– LUFFY, QUE MERDA DE HISTÓRIA É ESSA? HOMENS NÃO ENGRAVIDAM!

– Então eu serei o primeiro, Dadan!

– Vai à merda, eu não te criei pra você me aparecer aqui grávido! E além disso, eu tenho a ligeira impressão de que eu vou ser obrigada a criar esse moleque!

– Você não vai não, relaxa, eu vou criá-lo junto com o Torao e os meus amigos!

Tá bom, nós conseguimos sair do Novo Mundo e chegarmos até a cidade natal dele, até aí tudo bem. A Dadan tá quase comendo o cu dele por causa dessa história de filho, sendo que eu sou o único que pode fazer isso! Bom, pelo menos ela me entende.

Foi difícil convencê-la a nos deixar ficar na ilha mas a saudades que ela tinha do Luffy ajudou muito. A Makino pareceu super empolgada com esse lance todo, provavelmente por ela ter visto o Luffy crescer e agora quase ser pai.

– Beleza então, eu vou fazer a cirurgia agora.

Estavam o meu marido e a dona do útero dele na minha frente. A parte de colocar o órgão no Luffy foi bem simples, entretanto ele começou a gritar de dor graças às contrações que um útero pode fazer.

– AAAAAIN, TIRA ISSO, TORAO! TÁ MACHUCANDO E EU VOU MORREEEEEEEEERRRRR!

– Nami, por que caralhos você não me avisou que estava na TPM?!

– Bom, não é educado para uma dama falar isso, né?

– PELO AMOR DE ENEL, TIRA ESSE TROÇO DE DENTRO DE MIM, TORAOOOOOO!!

– Ai Luffy-ya, para com isso, vai ficar tudo bem! Seja forte!

Depois de dar vários remédios de cólica pro Luffy ele finalmente se acalmou e a dor foi parando. De noite, nós fomos para o quarto para fabricarmos o nosso bebê e o Luffy estava deitado e de pernas abertas.

– Torao... eu estou pronto...

– Luffy-ya, essa noite vai ser bem especial.

– V-Você acha que nós vamos conseguir?

– Mas é claro, você será um ótimo pai!

Dei um beijo nele e puis suas pernas envolta das minhas costas, me preparando para entrar em seu corpo e consumar o ato. Aliás, será que dá mesmo pra engravidar alguém pela bunda? Bom, isso nós descobriremos depois.

– Aahn... Torao..!

– Luffy-ya...!

– V-Vai mais forte..! Aaahn.. hnnm..!

– Aahn..! Você é tão gostoso.. Luffy..-ya!

– T-Torao... eu sin..to... você batendo no meu útero.. aahn..!

– Ai céus...

~ X ~

Primeiro mês

Já no dia seguinte ele começou a vomitar e a sentir náuseas. Eu fiquei completamente nervoso e todo o pessoal do Navio percebeu que eu estava quase me matando de tanta preocupação. Não é mesmo que esse lance deu certo?!

– O meu marido tá grávido... o Luffy nem sabe cuidar de si mesmo... e agora nós temos um filho... ai meu Deus... isso não vai dar certo... não vai... não vai...

– Torao...

Ele acabou me achando deitado no chão, encostado em uma parede e veio ficar comigo.

– Luffy, você tá melhor? Como você tá se sentindo?

– Eu tô ótimo, eu já sinto nosso filho aqui com a gente! Mas e você, o Torao tá bem mesmo?

– Eu vou ficar bem, meu anjo, o importante é que nós estamos juntos. Eu amo você.

– Eu amo você também, papai!

– Ai meu Deus...

Segundo mês

Os enjoos que o Luffy sentia já pararam um pouco mais, mas agora ele está ficando mais sensível. Ele fica no quarto das garotas conversando sobre o filho ou a filha, fazendo roupinhas pro bebê, falando sobre o nome... e essas coisas frescas.

– Nami, Robin! Que nome vocês querem dar?

– Tem que ser um nome francês bem chique! – Afirma Nami.

– Acho que é bom escolhermos um nome curtinho e fácil de lembrar, o que acha, Luffy? – Pergunta Robin.

