I will be yours always and forever - Klaroline.

1 Capítulo 1: Piloto - Hello, New York.


Quatro horas da manhã e eu já estava acordada para um voo que só pegaria às oito. Minha mãe diz que eu sou muito ansiosa, estou começando a concordar com isso, talvez. Neste exato momento, eu estou de banho tomado e toda arrumada para viajar e enfim me mudar de Mystic Falls a procura de uma nova vida e um novo trabalho que pague bem para ajudar no tratamento de minha mãe. Minhas filhas, Lizzie e Josie irão comigo, e eu realmente não sei com quem irei deixa-las quando for trabalhar. Creio que possa achar uma babá ou sei lá, como irei pagar a babá? Eu pensarei em algo, afinal, sou Caroline Forbes. Linda, inteligente e muito bem-sucedida. Minhas malas já estão arrumadas e eu estou pensando se devo acordar minhas filhas ou se seria egoísta a ponto de fazer isto apenas para que elas me façam companhia. Resolvi sair do meu quarto e ir tomar café da manhã. Quando o relógio apontasse seis horas eu acordaria minha mãe e minhas filhas, como planejado na noite anterior, mas eu também planejei que acordaria seis horas e aqui estou eu. Meu Deus, eu sou um desastre! Minha vida é um desastre. Arrumei a mesa da cozinha com pães, biscoitos, leite, café, achocolatado e cereais e olhei o relógio. 5:59. Certo, mais um pouquinho.... Isso! Seis horas. Corri subindo as escadas e fui ao quarto de Lizzie e Josie, acordando elas delicadamente.

— Lizzie, Josie? Hora de acordar meninas! Desçam para tomar café e depois vocês irão tomar banho e se arrumar para viajar.

— Bom dia, mamãe! — Elas disseram juntas como de costume e eu deixei um sorriso escapar. Elas saíram da cama e desceram apressadas pela fome matinal.

— Meninas, devagar!

Disse e fui até o quarto de minha mãe. Bati na porta para me certificar de que ela já estava acordada e nada, então abri a porta e adentrei seu quarto, caminhando silenciosamente para não acorda-la desprevenida. Fiquei um tempo observando-a e sorri, deixando uma lágrima escapar. Por que ela teria de sofrer tanto? Por que o câncer tinha que consumi-la cada vez mais? Oh, ela não merecia nada disso. Ela é tão boa. Por que? Coisas ruins acontecem com pessoas boas? Dei um longo suspiro e me aproximei acariciando seus cabelos.

— Mamãe? Está na hora de acordar. O café já está na mesa. – Sussurrei baixo em seus ouvidos.

— Claro querida, já irei descer. Me espere lá embaixo. – Assenti e saí de seu quarto, voltando para a cozinha.

Avistei Lizzie e Josie se deliciando com a comida e sorri ao ver que elas estavam com um “bigode de leite” e peguei um paninho para limpar o rosto de ambas. Fiz o chá que mamãe gosta e entreguei à ela depois de perceber que ela tinha se reunido às crianças à mesa.

— Mamãe, terminamos de comer.

— Certo, vão lá para o banheiro que já estou indo para dar banho em vocês. – Disse e elas fizeram. – Mãe, quero que saiba que só estou indo porque lá terei chances de te proporcionar um tratamento melhor e...

— Eu sei, Caroline. Você deve ir, não para me pagar um tratamento melhor, mas para mudar de vida. Você é mãe solteira e é muito melhor que você saia de Mystic Falls, querida. Você será uma mulher cheia de sucesso na vida. Começará do menor, mas vai se tornar dona de grandes empresas, eu tenho certeza. Eu ficaria bem, Caroline. Jenna tomará conta de mim, isso nunca foi um problema para ela. Agora vá, não pode se atrasar para o voo. Vá arrumar Lizzie e Josie. Ficarei bem.

— Só quero ter certeza de que você ficará bem com Jenna, ou se precisa de algo mais.

— Eu vou ficar bem, Caroline. E eu quero que me prometa, que além de me ajudar que eu sei que é a sua maior intenção, ficará morando em New York e viverá sua vida, arrumará um namorado, irá fazer amigas novas, e vai se divertir muito.

