– Aí que dor nas costas. Acho que dormi torto. — Resmungo eu enquanto me espreguiço. — Droga, agora o maldito sono chega.

Hoje é sábado, são 6 da manhã e eu já estou de pé. Porque você deve estar se perguntando. Simples meu amado leitor, eu NÃO CONSEGUI DORMIR, pelo menos até depois de 4:30 hrs da madrugada. Motivo? SASUKE. Só de pensar que vou na casa dele hoje me deixa elétrico, e quando estou assim tão agitado é praticamente impossível dormir bem.

– Aí que droga. MÃE! OH MANHÊ... — Você deve estar me achando um louco dessa vez não é? Pois não, minha querida mamãe a essa hora já tá de pé a muito tempo.

– Que foi meu amor? O que aconteceu? Porque tava gritando? Seu pai ainda tá dormindo, baka.

– Sorry mamis. — Digo fazendo um biquinho com os lábios. Ela não resiste. Sempre vem me apertar as bochechas. Aaiiii e como dói esses apertos.

– Awn meu baby, já disse que você fica muito fofo com esse biquinho? Fica um perfeito UKE... — Ela diz com um brilho nos olhos. Já mencionei que ela é Fujoshi?

– Ah mãe! Essa história outra vez? Já disse que se eu fosse gay não seria uke. U.u

– Ah amorzinho, nem pra fazer a mamãe feliz?

– Não u.u Eu seria um seme...

– Tá né. Enfim, porque me chamou?

– Ah é... Eu tô com uma dor horrorosa nas costas, não tem algo pra ajudar mãe?

– Tenho sim, na minha bolsa acho que ainda tem uns comprimidos pra dor. — Ela disse enquanto saia do meu quarto gesticulando com mãos.

Minutos depois ela voltou com um comprimido e um copo de água. Ela saiu e foi terminar de fazer o café, eu fui tomar banho e depois desci pra cozinha.

– Essa relógio tá de zoeira com a minha cara. — Resmungo olhando novamente pro relógio pela décima vez e mal tinha se passado 2 minutos.

– Qual a pressa filhão? — Perguntou meu pai.

– É que tenho um trabalho pra fazer hoje a tarde na casa de um amigo.

– Ah! Mas não precisa de tanta pressa, o garoto não vai fugir da própria casa.

– Eu não duvidaria dessa possibilidade. — Resmungo pra mim mesmo enquanto vou para o meu quarto procurar algo sobre o Japão como o Sasuke me pediu.

As horas se passaram lentamente e eu ficando cada vez mais nervoso e agitado. Resolvi ouvir música no celular pra ver se o tempo passava mais rápido. E adivinhem qual foi a primeira música? Acho que vocês nem lembram mais, foi hit no ano passado. Vou dar uma dica, lá vai: PSY... Er... Eu não tô falando daquele pokemon pato idiota da Misty. Eu tô falando do Gentleman :) Simplesmente adoro essa música, me faz ter vontade de dançar. Mal a letra começou e eu já estava dançando em cima da cama e cantando... ou tentando cantar a letra porque, na minha opinião, aquilo parece egípcio. Quando Quando a música acabou e começou a próxima eu parei de pular e comecei a absorver aquela melodia perfeita e quando a música começou eu simplesmente comecei a cantar e minha garganta até doía quando chegava o refrão.

I LOVE ROCK N' ROLL

I saw him dancing there by the record machine

I knew he must have been about seventeen

The beat was going strong

Playing my favorite song

And I could tell it wouldn't be lon

'Till he was with me, yeah, me

And I could tell it wouldn't be long

'Till he was with me, yeah, me

Singing, I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with me

Ow!

He smiled, so I got up and asked for his name

"But that don't matter", he said

"'Cause it's all the same"

He said, "can I take you home

Where we can be alone?"

And next we were moving on

He was with me, yeah, me

Next we were moving on

He was with me, yeah, me

Singing, I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with me

Ow!

He said, "can I take you home

Where we can be alone?"

Next we're moving on

He was with me, yeah, me

And we'll be moving on

And singing that same old song, yeah, with me

Singing, I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with me

I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with

I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with

I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with

I love rock and roll

So put another dime in the jukebox, baby

I love rock and roll

So come and take your time and dance with me

Ao final da música eu tava exausto e com uma dor na garganta. Deitei na cama e fechei meus olhos enquanto desligava o player do celular e jogava ele pra longe. Acabei dormindo e depois de algum tempo acordei com a minha mãe me chamando.

– Filho! Você não disse que tinha um trabalho pra fazer agora a tarde? — Ela falava me balançando de leve.

– Eu tenho mãe, mas é só depois do almoço.

– Pois acho que você já tá meio atrasado. Já passa do meio dia.

– O que? Aí droga! — Digo levantando rápido da cama, o que me levou a cair de cara no chão. — Aiaiai... meu narriz... — Resmungo apertando o pobrezinho com a mão.

Corri para o banheiro já tirando minhas roupas pelo caminho, ouvi minha mãe gritar algo sobre eu ser mal organizado mas não me importei. Entrei debaixo do chuveiro soltando um gemido dolorido quando a água bateu no meu nariz causando uma ardência incomoda. Terminei meu banho rapidamente, escovei os dentes e sai do banheiro enrolado na toalha. Passei correndo pela minha mãe e novamente ela gritou algo sobre molhar todo o chão da casa, mas eu não liguei. Entrei no meu quarto fechando a porta e voei até meu guarda roupas. Abri as portas e fiquei ali na frente, parecendo um idiota, olhando minhas roupas.

