I will never forget you.
19 Almost...
Notas iniciais
Oi,
Bom, por conta da atualização, não tive como postar antes, mas cá estou eu com mais um capitulo e espero, realmente que vocês gostem e assim comentem, pois eu estou bem desanimada e não tinha a intenção de parar de escrever.
Beijos.
Acordo e tateio o outro lado de minha cama, lá encontro Lucca, ele dorme tranquilamente, tão lindo.
Não, nós não fizemos nada de mais noite passada, apenas dormimos na mesma cama. Fico um bom tempo o encarando, quando um dia poderia imaginar que isso estaria acontecendo comigo? Minha vida deu uma bela de uma reviravolta nos últimos meses, espero que tudo vá indo assim, calmamente, sem estresse. Noite passada foi um tanto quanto confusa em minha cabeça, era perceptível raiva em seus olhos quando falei sobre Rafael, não quero que ele tenha crises de ciúmes desnecessárias caso decidimos ter algo mais sério, algo que eu não suporto em relacionamentos são pessoas possesivas, se não confia em mim não existe razão para seguirmos em frente.– Admirando minha beleza? – Uma voz rouca pergunta fazendo eu acordar de meus devaneios. Tem como ser mais narcisista? – Você é muito convencido. — Debocho de sua cara e ele revira os olhos.– A culpa não é minha, sempre que me olha é necessário que coloquem um balde de baixo de sua boca para guardar toda a sua saliva. – Retruca irônico e eu faço careta.Ele se aproxima de mim afim de me beijar, mas eu me esquivo, hálito matinal é uma coisa maravilhosa, que não deve ser provada em começo de relacionamentos!– Hálito matinal. – Explico sorrindo fraco e ele bufa.– Mulheres e suas frescuras... – Murmura e se levanta da camaPego uma escova de dentes nova e lhe entrego, aponto a saída de meu quarto – já contei que tenho inúmeras frescuras?Pois então, uma das: não gosto que me olhem enquanto escovo os dentes- ele me olha indignado, mantenho o olhar severo e ele sai de lá derrotado.Assim que fico com a boca devidamente limpa, ele adentra o quarto e me agarra sem aviso prévio. Se eu gosto? Imagina...O beijo vai ficando cada vez mais urgente, ele me arrasta de volta ao quarto e passa a me deitar na cama. Vocês devem estar se perguntando: Onde está sua sanidade?! Provavelmente dando uma volta por aí.... Acho que nunca senti tanta necessidade de algo como sinto agora.Quando estou prestes a tirar sua camiseta, sou interrompida por batidas incessantes na porta a minha frente, graças à Deus ela está trancada, não ia ser algo fácil de se explicar para uma criança de três anos.Lucca faz uma cara de sofrimento e eu solto um riso, rapidamente nos ajeitamos e eu me direciono até a porta. Eu ia realmente fazer aquilo? Ele me deixa louca há cada dia que passa.Quando destranco a porta, um ser invade meu quarto feito um furacão e com uma carranca enorme, rio de sua expressão.– Vou chega tarde na escola. – Exclama sério me encarando impaciente.– Mas quanta presa. – Comento e ele me olha feio. – Papai? Durmiu aqui? – Questiona intrigado e corre para seus braços.– Er... mamãe chegou muito tarde, aí o papai ficou por aqui. – Explico rapidamente e ele concorda com a cabeça. Ainda bem que ele não questionou o fato de ele estar em meu quarto, porque ele é cheio de fazer perguntas das quais não consigo responder.Lucca deixa meu filho –nosso- na escola e eu corro para o trabalho, a essa hora o trânsito é um inferno – quando não é?Chego vinte minutos atrasada e levo uma bela de uma bronca de minha supervisora.O dia passa tranquilo e consigo uma folga para levar meu carro ao mecânico, ele anda com uns barulhos esquisitos, sempre acho que ele vai explodir.Já a tarde o negócio fica tenso, acho que nunca corri tanto na