I want to be much more than your friend.
29 Capítulo 28
Notas iniciais
Oieeeeeeeeeeee.
Vocês não devem ter percebido, mas hoje faz um ano que eu comecei essa fic................. Caralho, nem acredito que ela deu certo.
Mas, enfim, valeu por estarem aqui, vocês que são os mais antigos. Que viram a fic no dia 16/02/2015 e leram, mesmo minha escrita sendo bosta naquela época. Veii, vocês são muito importantes, sério ♡♡♡
Mas, então.... esse capítulo tem uma escrita diferente. Vocês vão perceber que fugirá do meu normal, e que é mais baseado em pensamentos, pelo menos a maior parte dele. Espero que curtam o capítulo de aniversário da fic hehe.
Dedicado ao meu esposo lindo. Lá em baixo, uma parte da nota também é pra você, e entenderá o porque..... Te amo ♡
Não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
˙˙˙˙
Consegui pegar o seu braço, o impedindo de dar mais passos para longe. Sorri mais, ao que ele tentava se soltar de mim, mas o empurrei para o balcão ao nosso lado direito, grudando nossos quadris, mas mantendo a distância dos rostos.Sorri sacana, ao tentar o contato visual com o outro perto de mim, ao abaixar a cabeça, já que ele não olhava para meus olhos. Sua respiração estava rápida, quase que nem a minha. Só que eu ofegava menos, bem menos.Ainda segurava firmemente em seu braço, ao observá-lo tentar se recuperar. Quando o garoto me olhou, sorri, endireitando a posição da cabeça, arqueando uma sobrancelha.—Você é um chato, Hiccup.- sussurro, balançando a cabeça de leve.Ele fingiu uma expressão confusa, arqueando as sobrancelhas. —O que? Eu estou fazendo o que combinamos.- falou, também fingindo a voz inocente.Sorri de lado, balançando a cabeça novamente, querendo indicar que não era sobre aquilo que estava falando.—Não estou falando sobre isso.- dei uma pausa, observando outra vez sua expressão fingida.- Você não viu a ceninha que acabou de fazer?O ruivo franziu o cenho. —Que cena? Aquilo foi injusto!- rebateu, parecendo indignado.Rodei os olhos, rindo ao olhar para nossos corpos juntos. O calor vinha de ambos, talvez por causa do que acabamos de fazer, ou por causa da proximidade.—Você está parecendo criancinha. Eu ganhei limpo.- olhei outra vez para seu rosto, ainda sorrindo, ao vê-lo de braços cruzados e perceber que parou de lutar para que eu soltasse seu braço, ou saísse de perto.- E quer saber o que é injusto?Ele arqueou as sobrancelhas, jogando a cabeça para o lado, afastando a franja, por causa dos fios impedindo a visão, e indicou esperar que eu terminasse de falar.Sorri antes de continuar.—A gente ainda não ter se beijado. Isso sim é injusto.- ao terminar, não deixei de abrir meu sorriso irônico, esperando sua reação já imaginada.Bufou, desviando o olhar e descruzando os braços.—Não Jack. Eu tenho que fazer o que combinamos, não é?- disse, tentando se distanciar de meu corpo.Rodei os olhos, parando os seus movimentos ao colar mais nossos quadris, e não hesitei em juntar nossas bocas quando o ruivo fez menção de que iria reclamar mais uma vez.Era um beijo violento, e Hiccup tentava no começo empurrar meu peito para longe, mas isso trazia como consequência a mais junção de nossos corpos.Era lógico que ele estava com raiva. Ficou chateado por eu ter o vencido mais de uma vez nas lutas que tivemos hoje em sua sala. Mas não posso fazer nada, certo?Passei meus braços por sua cintura, assim que senti que ele não mais relutava contra. Também não pude evitar o sorriso, isso por causa de sua retribuição.Senti suas mãos em meus ombros, me puxando para mais perto, à medida que nossos lábios se esfregavam com mais vigor. Aquele beijo era desesperado e bastante rápido. Exatamente como meus atos.Não percebi quando levei minhas mãos até as coxas do garoto, primeiro as apertando lentamente, e logo eu o estava fazendo sentar no balcão, e sentia suas pernas me rodearem.Seus braços se encaixaram melhor em torno de meu pescoço, enquanto eu mantinha as minhas mãos em suas coxas, passeando as mesmas por ali num ritmo lento que