– Podia ter nome de comida! Tipo Niku [carne] ou então Suminiku [bife] ou então ainda Hikiniku! [carne moída]

– Você só tá falando nomes de carne, Luffy, você precisa levar isso mais a sério! Para de pensar na sua barriga por um segundo!

– Mas o bebê tá na minha barriga, né?

Terceiro mês

Caralho, cada vez mais essa maldita barriga cresce mais ainda! Se ele continuar assim não vai ter mais espaço pra nada e o pior de tudo é que ele não para de comer UM SEGUNDO SEQUER!

– SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANJIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

Bom, pelo menos quem tá sofrendo é o Cook-ya e não eu.

– Que é?!

– Cadê a porra da minha comida? Eu quero comida!

– Você acabou de comer cinco toneladas de carne, dá um tempo!

– ME DÁ A MINHA COMIDA!

– Argh, tá, eu tô fazendo! Um bom prato leva muito tempo pra ser feito e não podemos ter pressa, se não nós não conseguimos degustar o verdadeiro sabo—

– TO NEM AÍ, EU QUERO CARNE! C, A, W, R, P, O, E! CAR-NE!

– Você soletrou tudo errado! Como alguém bota W em carne?!

Quarto mês

Eu mando ele fazer exercício pra não perder o costume de lutar nesses quatro meses, mas ele me ouve? Não, ele não me ouve. Tudo o que ele faz é ficar comendo e conversando com a Nami!

– Nami...

– O que é, Luffy? Você parece tão triste. Geralmente você fica feliz quando tá com uma carne na mão.

– Eu acho que o Torao não mais gosta de mim...

– Que absurdo! Por que você diz uma coisa dessas?!

– Ele fica mandando eu fazer exercício toda hora porque eu tô gordo. Você acha que ele vai me trocar por alguém magro?

– Claro que não, ele é médico! Se ele te diz pra fazer exercício é porque ele se preocupa com a sua saúde, não tem nada a ver com aparência.

– Você acha?

– É claro que sim, vocês dois foram feitos um pro outro!

Quinto mês

– VOCÊ TÁ IMENSO DE GORDO!

– Você acha, Torao?

– Eu não acho, eu estou vendo! Isso não é normal nem pra quem tá grávido, você tá, literalmente, uma bola!

– Deixa isso pra lá, esse bebê fica toda hora se mexendo e fica dando chutes e socos na minha barriga. Acho que ele quer me matar!

– Ele só é tão energético quanto o pai, nada demais.

– M-Mas... eu tô com muito sono...

O Luffy, além de estar com uma barriga de milhões de metros de largura, ainda dormia toda hora. E o pior de tudo, esse carinha arrumou um jeito de comer enquanto dorme! Dá pra acreditar? Como argumento ele diz que não pode deixar suas cinco refeições diárias de lado.

Sexto mês

– Sanji, o que diabos é isso?

– O Law disse que você precisa parar de comer tanta carne e comer mais frutas.

– Nem pensar, isso é um absurdo! Como você quer que eu sobreviva comendo essas coisas saudáveis?

– Você vai comer e vai gostar. Não quero saber de desperdícios na minha cozinha, ouviu?

– Pelo menos deixa eu comer carne como sobremesa!

– Não, sua sobremesa vai ser mais suco de frutas!

– Aaaaaaaaaaaah nãaaaaaaaaao!

Eu digo pra ele ser mais saúdavel, mas ele me ouve? É claro que não! Tudo o que o Luffy quer é ficar se enchendo de carne e coisas gordurosas. E o pior é que ele quer ficar brincando com o Usopp, mas esse esforço físico é prejudicial demais e ele precisa de descanso.

Sétimo mês

– Meu corpo tá todo inchado! O que tá acontecendo, Torao? Eu vou morrer?

– Calma meu anjo, você vai ficar bem, isso é normal. A sua saúde também tá legal, mas você precisa mesmo comer mais frutas e parar de ameaçar o Cook-ya.

– Você acha? E essa barriga tá muito pesada, quando essa coisa vai nascer?!

– Daqui há dois meses, relaxa. Mas você tá certo, não é normal uma barriga crescer tanto como a sua. Será que tem mais de um aí?

– I-Isso é possível?

– Sim... ai céus... eu sabia que isso não ia dar certo...

