Notas iniciais
Oie seus gostosos e lindos... Como vai a vida ?? Gente, minhas férias estão acabando. Tenho aula terça agora... Não demorei dessa vez ? Não demorei dessa vez !! Esse capítulo é mais pra encher linguiça. É mais sobre o desenvolvimento do relacionamento deles. Terão mais capítulos assim, mas ainda não sei quantos. Acho que vou demorar para postar aqui, devido à outras fics da qual tenho que fazer capítulo também... Então, não venha reclamar, pq já postei demais aqui. RUM. Gostaram da nova capa ?? EU AMEI, e espero que tenham amado também. Foi feita com muito carinho. Não revisado, sorry. Espero que gostem !!

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Suspirei, apertando os punhos e sentindo meu coração palpitar dentro do peito de forma rápida. Minha respiração também já se tornava um pouco pesada, e sabia que era por causa do que eu ia fazer nos próximos minutos.

Ainda estava em frente à minha porta, não conseguindo lembrar exatamente como se anda.

Olhei para os meus pés, criando coragem para sair dali, e me recusando a entrar e desistir.

Eu sentia falta de ir até lá, então é isso que eu vou fazer, embora aquele lugar me dê muitas lembranças ruins. Mas sei que temos que superar essas coisas, e focar nas memórias boas, e que conseguem superar tudo.

Engoli o seco, e então, me pus a andar. Simples assim.

Estava sendo fácil até agora, e é desse jeito que tem que ser, certo? Eu sei que não, mas eu preciso superar tudo isso, pois faz tempo. Não tanto, mas faz.

Não ficava tão longe, mas sentia que demorava para eu chegar ao destino, apesar de não prestar atenção no caminho, de qualquer forma.

Porém, de um jeito ou de outro, já estava dando de cara com aquele lugar.

A grama estava verde, tão linda quanto eu me lembro. O lago estava lá, sua água cristalina nos permitindo ver a profundeza e o que nela contém.

Eu ainda estava longe demais, porém sabia de tudo aquilo já que não sei contar quantas vezes vim ali.

Eu queria sorrir ao ver todas aquelas coisas, e pode até ser que o sorriso veio, mas ele era falso.

Mesmo que eu tentasse focar nas memórias boas que tive aqui, a tragédia sempre vinha em minha mente. Eu sempre recriava o dia em que perdi os dois.

E agora, olhando para o lago, eu estava imerso naqueles pensamentos mais do que em todos os dias.

Acabei indo embora. Não me sentia, e sei que não estava pronto.

Porém, retornei quando as coisas estavam melhores.

Foi quando o meu sorriso era verdadeiro, quando dei de cara com o lago. Foi quando em minha mente, as memórias felizes tomaram de conta. Foi quando eu não via mais o lago como o "assassino" de minha irmã e meu pai. Foi quando percebi que foi só um acidente. Um horrível acidente.

Mas eu estava ali.

Me aproximei mais, andando lentamente, ainda curtindo o clima do ambiente e o vento brando que me inundava.

Olhei para o meu reflexo na água, e sorri de lado.

Logo estava sentando à beira, enquanto acariciava a grama ao redor de mim.

Então permiti me lembrar de mais coisas. Lembrar das vezes que nós três ficávamos aqui, falando sobre histórias vikings, já que meu pai era um. Lembrar dos mergulhos que dávamos, e que a garotinha não podia ainda, já que era muito pequena. Lembrar da expressão brava que ficava em seu rosto, por causa desse mesmo motivo. Lembrar dos dias em que patinávamos. E logo depois, como consequência, lembrar daquele dia.

O sorriso com certeza já estava indo embora, quando algo me destraiu um pouco ao longe.

Algo não, alguém.

Ele chutava o ar, enquanto parecia realmente com raiva dele. Não olhava para cima, só parecia um tanto distraído, e aposto que estava, já que não enxergou seu pé se enroscando com uma raiz de árvore morta.

E é assim que ele vai com tudo para o chão.

O garoto murmura algo, mas não consigo entender já que:

—Há há há.- dou gargalhada.- Devia ter prestado mais atenção por onde coloca o pé.- digo, e logo tenho sua atenção.

Ele ainda ficou por lá, enquanto parecia me analisar. Aposto que ia falar do meu cabelo, mas me alertei a não ligar, como sempre faço.

Depois que pareceu terminar, balançou a cabeça, acabando de levantar.