— Eu prometo. Mas sobre o namorado..

— Caroline, não discuta comigo, sei que não liga para isso e que sua carreira e eu são mais importantes, mas se algo acontecer comigo, quero que você nunca quebre essa promessa. Você merece ser feliz, filha. É o que eu iria querer.

— Claro, farei isso. – Sorri e me levantei, indo em direção ao banheiro, onde minhas pequenas me esperavam.

[...]

— Oh meu deus, Lizzie, Josie, vamos rápido, já são 7:30, vamos perder o voo se não chegarmos à tempo.

Peguei as malas e me despedi de minha mãe. O taxi que eu tinha chamado já estava a nossa espera, o motorista me ajudou a guardar tudo que eu tinha no porta-malas e eu abri a porta do carro para que Lizzie e Josie entrassem e antes de eu entrar também, olhei para a minha mãe que estava parada na porta e gritei para que ela pudesse ouvir.

— Eu te amo, mamãe!

Ouvi um “Eu te amo, Caroline” e sorri, adentrando o veículo logo em seguida e o motorista deu partida, nos levando até o aeroporto.

[...]

Ao chegar no local desejado, paguei o homem que dirigia o taxi e o agradeci, saí do carro e peguei as malas, indo com minhas filhas até o local de embarque. Entreguei as malas para o bagageiro e ele levou-as até o lugar que encaminhariam elas para o avião. Peguei meu passaporte e o das meninas e dei para uma moça que estava recebendo os passageiros junto com as passagens. Ela deu o visto e abriu passagem para que a gente pudesse ir até o avião. Assim eu fiz e entramos, sentando nos assentos certos. Sabia que a viagem seria longa então apenas esperei as meninas dormirem para que eu pudesse dormir também, assim o tempo passaria mais rápido.

[...]

— Mamãe, acorda, já chegamos. – Lizzie disse me balançando enquanto Josie comia um saco de biscoito. Me ajeitei no assento e esperei todos os passageiros saírem para que a gente pudesse sair também. Assim que nós saímos do avião, um homem veio conosco carregando nossas malas até um ponto de taxi que havia ali. Ele ajudou a coloca-las no carro e mandei o motorista ir até o endereço do apartamento que eu tinha comprado 1 mês antes. Ele foi com facilidade e nos deixou lá, agradeci e dei seu pagamento, pegando as malas e indo até a recepção onde tinha uma mulher, ela que me entregaria as chaves.

— Olá, eu comprei um apartamento aqui. Meu nome é Caroline Forbes.

— Ah sim, senhora Forbes. Aqui estão suas chaves. – Ela pegou as chaves dentro de uma gaveta e me entregou. – O andar de seu apartamento é o segundo, e o número dele é 202. Espero que goste daqui.

Agradeci com um sorriso e fui com minhas meninas até o segundo andar. Ao chegarmos, procurei o número do apartamento e inseri a chave, girando-a e abrindo a porta. Tudo era bem arrumado e bonito, nada luxuoso, mas era bonito. Tinha dois quartos, 1 com suíte que seria o meu, e outro com duas camas como pedi, uma para Lizzie e outra para Josie. Levei as malas delas para seus devidos quartos e elas ficaram lá brincando. Pensei em sair para jantar com elas, mas não conhecia nada, fiquei com medo de ficar perdida, então apenas pedi comida de um aplicativo. O Mc Donald’s, o que elas mais gostavam. Não demorou muito para que chegasse e eu paguei e o entregador foi embora. Chamei as meninas e elas comeram comigo, tomaram banho e dormiram. Fui até meu quarto e peguei o meu notebook em uma das malas, abrindo-o e mandando meus currículos para todas as empresas que precisavam de secretárias. Já havia pesquisado antes, então apenas mandei os currículos, tomei um banho e dormi.

[...]

No dia seguinte, bem cedo, aproximadamente seis horas da manhã, eu acordei e peguei meu notebook. Quando fui olhar meu e-mail, para a surpresa, uma das empresas à qual mandei o currículo, havia me enviado uma proposta de emprego. Levantei da cama dando pulos de alegria mas logo parei ao pensar com quem deixaria minhas filhas para ir até a entrevista de emprego. Pesquisei serviços de babás e encontrei uma que estaria disponível hoje. Uma tal de Bonnie. Disquei o número dela e ela logo me atendeu.

