I want your love! [Hiatus]
3 Conversa entre irmãos!
– Porque Senhor? PORQUE eu não consigo esquecer aquele sorriso perfeito? Espera... *Loading...* COMO ASSIM PERFEITO? Não, perfeito não. Lindo? Talvez... Reluzente? Com certeza. *suspiro* Espera... *Loading... Loading...* Aí meu Rá, eu suspirei... Pelo sorriso de um cara? Mas, um cara lindo... Espera... *Loading... Loading... Loading...* COMO ASSIM LINDO? Eu sou lindo, não ele. Eu só posso estar ficando maluco.
Bom, acho que deu pra notar que eu estou meio maluco. Sim, maluco. Itachi deve ter colocado alguma substância proibida pela lei no meu café de hoje cedo. É, é isso... Eu vou matar meu Aniki por isso. Aí caramba, culpar meu Aniki não tá funcionando.
– Sasuke? — ouvi uma batida na porta de meu quarto logo após.
– Entre Aniki.
– Tá tudo bem por aqui, maninho?
– Tá, por que?
– É que eu tava lá em baixo na cozinha terminando o jantar e ouvi um "como assim perfeito" é depois um "como assim lindo"...
– Hã... Você o-ouviu? — Eu disse meio gaguejando.
– Ouvi. — Ficamos em silêncio por um tempo enquanto ele olhava pra mim. Comecei a ficar vermelho. — Quer me contar algo?
– Tipo o que?
– Não sei. Talvez... Você conheceu alguém... interessante?
– Que tipo de pergunta é essa?
– Sabe que pode confiar em mim. Não sabe? — Ele disse sentando ao meu lado na cama.
– *suspiro* Eu... Eu sei, é que... Como você descobriu que é gay? — Acho que não mencionei que ele é gay. E namora um loiro chamado Deidara.
– O que? Porque quer saber? — Disse chegando bem perto do meu rosto. — Hã? Tá afim de um cara maninho?
– Eu não disse isso. É que...
– O que? Por acaso tá curioso em saber como é? — Disse chegando ainda mais perto com um olhar que eu chamaria de pervertido.
– Ah, sai pra lá Itachi. — Disse empurrando ele pra trás. Ele riu de mim. — Não é isso, e se fosse... Você é meu irmão.
– Ahá! — Gritou apontando pra mim. — Então você não desaprova a idéia.
– Em? Eu também não disse isso... — Digo ficando completamente vermelho. — Vai me responder ou não? Se não for, cai fora.
– Nossa que estresse. Tá, eu respondo. Bom, na verdade eu nunca olhei pra outro homem da maneira que eu olho pro Dei. Tudo começou quando eu o conheci, lembra? — Ele olhou pra mim e eu acenei um sim com a cabeça. — Então, eu comecei a andar com ele, acabamos nos tornando amigos e quando eu percebi, já sentia algo diferente de amizade. Comecei a reparar nele. Os cabelos loiros que ele tanto cuida, aquele tom incrível de azul nos olhos dele, seu rosto, corpo. Tudo me chamou atenção.
– Mas... Você nunca achou estranho?
– No começo sim, afinal, somos homens e isso na minha cabeça era errado. Mas depois... *sorriso* Depois eu percebi que pensar assim que era errado. Não temos que ser como a sociedade julga certo. Não temos que casar com uma mulher, ter filhos e tal... O que temos que fazer e buscar nossa própria felicidade. A minha é ao lado de um homem. E eu não me importo com o que as pessoas vão pensar disso. É ele que me faz feliz, e com ele que eu quero ficar pro resto da minha vida. Pode parecer idiota pra você, mas, eu não vejo minha vida sem ele. Aqueles olhos me olhando com carinho, aquele sorriso direcionado só pra mim. Eu preciso deles pra poder viver.
– Isso foi lindo Aniki. — Eu digo com os olhos lacrimosos.
– *risada* Obrigado! Eu acho... *pose pensativa* Então, vai me contar o que tá acontecendo ou vou ter que te torturar. — Diz ele mexendo as mãos como se fizesse cócegas em alguém...
– Você não se atreveria. — Digo olhando desafiador pra ele.
– Se você acha. — Ele literalmente pulou em cima de mim e começou a fazer cócegas na minha cintura e barriga, ele sabe que sou sensível nesses locais. Devo admitir que faz alguns anos que não rio tanto como hoje.
– NÃO, NÃO, PARA ITACHI... HAHAHAHA...
– Você quer mais? Tá bom, posso fazer isso por muito tempo. — Disse ele fazendo mais cócegas em mim. Eu me contorcia tentando sair de baixo dele, mas era impossível. Ficamos nessa brincadeira por um tempo ate ele cansar e deitar na minha cama.
– Não precisava fazer isso. — Digo ainda rindo baixinho.
