Notas iniciais
Mil perdões pela minha demora, eu fiquei realmente atolada essa semana, mas com o cap anterior vocês estavam de barriga cheia não é? Bem até.

–Espere um pouco você está dizendo que... – começou ele perplexo.

–Eu posso ser meio lento, mas não cairia em sua armadilha. – disse ao lamber o dedo indicador que ainda tinha gosto de chocolate. – Sem falar que sem essa desculpa eu nunca lhe diria isso.

–Então você também queria isso? – perguntou exibindo mais um de seu estoque infinito de sorrisos fofos.

–Você ainda não entendeu? Desde que você me beijou na sala venho me segurando para não te beijar outra vez. – disse, dei uma risadinha após e corando.

–Então você só estava fazendo cu doce? – indagou passando os braços por minha cintura e me fazendo deitar sobre ele.

–Eu era obrigado... E sabe minha bunda dói, mas foi muito gostoso. – disse ao me deitar sobre seu peito nu. Fez-se uma pausa.

–Eu realmente não queria ter de falar sobre isso agora, mas eu estou perdoado? – indagou, beijei seu peito e passei a brincar com seu mamilo esquerdo com os dedos.

–Você nunca realmente fez nada de errado, mas se é o que você quer sim está. – disse e ele me apertou.

–Eu te amo! – repetiu isso cinco vezes e beijou o topo da minha cabeça.

–Vai falar isso quantas vezes? — indaguei rindo.

–Quantas vezes forem necessárias para mim, eu te amo, Hic. – disse ao rir. – Acho que não é bom dormimos assim.

–Assim como? – indaguei.

–Ah, sem roupas e comigo eu posso congelar tudo lembra? – ele disse e me ergui olhando para seus olhos azuis profundos.

–Eu tenho certeza de que está tudo bem. – lhe dei um selinho. – Afinal você nunca mais vai precisar chorar. — ele assentiu com um sorriso de como se dissesse: “Venci”

Ele se remexeu um pouco e puxou o lençol grosso o passando por nos dois, nossas pernas se entrelaçavam debaixo do mesmo e ele sorria com os olhos fechados. Sua pele era realmente fria, mas eu não ligava por que ela contra a minha, era uma sensação muito gostosa que me causava alguns arrepios em certos locais.

–Hic? – ele chamou. – Seu suporte está me arranhando.

–Tire ele para mim. – sussurrei em seu pescoço ele se arrepiou

Ergui-me sentando ao seu lado na cama e afastando o lençol, ele se sentou a minha frente e comprimiu os lábios alternando seu olhar entre mim e o suporte. Por fim tocou delicadamente minha perna um pouco acima da fivela de couro ele estava tenso, ele engoliu em seco e eu dei uma risadinha dobrando o joelho da outra perna e me apoiando no mesmo.

–Não se preocupe, não dói. – ele assentiu e começou a desfazer o fecho da fivela com cuidado. Quando finalmente o retirou ficou encarando minha 'não' perna. – Jack?

–Me perdoe Hic. – disse e pousou um beijo logo acima da cicatriz meu rosto esquentou. Deitamos outra vez.

–Jack, amanha você me conta sobre sua maldição? – perguntei ele suspirou e comprimuiu os lábios.

–Sim eu lhe conto. – disse por fim.

~*~

Acordei com frio Jack estava colado a mim, sorri e depositei um beijo em seus lábios. Arrastei-me pela cama para sair de seus braços, minha bunda doía um pouco, mas nada não suportável. Sentei-me a beirada da cama e coloquei meu suporte de volta. Fui até o banheiro e lavei meu rosto me olhei no espelho.

Meus ombros e pescoço estavam cheio de marcas roxas, então ele havia me marcado? Pergunto-me agora se deveria marca-lo também. Abri o registro da banheira e voltei ao quarto em seguida, ele se agarrava ao travesseiro, suas costas definidas e incrivelmente claras ficavam a amostra, dei a volta na cama e o cutuquei.

–Ah, Hic me deixe dormir. – resmungou ele.

–Não agora levanta. – o empurrei de leve, ele segurou meu braço e me jogou sobre a cama e me abraçou.

–É a primeira vez que você não me acorda a tapas. – disse sorrindo.

–Ah, vamos tomar... – comecei sentindo meu rosto esquentar.

