I want to be much more than your friend.
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Oieeeeee.
Bomm, esse cap era pra ter saído faz tempo, mas aconteceu um negócio aí. Vou explicar para vocês: eu estava lá fazendo a minha prova de literatura, e então eu terminei. Bom como faltava muito tempo pra gente ir embora, e eu estava entediada, eu fiz a primeira parte do capítulo atrás da prova, e a professora demorou para devolver. Então... que idiota né?? Mas finalmente eu conseguiiii.
Capítulo não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
Bufei mais uma vez, fechando meus olhos. Me remexi na cama, virando de bruços, de lado, para cima, e passei minhas mãos pelo rosto, enquanto suspirava. A janela estava aberta, mas me sentia sufocado, respirando pesadamente. Levantei, andando em círculos de cabeça baixa, pensando em uma maneira de me distrair. Fui para perto da estante, pegando um livro preto de lá. Abri na primeira página e deitei novamente. Tentei ler, mas não conseguia me concentrar na formação das sílabas. Joguei o objeto em minhas mãos no chão, já me sentindo incomodado por estar deitado. Meu ritual daquela noite, mais uma vez se iniciou. Bufei, me virando de bruços, de lado e para cima.
Não sou do tipo que fica entediado, mas se não é o que está acontecendo ali, então eu não sei o que poderia ser. É realmente frustrante ter insônia. Não faz nem três dias que eu pai está viajando, e eu já me encontro nesse estado tedioso. Abri os braços e olhei para o teto. Eu não queria mais ficar ali, porém, para onde é que eu iria? Algo como um estalo, me veio. Qual é o lugar para onde eu ia quando eu queria me distrair ou queria paz? O lago. Sem hesitar, levanto da cama, pegando meu casaco na cadeira perto da estante, e saio do quarto. Desço a escada com rapidez, escutando os ecos pela casa, e vou em direção a porta. Abro a mesma, e fecho, não me importando em trancá-la. Olho ao redor não vendo ninguém à minha vista, e respiro fundo, gostando da sensação de liberdade que me preenche aos poucos. O vento não está tão forte para essa hora da noite. Sorrio e começo a andar. Dou passos lentos, apenas escutando os barulhos da floresta, e encarando a lua em forma de banana. O frio está evidente, e me encolho mais no casaco, passando as mãos pelos meus braços. Logo me encontro no meu lugar, dando um sorriso ao vê-lo mais lindo do que realmente é. O vento cortante passa por mim, me lembrando das noites que eu ficava naquele ambiente. Dou o primeiro passo em direção ao lago, e paro na mesma hora, quando escuto barulho de galho quebrando. Olho para o meu pé, pensando ter sido eu que pisei, mas vejo que não há nada. Então olho para cima novamente, e o vejo se aproximando do espaço. Sem demora, vou em direção a uma árvore enorme, me escondendo atrás da mesma. Sento no chão, torcendo para que ele não demore tanto para ir embora. Algo me diz, que talvez ele não o faça tão cedo. Arqueio uma sobrancelha ao ver a próxima cena. O grisalho tem uma toalha no ombro direito, e se livra dela, jogando a mesma no chão. Chega perto do lago, se abaixando, e molha uma de suas mãos. Parece que ele vai nadar, o que não é grande coisa, só é intrigante o fato de ele o fazer à noite. Jack e eu já demos alguns mergulhos no lago, mas nunca foi no meio da madrugada. Na verdade a maioria das vezes em que fazíamos planos para nadar, eu só ficava olhando, pois a água sempre estava muito gelada. Era divertido vê-lo, e era divertido as brincadeiras que ele fazia, para tirar sorrisos de mim. Se levanta novamente, tirando sua camisa. Como nas vezes em que viemos aqui para nadar, eu