sei que arrancava arrepios do ruivo.O ar foi necessário, e me separei dele lentamente, logo o olhando nos olhos e esboçando um sorriso sacana, ao o indicar que no final das contas, ele cedeu.Hiccup apenas rodou os olhos, e não hesitou, depois de alguns segundos, em voltar sua boca para mim.Suas mãos agora estavam em minha cintura, e senti suas unhas subirem em minha costa, o que me fez sorrir contra seus lábios, enquanto tentava afastar seu toque dali.Eu estava gostando, óbvio que estava. Mas não podia deixar aquilo ficar quente demais, afinal, ainda estávamos na cozinha.O que veio a seguir, me deixou tonto com as ações rápidas com que o executei.Depois de tentar tirar as mãos do ruivo de minha pele, a sua entrada súbita não deixou de criar um impacto enorme em nós dois.—Quando decidirem, me avisem!- gritou a voz alta e grossa, e logo depois escutamos o som da porta se fechando fortemente.De imediato, me separei do ruivo, e não sei se foi destino, ou muita sorte, mas acabei por sentar em uma cadeira que havia atrás de mim, logo assumindo uma pose de que não tinha feito absolutamente nada.Apoiei o cotovelo na mesa ao meu lado, encostando o queixo em minha mão, e não deixando de rir da expressão ainda atordoada de Hiccup, ao ainda raciocinar o que estava acontecendo.Depois, sorri de lado, esperando o próximo ato que sabia que ia acontecer a qualquer momento.Logo estava escutando os passos pesados e os sussurros. O homem não demorou mais para entrar na cozinha, e se assustar de imediato ao me vez sentado à mesa. Então, finalmente direcionou sua atenção ao ruivo, franzindo as sobrancelhas e o olhando de cima a baixo.—O que está fazendo em cima do balcão, Hiccup?- perguntou, obviamente confuso. Aposto que também estranhou o fato do ruivo estar ofegante... bastante ofegante, ou suas roupas estarem mal colocadas.
Ele me olhou desesperado. Não sei o motivo, já que o homem nem nos pegou...Apenas dei de ombros, numa posição indiferente, e não deixei de sorrir sarcástico para o ruivo, antes de olhar o homem que ainda esperava uma resposta.—Eu avisei para ele sair daí.- levantei e abaixei os ombros, ao que o chefe da vila me olhou.Encarei Hiccup, e balancei a cabeça, fingindo reprovar a sua atitude. O ruivo me olhava perplexo, o que me fez dar um risinho, lamentando não rir mais alto por causa da presença do homem.—Hiccup, não está me escutando? Para de ser desobediente e saia desse balcão.- o homem disse, levando tanto eu, como o ruivo a pensar que talvez ele tenha dito várias outras coisas, mas estávamos mais ocupados. O garoto o olhou.—Mas pai-—Mas nada, saia-—Stoico, estamos prontos!- uma quarta voz o interrompeu, fazendo sua atenção se desviar para a porta.Ele nos olhou, e fez menção de que ia falar algo, mas desistiu ao caminhar rapidamente para longe. O ato me fez franzir as sobrancelhas, ao que me inclinava de lado, tentando ver o chefe se distanciar.Hiccup já havia saído do balcão, e parecia brigar comigo por causa de minha atitude, mas o interrompi ao falar:—Hic, tem algo errado.- disse, ao não tirar meus olhos dos homens numa conversa cochichada e bastante suspeita.˙˙˙˙ As coisas estavam ali. Acontecendo e acontecendo. Rápido demais, repentino demais. Sem nem nos informar de nada, sem nem nos dar uma dica sequer. Ou talvez, estávamos bastante ocupados para notar algo. Ou, eles erraram em pensar que se não soubéssemos, estaríamos mais seguros. É por isso que pensei nunca estar nessa situação. É por isso que nem percebi quando tudo isso bateu em nossa porta.O que será que foi o estopim para todas essas coisas? Não posso nem imaginar. Na verdade, não tenho resposta para mais nada. Não sei de mais nada.