–Banho juntos? – ele completou minha frase.

Levantamos e fomos juntos até o banheiro, já estávamos sem roupa mesmo. Sentei-me na borda da banheira e fechei o registro e depois retirei o suporte, Jack entrou na banheiro redonda e jogou água em minhas costas lhe lancei um olhar mortífero e ele fez um gesto para que eu me sentasse em seu colo.

–Quanta intimidade. – disse ao entrar, me sentar entre suas pernas e deitar a cabeça em seu peito.

–Ontem eu estava dentro de você e isso é intimidade? – indagou rindo ri também.

–Tem razão. – eu disse e ele me abraçou.

~*~

Caminhávamos pelo corredor deserto e sinistro, mas ele sorria tanto nem que nem notara. Eu usava um cachecol com as cores da minha casa, para encobrir as marcas que ele fez questão de beijar cada uma durante o banho. Ele segurou minha mão eu senti o toque frio e recuei um pouco olhando para elas e depois rindo.

–Não acredito. – disse cobrindo o rosto com a mão livre.

–Somos namorados agora e não tem ninguém aqui. – disse sorrindo. – E também você fica muito fofo corado.

–Palhaço. – exclamei corando mais ainda.

–Eu te amo Hic. – disse apertando de leve minha mão.

–Serio isso? Acho que te dei o bombom com poção. – disse e ele riu. – Eu também te amo.

–Me beija? – disse parando. – Não podemos fazer na frente dos outros não é?

Um sorriso se desenhou em seus lábios, beijei delicadamente os mesmos e logo me afastei, sorrindo ele sorriu e semicerrou os olhos. Ele fechou as mãos em meus braços e fui imprensado contra a parede de pedra, doeu um pouco, mas seu sorriso libidinoso me fez corar.

–Jack? – gaguejei.

–Até parece que eu iria ficar só com isso. – disse e me beijou ferozmente.

Nem pediu passagem e sua língua já abria minha boca e brigava com a minha por espaço. Quando nos soltamos eu arfava, mas ele apenas lambeu o lábio superior e me afrouxou um pouco, eu percebi que a perna de meu suporte não tocava ao chão. Tentei sorrir, mas sem sucesso, ele se aproximou e mordeu minha bochecha de leve.

–Te comeria agora se não tivéssemos aula. – disse peto de meu ouvido.

–Quem disse que eu vou dar para você assim? – indaguei com falsa irritação passando os braços por seu pescoço.

–Você disse que me ama. – ele disse.

–Sim, mas isso não significa: Me coma. – disse irritado, mas logo sorri. – Mas vou pensar no seu caso. – lhe dei um selinho e o mesmo sorriu vitorioso. – Vamos nos atrasar.

–E então ficar mais um mês juntos. – disse me soltando.

–É só nos rolarmos no tapa no final do mês.

~*~

Chegamos à sala, a primeira aula seria de transformação avançada, mas de avançada não tinha nada. Nos sentamos nas ultimas carteiras, teríamos de mudar a forma ou cor de algo múltiplas vezes. Sim isso é muito emocionante, enquanto eu o fazia com meu tinteiro Jack mudava a cor de meu cachecol sem muito interesse.

Tentei com seu cabelo, mas não aconteceu nada continuou com a mesma cor gelo de sempre. Mas eu tenho certeza de que pronunciei certo, então por que? Tentei mais umas duas vezes e Jack bufou ao afastar minha mão e parar o que fazia com meu cachecol, sua expressão era de tristeza misturada com frustação.

–Nem adianta, eu já havia tentado nada vai fazer com que ele volte a ser castanho. – disse ele ao afundar na cadeira e cruzar os braços.

–Que bom. – eu disse e ele olhou para mim. – Por que eu amo a cor do seu cabelo.

–Pelo visto estão se dando bem. – ouvi a voz do professor e levei um breve susto.

–Não mesmo. – rosnou Jack.

–Nunca nos daremos bem. – disse eu cruzando os braços.

–Não se darem bem apenas vai piorar as coisas para o lado de vocês. – disse e se afastou. – Voltem ao exercício.

~*~

No almoço eu cheguei um pouco tarde na expectativa de que a maioria já tivesse ido embora e eu estava certo, devia haver umas 50 pessoas ali espalhadas. Sentei-me e comecei a comer um sanduiche enorme também a ler um livro sobre a matéria da próxima aula. Algum tempo depois alguém se sentou a minha frente do outro lado da mesa, não dei muita atenção.

