I want you

1 Choque de realidade


Notas iniciais
Clara esta confusa em ter que sair dos EUA para ir para Londres. Ela não quer abandonar a escola, os amigos e a cidade natal. Mas o que ela não sabe é que a sua ida para Londres ia acabar sendo a melhor coisa da sua vida.

Tudo começou em um dia qualquer de escola eu estava com as minhas amigas a Fernanda e a Juliana. E então a Juliana falou com a voz tremula, como se estivesse preocupada:

-Minha mãe estava falando com o seu pai ontem.

- A sua também? Eu encontrei minha mãe no telefone com o tio Claudio.

- Ué, eles nem se falam direito, sobre o que eles estavam conversando?

- Sobre você Clara.

-Sobre mim? Como assim, sobre o que? – fiquei meio preocupada

- Clara, seu pai ainda não te disse?

- O que ele devia me disser?

- Ele foi promovido no trabalho.

- Mas ué, isso é bom não é?

- Por um lado sim, mas por outro, não. Você vai se mudar para Londres, amiga.

- O que? Você está falando serio?

- Estou sim amiga, sinto muito.

O sinal tocou, mas eu ainda estava chocada, não queria ir para a aula assim. Quando voltamos para a sala estava no meio da aula de Matemática. Tentamos entrar escondida mas a professora viu:

- O que aconteceu para vocês chegarem só agora na aula?

- Nada professora, desculpa o atraso.

- Então ta, vocês perderam boa parte da aula, e teve matéria nova. Quero que vocês peguem a matéria com alguém. Depois eu explico o que vocês não entenderem:

-Ta bom professora.

Ela continuou dando a aula e eu não consegui prestar atenção em absolutamente nada. Ainda estava confusa com o que a Fernanda e a Juliana tinham falado:

- Então alunos, bom final de semana para vocês.

A aula acabou e eu fui para a entrada da escola esperar meu pai. Quando ele chegou eu não falei nada, mas não consegui esconder a aparência de preocupação:

-Esta tudo bem filha? Você parece confusa.

-E estou. Pai é verdade isso.. Vamos mesmo nos mudar para Londres?

-Quem te contou isso filha?

-Não importa, por que você não me contou isso?

-Porque eu não sabia como te falar isso filha, não queria te ver chateada.

-Ah, e para não me deixar preocupada você me esconde as coisas? Bom saber.

Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto. Não queria falar com ninguém, tranquei a porta e liguei para as meninas:

-Você está bem Clara? Eu estou preocupada com você.

-Eu estou bem, só um pouco chateada.

-E como está o clima ai?

-Ai, cara, eu não sei. Não sei como meu pai pode ser tão injusto comigo.. Ainda não estou acreditando que vou me separar de vocês:

-Clara que vim pra minha casa? só até as coisas se resolverem aí.

-Quero sim Ju, obrigada.

-Eu posso ir também? Quero ficar um pouco com vocês.

-Pode sim Fe.

-Então ta garotas, eu estou indo.

-Quer que eu te busque Fe?

-Quero sim Clara.

-Ta gente, estou esperando vocês.

Eu desci para pegar o carro, e minha mãe me viu saindo me parou e perguntou:

-Aonde você esta indo filha?

-Vou para casa da Juliana.

-Deixa que eu te levo.

-Se você não se importar, eu prefiro ir sozinha.

-Ok, você esta bem?

-Estou, só preciso ir.

Estava quase chorando no carro, não queria imaginar eu me mudando dos EUA, deixar a minha escola, minhas amigas. Logo agora que ia fazer 18. Já tínhamos planejado a festa e tudo. Mas pelo visto não ia mas ter festa nenhuma. Chegando na casa da Fe parei de chorar, não queria que ela ficasse preocupada com isso. Estava quase chegando. Liguei para ela:

- Oi Fe

-Oi Clara, já esta aqui em baixo? Eu estou descendo.

-Já estou aqui na sua rua. Pode descer.

Desliguei o telefone. Ela entrou no carro ficou um silencio estranho:

-Amiga, eu estou aqui para tudo viu? Mesmo longe quero estar perto. Quando precisar pode me ligar, e também me conte as novidades.

-Pode deixar.

Chegamos na casa da Ju. Toquei a campainha e ela que abriu a porta.

-Vamos para o meu quarto gente.

-Ju, vamos pro restaurante depois, eu não comi nada hoje? Pode deixar que eu pago a conta.

-Vamos sim. Quer ir agora?

-Uhum, se não tiver problema para vocês.

-Não tem não, só vou avisar para a minha mãe.

A Juliana sempre foi bastante independente. Nunca perguntava se podia ir a algum lugar. Só avisava aonde ia:

-Pronto, vamos?

Entramos no carro e o meu celular tocou. Era o meu pai. Eu ainda estava muito chateado com ele para atender. Desliguei o telefone. Ficou um silencio e der repente a Ju disse:

-Clara, faz um favor pra mim?

-Qual?

-Não me troque por ninguém, ok?

- Hahaha pode deixar, eu não sou louca de fazer isso.

Chegando no restaurante encontramos um amigo nosso da escola:

-Oi chatinho, tudo bem?

-Oi gente, to bem. O que vocês estão fazendo aqui?

-Ué, o que você acha? A gente veio jantar.

-Ah claro, que pergunta idiota. Querem sentar aqui?

-Claro.

Ele e a Juliana já tinham ficado algumas vezes. A Juliana ainda gostava dele e me pedia conselhos e tal.. Sempre quis ver eles namorarem, formavam um casal tão bonitinho. Ele já tinha me falado alguma coisa de pedir ela em namoro, eu apoiei ele. Mas eles brigaram por uma coisa tão boba. Ela queria sair para ir ao cinema e ele queria ir ao restaurante. Começaram a discutir e a Ju acabou ficando com raiva, queria que ele cedesse a ida ao restaurante para ir no cine com ela. Ela estava de TPM então isso ajudou a ela perder a linha. Depois eles não se falaram mais, ela ficou se sentindo super culpada, realmente ela gostava dele:

- E ai garotas como estão? Nunca mais falaram comigo – ele estava olhando para a Ju, como se a pergunta fosse só pra ela.

-Ah, estávamos um pouco confusa. Não falamos mais com quase ninguém.

-Mas o que houve para vocês estarem confusas?

-A Clara vai se mudar.

-O que? Mas por que?

-O pai dela foi promovido.

-Ah poxa, você vai se mudar para aonde?

-Londres.

-Ah que maneiro, lá é legal.

-Mas lá não tem vocês.

-hahaha você sobrevive.

Cheguei em casa um pouco tarde. Minha mãe estava na sala me esperando:

-Mãe, o que você esta fazendo acordada a essa hora?

-Estava preocupada com você.

-Bem, eu vou tomar meu banho e ir dormir. Beijos mãe te amo.

-Também te amo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.