—O que pensa que está fazendo perto do meu lago?- perguntou, quando estava de pé.

Meu lago? Tudo bem... O lago dele.

—Oh, me desculpe, não sabia que ele tinha dono.- falei no meu tom sarcástico.

—Como chegou até aqui?- perguntou, e observei seus passos em minha direção.

Ahn? Como ele acha que eu vim parar aqui?

—Vim flutuando.- segurei o riso. Não me contive em falar aquilo.

—Nossa, como você é engraçado! Pena que eu não achei graça.- diz irônico.

—Isso se dá porque você não tem senso de humor. Se tivesse, iria rir com toda a certeza.- me levanto.

Outra vez ele parece me observar, e aproveito para fazer a mesma coisa.

O garoto tem uma franja cobrindo um pouco um de seus olhos. Seu cabelo é um ruivo, que de longe, parece mais um castanho. Seu rosto é coberto de sardas nas bochechas. Quando reparo em seus olhos, não consigo não pensar em como os mesmos têm a cor bonita. O verde deles é perfeito.

E então, ele me chama para a realidade novamente.

—Você mora na aldeia, senhor engraçadinho?- tento não rir do apelido, ao escutar o garoto falando.

—Não, eu moro um pouco distante do seu lago.- respondo, por fim.

—Deve ser por isso que nunca te vi, nem mesmo seu rosto me parece familiar. Você já veio outras vezes aqui no meu lago?- pergunta.

—É a segunda vez que eu venho por aqui.- minto.- Minha vez de fazer perguntas, por quê estava chutando até a terra que entrava em sua frente?

—Briguei com o meu pai. Você mora faz muito tempo perto do meu lago?- diz.

—Moro desde pequeno, porém decidi vir só agora.- minto de novo.- Mas eu já sabia de sua existência o que também torna o lugar meu.

—Mas eu que tive a iniciativa de vir à ele, ele é mais meu do que seu.- fala um pouco indiferente.

Eu realmente não lembro de quantas foram as perguntas que fizemos um ao outro. Só digo que a quantidade é muita. Muita mesmo.

Tanto, que perdemos toda nossa tarde nisso. Mas foi legal ficar assim com ele.

Estranhei o garoto não comentar sobre o meu cabelo branco, e ele realmente não o fez. O que me levou a pensar, que talvez ele seja diferente.

Sentia uma amizade se formando, e tenho certeza que não seria uma simples amizade.

—Eu tenho que ir, aposto que meu pai já deve ter mandado a vila toda atrás de mim. E quero evitar discutir mais uma vez com ele.- fala.

—É melhor eu ir também, está ficando tarde.- me levanto, e sorrio enquanto dou de ombros caminhando até minha casa.

—Ei.- escuto, o que me faz olhar para trás.- Você tem outro nome, além de senhor engraçadinho?

—Jack. Jack Frost.- sorrio de canto, olhando o garoto.

—Até à vista Jack.- se vira, começando a andar.

—Ei, você não me disse o seu.- digo, o vendo se virar para mim novamente.

—Hiccup Haddock.- não prestei atenção no resto do nome, porque à partir do Hiccup, não evitei a gargalhada alta.

Meus olhos estavam fechados, e quando os abri, Hiccup não estava mais lá.

Soltei um último riso, e então andei para casa, ainda sorrindo.

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É estranho você pensar no passado e para todas as coisas que te aconteceu ou para as pessoas que você conheceu.

Nós nunca imaginamos como aquele momento afeta para o futuro, ou o que poderá ser para o mesmo.

Exemplo, eu nunca pensaria no quanto Hiccup significaria para mim, no momento em que o vi. Nunca passaria pela minha cabeça que ele seria o garoto que eu iria gostar mais que tudo, isso porque não faria nenhum sentido. Mas hoje faz.

Porém mesmo assim, vemos pessoas que parecem insignificantes para nós, mas que terá uma bela importância em nossa vida no futuro. Hiccup é uma delas.

Ele literalmente caiu em minha vida quando eu mais estava precisando, e eu nunca enxerguei naquela época o quanto ele era importante.

Porém, não acho que descobri tarde demais.

Esfrego um de meus olhos, antes de abrir a porta, ainda não podendo imaginar quem poderia ser.

Franzo o cenho, assim que vejo o ruivo parado em minha frente, olhando para o lado, logo virando de costa.

Ele parece distraído com o céu, ou apenas observa as árvores e o ambiente.