minha vida, esse surto de dengue encheu o hospital em dois segundos, ou seja, não consegui pegar meu carro, então vou ter que voltar de ônibus, que lindo!Meu turno acaba e eu vou até o ponto de ônibus, justo hoje eles resolveram fazer greve, então o ônibus passa de duas em duas horas, e como muito bipolar que é São Paulo, agora só falta nevar, e não é nada agradável ficar no frio que está fazendo hoje na rua, e ainda por cima em um lugar deserto, pois é, as pessoas resolvera sumir junto dos ônibus.Quando estou quase desistindo e pegando um táxi, um carro vermelho surge em minha frente. De primeira assusto, afinal pode ser um sequestrador louco e minha vida pode acabar aqui, mas fico aliviada quando o vidro é abaixado e o rosto familiar de Rafael é reconhecido.– Quer uma carona ou vai preferir ficar congelando aí? –Brinca abrindo a porta do passageiro– Minha salvação! Você sempre está por perto nas mais necessitadas horas. – Comento e solto o ar de minha boca ao sentir o ar quente que emana dentro do carro.– Sou tipo seu super-herói! – Completou cheio de si fazendo com que eu solte uma risada.– Tem planos para hoje à noite? – Questiono quando o trânsito costumeiro surge.– O que está sugerindo? – Indagou me encarando.– Que você, padrinho desnaturado, visite seu afilhado querido. – Proponho e ele se faz de ofendido.– Você sabe que não faço por mal, eu adoro aquele menino. – Explica e anda um pouco com o carro.– Eu sei, mas aceita meu convite?– É claro, estou com muitas saudades!Passamos o resto do caminho falando sobre: vida amorosa, trabalho, essas coisas. Ele estaciona no meio fio e descemos junto, peço para que ele espere um pouco para que eu faça uma surpresa para o meu pequeno.
– Filho? – Arrisco quando coloco os pés dentro de casa.Vejo que a luz do quintal está acessa e decido ir lá, me deparo com meu pequeno brincando com Lara, os dois se divertem muito, e quando ele me avista seus olhos brilham e ele vêm correndo em minha direção.– Mamãe! – Grita animado e vem de encontro aos meus braços.– Que abraço gostoso! – Falo beijando suas bochechas gordas e sentindo seu aroma de bebê.– Oi, Lara! – Chamo ela que vem em nossa direção.– Tudo bem? – Questiona sorridente.– Tudo sim. – Informo e ela assente rumando até a sala.– Adivinha quem veio te visitar. – O incentivo a falar e ele fica pensativo.– Dindo? – Arrisca animado e eu sorrio com a sua rapidez.– Eu mesmo! – Rafael afirma entrando pela porta.Lucca fica todo sorridente e praticamente pula de meus braços ao ouvir sua voz, ele corre até seu encontro e os dois se abraçam, tão fofos!Já fazem duas horas desde que Rafa chegou aqui em casa e eles não se desgrudam, brincam como se não houvesse amanhã, não sei de onde surge tanta disposição de ambos.Alguns minutos se passam e a porta principal é aberta, vislumbro Lucca entrando – já comentei que ele fica a coisa mais sexy desse universo trajando terno? – ele entra com o sorriso lindo de sempre no rosto, mas dá uma murchada quando vê Lucca e Rafa brincando no tapete da sala.– Papai! – Lucca exclama quando vê Lucca parado na porta.Ele corre para seus braços e lá fica por um tempinho, enquanto está em seu colo ele decide falar:– Aquele é meu dindo. – Meu filho comentou sorridente.– Prazer, Rafael. – Ele se aproxima e o cumprimenta.– Lucca. – Responde o mais normal possível.– Bom, acho melhor eu ir indo. Tchau campeão! – Fala meio constrangido.Após se despedir de todos ele tomou o rumo da saída e foi embora, deixando a sala com um clima pesado, e eu não conseguia entender a razão de tudo isso.
Notas finais
O que acham que vai acontecer? Comentem, por favor!
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