– O que eu visto? — Digo revirando as roupas e jogando tudo pro ar. — Droga! Eu não tenho nada pra vestir. Vamos lá, tem que ter alguma coisa aqui no meio.

Após revirar as roupas, encontro uma calça jeans preta meio justa nas coxas e avisto no meio de todas as roupas uma camiseta branca simples. — Bom, vai ter que servir. — Pega uma boxe branca e visto aquela roupa. Me olho no espelho e até que ficou bom. Depois de tanto corre corre, peguei todas as coisas que eu tinha encontrado sobre o Japão e alguns matérias que julgue que poderiam servir, coloquei tudo na minha mochila e sai correndo pra cozinha.

– Mãe, eu tô indo. — Dei um beijo em sua bochecha e fui na geladeira logo após pegando um saquinho de iogurte virando o resto na boca e joguei na lata de lixo.

– Não vai nem almoçar?

– Não tenho tempo mãe, tô atrasado. — Peguei uma maçã na fruteira e fui saindo. — Não sei que hora eu volto, qualquer coisa eu ligo. Beijo, te amo.

– Ei, leva um...

Não ouvi o que ela disse de tanta pressa que eu estava. Andei rapidamente pelas ruas enquanto pegava um papelzinho em que eu tinha transferido o endereço do Sasuke. Não era muito longe da minha casa, uns 15 minutos e eu chegaria lá.

– Como será que você está? Até parece que faz um século que não o vejo.

Alguns minutos se passaram enquanto eu pensava no meu moreno gatinho. Quando eu sinto algo gelado cair na minha cabeça, logo depois cair também em meu braço, e outra vez, e outra... Olho para o céu e cai uma gota de água no meu olho direito.

– Ah, chuva. Chuva? CHUVA O.o

Comecei a correr o mais rápido que consegui, mas a casa dele ainda estava a uns cinco minutos de distância. As gotas de água começaram a cair cada vez maiores e em maior quantidade.

Chuva. Divina chuva. Eu amo a chuva. Se estiver fazendo aquele "friozinho" então melhor ainda. O ruim é que na maioria das vezes que chove, você tem que sair de casa em algum momento e sempre, sempre acaba se molhando. Mas ISSO JÁ É SACANAGEM. Em menos de 2 minutos eu me encontrava completamente encharcado.

Corri mais rápido, tomando cuidado pra não cair. Rapidamente cheguei na casa dele, abri o pequeno portão e corri pra varanda. Fiquei uns segundos sacudindo minha camiseta pra ver se tirava um pouco daquela água. — Mas que droga. — Resmunguei andando lentamente até a porta e tocando a campainha. Alguns segundos se passaram e eu comecei a tremer de frio. Estava ventando bastante e eu estava completamente molhado da chuva. Uma chuva muito gelada por sinal.

– Pois na... — A porta foi aberta e quando olhei, era ele. Meu Sasuke. Ele ficou calado por um tempo enquanto me olhava com atenção. Após uns segundos ele sacudiu a cabeça e disse. — O que diabos aconteceu com você?

– Er... Caso não tenha notado, tá chovendo pra caramba. — Digo olhando pra ele. — Eu posso entrar ou vou ter que pegar pneumonia antes? — Eu falo pra logo após espirrar.

– Ah, desculpe. Vem, deixa o chinelo aí fora.

– Ok.

Entrei na sua casa deixando o chinelo de fora. Pousei minha mochila no chão ao lado da porta e fiquei ali, estático. O que eu faço agora? Vi Sasuke meio distante, parecia murmurar algo. Cheguei mais perto, ele estava distrai só.

– ... se concentra!

– Sasuke! — Seguro em seu ombro. Ele dá um pulo e olha assustado pra mim. — Você tá legal?

– S-sim...

– Tem certez... Atchiiiiiim...

– Ah caramba, você vai acabar pegando um resfriado assim. Vai tomar um banho quente. — Ele pegou em minha mão e me arrastou pro banheiro. — Eu vou pegar uma toalha limpa.

– Mas, eu não tenho outra roupa. — Digo enquanto tiro minha camiseta com dificuldade por estar grudada ao meu corpo. — Onde eu coloco isso?

– Hã? — Ele disse olhando pra mim.

– A roupa molhada. Sasuke, tá tudo bem? Você tá estranho.

– Tô bem... Er... deixa a roupa ali na bancada que depois eu coloco no varal pra secar.

– Ok. — Coloco a blusa na bancada e começo a desabotoar a calça.

– Er... Eu vou... Vou procurar a toalha pra você. — Disse ele e saiu correndo pela porta logo em seguida.

Fiquei olhando pra porta igual um retardado tentando entender a situação. — Mas o que aconteceu aqui? — Termino de tirar minha calça e a boxer coloco na bancada e entro no box do chuveiro ligando na água quente e entro debaixo relaxando instantaneamente meus músculos.

Notas finais
Demorei muito? Haha, comentem por favor...