Notas iniciais
Hey!!! Obrigada pelos cometários! Espero que gostem! Beijos!

Me concentro tanto em fazer o almoço que acabo esquecendo de tudo, quando acabo de fazer a comida, me dirijo ao andar de cima, afim de acordar meu pequeno, entro em seu quarto e ele dorme sossegadamente.
– Vamos acordar? – Digo sussurrando em seu ouvido e ele se remexe na cama.
– Bom dia, mãe. – Ele fala sonolento e eu senti falta do mamãe, achava tão fofo, meu bebê está crescendo.
– Bom dia, amor. Vamos levantar? As amigas da mamãe já vão chegar. – Digo dando ênfase na palavra mamãe.
– Tá, o papai vai vir? – Ele pergunta se sentando na cama e eu gelo. Ele já está nessa, e ainda o chama de papai.
– Amor, ele não é seu pai, ele é seu amigo. – Digo sem jeito e ele a baixa a cabeça.
– Tá, posso me trocar? – Ele pergunta e eu balanço a cabeça já saindo do quarto. Vai ser mais difícil do que eu pensava.
Termino de arrumar a mesa e o som da campainha ecoa pela casa, abro a porta e dou de cara com as três, as cumprimento e as chamo para sentar no sofá.
– Cadê o baixinho? – Manu pergunta olhando toda extensão da sala.
– Está lá em cima, daqui a pouco desce. – Respondo cabisbaixa
– O que está acontecendo? – Luísa e Clara perguntam em uníssono.
– Estou confusa, aconteceu um negócio ontem. – Explico
– Ontem você não tinha ido na casa do Lucca? – Clara pergunta
– Sim. – Respondo
– E o que aconteceu? – Pergunta Luísa curiosa
– Vocês finalmente se acertaram? – Manu pergunta animada.
– Não, ele simplesmente pediu para ser pai do meu filho. – Digo e todas arregalam os olhos.
– Como assim? – Clara questiona exasperada.
– Lucca está triste por não ter um pai, pois vai ter uma apresentação de dia dos pais na escola e ele não quer participar. E então Lucca veio com essa ideia, e eu não sei o que fazer, meu pequeno já está todo animado com a novidade, mas acabei de estragar falando que ele não é filho dele. – Digo e já sinto as lágrimas chegando.
– Poxa amiga, que situação. – Luísa fala.
– Quer um conselho? – Manu pergunta e eu assinto. – Espera, deixa ele ir apresentação, veja se será o certo para Lucca, e tenha certeza de que ele não vai desaparecer e deixar o menino chateado. – Manu fala e eu concordo.
– Concordo com a Manu, sabemos que é complicado, ter outra pessoa ajudando na educação dele quando você sempre fez tudo sozinha, mas se você acha que vai ser o certo para o Lucca, faça. – Clara fala e eu me acalmo, eles realmente me ajudaram.
– E do jeito que você fala, eles se dão super bem, e Lucca parece ter mudado, as coisas que aconteceram com ele, o mudaram e se ele disse que quer isso, é por que é verdade. – Luísa fala e eu me sinto mais à vontade com a situação.

– Muito obrigada, meninas, vocês estão sempre aqui comigo, não sei o que faria sem vocês. – Digo e recebo um abraço coletivo.
Somos interrompidas por barulhos de passos descendo as escadas, meu pequeno. Ele está com a cabeça baixa, não aguento vê-lo triste.
– E aí, baixinho. – Diz Manu indo em sua direção e vejo um sorriso surgir em seu rosto.
– Oi, tia. – Ele fala mais animado e a abraça.
Depois dele ser muito paparicado decidimos comer, ele parece ter esquecido um pouco da situação o que me deixa aliviada.
Ficamos a tarde inteira conversando e brincando com meu pequeno, ele fica tão feliz quando tem gente em casa.
Após algumas horas elas decidem ir embora e eu decido falar com Lucca.
– Meu amor, vem conversar com a mamãe. – Peço e ele se senta ao meu lado no sofá. – Sobre o tio Lucca, você gosta bastante dele, né? – Pergunto e ele se anima ao responder.
– Sim, muito!
– E você gostaria que ele fosse seu pai? – Pergunto e ele balança a cabeça em concordância. – Ele também quer que você seja o filho dele. Mas é complicado, e eu preciso que você me responda: Porque você quer ser filho dele? – Pergunto e sem pensar ele começa a falar.
– Poque, ele é legal, brinca comigo, me faz rir e gosta de mim. Todos os pais fazem isso, e ele é o pai que eu quero. – Ele fala convicto o que torna minha decisão mais fácil.
– Entendo, vamos fazer assim: a mamãe vai pensar sobre e eu vou te dar uma resposta, mas você tem que entender que é tudo para o seu bem, ok? – Pergunto e ele me abraça, acho que ele já sabe o que eu decidi.
– Te amo, mamãe. – Ele fala me beijando e eu o aberto em um abraço que quase o sufoca. Quero que ele me chame de mamãe para o resto da vida.
– Promete me amar para sempre? – Pergunto manhosa.
– Sim. – Ele fala e volta para seus brinquedos
Passo a tarde no computador, pesquiso sobre os procedimentos, a papelada que é seria necessária — caso eu aceite — e é menos complicado do que eu pensava, deixo tudo salvo e desligo o computador.
Me perco nos meus pensamentos novamente, agora não tenho tantas dúvidas, o Lucca seria o pai perfeito para o meu pequeno, disso eu não tenho dúvidas, mas eu me preocupo comigo, eu tenho medo de estragar tudo, porque ele tem que ser tão perfeito? Por que eu fui me apaixonar logo por ele? E porque eu não consigo me abrir?
– Mamãe! – Lucca me sacode e eu percebo que fui longe hoje.
– Oi, aconteceu alguma coisa. – Pergunto e confiro meu filho.
– Você já se decidiu? – Ele pergunta nervoso e eu demoro um pouco para raciocinar. Quando foi que ele cresceu tanto?
– Ah sim. – Digo meio perdida.
– E então? – Ele pergunta ansioso.
– Acho que você tem um pai. – Digo e seus olhos brilham.
– Sério? Vamos falar com ele. – Ele fala entusiasmado, mas eu o corto.
– Não, eu tenho uma outra ideia, mas você vai ter que esperar um pouco para poder chama-lo de pai. – Digo e ele me olha confuso.

Notas finais
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