Parece que ainda não percebeu minha presença, o que me faz sorrir de lado, enquanto cruzo os braços, esperando o garoto me notar.

Não consigo pensar no motivo pelo qual ele está ali, pois ainda não chegou a hora de irmos até o lago, mas gostei do fato do ruivo ter vindo mais cedo.

Encaro sua costa, ainda esperando por ele.

Hiccup parece mexer um pouco no cabelo, antes de dar de ombros, com a mão estendida, indicando que estava prestes a bater. Mas se assusta ao me olhar, o que me faz soltar um riso.

—Oi.- digo divertido.

Ele coloca as mãos no peito, e suspira rápido.

—Que susto.- fecha os olhos, ainda com as mãos no peito.

Sorrio minimamente, descruzando os braços.

—Desculpe.- rio no final, quando o ruivo me olha.

Ele assente, afastando suas mãos do peito, os colando na lateral de seu corpo. Nós nos encaramos depois disso.

Eu o analiso por alguns segundos. Usa uma calça marrom escuro, e sua blusa é verde, com um colete marrom, também escuro. Usa uma bota; a de sempre. Seu cabelo está um pouco grande na frente, o que o leva a passar a mão por ali, toda vez que a franja cobre seu olho.

Ele parece tentar dizer algo, eu sabia que queria, mas só ficou lá, também parecendo me analisar.

Limpei a garganta, cruzando os braços novamente.

—Então...- coço a nuca por alguns segundos.- Qual é o motivo da sua ilustre visita para alguém como eu?

Sorrio largo, observando de perto sua expressão.

Ele roda os olhos, e também abre um sorriso largo.

—Que é? Não posso te visitar?- pergunta, cerrando os olhos.

Sorrio de lado, desviando a atenção, assim como ele dois segundos depois que realizou a pergunta.

—Pode, só que ainda nem deu a hora de irmos para o lago. Não deixa de ser estranho você estar aqui nesse horário.- respondo.

Como era antes dos treinos, nós combinamos de nos encontrarmos todos os dias no mesmo horário daquela época. Era devido aos castigos de Alcis, que nunca mais fizemos coisa parecida, nem mesmo à noite. Eu estava sentindo falta.

Ele desvia seu olhar para o céu, só com o levantar das órbitas.

—Está fazendo sol.- fala.

Arqueio uma sobrancelha, encarando o garoto, que já me olhava de volta.

—Estou vendo...- diferente dele, não desviei os olhos para o céu.

Eu já havia visto o sol. Vi de minha janela. Era estranho a presença do mesmo, antes do clima frio que aparentava vir há pouco dias. Mas é bom esse tempo um pouco quente, isso porque o sol ainda está fraco, antes da estação congelante que sei que virá de um jeito ou de outro. Talvez os deuses tenham sentido pena de nós, antes de jogarem as grandes nevascas...

Sorri com o pensamento anterior, sabendo que meu pai falaria dessa mesma forma o que poderia ser o motivo para o aparecimento do sol.

Mas como já disse antes, o inverno chegará em uma ou menos de uma semana. Duas no máximo.

Hiccup demora um pouco para falar o que ele queria dizer com o sol, e a espera só torna aquele momento mais estranho.

Limpa a garganta.

—Eu estava pensando, nós podíamos nadar.- diz finalmente.- Foi por isso que vim mais cedo.

Sorrio largo com a ideia. Confesso que nem passou por minha cabeça que poderíamos fazer isso, e também fiquei um tanto surpreso ao imaginar que Hiccup pensou naquilo, pois sempre sou eu quem dou essas propostas, e sou eu quem tem que arrastá-lo, já que não gosta muito de nadar.

Sorrio mais uma vez.

—Excelente ideia.- falo.

Ele junta as mãos em frente ao corpo, e sorri para mim também.

—Me empresta uma toalha? Eu esqueci de pegar.- pede.

—Claro, eu já volto.

Dou os ombros, e logo subo as escadas. Ando pelo corredor, e chego ao meu quarto rapidamente.

Caminho até o guarda roupa, pegando duas toalhas brancas, e não demoro para fechar as portas e sair do quarto.

Passo na cozinha, e aviso mamãe para onde estou indo, e a mesma só assente, voltando a fazer o que estava fazendo.

Hiccup agora está de costa novamente para mim, assim como estava quando o vi em minha frente. Ele vigia de novo o céu.

