para a mesa de jantar.

— Mãe, pai, irmãzinha. – Luquinha chama.

— Diga. – Falamos os três ao mesmo tempo.

— Eu recebi uma carta daquela faculdade que eu queria muito entrar, e eles me chamaram por que teve uma desistência. – Comenta animado. – E o melhor de tudo é que ela fica aqui em São Paulo, não vou mais precisar me mudar.

— Aí, que maravilha, filho! – Exclamo e todos ficam felizes com a novidade.

— Sabe, aproveitando o momento... – Alice começa interrompendo as felicitações que dávamos a Lucca.

— Já disse que celular novo só no seu aniversário. – Lucca se adianta.

Acho que não é bem isso.

— Não é isso, pai. – Fala mordendo o lábio inferior.

— O que você aprontou? – Luquinha pergunta

— Nada. – Responde.

— Então o que foi? – Incentiva Lucca curioso, e ela esconde o rosto no meu ombro.

— Eu posso ir em um encontro com o Mateus? – Dispara e os dois arregalam os olhos.

— Tá louca, Alice? – Dispara Luquinha e eu o repreendo com o olhar.

— É só um encontro, não é como se eu estivesse grávida ou algo do tipo. – Tenta contornar a situação.

— E não vai ficar tão cedo! – Luquinha fala ficando um pouco bravo.

— Quais são as intenções desse menino? – Lucca resolve abrir a boca e eu dou uma risada.

— As mesmas que você tinha na sua idade. – Respondo e ele arregala os olhos.

— Mas você não vai mesmo. – Os dois decretam.

— Mãe! – Alice me repreende.

— Sem essa. – Intervenho – Ela vai nesse encontro e ponto.

— Sophia, ela é só uma criança! – Lucca exclama

— Uma criança de quatorze anos não é mais criança. – Retruco e ele me olha feio.

— Tudo bem, mas eu quero conhecer esse sujeito antes, e aí dele se machucar minha irmã. – Se impõem.

— É mãe, deveria ter ficado de boca fechada. – Sussurra no meu ouvido.

— Eu deveria ter te colocado em um colégio de freiras. – Lucca fica pensativo, fazendo Alice o encarar perplexa.

Ai, eu nunca vou me cansar disso...

—**-

— Não vai dormir, não? – Lucca me dá um susto com a aproximação repentina.

— É que essa série é tão boa. – Choramingo e ele beija meu pescoço.

Já se passaram quinze anos que estamos juntos, mas nunca irei me acostumar com esses beijos. Arrepio na certa.

— Assim não vale! – Exclamo quando ele volta a me distrair com seus beijos.

— Tenho certeza que podemos fazer algo muito melhor lá em cima. – Insinua me enchendo de beijos.

— Você nunca se cansa? – Indago e o puxo para mais perto.

— De você? Nunca. – Confessa, e depois dessa, não penso em mais nada, só me deixo perder em suas carícias.

Notas finais
Chegou ao fim, e quero dizer que tudo isso foi muito especial para mim, como espero ter sido para vocês. Com essa fic eu aprendi muitas coisas e escapei de momentos tristes, então, não tenho palavras para agradecer por tudo. Cada momento aqui foi inesquecivel, o primeiro comentário, a interação que tive com algumas leitoras, as recomendações...que confesso, não esperava receber quatro! Mas chegou ao fim um dos mais incríveis momentos da minha vida e devo isso a vocês. Então, espero encontrar vocês em outros projetos e ter mais momentos como esses. Espero do fundo do meu coração que tenham gostado de saber mais ou menos como está a vida dessa familía que tanto amo, e essa é a última oportunidade de vocês comentarem o que quiserem sobre a fic. O que vocês gostaram, o que não curtiram...tudo! Então espero por vocês nos comentários! Um beijo enorme!!! Link da outra fic:https://fanfiction.com.br/historia/669949/Your_smile_is_my_smile/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!