— Alô, quem é? – Ela disse.

— Bom dia, eu vi que você estava disponível para um serviço de babá hoje, e eu preciso muito.

— Oh, claro. Qual o endereço?

— 489, times square, segundo andar, apartamento 202.

— Quer que eu vá que horas?

— Umas dez horas, pode ser?

— Sim, estarei aí. A quem devo agradecer a oportunidade?

— Caroline, Caroline Forbes.

— Obrigada, Caroline! – Ela disse e eu sorri mesmo sabendo que ela não veria e desliguei.

Fui até o quarto das meninas e bati na porta, para minha surpresa, já estavam acordadas e famintas.

— Estamos com fome. – Josie disse colocando a mão na barriga e Lizzie fez o mesmo.

— Venham, vou pedir algo para vocês comerem.

Liguei para a recepção e pedi para que entregassem pães, queijos, cereais e sucos. Não demorou muito e logo entregaram, agradeci e paguei o menino que veio entregar. Arrumei tudo na mesa e as meninas se sentaram e começaram a comer, comigo acompanhando elas.

— Meninas, contratei uma babá para vocês. Passarão bastante tempo com ela, e também na escola. Vocês sabem, tenho que ir trabalhar para ajudar a vovó, e hoje tenho uma entrevista de emprego. Me desculpem

— Nós sabemos mamãe, não precisa se desculpar. Quando ela vai chegar?

— Às 10 horas, já que tenho que estar na entrevista 10:30. Daqui a pouquinho ela chega. Vou tomar banho e me arrumar, vocês ficam aqui comendo? Caso a babá chegar, me chamem. Ah, o nome dela é Bonnie! – Disse e elas assentiram.

Fui até meu quarto e tomei um banho no banheiro que havia dentro do mesmo, escovei os dentes ao sair e fui até meu armário. Já tinha arrumado todas as minhas roupas. Peguei uma blusa branca social de manga comprida, uma saia curta e justa preta um pouco acima dos joelhos e um blazer preto. Arrumei meus cabelos soltos e ondulados, apenas passei um rímel e coloquei um brilho nos lábios. Coloquei pares de brincos delicados e um cordão que ganhei de minha mãe com a inicial do meu nome. Arrumei minha bolsa com celular, carteira e outros pertences e saí do quarto. Estava indo para sala quando a campainha tocou e corri para chegar mais rápido. Abri a porta e vi uma mulher, supus que fosse Bonnie.

— Olá, sou Bonnie, a babá.

— Oi, Caroline. – Olhei para as meninas que vinham se aproximando e fiz um gesto com a cabeça, elas vieram até mim correndo. – E essas, são Lizzie e Josie. Minhas filhas.

— Oi, Bonnie bombom. – Elas disseram carinhosamente e eu ri acompanhada de Bonnie.

— Meninas, vocês estão prontas para brincar muito?

— Sim!

— Então vão para o seu quarto e preparem tudo que eu só preciso falar com a mãe de vocês e já vou. – Elas concordaram e foram para o quarto como Bonnie pediu.

— Eu estou indo para a minha entrevista, acho que vocês ficarão bem. Quando eu chegar, eu te pago. Combinado?

— Sem estresse, não tenho pressa para isso. Vá e boa sorte! – Sorri e entreguei uma chave reserva para ela.

Saí do apartamento e desci no elevador, dando bom dia ao pessoal da recepção e saindo. Chamei um taxi e logo um estacionou. Graças a Deus. Não poderia me atrasar. Entrei e me sentei no banco da frente, indicando o endereço da empresa que ia. A Advocacy Mikaelson. Assim que chegamos paguei e saí de lá apressada, entrando no estabelecimento. Aquele lugar era incrivelmente grande e bonito. Fui até a recepcionista e um rapaz lindo me atendeu, olhei em seu crachá, seu nome era Matt. Ele era loiro e tinha os olhos incrivelmente azuis. Sorri ao falar com ele.

— Olá, vim para uma entrevista com Niklaus Mikaelson.