– Oras, você me desafiou. — Ele falou virando um pouco e me puxando pela cintura pra mais perto dele. Deitei em seu peito abraçando seu pescoço com os braços enquanto ele me apertava pela cintura em um abraço desajeitado. — Faz tempo que não te abraço assim. Por que você tinha que crescer tão rápido? — Ele diz com a voz embargada.
– Faz tempo mesmo. Acho que uns 3 anos. — Digo olhando pra ele. — Bebê chorão. — Murmurou secando suas lágrimas sorrindo.
– Agora me conta o que acontece com você. — Diz se ajeitando minimamente na minha cama e eu também me ajeito melhor em seu colo. Ele começa a afagar meus cabelos a sim que eu me ajeito.
– Tem um cara sabe? E tipo... ele inferniza minha vida desde que nos conhecemos. Hoje a professora de História marcou um trabalho em duplas que ela mesma escolheu.
– E colocou vocês dois juntos...
– Exato. Enfim, no intervalo ele veio falar merda, eu o respondi e parece que ele não gostou, já que segundos depois nós estávamos nos engalfinhando no chão da sala.
– Uhhhh...
– Aí chegou um dos amigos dele, tirou ele de cima de mim e brigou com ele falando algo sobre a direto o expulsarem se o pegarem brigando de novo.
– Ele é tão encrenca assim?
– Muito. Aí ele saiu da sala resmungando coisas que não ouvi e sumiu. Eu comecei a falar com o amigo dele, e ele me disse que o filho da mãe não me odeia. Pow, ele me inferniza a anos. Beleza, depois eu almocei e voltei pra aula. No final ele veio falar comigo sobre o trabalho que é pra segunda , eu dei meu endereço e sai pela porta. Chegando no portão ele perguntou se eu precisava que ele trouxesse algo, eu respondi e ele abriu um daqueles sorrisos de cegar as pessoas de tão brilhante. E foi aí que o problema começou.
– Como assim? Ele te cegou? — Ele disse rindo.
– Não, seu idiota. Quando ele sorriu, na mesma hora eu pensei que aquele era o sorriso mais bonito que já vi. Que ele fica mais bonito do que já é quando sorri. — Admiti. Obvio que senti minhas bochechas queimarem. — Foi a primeira vez que ele sorriu pra mim.
– Hum... Pelo que eu entendi dessa história toda. Você achou o sorriso dele bonito, e agora isso não sai da sua cabeça. Acertei?
– Exato.
– Eu vou ser direto. — Disse me tirando de cima dele e sentando na cama igual um índio. Olhou nos meus olhos e disse. — Acho que você tá afim dele.
– Mas... Eu... Eu nunca... Eu sempre gostei de mulheres. Não tem como me interessar por um homem assim de repente.
– De repente? Tem certeza? Em nenhum momento você pensou nele antes do que aconteceu hoje? Tipo, reparar nele, na personalidade, na aparência. Hoje você disse que achou ele bonito sorrindo. Nunca notou isso antes?
– Er... — Eu comecei a gaguejar e senti minhas bochechas em chamas. — S-sim...
– Isso faz quanto tempo?
– Praticamente d-desde que o conheci...
– Tá vendo? Você gosta desse rapaz. Só não consegue admitir pra si mesmo. — Ele apertou meus ombros e me fez olhar pra ele. — Acredite, eu sei melhor que ninguém no que é não querer aceitar que gosta de um homem. Mas é como eu te disse, basta você querer. Se você aceitar que o ama, não me olhe assim... — Eu tinha olhado meio atravessado pela palavra que ele usou. — Porque sim, você ama ele. Quando você aceitar isso, vai ver que todo esse medo era bobagem.
– Tá, tá... suponhando que eu goste dele. Ele não gosta de mim...
– Como sabe? Por acaso ele já falou com todas as letras, pingos e acentuações?
– Não, mas...
– Mas nada. Se ele não falou, não tem como você saber. Fixar fazer suposições e bobagem Sasuke.
– Tem razão. *suspiro*
– E? — Ele me no olhou em expectativa.
– "E" o que?
– Quem é?
– Pra que quer saber?
– Oras, você é meu irmãozinho. Tenho que saber a quem devo matar se você sofrer.
– ITACHI! — Digo dando um tapa em seu ombro arranjo uma risada e mais um abraço dele.
– Amanhã você vai ver. Ele vem aqui de tarde.
– Ok, eu vou lá arrumar a mesa pra janta. — Disse ele levantando e eu também. — Toma um banho e desce tá? — Eu acenei que sim. Ele chegou perto de mim e me deu um selinho. — Te amo irmãozinho tolo.
– Também te amo.
Vi ele sair do meu quarto e descer as escadas. Fiquei pensando em tudo que conversamos até desistir e ir tomar um banho pra depois jantar com meu irmão. Depois eu me deitei e dormi.