Sorrio, e fecho a porta.

—Hic, o céu não vai embora. Por que não para de vigiá-lo?- pergunto, e logo ele se vira para mim, me olhando.

Pega uma das toalhas.

—Eu estou vendo se as nuvens estão longe. Sabemos que esse sol não durará muito.- diz.

Também me pego olhando para o céu.

—Verdade. Melhor irmos logo, então.- ando na frente.

Hiccup me alcança, e agora estamos lado a lado. Nossas mãos se batem, isso por causa de nossa proximidade. Ele está quente.

Não há vento como os últimos dias. O que agradeço mentalmente.

—E como está seu pai?- pergunto simples e de repente.

Eu o olho, esperando por sua resposta.

—Nem parece que chegou da viagem.- transmite uma expressão pensativa.- Ainda ocupado, como sempre.

Não o respondo, apenas o imito, olhando para o caminho à nossa frente.

A caminhada é silenciosa, e também muito agradável. Parece que melhora com Hiccup ali do meu lado.

Nossas mãos ainda se batem, e sinto vontade de entrelaçar nossos dedos, mas sei que já estamos chegando, então não o faço.

Assim que avisto o lago, sorrio largo com sua beleza. A grama ainda está lá, e as árvores ainda têm suas folhas, que sei que desaparecerão com a estação fria.

—Chegamos.- digo sorrindo, e me antecipo, andando para perto da beira.

O sol bate naquela região, isso por falta de árvores ao nosso redor, pois sei que estaria sombra se tivessem as mesmas por perto.

Não demora para que eu me sente no chão, e tire minhas botas, as deixando mais longe, para não molhar.

Desvio minha atenção para Hiccup, que ainda está parado no mesmo lugar. Sorrio para ele.

—Vai ficar aí, me olhando?- lanço um olhar provocativo, deixando clara minhas segundas intenções na frase.

Ele arregala os olhos.

Dou gargalhada com sua atitude, o que o faz suspirar pesadamente, me jogando a toalha que lhe emprestei em meu rosto.

—Você é um idiota!- grita, se aproximando.

Rio mais um pouco, e então, tiro minha camisa. Olho para o ruivo.

—Sua vez.- sorrio de lado.

Ele me encara por alguns segundos, me analisando por completo.

Cruzo os braços, numa pose em que finjo estar impaciente, o que o ruivo repara, rodando os olhos.

Se abaixa, tirando as botas, e levanta novamente. Tira o colete marrom, jogando ao lado de minha camisa. Me olha, antes de começar a tirar a sua blusa verde. Eu o observo, mesmo depois que ele já tinha tirado, e jogado junto às outras roupas. Simplesmente não consigo desviar.

O garoto cruza os braços, na mesma pose que eu estava há segundos, e sorrio, olhando para seu rosto. Também o imito, rodando os olhos, como quando era eu quem estava com os braços cruzados, e então começo a tirar minha calça.

Sinto os olhos de Hiccup em mim, e quando jogo a calça no chão, também o encaro. Ele logo desvia sua atenção, o que me faz rir baixo.

—Estou esperando.- digo, arqueando as sobrancelhas, mantendo o sorriso de lado.

Ele então começa a tirar sua calça marrom escuro, e sorrio, ao vê-lo um pouco desajeitado, parecendo com vergonha. Ele só não sabe que não precisa ter, e já estava o falando isso, mas assim que o ruivo jogou a calça à nossa pilha de roupas, não perdeu tempo ao correr até o lago, dando uma cambalhota e logo entrando.

Dou um risinho, e também corro até a água, pulando por cima de sua cabeça. Mergulho por alguns segundos, indo mais fundo, e vendo as coisas que ali contém. Não sei quanto tempo fiquei na água, mas já estava sem ar quando cheguei à superfície.

—Pensei que tinha morrido.- Hiccup diz sorrindo, enquanto começa a boiar no lugar que sei que é mais raso.

Sorrio, e logo faço o mesmo que ele, estendendo minhas pernas à frente, e deitando no lago.

Primeiro, encaro o céu azul e as poucas nuvens que o mesmo tem. Depois fecho os olhos, gostando da sensação quente que o sol nos dá. Meus ouvidos estão tampados por causa da água, então não posso dizer exatamente o que estava acontecendo ao redor.

Só senti meu corpo indo para baixo, e logo não estava mais boiando. Mas, eu sentia e via sua mão em meu peito, ainda me mantendo submerso. Porém, logo ele me deixou subir.