já havia visto o corpo de Jack. Mas hoje há algo diferente. Encaro a pele branca do grisalho, que é realmente bonita, e vejo seu abdômen. Parece que o treino fez muito bem para Jack... O quê é que eu estou pensando?! A visão à minha frente me impede de achar a resposta. Não, sério! Quê que eu estou pensando? Como é que Jack consegue fazer isso comigo? É irritante a forma como ele me deixa confuso com coisas inúteis. Ah! Deve ser porque eu gosto dele. Espera, o que? Dou risada mentalmente por causa do pensamento anterior. Que coisa mais idiota de se pensar. Eu não gosto de Jack. Pelo menos, em minha cabeça, eu tenho certeza que não. Isso é ridículo! Eu não gosto dele. Jack joga a camisa no chão, assim como ele fez com a toalha, e então pula no lago, num mergulho perfeito. Sorrio ao me lembrar que ele sempre se gabava por causa de seus mergulhos; com razão. Ele começa a brincar na água, e é realmente legal ficar o observando, apesar de que eu estou longe. Dá um mergulho, demorando um pouco para voltar à superfície. Estava para ir até lá saber o que estava acontecendo, mas Jack aparece novamente. Ele planta bananeira, mergulha e reaparece depois de minutos, sai da água e pula nela novamente; faz muitas coisas, e parece não se cansar. Seu sorriso não sai de seu rosto, e é bom ver o mesmo depois de tanto tempo. A noite se passa lenta e quieta, e o sono já me consome, me fazendo dormir com a imagem de Jack saindo do lago. [...]—Hiccup. Escuto e sinto meu corpo se mexendo. No começo, apenas desejo que quem quer que esteja me incomodando vá embora, e me deixe dormir em paz. Resmungo, e a pessoa continua a mexer em meu corpo.—Me deixa dormir, pai.- falo. Escuto uma risadinha, e congelo na mesma hora em que meu consciente me avisa de quem é. Abro meus olhos rapidamente, e vejo seu rosto numa expressão cômica. Droga! Não acredito que eu peguei no sono. Espera, o quê que aconteceu ontem mesmo? Ah! Eu vim para o lago, e Jack já havia chegado primeiro. Então eu sentei encostado numa árvore e esperei o grisalho ir embora, mas estava muito tarde e eu dormir por ali mesmo. Que constrangedor... Cocei meus olhos, me ajeitando.
—Você dormiu aqui?- perguntou, se levantando. Agora que eu percebi que ele estava agachado.—Ahn... sim?- falei, dando um sorriso constrangido, e me levantei também.—Por que?- perguntou. Não sabia o que responder, e não ia rolar de eu confessar que eu vim aqui para o lago, e fiquei o observando. Não mesmo. Pensa Hiccup, pensa.—Err... é uma longa história. E complicada também.- respondi por fim, começando minha nuca. Ele pareceu ficar desconfiado, mas não insistiu mais e pareceu aceitar minha explicação. —Estou indo para o treino. Você não vem?- perguntou, arqueando as sobrancelhas. Oh! O treino! —Eu preciso passar em casa primeiro.- respondi atônito. Me apressei, andando rápido, e sabendo que Jack estava me seguindo. —Você vai me esperar, certo?- falei, me esquecendo por um segundo que ainda não estamos bem.- Ahn... quer di...—Tudo bem, Hiccup. Eu vou com você.- respondeu, se rendendo. Não falamos mais depois da última fala. Andávamos rápido, e assim, já estávamos em minha casa. Abri a porta, dando passagem para o grisalho, e fechei quando ele já estava dentro. —Fica a vontade, tudo bem? Eu estou precisando de um banho.- falei, e subi as escadas. Peguei a toalha, e fui em direção ao banheiro. Tirei as minhas roupas rapidamente, e caminhei para debaixo do chuveiro. Lavei minha cabeça, e meu corpo, finalizando o banho. Coloquei a toalha em minha cintura, e saí do banheiro. Jack estava deitado em minha cama, lendo um livro. Teria deixado pra lá, se não tivesse reconhecido o objeto em suas mãos. Era o meu caderno de desenho, e se Jack está com ele, provavelmente já viu.