É ainda mais confuso já que me encontro longe de tudo, junto com todas aquelas pessoas que são minhas companhias.Juro que jamais pensei que nos encontraríamos ali. Jamais pensei que isso poderia ocorrer conosco, com nossa vila, com nosso povo viking. Na realidade, penso em tudo isso como minha imaginação ou pesadelo. Sei que é um pensamento superficial demais, mas não posso me permitir assumir isso ainda.Sei que todos ali também negam a si mesmos. Escuto os sussurros de consolação. Escuto os vários "vai ficar tudo bem" ou "já vai passar".Eu sei que não vai passar. A espera é agonizante, tudo isso é agonizante.Nunca me encontrei mais preocupado com o que ocorre ao lado de fora. Todos os sons apavorantes me fazem imaginar o pior, o pior de tudo. Sempre encolhido, sempre olhando para o chão, sempre com a mente ocupada, trabalhando em algo que não consigo distanciar. Sempre pensando; não tendo a habilidade de apenas parar. Eu quero parar, mas parece impossível. E realmente sei que é.Meus olhos também não param quietos. Eu observo as pessoas, e o desespero delas, reflete mais em mim do que imagino. Elas não me ajudam a me ajudar. Não me permitem ficar mais calmo. Os seus choramingos me fazem ficar atento ao que ocorre à distância, e não quero pensar no que ocorre à distância.Me sinto tão desesperado quanto elas, tão desamparado quanto elas. Odin! Estou tão preocupado!Em minha mente, eu grito pelos seus nomes. Eles são meu motivo de preocupação."Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Stoico, Jack, Jack, Stoico, Jack, Stoico."Os dois estão lá fora, embora em ambientes diferentes. Muito diferentes.É difícil respirar. É difícil fazer um simples movimento. Eu ainda estático, penso, e minha consciência me informa dos vários treinos.Alcis estava nos preparando. Ele estava nos preparando para esse momento. Para essa situação. É intrigante pensar que não descobrimos o que estava acontecendo ao nosso redor. As suas frases nos alertando de um perigo próximo. "Inimigo" "Exército inimigo" "O inimigo não está aqui entre vocês" "Vocês têm que saber quem realmente eles são"Ele estava ali a todo momento, exigindo de nós, nos ensinando vários e vários golpes, um atrás do outro. Fazendo tudo aquilo, para que quando chegasse esse momento, estivéssemos prontos. Prontos para defender nossa honra.Os outros pareciam também já ter sacado isso. Assim como eu, estavam muito pensativos. Porém, sei que ao contrário deles, eu não pensava apenas em nossa preparação, pensava também nele.Estávamos longe um do outro. Eu não sei como isso aconteceu, já que meu pai se encarregou de trazer proteção para todas as mulheres e crianças. Não sei como eles ficaram de fora. Como isso aconteceu?Enterrei meu rosto em minhas mãos, escutando os vários murmúrios dos outros ao redor, numa eterna conversa sobre o mesmo assunto.Também escutava as várias reclamações do garoto, e aquilo de certa forma, me fazia ocupar os pensamentos, me concentrando em saber o que ele tanto resmungava. Depois de um tempo, consegui.—Eu quero sair daqui. Droga. Por que nós, logo nós, temos que ficar nesse abrigo? Eu sei lutar, vocês estão sabendo?!!—Melequento, fica calado pelo menos um segundo!Isso me fez sorrir, logo levantando a cabeça. Não enxergava quase nada, só via as formas das pessoas ao redor, então não soube exatamente como eles chegaram até mim, mas de qualquer forma, eles estavam ali.—Hiccup?Astrid chegou primeiro, se sentando ao meu lado. Percebi que os gêmeos arranjaram espaço ao meu outro lado, sentando um perto do outro. Perna de Peixe ficou em pé e Melequento também.—Hey.- digo para todos, mas meu olhar logo vai para a loira ao meu lado esquerdo.Ela não diz nada de imediato, mas sabia que queria o fazer. Talvez esteja se preparando, não estando diferente de mim, atordoada e confusa.Na verdade, todos eles pareciam dessa forma. Todos os que estava ali, na agonia de não ter notícias e apenas escutar, sem poder fazer nada, tudo o que ocorre ao lado de fora.—Então.- ela me chamou atenção, me tirando de meus pensamentos.- Já entendeu o que Alcis estava fazendo conosco?Sua voz está baixa, e duvido que ela me olhe no rosto.—Hmrrum.A garota limpa a garganta, antes de continuar.—Ele estava nos preparando. Estava nos preparando. Sabe o que significa isso?- sua voz, embora perto, estava distante. Parecia conversar com ela mesma, só que pensando alto.