Suspirei o ar fortemente, antes de focar meus olhos no garoto. Ele gargalhou assim que o encarei.

—Desculpe, não pude evitar.- colocou a mão na boca, impedindo seu riso.

O olhei incrédulo, e infelizmente não consegui esconder o sorriso.

—Muito engraçado, Hiccup.- disse, não deixando ele nem ter uma reação depois de minha fala.

Empurrei seus ombros, o afundando na água. Deixei ele ali por alguns segundos, e quando estava para soltar seu corpo, senti suas mãos em meus braços. Não demorei para estar também de baixo d'água. Nós nos soltamos, mas não subimos como pensei que aconteceria. Encarei o garoto ruivo, também tendo sua atenção em mim. Não evitei olhar para seu corpo, antes de nadarmos juntos até mais fundo. Nós nadávamos próximos um do outro. As vezes, eu passava por debaixo dele, ainda olhando para seu rosto, ou o contrário. Nossos corpos se encostavam vez ou outra, quando finalmente ficamos sem ar.

Eu subi primeiro, olhando para frente, esperando Hiccup aparecer também. Sorri quando o ruivo finalmente surgiu, e não hesitei em chegar mais perto dele.

Ele também sorriu para mim, e nós nadamos até a região mais rasa juntos.

O ruivo encosta sua costa à margem e eu fico de lado, perto de seu corpo. Coloco meu cotovelo no chão, e apoio minha cabeça em minha mão direita em forma de punho. Sorrio de lado, olhando nos olhos do garoto, e como o esperado, ele me encara de volta por poucos segundos, desviando o olhar para outro local qualquer. Solto um risinho com o seu ato, e me aproximo dele.

Minha mão esquerda vai de encontro à bochecha do ruivo e passo o indicador ali. Sua pele é tão macia; também já está um pouco vermelha. Só não sei se é do sol, ou por causa de outro motivo. Observo seus detalhes, chegando ainda mais perto do garoto, que ainda não me olha; só tem sua atenção presa em alguma parte de meu corpo que não faço questão de saber qual, por estar mais ocupado.

Minha mão vai em direção à sua nuca, e acaricio ali lentamente.

—Psiu.- sussurro, e sorrio mais largo quando consigo atrair seus olhos até os meus.

Afasto minha mão dele, agora colocando-a em sua cintura, e sentindo o tecido de sua cueca. Sorrio de lado, chegando perto de seu rosto, e abaixo minha cabeça, encarando a água que está em baixo, ao redor de nossos corpos.

—Sinto falta de te beijar.- digo baixo, olhando para seu pescoço.

Suspiro pesadamente. Eu realmente estou com saudade dos lábios do ruivo. Estou com saudade dele, mesmo ainda o vendo todos os dias, mas é outro tipo de saudade. E isso está me matando.

Suspiro novamente, fechando os olhos, mas logo os abro ao sentir seus dedos em meu queixo. O ruivo elevou um pouco minha cabeça, me fazendo olhar para seus olhos verdes.

Ele afastou sua mão de mim, desviou os olhos para baixo por alguns segundos, e depois me observou novamente.

—E o que está esperando para mudar isso?- perguntou baixo.

Fiquei surpreso com sua fala e com o seu tom um tanto inocente, mas ao mesmo tempo, do tipo que me provocou.

Olhei para sua boca entreaberta, não pensando duas vezes em me aproximar dele. Nós já estávamos próximos o bastante para o beijo, e Hiccup já tinha seus olhos fechados, o que me fez sorrir de lado. Também fechei os meus olhos, e o primeiro selinho foi suave, o mais suave que nós já demos. Só aquele toque foi o bastante para o meu sorriso.

Senti os dedos do ruivo em meu cabelo, puxando de leve, assim que aprofundamos, o que me fez arrepiar. O beijo estava lento, mas bom. Não acho que iríamos nos afastar tão cedo. Mordi seu lábio inferior, antes de movimentar minha cabeça para o lado oposto. Nossas línguas se entrelaçavam cada vez mais, o que trazia como consequência um beijo mais intenso e mais rápido. Arfei assim que o ruivo puxou meu lábio fortemente, quando nos separamos.

Abaixei um pouco a cabeça, respirando rapidamente, e quando consegui regularizar minha respiração, não deixei de dar um último selinho nos lábios do ruivo.