No dia seguinte eu acordei tarde, tipo umas 10 da manhã. Fiz minha higiene e desci pra cozinha. Meu irmão estava começando a preparar o almoço. Peguei uma maçã na fruteira e comi. Depois fui ajudar ele a fazer a comida. Já estava meio tarde pra tomar café então resolvi esperar o almoço.
As horas se passaram rapidamente e quando eu vi já era meio dia. Eu e meu irmão já tínhamos almoçado e a louça já estava limpa e guardada. Fui tomar um banho pois logo o loiro chegaria. Meu irmão fiou no quarto dele conversando com Deidara.
Após um tempo ouvi a campainha tocar, fui até a porta abrindo-a.
– Pois na... — Quando eu olhei pra quem estava ali, vi um loiro, encharcado, usava uma camisa branca que as tava transparente por causa da chuva. Wow, que corpo é esse? Sacudi a cabeça levemente e olhei pro rosto dele. — O que diabos aconteceu com você?
– Er... Caso não tenha notado, tá chovendo pra caramba. — Ele disse me olhando. Nossa, eu nem tinha notado a chuva. — Eu posso entrar ou vou ter que pegar pneumonia antes? — Disse ele e logo após espirrou.
– Ah, desculpe. Vem, deixa o chinelo aí fora.
– Ok.
Eu entrei e andei mais pra dentro da sala.
– Sasuke Uchiha, o centro sabe que ele tá uma delícia com aquele blusa transparente mas não pode fazer merda. Vamos lá, você consegue. Não pense naquele corpo, se concentra!
– Sasuke! — Segurou em meu ombro. Dei um pulo pois ele me assustou. — Você tá legal?
– S-sim...
– Tem certez... Atchiiiiiim...
– Ah caramba, você vai acabar pegando um resfriado assim. Vai tomar um banho quente. — Peguei em sua mão e o arrastei pro banheiro. — Eu vou pegar uma toalha limpa.
– Mas, eu não tenho outra roupa. — Disse enquanto tirava a camiseta com dificuldade por estar grudada ao seu corpo. Oh Deus. Por que faz isso comigo? Como pode ser tão gostoso? — Onde eu coloco isso?
– Hã? — Digo ainda meio bobo. Também, com um loiro gostoso sem nu na minha frente. Me surpreendi eu ainda saber como se fala.
– A roupa molhada. Sasuke, tá tudo bem? Você tá estranho.
– Tô bem... Er... deixa a roupa ali na bancada que depois eu coloco no varal pra secar.
– Ok. — Colocou a blusa na bancada e começou a desabotoar a calça. A Senhor, se ele tirar essa calça eu juro que dou um treco aqui mesmo.
– Er... Eu vou... Vou procurar a toalha pra você. — Disse a primeira merda que veio na cabeça e sai correndo pela porta logo em seguida.
– Meu Deus tenho que me segurar. Mas ele é tão lindo.
– Quem é lindo?
– Ah Itachi. Que susto. — Digo colocando a mão na altura do coração, draminha básico. — Ele chegou, a chuva o pegou no caminho pelo jeito. Tava todo molhado. Camisa branca. — Disse agarrando a camisa do meu irmão, olhando desesperado pra ele. — Eu quase fiz merda. Itachi não me deixa sozinho com ele.
– O que? Eu não vou ficar te vigiando. Agarre logo o garoto e pronto.
– Itachiiiiii... Se eu fizer isso ele vai me bater.
– Eu mato ele depois, não se preocupe u.u
– Ah, vou ver se tenho algo que sirva nele. — Corri no meu quarto e peguei a maior bermuda que eu tinha e a maior camiseta, já que ele tinha mais corpo que eu, as que eu uso o realmente iriam ficar apertadas. Peguei uma toalha limpa na lavanderia e voltei ao banheiro rezando pra tudo quanto é santo, que ele ainda estivesse no chuveiro. Entrei no banheiro e por sorte ele ainda estava o box do banheiro, que é fume, assim não veria mais nada daquele corpo.
– Naruto?
– Sim? Sasuke. — Disse ele abrindo minimamente ao porta do box e colocando a cabeça pra fora.
– Eu trouxe uma bermuda e uma camiseta minhas, não sei se vão servir já que você é maior que eu. — Disse mostrando a ele as peças de roupa e colocando na bancada. — Trouxe a toalha também. — Me aproximei da porta vendo que ele olhava pra mim. Coloquei a toalha no gancho de frente pra saída do box. Virei e peguei as roupas molhadas dele. — Vou por pra secar. Te espero na sala, tá?
– Ok. — Ele sorriu, aquele sorriso lindo e brilhante novamente. Quando estava saindo do banheiro ele me chama. — Sasuke!
– Sim?
– Obrigado, por me ajudar.
– De nada. — Direciono um sorriso pra ele antes de sair pela porta e fecha-la.
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