–Oi. – disse uma voz feminina um pouco rouca. – é Hiccup, não é mesmo?

Suspirei e fechei o livro colocado o mesmo sore a mesa, levantei o olhar para a menina a minha frete deveria ser um ano mais nova que eu e era da casa de Gryffindor. Era ruiva e seus cabelos eram extremamente cacheados e volumosos, tinha os olhos azuis quase florescentes e uma feição um tanto infantil, mas era bonitinha.

–Sou sim. – respondi.

–Eu sou Merida. – disse sorrindo e começou a corar. – Eu queria saber se você...

–Eu? – indaguei vendo sua dificuldade em terminar a frase.

–Você está dividindo um quarto com Jack Frost da Sly não é? – questionou ela.

–Sim, por quê? – eu estava com pouca paciência.

–Bem é que eu meio que nunca consegui saber, por que ele nunca estar sozinho, mas agora eu posso perguntar a você. – ela disse. –Jack tem namorada?

Eu não sabia se a matava ou apenas torturava, sei que Jack é popular e de uma beleza incrivelmente grande, mas ele agora é meu. Mas nunca pensei que algo assim fosse acontecer ainda mais que a maldita fosse de outra casa, sim eu sou muito egoísta quando se trata de algo que eu amo.

–Namora sim. – respondi.

–Ah, serio? – sua voz era frustrada. – Você sabe quem é?

–Olha só estamos no mesmo quarto por que nos odiamos, ou seja, eu não converso com ele. – disse tentando não ser grosso.

–Então você não sabe? — questionou.

–Eu não sei. – disse – “Entendeu ou quer que eu desenhe?” – completei mentalmente.

Ela comprimiu os lábios e começou a olhar em volta suspirando enquanto batia os dedos em sincronia na mesa. Se eu estava torcendo para que ela fosse embora ou que um dragão a matasse naquele instante, é claro. Mas nada disso aconteceu ela apenas se virou para mim e sorriu largamente.

–E você? – disse ela.

–Eu o que?- questionei franzindo o cenho.

–Você namora? – disse com os olhos brilhando.

–Namoro sim, olha eu estou atrasado, então até. – disse enquanto pegava meus livros e me levantava.

–Até. — disse ela antes de morder um bolinho cor de rosa.

~*~

Voltava para biblioteca a fim de devolver o livro que havia pego, estava cansado. Ao chegar a biblioteca livros voavam de uma prateleira para outra saindo de mesas ou de outras prateleiras. Me desviei de alguns até chegar na recepção assim que meus livros encostaram na mesa saíram voando sai da biblioteca e voltei ao quarto.

O corredor deserto a noite era um tanto assustador e o único som era de meu suporte contra o chão, eu não havia jantado por ajudar Panoma a receber um novo aluno na nossa casa. Ele era uma gracinha apenas 10 anos e muito tímido, mas isso é irrelevante agora. Eu já havistava a porta do quarto. Que estava aberta, a luz acesa, eu ainda tinha que saber sobre a maldição de Jack.

~*~

Me deitei na cama onde Jack lia algo apoiado nos braços e com os pés no ar. Fiquei brincando com a alça de sua regata azul escura, que deixava a mostra seus braços definidos e sem nenhuma marca, mas pareciam delicados como gesso. Me ergui e beijei sua nuca enquanto meus dedos desciam por suas costas frias.

–Quer um segundo round Hic? – perguntou divertido.

–Não, eu quero saber sobre seu cabelo Jack. – disse em um sussurro e mordi de leve seu pescoço e arrancando um gemido abafado do mesmo, me deitei ao seu lado.

–Tudo bem eu vou lhe contar. – disse e sorriu tristemente.

“Talvez ele realmente não queira falar sobre isso, mas eu preciso saber.”

Notas finais
Mais uma vez me desculpem, eu também queria pedir a vocês que comentassem, muito poucos comentam eu e a New amamos muito essa fic e comentários como o próprio nyah diz ajuda muito um autor. Então digam o que acham, eu amo muito voces. Agora alguém se lembra de uma fic minha que está parada a um mês ela será postada o hj oo ultimo cap okay ou penultimo. Bem até bjs ~Kethy