Abri os olhos, encarando o garoto com um sorriso pequeno. Ele ainda recuperava a respiração, mas me olhava de volta. Não por muito tempo. Seus olhos desceram para outro lugar.

Juntei as sobrancelhas.

—Por que não me olha mais nos olhos?- pergunto, tentando o contato visual.

Ele logo levanta seu olhar para o meu.

—Eu não consigo.- diz, depois de segundos demorados.

Rio baixo, balançando a cabeça.

—Você é tão hilário.- respondo.

Ele roda os olhos, e bate de leve em meu braço esquerdo, o que me provoca uma risada mais alta.

—E você é idiota.- diz, usando um tom mais alto.

Sorrio de lado, chegando mais perto do rosto do garoto.

—Por você.- digo com um tom provocante, mas é verdade.

Suas bochechas se tornam mais vermelhas, enquanto ele sorri pequeno e olha para baixo de novo.

Solto outra gargalhada. É tão legal deixá-lo dessa forma...

O ruivo logo assume uma expressão raivosa, e empurra meu ombro. Mas logo depois eu vejo o seu sorriso.

—Eu te odeio, Jack.- fala, ainda me empurrando.

Eu rio mais alto, pegando em sua cintura com as duas mãos, e sei que ele não conseguirá me afastar dali. Depois que colo mais nossos corpos, é que ele para de tentar lutar.

Sorrio largo, e deixo um beijo em sua bochecha, tendo o seu sorriso, assim que me afasto.

—Vamos sair?- pergunto.

Ele assente, e eu solto sua cintura, ainda olhando em seus olhos. Demoramos um pouco para nos mexermos, mas eu logo o faço, andando até o lugar que deixamos nossas roupas. Apanho as duas toalhas no chão, me virando a fim de ver o ruivo. Ele tem seus braços ao redor do corpo, tentando se aquecer.

Sorrio com a cena, e estendo uma das toalhas para o garoto, que logo a toma de minha mão.

Começo a me secar, assim como Hiccup, terminando primeiro que ele.

—Você... Não acha melhor passar lá em casa, para pegar roupas limpas e secas?- olho para sua cueca, querendo indicar que é sobre isso que estou falando, quando disse roupas secas.

Ele parece com vergonha ao colocar a toalha naquela região, o que me faz soltar um risinho.

—Não precisa.- diz, finalmente.

—Tudo bem.- pensei em insistir, mas não o fiz.

Peguei as roupas do ruivo no chão, as jogando em sua direção, e logo comecei a colocar as minhas também. Depois que já estava com a calça e a blusa, coloquei minhas botas. Terminando isso, me virei para o ruivo.

Minha calça já estava começando a ficar molhada, por causa da cueca, também molhada, mas não liguei. Apenas me concentrei em Hiccup.

O ruivo terminava de colocar sua calça, e então começou a calçar as botas. Vestiu o colete marrom escuro, e também se virou para me encarar.

Estendeu a toalha.

—Valeu.- disse.

Sorri, e me aproximei para pegar de suas mãos. Seguro a toalha, sem ainda a tirar do ruivo, e sorrio mais abertamente.

—De nada.- digo.

Nós nos encaramos depois que o pano já está seguro em minhas mãos, e os segundos que estamos ali parecem intermináveis.

Ele coça a nuca, desviando o olhar.

—Acho melhor eu ir. Meu pai já deve ter mandado a vila toda atrás de mim.- diz, sorrindo levemente.

Também sorrio, arqueando as sobrancelhas.

—Saiu sem ele saber?- pergunto.

—Pois é.- fala irônico.

Rodo os olhos para ele, que sorri largo.

—Então, tchau.- falo, observando seus passos até mim.

Me aproximo também, e me inclino pegando em seu queixo, e depositando um beijo perto de sua boca.

Quando ia me afastar do ruivo, senti sua mão em minha nuca, e logo depois, seus lábios estavam nos meus. De imediato, me assustei, mas logo fechei os olhos, deixando a língua do ruivo passar.

Foi um beijo rápido, mas perfeito; realmente perfeito.

—Tchau, Jack.- dá de ombros, indo para o caminho oposto ao meu.

Notas finais
Hey... eu sei que as coisas entre os dois estão ainda um pouco paradas, mas como já disse, os próximos capítulos são para o desenvolvimento disso aí. Então... esperem. Deixa seu comentário, se não, não posto o próximo. I love you ♡♡