Oitavo mês

Ele estava deitado comigo na cama, se queixando do bebê, que não parava um segundo sequer de se mexer. Mas o Luffy parecia bem e sentia poucas dores, apesar de ter um pouco de dificuldade para respirar com o tamanho dessa barriga.

– Torao, você acha que nós dois vamos ser bons pais?

– É claro que sim, foi por isso que eu aceitei ter um filho com você. Apesar de você ser muito infantil, eu sei que você é carinhoso.

– Você acha mesmo?

– Por que está perguntando isso agora? Daqui há pouco essa sua bolsa estoura e o bebê vai sair, agora tudo o que precisamos pensar é no nosso futuro juntos.

– É que você fica preocupado a maior parte do tempo, sei lá.

– É claro que eu fico preocupado, nós dois criando uma criança em alto mar, cheio de coisas perigosas e guerras... fora que nós não vamos poder ficar cuidando dela o tempo todo. Quer dizer, terão horas em que teremos que ficar longe do navio por dias, certo?

– Acho que sim, mas vai valer a pena! Eu amo você e também amo o nosso filho, mesmo ele ainda não tendo nascido!

– Eu amo você e te prometo que tudo vai ficar bem, nós dois seremos ótimos pais. Eu te prometo, meu lindo.

Nono mês

Caramba, essa é a hora. O que eu faço? O que eu digo? O que diabos vai acontecer com nós dois?! Ai céus... nem sei se eu tô pronto pra isso tudo! Quer dizer, eu tive nove meses pra pensar e tals e já tinha me decidido que estaria pronto, mas falar é diferente do que fazer!

O Luffy estava deitado na cama e eu estava junto com Chopper, pronto para realizar o parto. Todos os nossos amigos estavam esperando por esse momento. Não seria bem um parto, mas dá pra tirar o filho lá de dentro.

– Caralho, têm mais de um! Eu sabia, tem mais de um! O que diabos eu faço agora?!

– Calma, Law! – Grita Chopper. – Vai ficar tudo bem, mas por hora precisamos nos concentrar em realizar o parto do Luffy.

– Tá... você está certo, doutor.

– M-M-Mesmo você me chamando de doutor, e-eu não fico feliz! I-Idiota!

– Agora não é hora pra isso, Tsundere-ya! O Luffy tá grávido de mais de uma criança e você tá me desconcentrando!

– D-Desculpa.

Com o Luffy gritando de dor graças às contrações que um útero em trabalho de parto poderia fazer, eu decidi ir logo e acabar com isso. O Chopper ia acalmando ele enquanto eu comecei a tirar a criança de lá.

– Um deles saiu!! É um menino, ele é a sua cara, Luffy!

– Torao! – Ele começou a chorar junto comigo. – Ele é lindo...!

– Pera, tem mais aqui! Dessa vez é uma menininha. São dois gêmeos!

– Sério? Que legal!

– C-Calma, tem mais...

– Mais?!

– Dois, três... c-cinco... ai céus...

– T-T-Tem quantos aí?!

– Ahn... sete. Não, oito! São oito no total junto com os dois que já saíram.

– TUDO ISSO?

– Cinco meninos e três meninas. É, tudo isso.

– O-O que faremos pra cuidar de tanta criança?!

– Não olhem pra mim! – Grita Dadan de longe.

~ X ~

Quatro meses depois do nascimento dos nossos milhares de filhos, nós finalmente deixamos a ilha. O Luffy insistiu em colocar o nome de alguns pratos de comida e o Sanji o ajudou a escolher.

Os dias no mar foram bem agitados, não dava para negar, mas com o tempo nós fomos nos acostumando a sermos pais. Nosso relacionamento também ficou mais forte e nós ficamos mais unidos. Não foi uma ideia tão ruim assim afinal, pelo contrário, cada vez mais eu amo ele.

– Torao...

– Sim?

– Isso tudo foi tão legal! A gente podia ter mais filhos, né?!

– Não inventa...

Notas finais
Nome dos filhos: Sakana (peixe), Toriniku (carne de frango), Akami (carne magra), Buta (porco), Weeru (vitela), Suminiku (bife), Hikiniku (carne moída) e Youniku (cordeiro)! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!