— Você será a nova secretária dele, eu suponho.

— Se tudo der certo.. sim.

— Creio que o sr. Mikaelson não excitará em aceita-la.

— Assim espero.

— Irei chamar Elena, ela irá leva-la à sala de Niklaus.

— Perdão, quem é Elena? – Fui interrompida por uma morena de olhos castanhos, ela tinha beleza encantadora, ela é linda.

— Sou eu. Eu sou Elena, é um prazer ...?

— Caroline, Caroline Forbes.

— Elena, leve ela até a sala do sr. Mikaelson. – Matt disse e ela assentiu me chamando e me fazendo segui-la até a sala do tal Niklaus.

— Está nervosa? – Ela perguntou quebrando o silencio.

— Claro, você não ficaria?

— Talvez. Fique tranquila, Niklaus está desesperado. E pelo o que eu já vi, tenho certeza de que ele te aceitará.

— Por que todos dizem isso?

— Digamos que o Sr. Mikaelson gosta de ter secretárias bonitas e inteligentes, e pelo o que eu já vi, você é a mistura perfeita dos dois.

Não respondi nada, fiquei com as bochechas avermelhadas depois dela dizer aquilo e finalmente chegamos na sala, ela bateu na porta e ouvi um “entre”. Ela abriu a porta.

— Está é Caroline Forbes. Veio para a entrevista.

— Oh, claro, entre senhorita Forbes. – Ele disse, não consegui ver seu rosto de imediato, pois estava sentado virado para trás, observando a paisagem de sua grande janela.

Dei tchau para a Elena e adentrei a sala, ela fechou a porta e eu me sentei em uma poltrona na frente da mesa de Niklaus. Ele se virou junto com a cadeira e pude ver com clareza o seu rosto. Ele era tão lindo e sexy. Sua voz combinava perfeitamente com sua aparência. Rouca e grossa, me dava arrepios. Ele mordeu os lábios, me observando de cima em baixo. Focou mais em minhas pernas descobertas e sorriu malicioso, me encarando em seguida.

— Senhorita Forbes, não tenho nada demais a te perguntar, só uma simples pergunta. Me responda sinceramente e estará contratada.

— Claro, e por favor, me chame de Caroline. – Disse firme.

— Certo, Caroline. Por que eu deveria contrata-la?

— Bem, eu acabei de me mudar para New York, cheguei ontem de viagem com minhas duas filhas e preciso de dinheiro para me sustentar e sustenta-las e proporcionar uma vida melhor para elas. Fora outras coisas que preciso pagar com urgência. Então preciso do salário.

— Que urgências seriam estas? Preciso saber.

— É complicado, é para ajudar minha mãe. Ela não tem condições de trabalhar e ficou na minha cidade natal.

— Entendo. Estaria disposta a trabalhar como minha secretária por 3.500 reais por mês? – Encarei-o com os olhos arregalados, logo voltando ao normal e falando com um pouco de dificuldade.

— Sim, sim, claro. Está ótimo.

— Poderia começar amanhã? – Ele disse se levantando e vindo até mim, o que me fez levantar também e ficar de frente para ele.

— Poderia, sim.

— Ótimo. – Ele pegou minha mão e se curvou, depositando um beijo na mesma. Me surpreendi com tal atitude, mas não disse nada. – E quanto às roupas que você deve vestir... pode continuar vindo assim. Saia justa, uma blusa social e um blazer. Será um prazer tê-la conosco, Caroline.

— Prazer terei eu, de trabalhar com vocês. Obrigada.

— Eu te acompanho até a porta. – Assenti e fui com ele até a porta, esperando que ele abrisse para que eu pudesse sair. Quando pus os pés para fora, ele segurou meu pulso e me puxou de volta.

— Esteja aqui amanhã às dez horas em ponto. Sem atrasos. – Ele disse e eu assenti, caminhei até o elevador que levava até o andar de baixo e ele ficou na porta, me encarando, especificamente, me comendo com os olhos.

Assim que as portas do elevador se abriram no andar de baixo, caminhei com passos largos e rápidos até a saída, me despedindo de Matt e Elena que discutiam por papeladas. Pelo visto, amanhã seria um dia longo.