—Desenhos legais.- falou, sem desviar seu olhar para mim. Droga! Ele viu. Sorria de lado, me fazendo ficar com mais vergonha ainda.—Jack, não era para você ter visto isso.- falei, indo até ele.—Por que?- perguntou irônico, e fechando meu caderno.—Porque não.- respondi, colocando um de meus joelhos na cama, e me inclinando, tentando pegar o objeto dele.—Me dá, Jack.- falei, me inclinando mais ainda. Ele colocava o caderno detrás de sua cabeça, e gargalhava só para me irritar. Agora eu me encontrava com o outro joelho na cama, e com as duas mãos tentando pegar o caderno.—Sua toalha vai cair.- advertiu, o que me fez segurar na mesma para que não acontecesse o que ele falou. Quando finalmente peguei o objeto, tentei arrancar dele. Jack lutava comigo, puxando para o lado oposto para o qual eu puxava. Com a minha preocupação, não pude ver o quanto perto eu estava de seu rosto. Jack também pareceu se tocar, pois parou de lutar comigo por causa do caderno. Seu sorriso sumia lentamente, dando lugar à um menor de lado, e sua respiração batia em meu rosto. Por um momento, vi seu olhar escorregar lentamente pelo meu corpo, o que me deu um arrepio. O que nós estávamos fazendo? Eu não sabia, só sabia que a sensação de estar naquela posição, era nova e estranha. Limpei a garganta, tirando o caderno de sua mão, e saindo dali.—Você é um idiota.- falei, dando de ombros. Caminhei até a gaveta do meu guarda roupa, e peguei uma calça marrom, e uma blusa branca. Abri outra gaveta, e peguei minha cueca, indo até o banheiro trocar de roupa. Normalmente eu teria dito para ele sair do quarto, mas... deixa pra lá. Fechei a porta, suspirando e abrindo o caderno em minhas mãos. Encarei por um momento os desenhos de Jack, e praguejei por não ter escondido melhor o objeto. O deixei de lado, e comecei a colocar as roupas. Saí do banheiro com a toalha na mão, e o caderno. Jack ainda estava deitado em minha cama, e agora tinha um livro qualquer em suas mãos. Aproveitei que ele não estava olhando, e coloquei o meu caderno em minha gaveta, debaixo das roupas.—Vai ter que achar um lugar melhor para colocá-lo.- falou, sem desviar sua atenção para mim. Sorriu, antes de continuar.-Mas não se preocupe, eu não vou olhar mais. Rodei os olhos, e procurei por minhas botas. Calcei as mesmas, pronto para sair.—Você não vem?- perguntei, da porta. Jack jogou o livro no chão, e saiu de minha cama.—Ei!- reclamei da sua ação. Ele não respondeu, apenas passou por mim, andando pelo corredor. O segui, e saímos da casa. Andamos em silêncio até o campo de treinamento, lado a lado. A porta grande estava aberta, e vinham vozes de lá de dentro. Alcis nos viu de longe, e veio em nossa direção.—Continuem vikings!- gritou para os outros. Paramos na frente dele, e sabíamos que viria bronca de sua parte.—Combinaram de chegarem atrasados, ou foi só uma coincidência?- perguntou colocando as mãos na cintura.—Combinamos.- falei, depois de rodar os olhos.—Você está muito ousado, não?- falou sério, engrossando a voz, o que me fez me encolher.—Foi sem querer, Alcis. Só aconteceu.- Jack falou, me defendendo. —Hum, é a segunda vez que Hiccup chega atrasado. Na próxima, terá punição.- falou, e saiu de nossa presença. Era a primeira vez que ele falava o meu nome. Que estranho.—Obrigado.- falei para Jack.—Não precisa agradecer.- respondeu, e começou a caminhar. O segui.
Notas finais
Não posto se não tiver comentários. Então comentem !!! Beijo...
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