- Nós nem imaginávamos o por que. Nem passava por nossa cabeça que os golpes eram para esse momento. Estávamos dormindo, pensando estar tudo bem ao nosso redor, quando o que demorou para isso acontecer, foram só dias.Pareceu fungar, ao que enxerguei com bastante esforço, seus dedos brincando em cima dos joelhos.—Acho que no fundo nós sabíamos. Só que bem, bem no fundo.- soltei um risinho, escutando o mesmo da loira, o que me fez alargar o ato. —O que vamos fazer quanto a isso?- perguntou depois de um tempo.Olhei para os outros ao redor, os vendo atentos quanto à nossa conversa.—Não sei. O que vamos fazer quanto a isso?Era uma pergunta retórica. Todos nós sabíamos o que tínhamos que fazer: lutar.Melequento sentou em minha frente, chegando mais perto, como se para começar a falar sobre um plano maligno. E pensando bem, aquilo se assemelhava com o maligno, mas era algo bom que ao mesmo tempo ninguém adulto iria concordar.—Como iremos passar por todas essas tias?- sussurrou, olhando primeiramente para os gêmeos depois para mim, e logo para Astrid.Meus olhos não demoraram para correr por todo o ambiente escuro, e ver com dificuldade todas aquelas mulheres. Umas chorando, outras conversando, e mais outras consolando as que estavam chorando.Realmente seria difícil passar por elas. Primeiro por causa do pouco espaço, mas isso era o de menos, segundo, aposto que meu pai mandou que elas nos vigiassem.Mas qual é?! Olha o tanto de outras crianças que tinham ali! Se nós saíssemos não sentiriam nem a nossa falta.—Eu tenho uma ideia.- Cabeça-Dura disse, com um sorriso irônico no rosto.Nós o olhamos, esperando o que ele tinha para falar.—Se levantem, e assim que perceberem o sinal, corram para a porta.- ditou.Astrid logo levantou, e não demorei para a fazer o mesmo, esperando pelos outros também. Olhamos para o garoto, e ele pareceu procurar por algo, se abaixando e pegando uma pedra. Outra vez pareceu procurar alguma coisa e sorriu, ao que fixou o olhar em algo além de mim.Estava para me virar e olhar o que era, quando o garoto jogou a pedra que estava em suas mãos, me fazendo ouvir o zumbido em meu ouvido. Aquilo quase me acertou!
Eu ia reclamar, quando escutei o grito alto e estridente. Era uma criança. Ele acertou uma criança, e aposto que não teve dó quanto à força ou velocidade.Logo todas as mulheres ali presentes estavam indo de encontro à vítima, e sorri ao finalmente entender o que Cabeça-Dura quis fazer, logo olhando para o caminho vazio à nossa frente.A porta era vista sem ninguém na frente, e não demorei para seguir os outros que já estavam correndo até ela.Aposto que como elas estavam muito ocupadas com aquela criança, nem perceberiam nosso sumiço, e nem notariam que não estávamos mais ali.Perna de Peixe foi o primeiro a sair, isso quando conseguiu abrir a porta, e rodei os olhos por causa de sua demora.Nós, os que estávamos atrás, seguimos pelo mesmo caminho, sendo eu o último a abandonar o local abafado.Era um verdadeiro caos, mesmo nós estando ainda um pouco longe do acontecimento. Víamos a agitação da ilha, e algumas tochas à distância. Os gritos eram assustadores.E quando me dei conta do que nós, os treinados, estávamos para fazer, lembrei das palavras de Alcis:"Quando chegarem lá, lembrem-se: Vencer o inimigo é fácil, basta aplicar os golpes que ensino aqui. Porém, eles nunca irão jogar limpo."
Notas finais
Então.... para as pessoas que estavam dormindo: esse acontecimento está acontecendo faz tempo. Eu comecei com os rumores desde o capítulo 6, só que só está pra valer agora.
Tem uma pessoinha que já sacou que isso aí ↑ ia acontecer. Eu tive que mentir para ela, e sinto muito. Mas você estava certo !!!
Enfim.... eu espero mesmo que tenham gostado desse capítulo, pq eu gostei muito dele, mesmo não tendo quase nada, só pensamentos.
Ansiosa para os próximos capítulos e tomara que estejam também !!
Não posto se não tiver comentários...
Kissus.
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